:: home :: posts passados :: etilíricas :: je me souviens :: microcontos ::


Todos

Todos os posts do mês. Para selecionar uma seção, clique no menu ao lado.


.:: mês anterior :: :: :: :: February 2004 :: :: :: :: próximo mês ::.

27 Fevereiro

Calamari Union (1985)

Mais Aki Kaurismäki. Em “Calamari Union”, seriíssimo candidato ao inexistente ranking dos “Dez Filmes Mais Engraçados dos Anos Oitenta”, existem 16 personagens que se chamam Frank. Pra tornar as coisas mais confusas, eles estão sempre juntos, o tempo todo. Assim, os diálogos do filme são todos mais ou menos deste jeito: “Você viu o Frank?”, “Vi. Ele estava com o Frank na lanchonete”, “E quem vai buscá-los, o Frank?”, “Não, o Frank”. E o que é pior: cada Frank sabe de qual Frank eles estão falando.
21:00:37 - Zeno - Comentar

26 Fevereiro

Give peace a chance

Haiti

Porto Príncipe (Haiti) - Depois de dias de caos, violência e saques em Porto Príncipe, o líder rebelde, Guy Philippe, disse que suas forças conterão temporariamente o ataque à capital do Haiti para ver se o presidente Jean-Bertrand Aristide cede à pressão e renuncia. Philippe disse à Associated Press que quer "dar uma chance à paz". Com quase 5 mil combatentes, as forças de Philippe já controlam mais da metade do país e nos últimos dias disseram que em breve atacariam Porto Príncipe.

(Deu no Estadão)

Até para a canalhice há limites.
10:34:16 - Mathieu - 3 comentários

Etilíricas

bar travesti

ela waleska

eu caipiroska
05:19:00 - Zeno - 3 comentários

25 Fevereiro

Eu contratei um assassino de aluguel (1990)

O filme não é das melhores coisas já feitas pelo diretor finlandês Aki Kaurismäki, outro dos cineastas queridinhos aqui do blog. "Calamari Union", os dois "Cowboys de Leningrado" e "A garota da fábrica de fósforos" seguem sendo nossos preferidos. Mas é um daqueles filmes de que você gosta antes mesmo de sair de casa, quando lê a sinopse: sujeito em fim de linha tenta se suicidar várias vezes, mas não tem a coragem necessária. Resolve contratar um assassino de aluguel para matá-lo, mas no dia combinado ele conhece uma moça e se apaixona perdidamente. Quando tenta cancelar o contrato, o assassino se recusa, alegando razões de "profissionalismo"... O destaque vai prum diálogo entre Jean Pierre Léaud, que interpreta o fudido, e a florista, sua amada: (ele:) "Vamos fugir para a França, e de lá para outro lugar", (ela:) "Mas você abandonaria seu país?", (ele:) "O Proletariado não tem pátria".
18:55:00 - Zeno - 2 comentários

Etilíricas

bar financeiro

eu saco

ela aplica
05:14:00 - hubbell - Comentar

24 Fevereiro

Pau de arara

"Esse caso tem diversas nuances. Bicho não fala e o da jaula ao lado também não".

Delegado Clóvis Ferreira de Araújo, discorrendo sobre as dificuldades envolvidas na investigação das mortes de animais no Zoológico de São Paulo, em entrevista ao Estadão.
10:08:14 - Zeno - 1 comentário

Eu me lembro

Eu me lembro de um camarada em Gênova que ouviu a famosa frase "Prefiro você como amigo" na seguinte situação: pelado, esparramado na cama e com uma sueca ao seu lado, semi-vestida e justamente a autora do comentário.

(da série "Europa, Terra de Contrastes", ou "Se hoje é terça, então isso aqui deve ser a Bélgica")
05:10:00 - hubbell - 1 comentário

23 Fevereiro

Malha Viária

"Os quatro anos desde que eu vira Lorna pela última vez haviam posto sessenta mil quilômetros em sua cara".

James Ellroy

(da série "Helena Rubinstein em férias na Califórnia")
16:36:54 - Zeno - Comentar

Eu me envergonho

Eu me envergonho de não lembrar como cheguei em casa diversas vezes.

(da série O Ministério da Saúde Adverte)
05:06:00 - hubbell - 4 comentários

22 Fevereiro

It’s all true

Sinopse guardada com carinho ("algum dia vou precisar") de um filme argentino que costumava passar no canal Cinemax, da TVA: "O famoso cantor de tangos Carlos Gardel é perseguido por uma poderosa força demoníaca encarnada numa bela mulher. Só um outro mito à sua altura é capaz de destruí-lo: o craque Diego Maradona". O título do filme, como não poderia deixar de ser, era "O dia em que Maradona conheceu Gardel".

(da série "Filmes Esquisitos" encontra "Zenices")
08:38:00 - Zeno - 1 comentário

Eu me lembro

Eu me lembro que o Monteiro Lobato se referia aos pertences de uma pessoa como "bilongues".
06:56:00 - Zeno - 1 comentário

21 Fevereiro

Rimas

De uma menina que já não é tão menina, mas que era quando escreveu. Quem souber de quem é ganha uma bala.

Não passo o sinal vermelho
Não ando de pés descalços
Não ponho o dedo na tomada
Não dou gargalhadas

Não durmo sem baby doll
Não deito depois das 10
Não faço mal criações
Não falo de futebol
Não faço canções

Eu fecho as pernas pra sentar
Eu cuido pra roupa não sujar
Eu tomo o remédio na hora certa
Eu escolho as palavras pra falar
Eu saio na rua à procura de um lugar
Eu espero, eu espero

Eu espero um dia me encontrar
Eu espero um dia
Eu espero um
Eu espero
Eu
22:12:41 - Mathieu - 2 comentários

Germinal

Tenho me deliciado com o livro de Zola. Operários em greve, burguesia tremendo seus talheres de prata, hordas pelas ruas pedindo pão, socialistas planejando o fim do capitalismo, patrões indecentes, essas coisas. E pensar que pouco tempo atrás não precisávamos de um livro centenário para ter em mãos este tipo de enredo. Mudaram eles ou mudamos nós?
21:40:54 - Mathieu - Comentar

Soccer

Futebol só é coletivo na torcida.

(da série "Também sei provocar")
21:23:22 - Mathieu - Comentar

Carnaval 2004

O único post sobre o Carnaval 2004 é pra dizer que não falaremos sobre carnaval. Sim, já fomos, até que gostamos, mas pra não estragar a festa dos outros, não vamos mais.
21:14:25 - Mathieu - Comentar

Procura-se VI

Estou à procura de um conto de tipo confessional-arrependido onde possa empregar, num sentido não-espacial e não-político, a frase "Virei à esquerda quando era pra virar à direita". Pago extremamente bem, dadas as precondições. Sigilo garantido. Cartas aqui pro blog.
07:34:00 - Zeno - 1 comentário

Etilíricas

bar oficina

eu screwdriver

ela em parafuso
04:39:00 - Zeno - Comentar

20 Fevereiro

Microconto highsmithiano

Ele entrou na sala. Puxou a maçaneta com força, para ajustar o trinco emperrado. Abriu a presilha do coldre e tirou o revólver. Vasculhou a gaveta semi-aberta da mesa, pegou uma caixa de munição e preencheu os dois vazios do tambor. Depositou a arma, espalhou gasolina por todo o apartamento, acendeu um fósforo e jogou no meio da sala. Fechou a porta, desceu até a rua e ficou olhando as labaredas que subiam pelas janelas.
08:19:00 - Zeno - 2 comentários

Quatrocentos

Como ninguém falou nada (e nem teria como, porque essa informação é privilégio interno da casa), atingimos nesta semana finda a marca de 400 textos postados, o que, a contar de 22 de outubro de 2003, data "oficial" de início do Hipopótamo Zeno, dá uma média de uns 2 ou 3 posts por dia. Não é muito, não é pouco, mas surpreendeu um bocado de gente que encontramos na rua e que não se cansam de perguntar: "Mas ainda não esgotou o repertório de bobagens que vocês têm guardadas?". Ainda não. De qualquer modo, parabéns a todos. Voltem sempre. Se tiverem uma reclamação, digam a nós, não aos outros. Sucesso nesse novo desafio. Com cada pedra lançada, faço meu bloguezinho.
07:51:00 - Zeno - Comentar

Etilíricas

bar brasil

ela: vá se foder!

ele: à puta que te pariu!

(crdt dr. pinto, de passagem pelo esquisito lugar chamado são paulo)
04:38:00 - Zeno - 1 comentário

19 Fevereiro

Goiabão

Instados pela veemência do comparsa de blog John Self, resolvemos espiar a goiaba mencionada abaixo. É da boa. Aliás, é ótima. Um sujeito que cita, numa mesma semana, dois de nossos versos/frases prediletos, "Avec des cathédrales pour uniques montagnes", do Jacques Brel, e "Les événements m'ennuient", do Valéry, só pode ser boa pessoa – ou bem má, conforme a disposição do dia. E, de quebra, ainda faz uma análise pitagórica da música "Hanky Panky", outra favorita aqui da rapaziada, que só não nos matou de inveja porque nos sabemos pagadores na mesma moeda. Ou seja, aguardem a terceira parte das "Notas Para Uma Elucidação Materialista de 'É Proibido Fumar'" como forma de agradecimento (?) ao nosso novo comrade in arms, o soez Ruy Goiaba, que vem mantendo desde 2001 um dos blogs mais batutas da Web – cumprimentos a quem merece.
12:58:21 - Zeno - 2 comentários

18 Fevereiro

uma de-gradação

vcs. sabem, chamar alguém de burro é judiação, pq. denigre o pobre animal, inda mais nesses tempos pc, de ex-hippies calvinyuppiementeklein arrependidos, e universitaria/e desconstruídos.
no meu tempo, pc era o partidão, e a gente podia xingar mais à vontade; talvez por isso vivessemos menos deprês e mais p...s, o q. sempre nos levava a alguma ação.
[Leia mais!]
21:42:10 - John Self - 1 comentário

um tipo de alma clone

indo atrás do 'ahtake cultural', aquele novo na farialima do salim pela-culatra, dei, indeed, c/ essa improvável figura:

puragoiaba

p/ quem reclama de solidão, o cara teve a manha de aguentar uns 2 anos sem postes, até ter um retorno da freguesia.
pormenor: começou o blogue na raça, s/ nem saber como fazia o programinha de comentário funcionar, e ñ tava nem aí pro ponto da goiabada.
taí uma figura c'uma língua sem gordura.
17:43:49 - John Self - Comentar

Etilíricas

bar rolling

ela stones

in my balls
17:32:51 - John Self - Comentar

Etilíricas

bar tender

eu elvis

ela sadia
12:00:51 - Zeno - 2 comentários

Eu me envergonho

Eu me envergonho de simpatizar com aqueles adesivos de carro que fazem o elogio da ignorância caipira: "Nóis capota mais num breca", "Nóis fala errado purqui qué, estudado nóis é", e o melhor de todos: "Simprão de tudo".
11:58:34 - Zeno - 4 comentários

Se até nós podemos, por que não elas?

A nova sensação do mundinho blogger (ah, esses meninos) são os diários mantidos pelas, hã, moças de difícil vida fácil, também conhecidas como GP’s (Garotas de Programa). O corre-corre de um flat a outro, o ex-cliente que vira namorado, o sofrimento com as aulas de ginástica, o que elas acham do cheiro das partes pudendas de alguns clientes, está tudo lá disponível para, hã, consulta. Três deles: aqui, aqui e aqui.

(crdt vj, cv e guiagp)
07:37:00 - Zeno - 5 comentários

17 Fevereiro

Inculta, bela e com ketchup por cima

Deu na coluna do Matthew Shirts do Estadão de ontem: o candidato democrata John Kerry, que tem liderado as prévias do partido e é o favorito para disputar com Bush Filho a eleição, conheceu sua atual esposa, Maria Teresa Thierstein Simões Ferreira Heinz Kerry, moçambicana, filha de portugueses, herdeira do império do ketchup Heinz (via primeiro marido), dizíamos, Kerry conheceu-a numa visita oficial ao Rio de Janeiro por ocasião da Rio 92. Caipirinha vai, caipirinha vem, os dois resolveram aprofundar conhecimentos mútuos de ecologia em várias frentes e acabaram casando. Se Kerry ganhar, ela será a primeira Primeira Dama a falar a língua de Camões, Eça e Hipopótamo Zeno na Casa Branca.

Lôco, né?
13:04:30 - Zeno - Comentar

Etilíricas

bar riga

eu lipo

ele pipa

(crdt anapê, mezzo indignada)
12:47:53 - hubbell - 3 comentários

Difavor

Temos por política não publicar, em nossa seção Lixo da Internet, as centenas de piadinhas que circulam diariamente pelo éter digital. Abrimos exceção, em versão editada, pra pagar uma dívida aí, um lance de favor e tal, esquema camarada, por aí.

Tipos de Homens da Era Informática

HOMEM "ANTIVIRUS":
Vive vasculhando a sua vida pra ver se consegue encontrar algo de ruim.

HOMEM "E-MAIL":
Todo dia tem algo a dizer, mas 90% é lixo.

HOMEM "APPLE MACINTOSH":
A amiga de uma amiga tem e diz que é o homem perfeito; será? [Leia mais!]
12:38:31 - hubbell - Comentar

Poliglota

O bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, acusado de pagar propina a Waldomiro Diniz no escândalo da fita de vídeo deste fim de semana, foi mencionado em reportagem do New York Times como "Charlie Waterfall". Aguardamos ansiosamente a cobertura do noticiário em outras línguas mais bacanas, como húngaro e finlandês.
09:34:35 - Zeno - 3 comentários

16 Fevereiro

Eu me envergonho

Eu me envergonho de ler sobre os desdobramentos do escândalo Parmalat (como, por exemplo, a ligação entre ela e a outra empresa italiana que atuava aqui, a Cirio, para operações conjuntas de lavagem de dinheiro usando o Brasil como tanque e varal de secagem) e sentir um estranho sentimento fraternal com os italianos, uma comunhão que só a sacanagem da grossa propicia.
19:22:56 - Zeno - Comentar

15 Fevereiro

Eu me lembro

Eu me lembro do Joe Cool, a persona encarnada pelo Snoopy quando vestia gola rulê e óculos escuros. Quando perguntado pela Lucy se não sentia calor com aquela gola rulê, ele respondeu: "Há pessoas que sacrificam o conforto pelo estilo".
20:09:26 - hubbell - 2 comentários

14 Fevereiro

Baretto

Você abre o cardápio de petiscos e se assusta com os 760 reais cobrados por uma porção de 100 gramas de caviar sevruga. O beluga, seu velho conhecido e numa curiosa grafia com dois l’s , também figura ali pelo mesmo preço, o que é uma injustiça às ovas maiores deste último. Uns versos do Zeca Pagodinho vêm à mente, você os espanta e verifica que o restante do menu é bem menos flashy e bem mais condizente com as Condições Normais de Temperatura e Pressão de outros bares que você freqüenta, como as irrepreensíveis bruschettas de azeitonas, aspargos e prosciutto que chegam à sua frente e que fazem a alegria de papilas gustativas até menos qualificadas que as suas. É claro que os uísques 8 anos não precisavam custar 19 reais, e mesmo os 36 cobrados pelo Lagavulin cruzaram sem mais a linha que separa o reembolso honesto de custos da mera exibição.

Por curiosidade e insensatez, você pede o drinque que leva o nome da casa, vodka misturada com sucos e licores, e descobre que ele pertence à nefasta categoria dos “drinques para moças”, adocicado e onipresente em todas as mesas onde há pelo menos uma delas. Rápida substituição por uma caipirinha impecável e a noite segue tranqüila, singrando sem adernar. Em relação às instalações magníficas e algo austeras do bar nos tempos em que ficava na rua Amaury (com paredes forradas de um mármore italiano que, no dizer de um amigo, equivaliam ao PIB da Somália) e que fizeram o local ser incluído naquela lista meio estapafúrdia da Wallpaper dos “Vinte Melhores Bares do Mundo”, as novas dependências são um tanto acanhadas e forçam as tintas na ambientação “par delicatesse, j’ai perdu os anos setenta”. Mas o serviço é sempre e invisivelmente extraordinário, e a nova hostess, ainda que não esteja à altura - literalmente - da anterior , é uma loirinha simpática e terrestre vinda de algum lugar entre a praia da Baleia e a de Toque-Toque Pequeno.

Em meio a estas e outras divagações, você é lentamente desperto pela raison d’être do bar: a voz de Carlos Fernando começa a brincar com os primeiros versos de “They can’t take that away from me”, você sorri mentalmente quando ele canta, afinadíssimo, “the way you sing off key”, e também quando pensa que a nova rua onde está instalado o bar em nada lembra a “bumpy road” a que se refere a letra. “It had to be you”, com inflexões inesperadas, vem a seguir e só confirma a boa impressão que os irmãos Gershwin haviam deixado em seus ouvidos. O sofá abraça você com mais camaradagem, as vozes da clientela de quinta diminuem, você finge não ver que a lôra à sua frente acaba de enfiar sorrateiramente na bolsa o mexedor de prata que acompanha os drinques, e nem mesmo os arroubos pedrinhomattarescos do pianista conseguem perturbar aquela benquerença sólida que só uma voz impecável (alguém ainda duvida que ele seja o melhor cantor brasileiro dos últimos e não tão últimos tempos?) e um repertório de standards do cancioneiro brasuca e americano podem proporcionar. Já são duas da manhã, você, definitivamente, é um sujeito melhor, o mundo não é de todo mau e até aquele seu chefe, perdido no insalubre escritório, se lhe aparece como uma boa pessoa. Bem-vindo aos eflúvios do Baretto.

Nota: 10 graals pra cantoria e pra qualidade da bebida, 7 pro décor e 5 pros preços, média de 8 graals, nada mal, mas insuficiente pra botá-lo na nossa exigente e inexistente Lista dos 20 Melhores Bares do Mundo.
11:01:32 - Zeno - 5 comentários

13 Fevereiro

Etilíricas

bar tolinha

ele onor

ela martine

(crdt dr. pinto)
20:08:29 - Zeno - 2 comentários

Etilíricas

bar bixiga

ele vai-vai

eu achiropita

(crdt anapê)
20:07:33 - Zeno - Comentar

Conexão Zurique-Perus

"Parece a Suíça! Parece a Suíça!"

(Repórter do Programa do Datena, aos berros de entusiasmo ontem à tarde, em meio ao granizo e aos barracos de Parada de Taipas, bairro da zona norte de São Paulo. Os moradores, mais sábios que o repórter, aproveitavam o transtorno pra enfiar cocos embaixo do gelo).
11:44:41 - hubbell - Comentar

Procura-se V

Estou à procura de uma crítica a programas sociais onde possa encaixar o seguinte trecho retirado de Zola (de memória), "os burgueses gostam de jogar água no mar." Pago muito bem. Sigilo garantido. Cartas aqui pro blog.

11:31:35 - Mathieu - Comentar

12 Fevereiro

Pornô Nazi

Deu no Frankfurter Allgemeine : uma interessante polêmica literária está animando conversas de bar mais cultivadas do lado de lá do Reno. Um dos romancistas alemães da nova geração, Thor Kunkel, teve seu mais recente manuscrito, intitulado até agora “Endstufe” (“Etapa Final”), recusado pela Editora Rowohlt em função do tema que aborda. O livro romanceia um fato até pouco tempo desconhecido de boa parte dos pesquisadores do período nazista, a existência de uma pequena “indústria” de filmes pornô feitos durante o período da Guerra por setores, digamos, mais “hedonistas” do partido, biólogos e funcionários dos famigerados “Institutos de Higiene” da SS. A partir de uma pesquisa que durou quatro anos (e que teve como ponto de partida um pequeno documentário do genial Alexander Kluge), Kunkel vasculhou arquivos, procurou centros de documentação e chegou a entrevistar uma das atrizes da época, hoje morando num simpático asilo nas cercanias de Hamburgo. A editora não quis dar detalhes da recusa, e o resenhista do Frankfurter Allgemeine, que teve acesso ao manuscrito, faz defesa da publicação imediata do romance. Alguém se candidata por estas bandas?
11:01:55 - Zeno - 7 comentários

Das leis que regem o mundo

"Quem pode escamotear inteiramente à natureza seu segredo?"

(homenagem do blog aos duzentos anos – hoje – da morte daquele a quem só cabem as maiores reverências – o meio régio-montês, meio chinês Immanuel Kant)
09:58:25 - Zeno - 3 comentários

11 Fevereiro

Eu me envergonho

Eu me envergonho de não cumprir uns combinados com minha filha. Fica pior quando volto e ela sorri honesta como quem diz deixa pra lá, tem nada não, gosto de você mesmo assim...
18:37:17 - Mathieu - 2 comentários

Etilíricas

Como qualquer coisa que contenha álcool, as Etilíricas também estimulam a sociabilidade. O recém-comparsa Dr. Pinto, autor de um blog bem batuta (e com mais aliterações), cometeu estas duas:

bar bosa

eu águia

ela aia


bar bitúrico

ela chapadona

eu telúrico
16:28:43 - Zeno - 1 comentário

Etilíricas

bar leblon

eu jobi

ela braca
14:59:05 - Zeno - 1 comentário

A musa

Para os fãs da Sybil Danning (nós sabemos quem são vocês – reunião toda quinta-feira naquele puteiro do Brooklyn/SP), este link é sensacional. Pra quem nunca ouviu falar dela, nossos pêsames sinceros, oh pobres rapazes nascidos nas décadas de oitenta em diante.

(crdt "salvou minha quarta-feira": dorcílio)
13:29:44 - hubbell - 2 comentários

Eu me lembro

Eu me lembro de uma série de filmes trash nos anos setenta e oitenta que se passavam em presídios femininos. Em todos eles, com exceção do staff que administrava a prisão, o elenco desfilava em trajes sumários, roupas listradas rasgadas em lugares estratégicos (por causa das freqüentes brigas) e muita, mas muita mesmo, cena de banho coletivo. E sempre havia uma carcereira lésbica e sádica pra descer o pau (não-metaforicamente) nas detentas.

(da série "Filmes Esquisitos encontra Je me Souviens")
09:24:33 - hubbell - 6 comentários

Bar Balcão

O Balcão completou recentemente dez anos de existência e queiram os deuses que ele tenha mais vinte ou trinta pela frente. Alguns sanduíches são sensacionais, o chope melhorou consideravelmente nos últimos anos, o hamburger é primoroso – peraí, não vamos analisar o bar, não, que tem gente aqui no blog mais capacitada do que nós. Só uma observação: é o bar onde mais gastamos dinheiro na última década, e nem somos amigos do dono. O mapa da azaração cultivada, reproduzido abaixo, é da autoria de Celso Pazzanese.

croqui balcão
06:01:00 - hubbell - 13 comentários

10 Fevereiro

Quem são vocês? II

As duzentas pessoas que passam aqui todos os dias prum cafèzinho (acentuação saudosista) já se transformaram em quase trezentas desde a semana passada, pós menção no Weblog do Pedro Dória. O exame das estatísticas recentes de acesso fornece outro dado curioso: a maioria dos visitantes é, obviamente, formada por endereços brasileiros, 60%. Os outros 40% estão ONU-mente divididos entre Estados Unidos, Portugal, Holanda, Japão, Colômbia, Alemanha, México, Reino Unido, França, Itália, Suíça, Canadá, Tailândia, Espanha, Ucrânia, Argentina, República Tcheca, Suécia e Arábia Saudita. Pra que não reste nenhuma dúvida ou suspeição quanto à lisura destas estatísticas, gostaríamos apenas de registrar que nós não temos tantos parentes assim.
10:26:11 - Zeno - 5 comentários

09 Fevereiro

Etilíricas

bar financeiro

eu renda fixa

ela cambial
18:44:23 - Zeno - Comentar

Etilíricas

bar sacomã

ela saca só

eu sacumé

(homenagem à anapê)
18:42:21 - Zeno - 2 comentários

08 Fevereiro

Eu me lembro

Eu me lembro do prazer de receber encomendas pelo correio. E que se dizia que os correios brasileiros eram a única coisa pública que funcionava no país.
22:13:23 - hubbell - 1 comentário

Sempre linda

Deu no site Glamurama, da Joyce Pascowitch: "Miriam Bibancos ganha festa surpresa de Muriel Matalon". O nosso correspondente aqui do blog para eventos high society, o Mathieu, esteve na festa e confirma: foi mesmo surpresa. E os petiscos eram ótimos. E a aniversariante estava linda. E o Johnny Red kept walking à vontade. E ela não merece aquele traste de marido. Fuja, Miriam, fuja enquanto é tempo!!
21:07:52 - Zeno - Comentar

Etilíricas

bar santo amaro

ela bitter sweet

eu borba gato

(homenagem ao Etilíricas Nove de Julho)
19:32:40 - Zeno - 1 comentário

Hamster Escondido

Você já se perguntou como as janelas do Windows se movimentam de um lado para o outro, sobem, descem, etc? A resposta está neste link: www.looser.com/flash/flytterdeg.htm.

(crdt sil)
19:26:25 - Zeno - Comentar

barter, o préstito

depois de dar uma geral na sala da comparsa, pintou um carrinho de chá, até então soterrado por quilos de plantas e, claro, pronta/e promovido a bar do lar.
decorado humilde pero galhardamente e inaugurado por um alegre johnnie walker rede (presente da sogrinha feliz, já q. a filha parou de ter asma bebendo - bem q. eu tinha falado q. só podia ser pela companhia, aonde já se viu cana dar asma?), ato contínuo foi batizado: barter, o mordomo ingrêis do miionário minero.
desde então, tem prestado valioso serviço, sempre disposto a fazer algool pela alegria da casa.
precisamos ir lá, vcs. vão gostar do cara.
cotação: 7,5 graals.
14:48:24 - John Self - 1 comentário

07 Fevereiro

Etilíricas

bar de belisquetes

eu na coxinha

ela no croquete
20:34:02 - Zeno - 2 comentários

06 Fevereiro

Etilíricas pro Weblog

bar 9 de julho

ela vão livre do masp

eu travado no túnel
21:52:07 - John Self - 1 comentário

Deu no Weblog

o local passa à categoria de endereço nobre, tipo santa tereza-rj, na infovia:
deu, indeed, na coluna Weblog do nomínimo, portal iBest, as nossas queridas etilíricas.
palmas pra elas qu'elas merecem.
entornarei alguma em homenagem.
21:36:17 - John Self - 3 comentários

Procura-se IV

Estou à procura de um conto sentimental de estilo elevado onde possa encaixar o seguinte verso de um soneto do Shakespeare, "Dos seres ímpares ansiamos prole", na bonita versão do Ivo Barroso. Pago bem. Sigilo garantido. Cartas aqui pro blog.
12:05:11 - hubbell - 3 comentários

Quem são vocês?

Este blog tem alcançado a marca de incríveis 200 visitas únicas diárias, quer dizer, umas 200 pessoas passam por aqui todo dia, 5 ou 6 mil por mês.

Lôco, né?

Se vocês tiverem saco, comentem este post nos dando uma pista de quem vocês são, onde moram, idade, etc.

A direção
11:49:31 - Mathieu - 8 comentários

Eu me lembro

Eu me lembro que o Carnaval em Berlim se resumia a duas palavras: "não" e "existente". Nem feriado era. Pra saber se estávamos no Carnaval, era preciso ligar a TV, aboletar-se no sofá e contemplar o espetáculo brega oferecido em Colônia e Mainz, com aquela empolgação teutônica folgazã regada a schnapps e música ruim. Lembro também que, apesar disso, havia um bocado de barzinhos e clubs em Berlim que ofereciam uma atemorizante "Noite Brasileira" durante os dias de Momo, com aquele jeitão inequívoco de arapuca pra brasileiro desavisado.

(da série "Europa, Terra de Contrastes", ou "Se hoje é terça, então isso aqui deve ser a Bélgica")
11:29:36 - Zeno - Comentar

Paz eterna

Manchete mais ou menos lembrada da edição d’O Planeta Diário sobre a morte do Tancredo Neves: “Dona Risoleta parte em carreira solo”.

(crdt croqui de buteco)
11:15:22 - hubbell - Comentar

Marmita inédita

Com o perdão do oximoro acima, publicamos a seguir um texto escrito no ano passado para o jornal Folha de S. Paulo e que era destinado a uma ex-futura coluna sobre televisão que acabou não acontecendo. Como o texto permaneceu inédito, vale requentar a marmita:

PIMENTA NOS OLHOS

Os números e frases que ouvimos cotidianamente e que rondam os debates sobre televisão feitos no Brasil impressionam: 97% dos lares têm aparelho de TV, 40 milhões de pessoas assistiram ao capítulo da novela na noite passada, o intervalo comercial de 30 segundos no horário nobre custa 150 mil reais, etc. Não há nada que se compare à presença avassaladora da TV, mas dizer isso é quase um truísmo.

Como falar dela, então? Diante de números assim, o sentimento costuma ser o de desorientação, pois o padrão de medida com os demais veículos perde sentido. Os duzentos mil exemplares diários dos grandes jornais, a tiragem de três mil de um livro de ficção ou os cinco exemplares xerografados de uma tese de doutorado pertencem a um outro mundo, cuja escala ainda nos é próxima.

É certo que a padroeira não ajuda. Santa Clara, cujos milagres e dons visionários a tornaram em 1958 protetora do telefone e da TV, é considerada também a guardiã dos cegos e dos portadores de deficiências visuais, e a ironia desse duplo protetorado não deveria passar despercebida.
[Leia mais!]
10:58:12 - Zeno - Comentar

Mulheres e Enciclopédias

Mais um recorte amarelecido encontrado aqui em casa - o poeta e ensaísta Hans Magnus Enzensberger, numa entrevista ao jornal semanal (mas que se leva um mês pra ler) Die Zeit, de 20 de janeiro de 1995: “Aprendi com mulheres muito mais do que com universidades, coisas estéticas, políticas. Aprendi mundos inteiros. A mulher é o meio ideal para se aprender, pois através da intimidade se tem um acesso muito mais direto ao saber. Uma relação erótica também é sempre uma relação de conhecimento. Com uma mulher se aprende sem esforço, compreende? Tudo flui de modo fácil pra você.”
10:23:51 - Zeno - 2 comentários

05 Fevereiro

Etilíricas

bar vinte e cinco de março

ela bugigangas

eu birinaites
17:20:36 - hubbell - Comentar

04 Fevereiro

Lolita

Um dos autores deste blog, que não vou revelar o nome mas adianto que não sou eu, assina o roteiro em que coloca as palavras abaixo na boca de uma menina de 17 anos e 366 dias (pra não ser preso):

"Dizem que é errado. Dizem que é esquisito. Eu não acho. Não vejo nada de mais.

Olho pra ele e tenho diante de mim esse milagre
que é uma única pessoa, um único homem, reunindo tudo aquilo que desejo, todas as qualidades que posso imaginar e muitas que nem sei, que só adivinho que ele tenha. Ele é assim.
[Leia mais!]
23:16:11 - Mathieu - 3 comentários

La Ronde (1950)

Max Ophüls é um dos cineastas prediletos aqui do blog. O diretor dos “mais belos movimentos de câmera da história do cinema” recebeu um retrospectiva memorável há três anos, no canal pago Telecine Classic da Net, com sete filmes que cobriam quase trinta anos de produção numa carreira que passou por Alemanha, Estados Unidos e França. Infelizmente, La Ronde, que marcava o regresso do mestre à França depois do final da Segunda Guerra, não constava da mostra. Os cinéfilos de plantão podem agora cobrir esta lacuna de formação: o filme, com três musas absolutas do cinema francês, Simone Signoret, Danielle Darrieux e Simone Simon (e de quebra Jean-Louis Barrault e Gérard Philipe), vai ser exibido amanhã, dia 05 de fevereiro, na rede francesa TV5 (canal 30 da Net, 665 da DirecTV), às 23:24. Apostamos cem pratas que o Lars Von Trier não tá nem sabendo disso.
21:04:16 - Zeno - 5 comentários

Dogville (2003)

O receituário nem é tão complicado assim: pegue aquela manjada mentalidade adolescente de engajamento panfletário, a mesma vista em dezenas de curtas espalhados por aí e a mesma a que fomos submetidos coincidentemente nesta semana num festival de cinema no MIS (como se vê, ela é imorredoura e internacional, não importa a idade mental de quem a abrace). Junte a isso uns Brechts mal lidos, umas doses do Dürrenmatt d’A Visita da Velha Senhora e um blá blá blá ouvido de orelhada sobre a relação dialética que se estabelece entre escravo e algoz, por aí. No embalo, xaveque um punhado de atores conhecidos que estejam insatisfeitos com o comercialismo de suas carreiras e acene a eles com a possibilidade de um projeto “artístico” chancelado pela filmografia “épater le bourgeois” do diretor. Monte tudo como se fosse um ensaio de grupo de teatro amador que tenha o Antunes Filho como aspiração estética máxima. Pra terminar, enfie uma tonelada de dinheiro de emissoras de TV, órgãos e fundações francesas, dinamarquesas, alemãs, suecas, italianas, norueguesas, holandesas, finlandesas, japonesas e britânicas. Pronto. Aquele filminho que deveria ter dois minutos e deveria ter sido apresentado na festinha de encerramento do curso para aspirantes a videomaker se transforma num mastodonte insuportável que se arrasta por três horas e cuja arrogância só é menor que sua inconseqüência. E tem gente que chama enganação assim de “filme de arte”, conspurcando uma etiqueta que não é lá essas coisas, mesmo, mas que pelo menos serve para salvaguardar filmes com mais dignidade, e bota dignidade nisso, que este. E o pior: roubou três horas do nosso tempo, o precioso, nós que estamos já naquela idade em que o relógio não nos é favorável.
18:23:57 - Zeno - 7 comentários

Tiro Liro

Na esquina das ruas Cajaíba e Cotoxó, que no dizer do John Self, aqui do blog, era conhecida anos atrás como Cotóxico, pelo perfil heavy user dos que lá habitavam, fica o simpático bar Tiro Liro, inaugurado no ano passado e pertencente ao mesmo clã do ex-Pé Pra Fora e do Dona Felicidade, outro bom bar na Lapa. O ambiente tranqüilão, de bairro, ajuda na camaradagem entre os fregueses, e se você deixar, o Sidney, garçom enturmado, entabula conversa que vai dos cálculos aritméticos envolvidos nas fitas de dosagem das bebidas até a porcentagem de uísque falsificado existente nas danceterias de São Paulo (90%, segundo ele). Dois fatores, no entanto, impedem a ingestão industrial de álcool: o horário do bar, que fecha cedo por causa da vizinhança, e a topografia das ruas do entorno, cheias de aclives e declives que são os predadores naturais dos pobres pés-de-cana desta cidade (donde se conclui que bom, mesmo, é encher a cara em cidade litorânea, onde o único perigo reside naquele troço imenso e aquoso que fica paradão à sua frente, vulgo oceano). A dose do Johnny Red custa honestos dez reais, e se você comprar a garrafa (R$ 95,00), o néctar sai por R$4,75, quase o preço do chope. Bons petiscos, generosa picanha por 19 mangos, e estamos conversados. Dependendo do estado em que você sai de lá, o nome do bar muda pra Xiro Liro Li, Xiro Liro Lá, que funciona também como homenagem ao Osmar Santos.

Nota: 8 ou 8,5 graals, pela simpatia padrão Perdizes.
12:12:05 - Zeno - 4 comentários

Ainda a ECA/USP

Recebemos mais um e-mail do remetente “Cursos USP”, sobre as escorregadelas lingüísticas cometidas no início da semana, desta vez fazendo uma, hã, “brincadeira” com as tais mancadas: “Não se pode errar. Pequenos erros nos fazem duvidar de grandes nomes. Mesmo que seja o nosso”. A curiosidade matou o gato, mas não nos impediu de tentar descobrir, afinal, que raio de assessoria de imprensa era aquela que tantos serviços estava prestando ao bom humor paulistano. Pois bem, a Agência Feeling, localizada em Santa Bárbara do Oeste (forte abraço ao prefeito Álvaro Alves Corrêa!), tem, em sua carteira de clientes, além da própria ECA/USP, a Câmara de Vereadores da pujante Santa Bárbara, uma das Secretarias da Prefeitura da mesma localidade, o Esporte Clube Barbarense (que promoveu recentemente seu emocionante campeonato de Bocha de Duplas, vencido pelos barbarenses Guion e Campagnol), e mais um punhado de empresas da região. Segue aqui uma pequena seleta de textos extraída da página da empresa. Preservamos a peculiar sintaxe, por razões óbvias:

Apresentação
“Muitas soluções estão nos próprios problemas. O gelo empilhado em blocos também aquece”.

Perfil
“Nunca é uma tarefa fácil falarmos de nós mesmos, mas como somos bem resolvidos, não precisaremos de terapia. (...) O que a Feeling oferece é mais que a relatividade do belo. Oferecemos sedução, persuasão. Uma comunicação eficiente. Feita sob a matéria mais importante do Ser Humano: as idéias”.

Publicidade e Propaganda
“Buscar um diferencial em meio a uma multidão de concorrentes diretos e indiretos. Vender o furo e não a furadeira. O bom sono, não a cama. Vender o sabor, não a comida”.

Atitude
"Filosofia não, atitude. (...) Usar de todos e quaisquer meios que possibilitem relações harmônicas e parcerias vão além de objetivos mercadológicos, consiste no resgate do prazer nas relações profissionais".

Lôco, né?
11:03:14 - hubbell - Comentar

Kant ou Hobbes

A belezura Elettra Rossellini, em passagem pela cidade para desfilar no São Paulo Fashion Week, declarou ao jornal Folha de S. Paulo que estuda ciência política e filosofia e que estava decepcionada com os jornalistas brasileiros: "Estou doida pra que me perguntem alguma coisa sobre Kant ou Hobbes". Como diria o Francis, waall, passa lá em casa pruma sessão animada de aplicação das categorias do entendimento ao múltiplo dado pelas intuições sensíveis. Eu entro com as categorias e ela, com as intuições.
09:39:56 - Zeno - Comentar

03 Fevereiro

Eu me lembro

Eu me lembro do "Viva eu, viva tudo, viva o Chico Barrigudo". Mas nunca soube quem era ele.
20:13:37 - Zeno - 2 comentários

Curso de Marketing Político da ECA/USP

Quem recebeu, teve uma tarde mais divertida ontem. Para os que não foram agraciados, reproduzimos aqui trechos de dois e-mails enviados por uma “Assessoria de Imprensa da USP” sobre os novos cursos oferecidos pela ECA. Destacamos em negrito a saborosa grafia original:

No primeiro deles, “Conheça novos cursos da ECA-USP: Cursos de Extenção em Marketing Político e Propaganda Eleitoral USP. Formação mínima: Primeiro grau copleto. (...). Competências expressivas e comunicacionais do cadidato. (...).Este e-mail é enviado em complacência com a nova legislação de SPAM. Caso não deseje mais receber informativos de nossa assessoria, responda esse e-mail com o assunto: ‘retirar’”.

No segundo, “Subject: Retratação do e-mail Cursos USP. Gostariamos de nos retratratar pelos erros ortográficos contidos no corpo de texto do último e-mail de divulgação dos cursos da USP recebido pelos senhores. Por estarmos certos da compreenção pelo lamentável erro ocorrido, agradecemos e nos colocamos a disposição para explicações. Gratos. Área de divulgação”.
09:53:46 - hubbell - 4 comentários

Tu quoque, Brute?

Os dois canalhas fundadores aqui do blog, Sorel e Zeno, perpetraram polêmica parceria cinematográfica, subsetor curta-metragens, num festival ocorrido no MIS na noite de ontem. Para não deixarmos a data em branco, apenas um comentário: a chuvarada de ontem não foi obra de São Pedro.
09:27:15 - hubbell - 1 comentário

01 Fevereiro

Breve Consideração à Margem do Ano Assassino de 1973

Em homenagem à Exposição Brasil Connects (humm) do Picasso na Oca, sem trocadilhos, por favor, aqui vai um poema de Vinícius de Moraes com um verso final batuta, extraído distraidamente de um revista semi-acadêmica perdida aqui em casa, "Livro de Cabeceira da Mulher", de 1975, uma tentativa da Editora Civilização Brasileira à época de engrossar o caldo ralo das discussões feministas numa outra panela que não a das revistas femininas de banca. Perdeu, claro. A Nota Editorial que antecede o poema é a seguinte: “Este poema – uma explosão de revolta sentimental – é um extrato de 'História Natural de Pablo Neruda (a elegia que vem de longe)', obra que Vinícius de Moraes compôs na Bahia em 1973, sob o impacto da notícia da morte do poeta chileno, seu grande e velho amigo”.

Que Ano mais sem critério
Esse de setenta e três...
Levou para o cemitério
Três Pablos de uma só vez.
Três Pablões, não três pablinhos
No tempo como no espaço
Pablos de muitos caminhos:
Neruda, Casals, Picasso.
[Leia mais!]
12:42:19 - Zeno - 2 comentários

.:: mês anterior :: :: :: :: February 2004 :: :: :: :: próximo mês ::.