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Filmes esquisitos

Nós gostamos mesmo é do escurinho.


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29 Dezembro

Força Sinistra (1985)

Se você gosta de filmes de ficção científica apocalípticos, destruição em massa, baixo orçamento usado com criatividade, raridades obscuras que não receberam a devida atenção, mocinho banana estilo “o que está acontecendo?”, alienígenas com aparência humana mas que são, em verdade, vampiros espaciais, ver a cidade de Londres ser completamente destruída, cientistas governamentais com interesses escusos, multidões se arrastando pelas ruas, transformadas em zumbis e loucas atrás das pessoas ainda não contaminadas, então este filme é pra você. Como incentivo final e definitivo, tem a Mathilda May, no esplendor de seus 20 aninhos, fazendo o papel de alienígena principal e desfilando pelada pelas ruas de Londres durante boa parte do filme. Mais que isso, só se você conseguir encontrar o raríssimo CD musical que a moça lançou em 1993, como nós fizemos, só pra poder ver as fotos do encarte.
07:39:00 - Zeno - 2 comentários

25 Dezembro

Mauvaise Graine (1934)

Mais Billy Wilder. No final do ano passado foi lançada nos EUA a versão em DVD do primeiro filme de Wilder, "Mauvaise Graine" (tradução aproximada: moleque da pá virada...), rodado por ele na França em 1934, depois de ter fugido de Berlim e antes de chegar a Hollywood. Não vimos, mas já gostamos.
07:12:00 - Zeno - Comentar

23 Dezembro

Billy Wilder

O Telecine Classic, canal 65 da Net, programou para o final de dezembro, com reprises ao longo de janeiro, três filmes de Billy Wilder pouco vistos por aqui: "Avanti... Amantes à Italiana", de 1972, exibido na TV brasileira pela última vez, salvo engano, no final dos anos oitenta, "Beija-me Idiota", de 1964, com uma estranha parceria entre Wilder, Dean Martin e Kim Novak, e "Irma La Douce", de 1963, repeteco da dupla Shirley MacLaine/Jack Lemmon que trabalhara com Wilder em "Se Meu Apartamento Falasse", três anos antes. Torcemos para que os dois últimos sejam exibidos em letterbox, já que os filmes foram rodados em Cinemascope e a única cópia disponível até hoje do “Irma La Douce” era uma lançada pela Warner nos anos oitenta, em VHS, irremediavelmente mutilada.
07:10:00 - Zeno - Comentar

22 Dezembro

Simplesmente Amor (2003)

De esquisito, propriamente, o filme não tem nada, é só uma besteirada mal-escrita e mal-filmada (as duas atividades by Mr. Richard Curtis, que foi roteirista do “Quatro Casamentos e Um Funeral”). Mas constrangedor, mesmo, é uma seqüência pseudo-humorística em que o primeiro ministro britânico (Hugh Grant, sic) faz uma conferência de imprensa junto com presidente norte-americano (Billy Bob Thorton, sic) e resolve “peitar” o coleguinha, defendendo os interesses e a soberania da Ilha de Albion depois de tantos anos de subserviência britânica em relação aos ianques. Os assessores e jornalistas vibram na sala de imprensa, a população aplaude, todos ficam felizes. Pra piorar, a centelha que pôs fogo na rebeldia do primeiro ministro foi o fato de o presidente americano ter xavecado, numa sala reservada, a assessora predileta de Mr. Grant. Nunca a impotência atual da Grã-Bretanha se mostrou tão claramente como nesta seqüênciazinha rebelde de pica mole.
07:08:00 - Zeno - 4 comentários

19 Dezembro

Rossellini

Raridade absoluta: a francesa TV5 (canal 30 da Net, canal 665 da DirecTV) programou para domingo, dia 21 de dezembro, a exibição de três trechos do mítico documentário que Roberto Rossellini fez para a TV italiana, "India vista da Rossellini", gravado na Índia no final dos anos cinqüenta e, até onde sei, completamente inédito por aqui. No texto de divulgação da emissora, "ao longo de sua viagem à Índia em 1957 e 1958, Roberto Rossellini filma 'Índia', um documentário de quase 10 horas, um caderno de viagem com tintas humanistas que suscita uma grande admiração da parte dos jovens críticos e cinéfilos franceses no período inicial da Nouvelle Vague". Os trechos exibidos têm 26 minutos de duração e os horários são 4:41, 8:22 e 18:33. Maiores detalhes, clique aqui.
08:44:44 - Zeno - Comentar

13 Dezembro

Anjo ou Demônio? (1945)

Por falar em Otto Preminger e Dana Andrews, os dois voltariam a trabalhar juntos um ano depois em "Anjo ou Demônio?" (Fallen Angel), de 1945, um filme que passa de vez em quando no Telecine Classic da Net. Com exceção de uma trama whodunit boboca que aparece no terceiro terço do filme, o resto é noir de primeira qualidade: personagens perdedores, diálogos afiadíssimos, uma femme fatale jeca e escrota, boa fotografia (de Joseph LaShelle, que trabalhou depois com Billy Wilder), boas locações de praia e alguns planos que parecem quadros abstratos. E como disse um crítico americano na época do lançamento do filme, Dana Andrews "adds another excellent tight-lipped portrait of a growing gallery". Não conheço melhor definição para canastrão do que esta.
18:08:37 - Zeno - Comentar

Laura (1944)

Depois de ter visto o primeiro copião do filme, o chefão da Fox Darryl Zanuck manda chamar o diretor Otto Preminger e faz uma sutil análise crítica: "Dana Andrews é um amador sem sex appeal, Clifton Webb é viado, Judith Anderson deveria ter permanecido no teatro e o senhor em Nova York ou Viena, onde é o seu lugar."
17:38:57 - Zeno - 2 comentários

11 Dezembro

Xanadu (1980)

Um artista em crise era visitado por uma musa que andava de patins na calçada da praia. Para entrar na mágica Xanadu, bastava se atirar confiante em um painel pintado em uma parede (a la Harry Potter). Inesquecíveis são a participação de Gene Kelly tentando dançar com a Olivia Newton John, o encontro de uma big band com uma banda de rock onde trechos das músicas de cada uma iam se alternando até formar uma música só e, finalmente, todo o elenco patinando em Xanadu, que mais parecia a pista do Studio 54, no melhor estilo disco. Vi 9 vezes, 4 no cinema, 2 em sessão corrida.

Lôco, né?
01:30:32 - Sorel - 3 comentários

09 Dezembro

A sétima arte jamais será a mesma

O Sorel, aqui do blog, estreou ontem duas novas carreiras, e isso não tem nada a ver com o Maradona: diretor de cinema e ator principal de filme. Como metteur en scène, mostrou savoir faire, nonchalance, esprit e outras palavras francesas bacanas. Como ator, que retina há de esquecer aquele desfile de carnes adiposas que banhou a tela por alguns minutos aterrorizantes? Tem futuro, sem dúvida. Mesmo assim, sugerimos que ele mantenha o emprego atual, que ninguém sabe muito bem qual é, só por garantia.
20:23:07 - Zeno - 4 comentários

08 Dezembro

Vamô pulá

Sexta que vem estréia o novo filme da dupla Sandy e Júnior, “Acquaria”, uma ficção ambientada no futuro, num planeta Terra devastado e com escassez d’água, e que “fala de amor e amizade”.

Lôco, né?
10:59:55 - Zeno - 7 comentários

06 Dezembro

007 - Nunca Mais Outra Vez (1983)

Eu me lembro que a Barbara Carrera saía de dentro d'água com tudo aquilo que a graça divina lhe deu e abraçava o James Bond num bar à beira-mar, estilão tropical jamaicano. Ela: "Ah, me desculpe, deixei você todo molhado". Ele, com o copo ainda na mão: “But my Martini is still dry."

(da série: "Filmes esquisitos" encontra "Je me souviens")
16:50:55 - Zeno - Comentar

05 Dezembro

Mais um mestre com carinho

E hoje tem estréia do novo filme do Clint Eastwood, Mystic River , poeticamente traduzido por estas bandas do Equador como "Sobre Meninos e Lobos", o que soa como pastiche de livro ruim do John Steinbeck. Clint é o maior cineasta americano em atividade, o único que conseguiu enfileirar, na última década, três obras-primas e seis filmes de primeiríssima linha. Nem Scorsese, nosso placê nesse ranking, esteve à altura, escorregando aqui e acolá em coisas como Kundun e Gangues de Nova York. Alguém perguntaria: e o Altman? Diríamos: Esse já pendurou as chuteiras há muito, muito, muito tempo – mas nenhuma alma caridosa o avisou. E mais alguém: e o Woody Allen? Bradaríamos: saia já do recinto, seu desclassificado, que a conversa aqui é de níver.
09:18:12 - Zeno - 7 comentários

01 Dezembro

Ascensor para o cadafalso (1958)

Quando Louis Malle botou Jeanne Moreau para vagar pelas ruas noturnas e molhadas de Paris ao som de Miles Davis na trilha sonora, convenhamos, não tinha como dar errado. E ela, ainda por cima, ficava suspirando a todo momento "Julien... Julien..." – e nessas horas o público masculino em peso queria mudar de nome. E ainda tinha o Maurice Ronet como falso culpado hitchcockiano, com a diferença de que ele era realmente culpado, mas de outro assassinato. E como cereja no bolo, uma cena final de arrepiar, capaz de despertar vocações filosófico-fotográficas em qualquer um. [Leia mais!]
10:39:07 - Zeno - Comentar

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