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Filmes esquisitos

Nós gostamos mesmo é do escurinho.


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31 Maio

Agonia e Glória (The Big Red One - 1980)

Quando espiei, há algumas semanas, a lista dos 10 melhores filmes de 2004 feita pelo Mestre Jonathan Rosenbaum, bateu um certo desânimo ao perceber que não vira 6 dos 10 filmes mencionados, mesmo que um deles fosse um relançamento de 1961, outro um documentário sobre Los Angeles e um outro ainda fosse de um diretor do Senegal. Por outro lado, joguei autoconfete quando vi que Million Dollar Baby (Menina de Ouro) aparecia na segunda posição e que Rosenbaum o considera o melhor Clint juntamente com White Hunter Black Heart (Coração de Caçador), opinião também deste que vos escreve - como dizia um amigo, "crítico bom é crítico que concorda com a gente". Além disso, as presenças, na lista, de Antes do Entardecer e de Colateral (este fora do grupo dos 10, mas em posição honrosa) terminaram de fazer o contentamento geral da cinefilia e contribuíram também para esquecer a escorregadela do Rosenbaum pela inclusão, em nono, da porcaria auto-indulgente do Jarmusch, Coffe and Cigarettes. Mas tudo isso só serve pra dizer que a maior surpresa de todas foi ver, em primeiro lugar na lista, o relançamento do filme The Big Red One (Agonia e Glória), do Samuel Fuller, em versão restaurada/reconstruída com 47 minutos a mais. Pensei então: "Putz, isso vai ser impossível de checar, porque essa versão não vai vir nunca pra cá". Ledo e ivo engano: está prometido pra amanhã, dia 01 de junho, o
lançamento em DVD, região 4
, do filme na versão restaurada, com extras, comentários de Richard Schickel (outro bom crítico), docs diversos e outros mimos. Um DVD duplo com um dos maiores filmes sobre a Segunda Guerra Mundial pela merreca de R$34,90! Comprem, senhoras e senhores, comprem!!
14:53:03 - Zeno - 6 comentários

20 Maio

Almas em fúria (The Furies – 1950) - Parte 2

Mais uma pérola do faroestão do Mann. O janota futuro dono do saloon mencionado no post abaixo bate boca com o patriarca sangüíneo vivido pelo Walter Huston e arremata:

"Quero fazer um acordo. Você pára de dizer mentiras a meu respeito e eu paro de contar a verdade sobre você".
16:59:06 - Zeno - Comentar

Almas em fúria (The Furies – 1950)

No tiroteio psicanalítico de idéias e planos inesquecíveis em p/b que é o western de Anthony Mann, o destaque vai prum diálogo entre a corista mezzo assanhada, recém-contratada, e a amiga do dono do saloon espelunquento, vivida pela Barbara Stanwyck:

-Nós ainda não nos conhecemos. Meu nome é Dallas Hart. Sou nova na cidade.

-Querida, você não seria nova em lugar algum ("Honey, you wouldn't be new any place").
16:46:44 - Zeno - 2 comentários

10 Maio

O corte do diretor

Director's Cut (Drama). Sinopse: "Diretor", alcunha de Sebastião Antônio da Silva, açougueiro de boa cepa, tenta garantir a todo custo o faturamento no fim do mês, mas perde o fio da meada e decide ajuntar pelancas, ossos e cortes de terceira às peças que vende. A freguesia até que se aporrinha, mas aceita resignada e não deixa de freqüentar o estabelecimento, ou por comodismo, ou por esperança de que isso um dia mude, ou porque todos somos carnívoros e preferimos ser ludibriados a morrer de fome. Final alternativo: surge um muçulmano fanático que lhe passa a lâmina da cimitarra no pescoço e põe fim à sangria desatada.

(Dedicado a Ridley Scott e sua última Cruzada. Não, não vi não senhor, mas precisa? Aliás, um filme desses é tudo que Alá mais podia desejar nessa hora.)
09:00:00 - Pinto - 5 comentários

06 Maio

Resenha de cinco palavras

A queda! — As Últimas Horas de Hitler (2004)

Pra que essa exclamação aí?
14:12:46 - Pinto - 1 comentário

Resenha de Quatro Palavras


Kinsey (2004)

Vibrador não faz estatística.

(crdt cam seslaf, link ao lado)
09:00:53 - Zeno - 2 comentários

03 Maio

Microrresenha

O Pântano (Argentina, 2001).

Filminho atolado.
10:42:09 - Pinto - 1 comentário

01 Maio

Welles II – Pedro e o lobo de Marte

"Uns três anos depois do programa marciano", conta Orson, "eu estava lendo um poema de Whitman num programa patriótico de domingo, quando alguém entrou no estúdio e gritou que haviam atacado Pearl Harbor. Ninguém deu atenção. Apenas sacudiram os ombros e disseram: 'Lá vem ele de novo'".

(crdt Kenneth Tynan, A vida como performance)
16:44:24 - Zeno - 1 comentário

Welles I - Dois dedos de prosa

"[Orson Welles] responde polidamente ao grupo que se reúne ao seu redor no bar; talvez com polidez exagerada, fazendo-me desejar que desperdiçasse menos energia numa forma tão perecível como a conversa. Tennessee Williams, um dos membros do círculo, extrai de sua boca uma piteira cheia de cristais repelentes de câncer e murmura para mim que jamais se deve atacar Orson – 'um homem tão vulnerável e de tal magnitude'. Quem é, ao mesmo tempo, talentoso e gregário, é sempre vulnerável. Orson tem plena consciência de que, para ele, tal como para os grandes conversadores, a conversa é o que Cyril Connolly chamou certa vez de 'uma cerimônia de desperdício de si mesmo'".

(crdt Kenneth Tynan, A vida como performance)
16:43:30 - Zeno - 2 comentários

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