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Filmes esquisitos

Nós gostamos mesmo é do escurinho.


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30 Abril

Resenhas de quatro palavras

Cinéfilo que é cinéfilo (que é, sempre, gente esquisita que é gente esquisita) conhece e recomenda o site americano Four Word Film Review, em que interneteiros e participantes entusiasmados escrevem resenhas de filmes (em cartaz ou não) obedecendo a um único preceito: como diz o título do site, as resenhas não podem ultrapassar quatro palavras. Os resultados variam entre o trocadilho infame e o simples resumo do enredo, mas sempre há aqui e acolá uma boa sacada que faz a visita valer a pena (como na resenha do "Jornada nas Estrelas III – À Procura de Spock", que virou "Finding Nimoy"). O blog Hipopótamo Zeno, interessado na difusão da cultura cinematográfica para a população de baixa renda e vocabulário mínimo, resolveu aderir ao movimento dos irmãos ao norte do Rio Grande e apresenta, mui modestamente, algumas sugestões de resenhas de filmes em exibição nas salas paulistanas:

Adeus, Lênin:
Tijolo por tijolo

Alguém tem que ceder:
Arapuca para homens

Anti-herói americano:
Quero ser Robert Nerd

Benjamim:
Da mão pro pires

As bicicletas de Belleville:
Mahagony em duas rodas

Diários de motocicleta:
Mocheleiros em duas rodas

Dogville:
Regia cane

Em carne viva:
Harry e Sally hardcore

Encontros e desencontros:
Tokyo gagá

As invasões bárbaras:
O Canadá é aqui

Kill Bill:
Tensão pré-marcial

Osama:
Não é o Bin

A paixão de Cristo:
Mocinho morre no final
15:56:31 - hubbell - 11 comentários

24 Abril

Bianca (1984)

Quando postamos um Je me souviens a respeito da febre dos tamancos (veja aqui) que acometeu as garotas no ginásio onde estudávamos, em meados dos anos setenta, houve vozes maliciosas aqui no blog que apontaram a, hum, coincidência entre o que dizíamos e uma observação solta feita por Nanni Moretti em seu quarto longa-metragem Bianca, de 1984. Quem plagiou quem? Após ver o filme ontem, e com a modéstia intimorata que é, afinal, nosso único patrimônio, podemos afirmar que o mistério finalmente se esclareceu: agora já se sabe com certeza o paradeiro posterior daquele italianinho magrela e esquisito que fazia intercâmbio lá na nossa escola e que atendia pelo nome de Giovanni.

(do nosso enviado especial e fashion victim ao Rio de Janeiro)
10:55:35 - Zeno - 3 comentários

Elefante (2003)

Os planos-seqüência são fascinantes, é verdade, e garantem ao filme uma fluidez inquietante. A câmera acompanha as personagens de perto e deixa todo o resto fora de foco, duplicando a sensação típica do "adolescente-que-se-acha-o-centro-do-mundo" e contribuindo para o clima onírico e irreal dos eventos - com o perdão antecipado do clichê. Mas quem matou a charada foi um amigo que viu o filme e comentou: "Ué, mas isso não passa de um desses filmes-catástrofe convencionais, tipo 'Inferno na Torre', 'Terremoto', etc., com aquela estrutura manjada de apresentação das personagens, entrecho-enrolação que traz as características individuais mais a localização espacial dos eventos, e o desfecho cataclísmico final, onde acompanhamos com pesar ou alívio o que acontece com cada um deles". É isso aí - Cannes já acertou mais a mão do que desta vez.

(do nosso enviado especial e cinematográfico ao Rio de Janeiro)
10:41:15 - Zeno - 1 comentário

23 Abril

tropicões nos tropicálios e radicais do brazêll, êll, êll

pois é, e acabei indo ver o docudramatragipatético sobre o seunosso sérgio-pai-do-chico, mas ñ da pátria e sim da percepção da raíz elí(p)tica desse nosso mal q. tanto nos causamos, entediados em tramar nós e nossos nós.
fomos crentes q. um grande cineasta, da geração q. criou uma visada criticoativa da gente, moderna e propositiva prachuchu, ia se divertir, inteligentem/e, c/ as idéias do seunosso sérgio.
enfim, q. poderíamos, humil-dem/e, assistir a um grande papo.

mais q. nada, como dizia o sábio jorgeben, pré-jor. [Leia mais!]
00:08:30 - John Self - 2 comentários

02 Abril

Era uma vez no México (2003)

O filme não é lá essas coisas, mas tem este diálogo batuta entre Johnny Depp, que faz o papel de um agente da CIA no México, e um matador de aluguel chicano que está vendendo seus serviços a ele:

- Are you a Mexican or a Mexican't?
- I’m a Mexican!
16:41:25 - Zeno - Comentar

A crise do cinema nacional (parte II)

E a dupla Sorel e Zeno aqui do blog, também conhecidos como Barretão e Barretinho do circuito nacional de curtíssimas metragens, acaba de perpetrar mais um atentado à moral e ao bom senso cinematográfico, violando com seu novo filme (o terceiro!) várias regras consolidadas de mise-en-scène e decupagem que eles sequer desconfiam que existam. Mas com uma diferença fundamental: desta vez, o filme tem atores. E dos bons. Como forma de purgar o sofrimento que esses pobres abnegados passaram nas mãos dos dois ineptos, resolvemos mencionar aqui no blog os nomes destes futuros mártires da sétima arte: Sérgio Mastropasqua, Henrique Stroeter, Igor Zuvela e Jorge Cerruti. Valeu, rapaziada! "É nóis nas fritas"!!
13:38:34 - hubbell - Comentar

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