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31 Maio

Nuit et Brouillard (1956)

Lançado em DVD no ano passado pela Criterion americana, este é o mítico documentário de Alain Resnais, o último dirigido por ele antes de passar aos longas de ficção (com “Hiroshima, Meu Amor”), e que trata dos campos de concentração alemães com um rigor ético e estético poucas vezes igualado e nunca superado, mesmo que o assunto tenha produzido uma tonelada de filmes nas décadas seguintes. Nas palavras do melhor crítico norte-americano de cinema dos últimos e não tão últimos tempos (ele tá na ativa desde os anos setenta), Jonathan Rosenbaum, os 31 minutos do curta-metragem de Resnais fazem “A Lista de Schindler” parecer desenho animado. O título, Noite e neblina, vem do título do livro de Jean Cayrol, Poèmes de la nuit et brouillard, que por sua vez tirou a expressão do nome do decreto alemão, Nacht und Nebel, que estipulava a deportação para locais secretos de pessoas acusadas de conspirar contra o regime nazista. Ex-prisioneiro do campo de Maithausen, Cayrol escreveu o texto que acompanha as imagens do filme, e o restante da ficha técnica é um who’s who do que seria o cinema francês nas décadas seguintes: o produtor Anatole Dauman tem no currículo filmes de Godard, Schlöndorff, Wenders e foi quem bancou a grana para que Oshima fizesse “O império dos sentidos” e a continuação “O império das paixões”. A fotografia é de Ghislain Cloquet, que depois faria “Le Trou”, do Becker, “Trinta anos esta noite”, do Malle, “Mickey One”, do Arthur Penn (resenhado aqui no blog) e “Tess”, do Polanski. Como assistente de Cloquet, Sacha Vierny, que fotografaria depois “Bela da Tarde” e os filmes de Peter Greenaway. Como assistente do próprio Resnais, Chris Marker, que mais tarde ficaria conhecido por seus filmes-ensaio, misturando ficção, discussão teórica e documentário, como “La jetée” (que inspirou a trama de “O exterminador do futuro”). O remate dessa ficha técnica impressionante é a música contida e distante que comenta as imagens do filme, composta por Hans Eisler, antigo colaborador de Brecht.

(da série Semana do Cinema Francês Esquisito no Hipopótamo Zeno)

(agradecimentos a jpcv, pelo presentão)
16:12:43 - Zeno - 1 comentário

Berlim é aqui

E já que o assunto são questões geopolíticas, o blog Hipopótamo Zeno gostaria de se solidarizar com as outras três pessoas que assistiam ao canal Deutsche Welle, 05 na Net, que foi sumaria e misteriosamente retirado da grade na semana passada. Passem o guardanapo de papel (pode ser o pequenino, mesmo) para que possamos recolher assinaturas e lançar um abaixo-assinado: germanófilo unido jamais será vencido.
13:25:42 - Zeno - 10 comentários

Mercosul djá!

julieta
Dando continuidade à política de boa vizinhança com nossos irmãos latinoamericanos (veja aqui o primeiro contato diplomático), publicamos acima uma das razões pelas quais Buenos Aires mantém seus encantos, apesar da crise dos últimos anos, do estado de saúde de Maradona e do oculista de Néstor Kirchner. A moça, Julieta Cardinali, foi xuxete na aventura portenha da Rainha Brasileira dos Baixinhos, trabalhou em algumas novelas locais e está em cartaz nas salas brasileiras no filme Valentín, de Alejandro Agresti. Segundo informação do site Full Latin, seu sonho é fazer uma viagem à Lua. Mimoso, não?
12:31:38 - Zeno - 19 comentários

28 Maio

Pequena contribuição para o Aclaramento de Novas Expressões da Língua Portuguesa

"Ter um projeto"

Sinônimo de desemprego. Indica que o emissor ou o designado tomou um pé-na-bunda empregatício mas elaborou mecanismos de proteção psíquica para atenuar o impacto social/trabalhista/enxugador. São variações conhecidas: "estar com um projeto", "pensar um projeto", "desenvolver um projeto", "alavancar um projeto" (este, ainda não dicionarizado), "pintar um projeto", etc. Embora não tenha vínculo oficial com o FAT (até o momento), pode perfeitamente contribuir para o pleiteio de um dinheirinho junto a bocadas conhecidas, como Petrobrás, CNPq, CCBB, etc. Por questões aparentemente estilísticas, costuma ser utilizado com o complemento do advérbio "aí": "estou com um projeto aí", "tá pintando um projeto aí", etc.

(sugerido pelo post do zeno sobre os bares de hotéis)

(para conhecer outras contribuições vernaculares, clique aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui)
09:51:05 - hubbell - 5 comentários

26 Maio

A Busca do Graal - subseção Bares de Hotéis

Para os visitantes que não sabem como o projeto do nosso blog começou (hoje em dia todo mundo tem um projeto: "E aí, Fulano, que você anda fazendo?", "Ah, tô com um projeto aí, acho que vai rolar", etc), cabe um registro informativo, vapt-vupt e interesseiro, como se verá. Em períodos históricos A.H. (antes do Hipopótamo), e antes mesmo que lêssemos e recebêssemos a benção canalhal vinda da Consciência de Zeno, que deu o start (perdão) para a coisa toda, costumávamos nos reunir pra tentar descobrir o Bar Ideal, o lugar onde pudéssemos recostar as colunas vertebrais cansadas depois de várias décadas de maus tratos e bebericar, entornar ou afundar o pé em líquidos restauradores do ânimo. Vários bares foram visitados, pesquisas e tabulações foram feitas, tudo em vão. O Graal, por definição wagneriana, ficava em alguma região brumosa e inacessível habitada por personagens secundários d'O Senhor dos Anéis. Iniciado o blog, já na Era D.H., feitas algumas resenhas francamente decepcionantes, e depois da recente onda de comprar garrafas de uísque (a Progauba mencionada em texto anterior), aventamos uma ideiazinha para as próximas incursões: e os bares de hotéis, não seriam eles os guardadores de promessas, incensos e mirras para os peregrinos etílicos? Já fomos ao Renaissance, ao Hyatt da Marginal Pinheiros, ao Hotel Fasano, ao Cambridge, ao Hilton, ao Unique, ao Xuxu (em Diadema) e a mais alguns que a memória do álcool não permite lembrar, todos com índices de 7, 6 ou menos na escala caseira de graals. Será que estamos indo aos hotéis errados? Será que alguém poderia nos dar sugestões mais seguras, pra mó de a gente enviar nossa equipe indômita de pesquisadores de campo?
17:27:35 - Zeno - 9 comentários

Eu me lembro

Eu me lembro que a iniciação sexual dos rapazes abrangia freqüentemente infrações às famílias e classes do pobre Lineu e às estratificações que designam o lugar de cada um na sociedade. Diziam de um sujeito na escola que ele havia traçado metaforicamente todas as galinhas do quintal da sua casa. De um outro, que encarava pombas, o que despertou desmentidos à época em função das dificuldades anatômicas. O sujeito das galinhas, aliás, era olhado com respeito pelos outros garotos da escola, porque diziam que ele havia feito uma visita à casa da professora substituta de matemática e que ela, reza a lenda, o atendeu de toalha.

(sugerido por comentário da leitora porquinha)
16:21:22 - Zeno - 6 comentários

Brasília não merece esta moça

Como se dizia antigamente, naquelas festinhas de debutantes regadas a vinho branco quente e canapé gelado: levantamos um brinde e saudamos a presença, em nosso mui humilde regaço (ops), de uma lenda do mundinho blogger brasileiro, a única advogada que cita cummings e a Fantástica Fábrica de Chocolate com a mesma desenvoltura, a bela e abusada Menina Mal Vigiada, Cam Seslaf. Suas credenciais: ela é amiga do Doutor P., do Ócio e Ofício, da Cynthia, do Cyn City, do Nelson, do Ao Mirante, Nelson!, e do Ruy, do PuraGoiaba, os quatro listados em nossa seção de links. Ou seja, é tudo uma putada só, como diria um amigo meu da saudosa cidade de onde vim. Visitem o blog da moça, deixem comentários espirituosos (vejam lá, hein? Leitor do Hipopótamo Zeno tem uma reputação a zelar) e aproveitem para perguntar por que diabos Brasília não tem esquinas: ela responderá, altaneira e citando o brasiliense Nélson Piquet, "Quem gosta de esquina é vagabundo".
14:41:09 - Zeno - 12 comentários

25 Maio

Eu me lembro



Eu me lembro de quando essa senhora de 45 anos, dois filhos e que atende pelo nome de Madonna ainda era uma garota materialista e que seu sucesso era, certamente, moda passageira.

(foto do Estadão, turnê Madonna 2004)
16:18:31 - Sorel - 12 comentários

Lambuze os dedos

As pessoas que leram nossos posts sobre a Nigella Lawson há algumas semanas podem ter ficado com a falsa impressão de que este blog tem pessoas seriamente interessadas em bons vinhos, boa mesa e acepipes variados de qualidade. Nosso amplo espectro gastronômico abarca, claro, umas garfadas aqui e acolá em coisas como Raia na Manteiga Escura com Gelèe de Pato ou uma Gargouillou des Jeunes Légumes, mas nossa dieta diária é composta, em essência, de comida trash, com ênfase apaixonada nos salgadinhos de supermercado (sendo a fila de predileção puxada pelos três campeões incontestes: Doritos sabor queijo nacho, Pingo d’Ouro sabor picanha grelhada e Agito sabor filé aperitivo). Como na Internet se acha de tudo e tem louco pra tudo (basta ver a quantidade de blogs sobre hipopótamos canalhas que existe), descobrimos um site excelente que faz resenhas hilárias sobre o universo dos salgadinhos porcariais, com uma equipe seriíssima de colaboradores que disseca cada particularidade dessas iguarias: histórico, índice de satisfação, apreciação sensorial, com qual bebida deve ser ingerido, gosto que deixa na boca, etc. Recomendadíssimo, pois: Snack Attack!
13:33:11 - Zeno - 7 comentários

Bumbum aéreo

Há uma certa controvérsia em se atribuir a "Rapper’s Delight", do grupo Sugarhill Gang, o título de primeira música rap a ser gravada, nos idos perdidos de 1979 (pra quem não se lembra, é aquela que usa a base de "Good Times", do Chic – ouça um trecho aqui). De qualquer modo, deve ser a primeira canção americana a trazer a belezura de rima abaixo:

then ya throw your hands high in the air
ya rockin to the rhythm, shake your derriere
12:46:58 - hubbell - 10 comentários

21 Maio

Eles vêm aí

Tem gente esquisita neste mundo (e em outros, também) que passou a infância assistindo a um seriado inglês de TV que trazia um grupo de marionetes desengonçadas metidas numas naves sensacionais e que participavam de aventuras improbabilíssimas, como resgatar arqueólogos presos numa pirâmide que são atacados por um bando de zumbis, ou impedir um novo modelo de avião supersônico de explodir em pleno ar se sua velocidade baixasse de nãoseiquantos quilômetros por hora. Para tais pessoas, que provavelmente acompanhavam também outros seriados com outras marionetes, como as aventuras de um garoto-espião capaz de receber, em seu cérebro, qualquer tipo de informação graças a uma máquina que dava voltas e voltas numa velocidade incrível, ou as idas e vindas de um estiloso submarino pilotado por dois bonecos queixudinhos e uma sereia, para elas, repito, segue este link. É o trailer da versão em carne e osso do tal seriado com as naves sensacionais, com previsão de estréia nos cinemas americanos em julho e, no Brasil, em outubro.
19:13:18 - hubbell - 2 comentários

Eu me lembro

Eu me lembro da visita do Reagan ao país e de sua saudação ao povo boliviano.

(aproveitando o gancho do post anterior)

(da série “Mas vocês têm negros lá no Brasil?”)
17:50:01 - hubbell - Comentar

Brasil, capital Buenos Aires

Do enviado do jornal alemão Frankfurter Allgemeine, Andreas Kilb, ao Festival de Cannes, num texto em que comenta o favoritismo dos “Diários de Motocicleta”: "(...) O diretor argentino Walter Salles recontou, para as telas, a história desta viagem etc., etc.".
17:09:58 - Zeno - 1 comentário

Do exercício da maledicência e do mau humor

Em conversas com companheiros de infortúnio que habitam as salas vizinhas aqui da fiRma, descubro que tenho fama de mal-humorado. Para além da insignificância que tal informação traz (pude ouvir um "E daí?" sussurrado da mesa ao lado da minha), e contrariamente à (auto?) imagem de "sujeito boa-praça" que sempre acreditei ter, há aí um imbróglio epistêmico-político que talvez mereça um bocadinho de consideração. A maledicência é uma arte de calibragem mais ou menos sutil e que comporta um bom número de dificuldades sabidas por todos. De uns tempos pra cá, ela tornou-se quase impossível. Quantas vezes me diverti anos e anos falando mal de alguém com alguma projeção pública (jornais eram – são? – o campinho preferido) até que o infeliz começasse a namorar uma amiga minha e alas, eu descobrisse que o sujeito, afinal, não era tão ruim assim, era simpático, mesmo, permanecendo apenas o mistério de saber como o resultado podia ser tão pífio (no exemplo, o jornal) se tinha tanta gente boa empenhada nele. A quantidade de amigos que se mudou pra Brasília ou que estabeleceu algum tipo de vínculo federal nos oito anos FHC e agora nos dois Lulalá dificultaram ainda mais o exercício da arte mencionada. Nos mesmos jornais, os colegas e contemporâneos de faculdade, que começaram ralando em águas focais e insalubres da década de oitenta, agora são editores de caderno, repórteres especiais ou, valha-me deus, secretários de redação. Minha mulher já foi cantada pelo ex-presidente numa festinha e eu morei na mesma rua do atual, além de dividirmos o mesmo barbeiro. Feitas as contas, a maledicência, agora, é quase um tiro no pé, porque, afinal, de um jeito ou de outro essa geração está metida até o pescoço num transatlântico trapalhão que cisma em adernar o tempo todo, dificultando inclusive a vida de quem deseja apenas um drinque tranqüilo num dos decks intermediários. Tenho o incômodo palpite de que meu mau humor venha daí.
16:35:52 - Zeno - Comentar

20 Maio

Titio Bill é um bom camarada

Eu tenho amigos que trabalham na Microsoft. É duro admitir, eu sei, mas é verdade. Se não bastasse a triste sina de receber a paga do Titio Bill, eles ainda têm de se submeter ao seguinte rodapé que acompanha obrigatoriamente os e-mails enviados a partir da empresa: "Esta mensagem, incluindo seus anexos, tem caráter confidencial e seu conteúdo é restrito ao destinatário da mensagem. Caso você tenha recebido esta mensagem por engano, queira por favor retorná-la ao destinatário e apagá-la de seus arquivos. Qualquer uso não autorizado, replicação ou disseminação desta mensagem ou parte dela é expressamente proibido. A Microsoft não é responsável pelo conteúdo ou a veracidade desta informação". É provável que outras empresas mantenham a mesma política em seus e-mails, mas dado o histórico peculiar da empresa de Seattle, confesso que um sorrisozinho assomou-se por estes lados.
13:09:07 - Zeno - 3 comentários

Hipopótamo Zeno em dois momentos exibicionistas

Grafite é arte

Rumo a Cannes

(para fazer o seu, clique aqui; roubado do blog Kit Básico da Mulher Moderna)
12:45:15 - Zeno - Comentar

19 Maio

Eu me lembro

Eu me lembro do adesivo "Hei de vencer, mesmo sendo professor". E da série de adesivos "...logia": Psicologia, Geologia, Bramalogia, Mulherologia, etc. E do último deles, que encerrou a série: "Não estudo em faculdade nenhuma".
19:12:00 - Zeno - 3 comentários

Quando Bagdá era sinônimo de Prazer

Bagdá é aqui

Não sei quanto à seleta audiência deste blog, mas eu nunca fui convidado pruma suruba. Suruba mesmo, daquelas em que o mote “Ninguém é de ninguém” é mais que um simples verso tribalista e onde a expressão “putaria da grossa” tem correspondência empírica verificável. Até hoje. Por obra e graça do correio eletrônico, que tanto tem feito para trazer calor humano às caixas postais mundo afora, recebi convite para o “Mil e Uma Noites de Prazer”, um bacanal para quatrocentas pessoas a ser realizado numa boate em Moema, o inóspito bairro de São Paulo que funciona como base de operações de várias Garotas de Programa da cidade, segundo informações recebidas a boca pequena (sem trocadilho) pela Direção do blog. A festa tem lá suas peculiaridades: mulher não paga, só será permitida a entrada de 50 homens desacompanhados, a R$75 por cabeça (sem trocadilho II), e casais ganham desconto de dez reais na entrada mais 20% na consumação. Além disso, só entra quem faz reserva antecipadamente, para que a boate feche a lista de convidados com um mínimo de planejamento, digamos, corporal, ou seja, não dá pra chegar na hora, avaliar as oscilações cambiais e depois decidir. O último evento produzido pela casa tinha por tema "Noite no Olimpo", e trazia em seu texto de divulgação frases bacanas como "Sejam recepcionados por Eros e Atena, nosso casal anfitrião (...). Venha se deleitar nos aposentos liberais de Zeus, Hera e Calisto, os eternos amantes da Grécia Antiga (...). Shows com a espetacular Sany no papel de Afrodite, a Deusa do Amor". Lôco, né?
P.S.: Só não vale requentar a velha piada do português convidado pruma suruba e que reclama com razão: "Mas que poirra de suruba é essa? Estou há mais de uma hora aqui, já chupei dois pintos, fui enrabado três vezes e ainda não comi ninguém!"
15:08:10 - hubbell - 3 comentários

18 Maio

Bar Vila Mariana

Lugar idiossincrático que só freqüentamos porque fica ao lado da fiRma. Você pede uma porção mista de pastéis e o garçom diz, compenetrado, que só dá pra combinar dois dos três sabores usuais. Você pergunta pelas pizzas-aperitivo, ele responde que há a de tomate seco (o Édito mencionado em outro texto também não chegou por lá) e a portuguesa, mas se você pedir uma simples de mozarela ele balançará a cabeça e dirá que "não, infelizmente não é possível". Você sugere que a picanha na chapa, prêmio de Fumaça Mais Gordurenta de Bar no último recenseamento etílico de São Paulo e que também vem com o ubíquo tomate seco, seja acompanhada apenas de farofa e cebola, o garçom aceita, anota o pedido e traz o mesmíssimo prato com o mesmíssimo tomate, sorrindo esturricado pra sua cara. Mas a garrafa de uísque oito anos custa módicos 90 paus, tem chope Heineken honesto e o manobrista/valet deve ser o mais barato da cidade, 4 mangos e seu carro volta intacto. Para os solteiros e descasados, há o desfile noturno das meninas da ESPM, o que sempre melhora a qualidade da bebida ingerida.

Nota: 6 graals.
21:44:29 - Zeno - 3 comentários

Conflito geracional

Duas boas razões para você assumir a idade que tem e avaliar melhor o lugar que anda freqüentando em suas noites de segunda-feira: a primeira, porque o DJ põe um troço pra tocar, todos na pista gritam entusiasmados e você nunca ouviu a música antes. A segunda, porque você não consegue mais lembrar qual era a segunda.
13:45:53 - Zeno - Comentar

17 Maio

Kant e Hegel perdem

Fenomenologia da Carne

Lôco, né?
16:17:49 - Zeno - 5 comentários

Confissão (1947)

Lançado recentemente em DVD pela Columbia, "Dead Reckoning" é um brioso film noir de segunda divisão, o que significa que parte do charme do gênero está lá de um modo ou de outro (história confusa e cheia de traições, planos abstratos cuja única função é ajudar na ambiance, diálogos escrotos, etc). Mas vale a recomendação principalmente pela atuação do Bogart, magnífica, intensa e demais adjetivos, acima inclusive do patamar elevado que ele mesmo estabeleceu. Para os cinéfilos que, como nós, viram os principais filmes do Bogart há vinte anos ou mais, e se esqueceram do que ele era capaz, o filme funciona como belo lembrete.
10:13:42 - Zeno - Comentar

Diálogos paulistanos de rádio

(Repórter): - Nesta fria manhã de segunda, quantas blusas a senhora está usando?

(Transeunte): - Três blusas e duas calças. Sou muito friolenta.
09:00:45 - Zeno - 8 comentários

14 Maio

Diálogos paulistanos de sala do cafezinho

- Cê viu? A Dora Kramer citou o Bertholt Brecht na coluna dela de hoje.
- Meu deus, onde chegamos? É o fim dos tempos.
13:53:08 - hubbell - 1 comentário

Diálogos paulistanos de bar

- Além da cagada imensa que foi expulsar o débil mental do NYT, o Lula tá fazendo um enorme favor à dinheirama suíça do Maluf, que foi parar num canto perdido das páginas dos primeiros cadernos para que os jornais pudessem dedicar três, quatro páginas para a cobertura da expulsão do fulano e dos desdobramentos. E ainda por cima ele cometeu a inépcia de despertar a Besta, que é o esprit de porc dos nossos amigos jornalistas.

- É verdade. Vamos tomar a saideira, então?
13:45:54 - hubbell - Comentar

O ganso é magro, mas o fígado é gordo

No mundão financeiro, volátil e pós-Rodada de Doha em que vivemos, não há mais espaço para o bom e velho escambo, o saudoso toma-lá-dá-cá que sempre caracterizou a ação entre amigos em mútua necessidade, numa versão caseira e camarada do jabá mencionado tão amiúde nas páginas aqui do blog na semana que passou. Pois bem, o autor das caricaturas que começaram hoje a ilustrar nossa página principal, o gauche Laurent C., é também o responsável pelas belíssimas ilustrações que acompanham o mais novo livro infantil de Ana Maria Machado, "De fora da arca", uma versão lisérgica da história do bom velhinho Noé e dos bichos que não conseguiram embarcar na famosa Arca, à venda nas boas e nas más casas do ramo. Para os que têm filhos, netos ou sobrinhos, fica o recado: comprem, comprem, comprem, por favor, pra mó de ajudar o Laurent a abastecer seu lar com o lote semanal de foie gras que tanta falta tem feito nos últimos tempos de vacas magras que ele tem atravessado.
13:04:55 - Zeno - 3 comentários

O hipopótamo, a lenda, o mito

Uma idéia na cabeça e um suborno no bolso
O desenho que ilustra este post foi feito pelo fiel amigo e irmão camarada Laurent C., e pretende ser o primeiro de uma série de caricaturas dos membros (sem trocadilho) que carregam o blog nas costas ou em outras partes do corpo menos publicáveis. Para estrear com estilo, começamos com aquele que se diz "indolente por escolha, não por temperamento": nosso ídolo e mentor, o canalha Hipopótamo Zeno. Quanto aos desenhos dos demais participantes, eu já topei, o Mathieu também (dizendo que todo existencialista tem seu lado Brigitte Bardot), o Hubbell disse que não posa de graça (já que ele ganhou a vida, por um bom tempo, como modelo de desenho em Juiz de Fora – é verdade), o Bandini também aceitou, com a condição de que sua careca seja elidida, o Sorel xingou todo mundo e disse que nem se Napoleão reencarnasse ele se prestaria a um papel ridículo desses, e o John Self não estava sóbrio o suficiente para ser indagado.
12:57:41 - Zeno - 2 comentários

12 Maio

Eu me lembro

Eu me lembro que bonbon, em alemão, além de significar bala, docinho, etc, também designava os broches de identificação dos membros do Partido (e, por extensão, os próprios sujeitos) na antiga Alemanha Oriental.

(da série "Europa, Terra de Contrastes", ou "Se hoje é terça, então isso aqui deve ser a Bélgica")

(da série II "Hipopótamo Zeno também é cultura inútil e comunista")
18:40:10 - Zeno - 3 comentários

Procura-se VIII

Estou à procura de um conto de tipo "memorialístico mineiro" onde possa encaixar o seguinte trecho: "Eu era um imbecil em 1990 e continuo a sê-lo X anos (completar conforme a data de publicação do conto) depois". Pago bem. Sigilo garantido. Cartas aqui pro blog.
17:52:45 - Zeno - Comentar

É só passar no caixa

Recebemos correspondência de um amigo animado com a divulgação do nosso mui modesto bloguezinho nas páginas do Estadão. Segundo ele, agora que os visitantes ultrapassaram as três centenas diárias, o momento não poderia ser mais propício para um patrocínio ou, em suas palavras, "a comercialização, a fase da venalidade". Gostaríamos de dizer que não temos nenhum problema com isso. Apesar de o slogan do blog rezar “Eu sei que jamais estarei em uma posição digna de suborno”, e para que não restem dúvidas de que estamos sempre mudando de opinião (este, aliás, é o lema da Seção Editoriais), gostaríamos de agradecer a IBM, Microsoft, Procter & Gamble, Gessy Lever, BASF, Air France, Grupo Thoquino (viva o Underberg!), Mudanças Granero, Tubos e Conexões Tigre, Sapatos Di Pollini e muitas outras pujantes empresas pelo apoio que algum dia, esperamos, confiamos até, virá.
17:08:15 - Zeno - Comentar

E o rosto com que fita é o da nuca

Lendo O Jogo da Amarelinha (Rayuela), do Cortázar (parte II):

"A mesma coisa acontece sempre a todo mundo, a estátua de Jano é um esbanjamento inútil, na realidade depois dos quarenta anos nós temos o nosso verdadeiro rosto na nuca, olhando desesperadamente para trás. Isso é o que se chama propriamente um lugar comum. [Leia mais!]
13:44:10 - Zeno - 1 comentário

baresperanto

tão p... fiquei das machadadas dos brotinhos do brazil nos próprios troncos q'squeci do mais legal. [Leia mais!]
03:21:47 - John Self - 3 comentários

11 Maio

Domingo de manhã

doisneau
Sabe aquele domingão besta na cidadezinha do interior onde mora sua sogra? O Doisneau sabe.
17:52:36 - Zeno - Comentar

Eu me lembro

Eu me lembro de quando o dinheiro da mesada dava, o tempo dava e eu ainda não. Vai ver foi isso. Depois de dar fiquei sem tempo, sem dinheiro, só a insônia que insiste em vir nos domingos sem chiado na TV.

(crdt Julie das Idéias enroladas)
14:49:59 - Sorel - 2 comentários

10 Maio

Eu me lembro

Eu me lembro que aos 15 anos assistia TV até a programação acabar e o último drama sair do ar. O chiado marcava a hora de parar de sofrer por histórias que sempre tinham um final feliz. Hoje a TV não pára e, controle remoto na mão, sou eu que tenho de desligá-la. E não há mais garantia de um final feliz.
11:17:00 - Sorel - 3 comentários

Piada pronta

Deu no Estadão de hoje: Lula teria recomendado "moderação" na resposta ao texto do New York Times que o acusava de consumo excessivo de álcool. O presidente teria dito a seu secretário Gilberto Carvalho: "A gente não reage contra esse tipo de coisa com precipitação, com o fígado".
09:42:31 - hubbell - 5 comentários

07 Maio

O abandono da Busca do Graal?

Recebemos correspondência reclamando da ausência, nas últimas semanas, de novas resenhas de bar em nossa Seção "A busca do Graal". Para os amigos que temem uma possível conversão nossa à Abstinência Universal, explicamos: após longa meditação espiritual e aritmética, convertemo-nos há algum tempo a outra seita, a dos Proprietários de Garrafas de Uísque em Bares (Progauba). Eis os números mágicos do aliciamento: uma dose avulsa de uísque custa, em média, de 12 a 15 paus em bares freqüentáveis. A garrafa, que varia de R$ 90 a 120, rende vinte doses (em São Paulo; no Rio, a fita tem 24 doses) que resultam numa média de 5 mangos a dose, quase um terço da avulsa e quase o preço de um chope. [Leia mais!]
15:16:49 - Zeno - 4 comentários

Diálogos paulistanos

-Vamos ao Café do Bexiga? Um amigo meu vai tocar lá hoje à noite.
-Café do Bexiga? É muito longe.
-Como "longe"? É só descer até a Treze de Maio!
-Que nada! Fica atrás de 1980!

(sugerido por um post no Ócio & Ofício)
14:30:34 - Zeno - 1 comentário

Pequena Contribuição para um futuro Léxico Explicativo Universal para uso em ocasiões sociais e familiares

"Um ano, quatro meses e seis dias"

Locução temporal que, ao contrário do que diz a letra, não indica período de tempo específico, podendo, inclusive, ser empregada para designar momentos no passado ou no futuro. Sua elasticidade semântica é útil naquelas situações de constrangimento inesperado, substituindo com vantagem a técnica do "surdo por conveniência" que obriga seus interlocutores a repetir três ou quatro vezes cada indagação. Exemplos e abonações: para a sua mulher, que reclama do seu, hum, não-comparecimento nas atividades noturnas do casal: "Mas, meu bem, só faz um ano, quatro meses e seis dias desde a última vez!". Para o português da padaria, que pergunta quando você vai quitar a caderneta de pindura: "Ô, Seu Joaquim, eu vou até em casa agora e volto com a grana em um ano, quatro meses e seis dias". Para seu chefe, insatisfeito com seu desempenho na firma: "Pode escrever, Nogueira: daqui a um ano, quatro meses e seis dias prometo melhorar!". Recomenda-se, porém, parcimônia no emprego em situações político-partidárias, já que a oposição pode não ter a mesma largueza semântica comumente encontrada junto à população.

(para conhecer outras contribuições vernaculares, clique aqui, aqui, aqui e aqui)
13:57:44 - Zeno - Comentar

06 Maio

Requentando marmita inédita e fáustica

(da série “O Olímpico e eu”) (O texto a seguir foi uma resposta a uma crítica feita por Bárbara Heliodora ao espetáculo “Fausto”, de Goethe, na montagem dirigida por Moacir Chaves que esteve em cartaz no Rio de Janeiro no primeiro semestre do ano passado. A resposta havia sido pedida pelo próprio jornal, que decidiu depois pela não-publicação. O texto permaneceu inédito e guarda algum interesse, esperamos, mesmo para quem não viu a montagem - por isso resolvemos postá-lo aqui no Zeno.)

Na cena pouco alentadora do teatro brasileiro dos últimos anos, uma montagem do Fausto, de Goethe, deveria ser sempre bem-vinda. Uma montagem do Fausto como a que está em cartaz no Teatro Planetário, dirigida por Moacir Chaves, deveria, além disso, ser motivo de atenção detida, por oferecer à platéia uma aproximação aparentemente pouco convencional à peça. No entanto, a julgar pela recepção fria que a montagem despertou por parte da crítica especializada (Bárbara Heliodora n’O Globo de 28 de abril, Macksen Luiz no JB de 29 de abril), parece que a empreitada não foi bem-sucedida. Assim, o descompasso entre o julgamento crítico e as sessões lotadas que a peça vem apresentando só corroboraria o lugar comum do divórcio entre crítica e público ou entre intenções elevadas e apelo popular. Será esse o caso? [Leia mais!]
14:34:57 - Zeno - Comentar

05 Maio

Mickey One (1965)

Este é bem esquisito: o filme, o terceiro da filmografia de Arthur Penn e, segundo nossos caderninhos adolescentes, só lançado em laserdisc muitos anos atrás, quando ainda se insistia no bolachão desajeitado, é um daqueles que trazem como bônus para o espectador o prazer da descoberta surpreendente: filmagem solta e entusiasmada, com ecos de nouvelle vague, câmera na mão passeando pelo cenário, edição nervosa, cortes secos, trilha sonora jazzística com Stan Getz fazendo improvisações, fotografia p/b super contrastada e o Warren Beatty, com a maior cara de filho da puta que se possa imaginar, no papel-título do sujeito com delírios persecutórios com a máfia de Chicago. Segundo o comentário do Rubinho naquele Dicionário de Cineastas, é o filme mais autoral de Penn, rodado sem nenhuma ligação com os estúdios graças ao sucesso financeiro de seu filme anterior, "O milagre de Annie Sullivan". [O primeiro feito pelo Penn é igualmente famoso, "The left hand of God", a história de Billy the Kid recontada pelos olhos maneiristas do Actor’s Studio, com o Paul Newman no papel principal imitando de modo constrangedor o Marlon Brando - mas dá pra ver numa boa. A Globo costumava passar o filme nas madrugadas dos anos oitenta; hoje em dia, sempre se pode depositar esperanças no Telecine Classic da Net.]
15:06:41 - Zeno - 2 comentários

Velhas cantadas revisitadas - parte II

"-Você não quer subir e conhecer meu provedor?"

"-Isso é um memory stick em seu bolso ou você está contente em me ver?"

"-Não é que eu queira me gabar, mas meu Orkut é dos maiores da rede."
14:16:00 - hubbell - 1 comentário

Enterprise metrossexual

Eu sempre achei que o "audaciosamente indo onde nenhum homem jamais esteve" era um excelente slogan para o lançamento de uma nova sauna ou casa noturna gay. Pra não falar do "Beam me up, Scotty!", que, perdoem-me os trekkers, daria uma ótima abordagem em fim de noite, como variante do "Boa-noite Cinderela".
13:31:08 - hubbell - 4 comentários

04 Maio

Velhas cantadas revisitadas

"-O que uma garota como você faz num blog como este?"

"-O cachorrinho tem IP?"

"-No meu agádê ou no seu?"

"-Aposto que você é Linux, ascendente em Open Source!"

"-Você é a nora que mamãe pediu no Submarino!"

"-Que banda larga você tem!"

"-Te conheço de alguma sala de chat, não é?"

Tem mais? Sugestões?
22:36:29 - hubbell - Comentar

Eu me lembro

Eu me lembro quando as coisas ainda enferrujavam: lataria de carro, lâmina de barbear, latinha de extrato de tomate, arame farpado. E as preocupações maternas com o tétano eram constantes. Nestes tempos de não-oxidantes, nem minhas juntas podem ranger em paz.
12:07:55 - Sorel - 3 comentários

Etilíricas

bar chileno

eu pisco

ela sauer
12:06:15 - hubbell - 1 comentário

Jabá com karaokê

Se você é ator, músico, ou amigo do amigo, pode freqüentar com proveito as "Segundas Intenções", que, como o próprio nome diz, ocorrem todas as segundas-feiras no bar (recentemente ampliado com a incorporação do hall) do Hotel Cambridge, na Avenida Nove de Julho, em São Paulo. Tem ator fazendo cover da Jennifer Beals, atriz cantando versão animada de “Mein Herr”, da trilha de Cabaret, e, especialmente ontem, canja do filho do Ivan Lins exorcizando seus fantasmas paternos e maternos acompanhado de um órgão (sem trocadilho). A organização das apresentações está a cargo do ator Marcelo Várzea, que, além de ser gente que faz, é um boa-praça de estrita observância.
09:54:31 - Zeno - Comentar

03 Maio

A alteridade amebiana

Lendo O Jogo da Amarelinha (Rayuela), do Cortázar (e pagando uma dívida de muitos anos comigo mesmo, depois daqueles contos maravilhosos lidos na adolescência e perdidos na decrepitude de uma idade infelizmente avançada):

"(...) Imagino o homem com uma simples ameba que estende pseudópodes para alcançar e envolver o seu alimento. Existem pseudópodes compridos e curtos, movimentos, rodeios. Um dia, isso acaba por fixar-se (aquilo a que chamam de idade madura, o homem feito e direito). Por um lado, alcança longe, por outro nem vê o abajur a dois passos. E já nada se pode fazer, como dizem os réus, a gente é vítima disto ou daquilo. Assim, desta forma, um cara vai vivendo bastante convencido de que não lhe escapa nada de interessante, até que uma instantânea secreção atrás dele lhe mostra, por um segundo, sem desgraçadamente dar-lhe tempo para saber o quê,
mostra-lhe o seu parcelado ser; os seus pseudópodes irregulares,
a suspeita de que mais para lá, de onde agora vejo o ar limpo,
ou, nesta indecisão, na encruzilhada da opção,
eu mesmo, no resto da realidade que ignoro
estou me esperando inutilmente.
[Leia mais!]
18:41:57 - Zeno - Comentar

A dureza do prélio não tarda

Par délicatesse, deixamos passar em branco os 0 a 4 alvinegros contra o Grêmio na semana passada. Em nome da convivência pacífica entre as torcidas paulistas, optamos novamente por não fazer menção alguma aos 0 a 4 de ontem. Ops, escapou.
11:09:31 - Zeno - 8 comentários

Lobo Antunes é coisa nossa

E por falar em jabá, o amigo do blog Cadu O., canalha de estirpe impoluta (veja aqui) e o responsável pela popularização, em nosso blog, dos sensacionais textos do escritor português Miguel Esteves Cardoso (MEC para os íntimos, como por exemplo toda a redação da Ilustrada da Folha nos anos oitenta; veja três crônicas dele aqui, aqui e aqui), pede que a gente divulgue a resenha feita por ele do novo romance do escritor português António Lobo Antunes, "Boa tarde às coisas aqui embaixo", no site da revista Trópico. Como tivemos acesso a uma primeira versão do texto (peleguismo + favorecimento), podemos reclamar com autoridade: pô, Carlão, onde foram parar as análises detalhadas do poeta Nuno Júdice e dos outros romances do próprio Lobo Antunes, além do paralelo esclarecedor com a literatura brasileira contemporânea? Restrições de espaço, I presume?
10:29:00 - Zeno - 1 comentário

Jabá em letra de fôrma

Copyright O Estado de S. Paulo
Como o Monteiro Lobato gostava de dizer, "elogio em boca própria é vitupério": o nosso mui modesto bloguezinho apareceu no Caderno de Informática do Estadão de hoje, na seção de Blogs Recomendados. Em nome da equipe de quatro abnegados que escreve, edita, publica e corre para o cabeceio na área do blog, gostaríamos de agradecer ao pessoal do jornal pela menção e pedir que nossas mães comprem todos os exemplares disponíveis nas bancas da cidade. Apenas uma retificação: na Seção Lixo da Internet publicamos também o que há de melhor na Internet, embora o melhor, nos melhores casos, também coincida com o pior. E vice-versa. E reciprocamente. Ou, em alemão, pra ficar mais esquisito: Wechselbestimmung.
09:23:57 - Zeno - 11 comentários

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