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Tectum Intuentes

Ociosidade produtiva - textos reflexivos, anotações íntimas, sacanagens e demais ressentimentos.


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30 Agosto

Programão de segunda

A tua presença morena

Rejubilem-se literatos e etílicos! Nesta segunda, 5 de setembro, a partir das 19h, no indefectível Balcão, é dia de prestigiar nosso camarada Ricardo Soares (na foto com a pororoca atrás) no lançamento do seu Cinevertigem.

Além de amigo do blogue, et pour cause, Ricardo é escritor talentoso, jornalista de respeito e, last but not least, transformista de mancheia. São lendárias suas performances dublando Watusi, Marina Montini, Maria Alcina e Daúde. Caso ele se anime com a ocasião e resolva atacar de Joséphine Baker, essa será uma noite de autógrafos gloriosa.

Pelo sim, pelo não, os hipopótamos comparecerão em peso.
16:00:00 - Pinto - 8 comentários

29 Agosto

Nota social

Minirreunião informal na sexta à noite reuniu cinco blogueiros numa mesa de seis pessoas. O sexto, le pauvre, estava lá para corroborar a antiga piada, "metade da população americana é filatelista e a outra metade procura sê-lo". Nenhuma nova aspiração para a humanidade foi traçada, mas o prazer da conversa pode ser estendido aos respectivos sites:

Pensar enlouquece, pense nisso, do Alexandre Farol da Blogosfera Inagaki;

Torpor, da Giu, que há tempos estava em nossa wish list de menções a blogs bacanudos;

E a nossa Assessora para Assuntos Oculísticos, a mal vigiada Cam Seslaf, que escreve as Letras e Cartas Rubras.
12:20:56 - Zeno - 10 comentários

26 Agosto

Without a song

Titio Hunter foi ao supermercado. Como é single guy ("bachelor" dá uma questão de lógica formal no Bertrand Russell, mas creio que não tenha muita gente interessada. Nem eu), foge das bandejinhas de comidinhas assépticas para solitários e compra birita e cigarro.
Mas hoje, surpresa. DVD do Sinatra, "The Man and His Music", baratão.
Como tem uma pá de fã do dago por essa blogosfera, ele merecerá um digno post. Mas vai um verso de uma que eu gosto:

"When things go wrong a man ain´t got a friend without a song".

É isso aí.
20:37:12 - hunter - Comentar

Almost blue

Chet Baker não foi o melhor trompetista do mundo (longe disso; pra não citar os óbvios, o Fats Navarro era much better).
Seu herói no instrumento foi, inicialmente, Bix Beiderbecke; depois, tentava mimetizar o som sem vibrato de Miles Davis (que, com a cordura que o caracterizava, disse certa feita: "sempre toquei melhor que Chet Baker. Até quando me entupia de heroína").
Como cantor, não tinha as sutilezas da divisão e a elegância do Sinatra, ou (aí é coisa séria) as modulações e beleza do timbre do Johnny Hartman.
[Leia mais!]
13:52:15 - hunter - 13 comentários

25 Agosto

Dos Rodapés (2), a missão

Como o titio Hunter está um tanto enfarado com a já tradicional jeremiada acerca da rasteira qualidade de nossos literatos, lamúrias estas que, infelizmente, são expressão inconteste da verdade, é sempre revigorante lobrigar que a nau soçobrou, mas uma ponta dos mastros ainda sobrevive no oceano de estultice.

"Cachorros do Céu" (Planeta), do paranaense Wilson Bueno, é uma maravilha.
Coleção de contos antifábulas, antimoralistas, anti-Esopos e anti-La Fontaines, em que, se aos animais se empresta a voz, é para que esta desvele o tragicômico da condição humana. A forma é apuradíssima, aproximando-se muitas vezes do texto poético.
O livro é ácido, lírico, ridículo, inteligente. Como a maioria de nós, a se excetuar a última virtude, moeda um tanto escassa na poupança da intelligensia indígena, depositada em boa-fé no Banco Rural do Bananão.
12:19:30 - hunter - Comentar

O Karl, como sempre, Kraus.

"O que a sífilis poupou será devastado pela imprensa. Nos amolecimentos cerebrais do futuro, a causa não poderá ser determinada com precisão".

E:

"Os jornais têm mais ou menos a mesma relação com a vida que as cartomantes com a metafísica".

Para concluir:

"Quem, além dos políticos que as cometem, lamenta as asneiras na política? serão, pois, as sagacidades na política mais sagazes?"
06:37:32 - hunter - Comentar

24 Agosto

Dos Rodapés

Titio Hunter não é, assim, um camarada tão provecto e próximo da inexorável senectude, mas sabe que, em priscas eras, os hebdomadários cá do Bananão possuíam rodapés literários assinados por gente como Álvaro Lins, Otto Maria Carpeaux e Antonio Candido.
Já que a maionese desandou mesmo, aqui vão as sugestões de leitura do Uncle Hunter para a semana, no seu melhor espírito iluminista de propagador da cultura:

[Leia mais!]
10:34:59 - hunter - 4 comentários

A auto-referência é uma merda

De um artigo batuta do Dapieve no Nomínimo, sobre um disco do Dexter Gordon: "Tenho certeza, porém, que cheguei a Gordon após ler uma resenha de Roberto Muggiati na “SomTrês” de outubro de 1980 (ainda tenho o recorte), revista editada por Maurício Kubrusly e na qual todo mundo que valia a pena ler quando o assunto era música escrevia na virada dos anos 70 para os 80." Idem aqui, que eu também tenho vários recortes da revista guardados, revista que foi mencionada aqui no botequim graças a um post de Mestre Myagi Self.
10:16:47 - Zeno - 11 comentários

23 Agosto

Essa coisa nojenta do urbanismo magenta

laerte dixit

(crdt : o solerte laerte, fsp, anteontem)
10:00:00 - Pinto - 11 comentários

22 Agosto

Jabá afinado

quatro pelo preço de uma

Mandaram via posta restante pra gente divulgar. Eu vou. Cês vão?

(crdt rb gates)
18:02:03 - Zeno - 13 comentários

Don't mess with the kid

Pagando a dívida. Junior Wells deve ser o cantor de blues predileto de Uncle Hunter, e o genial Hoodoo Man Blues ("Hoodoo" é versão gringa da nossa umbanda, como a santería cubana e o vodu no Haiti. Tem coisa bem parecida, como a história das encruzilhadas, alusões a legiões de demônios, e patuás, "mojo", no linguajar da negada da gringolândia) foi a trilha sonora das degustações etílicas no final de semana.

Gaitista na tradição de Little Walter e Sonny Boy Williamson, com ataques vocais que parecem um soco no estômago e inflexões de desavergonhado erotismo nas baladas, Junior Wells ajudou a criar a sintaxe moderna do blues de Chicago. Elétrico, agressivo, rápido, sujo, vital. Os Stones dariam um braço pra tocar daquele jeito.
Há um ótimo disco acústico da dupla, Alone and Acoustic, em que Wells & Mr. Guy retomam as raízes do blues rural do delta. Só voz, gaita e violão. Vale conferir.

15:05:44 - hunter - Comentar

Le dernier repas

Música francesa é, via de regra, inaudível. Aqueles tiozinhos tocando acordeão são dose para camelo iraquiano.
Mas o Jacques Brel era gênio (talvez porque fosse belga, e não francês).
Ele acabou sendo eternamente associado a Ne Me Quitte Pas, mas há outros versos maravilhosos em sua obra. Existe edição portuguesa dos poemas, bilíngüe, comme il faut, pela Assírio & Alvim.
Era sempre um pathos de fúria e lirismo disparados entre baforadas intermináveis de seus gauloises. Que acabaram por matá-lo de embolia pulmonar.
Le dernier repas (a última ceia) é um poemaço. Ao contrário da versão bíblica cheia de traições e hipocrisias, é um hino dionisíaco (sai pra lá, Zé Celso) ao amor, à vida, ao vinho. Mas a dor chega de mansinho, no final.
Leiam, pois. [Leia mais!]
13:12:52 - hunter - 9 comentários

O Daniel Piza. Uncle Hunter atira.

Uncle Hunter deve possuir traços masoquistas, ao contrário do que julga o resto do planeta, que o supõe uma combinação de Conte Lopes com Waffen-SS.
O masoquismo se deve ao fato de que o titio desperdiça parte de suas ressacadas manhãs dominicais lendo as inanidades perpetradas pelo sr. Daniel Piza, o nosso espírito renascentista (que, como os leitores já devem ter percebido, mora no coração do Uncle Hunter).
O sr. Piza é, claro, apenas um palpiteiro. Palpita de forma igualmente asinina acerca de literatura, música, filosofia, política e outras matérias que desconhece sobejamente. Fico imaginando se, caso eu seja atropelado, sofra um traumatismo craniano e tenha que ser operado às pressas, o nosso indômito herói não venha dar uns pitacos para o neurocirurgião.
Titio Hunter perdeu um segundo e estabeleceu a seguinte genealogia: o sr. Piza queria ser o Paulo Francis, que era um tremendo vigarista que queria ser o Mencken (que pelo menos era engraçado) que se achava o Nietzsche, aquele irracionalista alemão delirante que morreu de sífilis terciária mais maluco que o Bispo do Rosário.
Não dava pra surgir nada que preste daí, num é?
11:54:00 - hunter - 9 comentários

19 Agosto

Extra! Parem as máquinas! Schwarz e Bosi em pânico !

Este atento repórter foi informado através de fontes da mais insuspeita confiabilidade que o sr. Daniel Piza, aquele luminar do pensamento nativo (cujo último brilhantismo dominical foi asseverar que "as letras de Los Hermanos não envergonhariam Chico Buarque"; o filho do seu Sérgio, não sei, mas eu fui colocar óleo e conferir a munição da Magnum.357), prepara para breve o lançamento do mais recente fruto de seu engenho e erudição incontestes: nada menos -pasmem, amiguinhos- que um estudo de literatura comparada que contemplará Machado de Assis, Kafka, Poe e um quarto infeliz autor que se me esquece.
Apostando na indução, apesar das desconfianças de David Hume, Uncle Hunter não leu, não gostou, e garante que a douta obra granjeará enorme estima dos membros da redação, mercê sua inegável utilidade para a feitura de práticos porta-copos, relaxantes práticas de origami, ou emprego não menos funcional como calço de cadeiras balouçantes.
Só é de se lamentar, em nossa terra abençoada por Deus e bonita por natureza, mas que beleza, a ausência quase completa de lareiras, que adquiririam, além da função precípua de aquecedores mais bacanas e classudos, o status de higiênica crítica literária.
06:53:14 - hunter - 15 comentários

18 Agosto

Uma ilha de absoluto na desordem

Dos prazeres da vida (não, nada de gorjeios de sabiá e quejandos bucolismos): caixinha do trompetista Clifford Brown, Brownie, gravadora Emarcy, dez cds.
Brownie morreu aos 26 anos (1930-56), sem ter atravessado o habitual calvário de alcoolismo e adição em drogas, em um estúpido acidente de automóvel (o irmão de Bud Powell, que o acompanhava, foi também fazer uma jam no empíreo). Reza a lenda que os jazzmen não tocaram nesse dia.
Estilo: Clifford Brown combinava o ataque impiedoso e a velocidade dos boppers (especialmente, Fats Navarro e Dizzy Gillespie; os discos de Clifford com o infernal baterista Max Roach trazem solos supersônicos) ao lirismo e contenção nas baladas, como o melhor Miles do Birth of the Cool. Resumo da ópera: uma espécie de Louis Armstrong (dos twenties, antes de virar palhaço pra divertir burguês branquelo) e Chet Baker (muito melhorado), num sujeito só.
Vocês têm internet, entonces, não preciso dizer mais nada. Boa garimpagem, meninas.
Trechinho do Cortázar, que ao contrário dos delírios pretensiosos de certo adiposo senhor, tocava trompete e era escritor de verdade, quando da morte de Clifford Brown: “Cuando quiero saber lo que vive el shamán en lo más alto del árbol de pasaje, cara a cara com la noche fuera del tiempo, escucho más una vez el testamento de Clifford Brown como um aletazo que desgarra lo continuo, que inventa una isla de absoluto en el desorden. Y después de nuevo la costumbre, donde él y tantos más estamos muertos”.
14:51:00 - hunter - Comentar

É a lama, é a lama

Hip, hip, hurra!

O instantâneo registra a mais recente convenção de membros e admiradores deste blogue.

Nenhum jamais foi comprovadamente envolvido nas falcatruas em Brasília e tampouco teve seu nome anotado no caderninho da tia Jeany.

O Zeno é aquele ali de locomotiva do trenzinho.
13:58:36 - Pinto - 2 comentários

16 Agosto

De botequim

Noite passada presenciei o diálogo entre dois, aham.., filósofos. Um escreve aqui no blogue, outro vai escrever. Por razões óbvias, não posso diZEr Nada que pOssa ser utilizado para identificar o autor das pérolas abaixo:

Sobre a sexualidade na Antiguidade:
- Aristóteles sentava legal...

Sobre um texto espinhoso que tentava finalizar:
- Putz, coloquei uma frase do Sartre e aí ficou ótimo.
11:51:44 - Sorel - 3 comentários

14 Agosto

Etilíricas

bar guerra fria

eu torpedo

ela countermines
07:27:00 - Zeno - Comentar

13 Agosto

Adiós, muchacho

A gente fica de olho nas coisas boas —a CPI, o risco-país e a incomPTência dessa gente que não sabe nem roubar direito— e deixa de registrar as ruins, como o silêncio de Ibrahim Ferrer, que se foi há uma semana.

"Impressionante como esses nonagenários estão morrendo", observou uma amiga.
08:00:00 - Pinto - 1 comentário

12 Agosto

Paz e Amor

Como diria o Tutty Vasques (e, se não disse, vai dizer), o pronunciamento do Presidente foi considerado "pífio" pela maior parte dos analistas. O diagnóstico é claro: faltou a assessoria do Duda Mendonça.
14:16:05 - Zeno - 4 comentários

O ser é e o não-ser não sei

Apesar das presenças, na equipe de redação, de um iluminista, dois hegelianos, um filósofo genérico in natura, um palmeirense e um Alcebíades redivivo, este é um blog que fala pouco de filosofia – para o bem de ambos. No entanto, efeméride prestes a acontecer nos faz voltar ao nobre assunto. Seguem os melhores títulos de comunicações de um simpósio sobre Nietzsche a ser realizado no final do mês de agosto:

Nietzsche e o acabamento da metafísica.
Pensar contra Nietzsche: uma perspectiva feminina.
Nietzsche objeto de violência hermenêutica.
O estatuto do negativo e do transbordamento em Nietzsche.
Nietzsche: um tipo asceta.
Foucault: uma ameaça à nobreza de Nietzsche.
Nietzsche, a "besta loura" e a eugenia.
A verdade do sexo: Eros novamente envenenado?
12:06:19 - Zeno - 6 comentários

11 Agosto

É com esses que vamos

Olha só quanta gente boa vai para o Pantaleão, digo, Panteão da Moralidade Nacional quando toda essa poeira baixar:

Onyx Lorenzonyx
Oresques Tércia
Arthur Vargínio Neto
Acemão e Aceminho
Cesar e Rodrigo Mala, aliás Bobby Bibo Pai e Bobby Filho
Heloisa Helenda
Rouberto Chefferson
Alberto Goldemão, o preferido da Editora Abril
Eduardo Paespalho
Anthoninho e Rosy Garotinho
Geraldo Alckmimo
Jorge Borntobehausen
Severíndio Cavalinho

E outros menos votados —socorram-me os amigos de Brasília para reparar as eventuais e imperdoáveis omissões à lista. Não é um alívio? Enfim este país será entregues a pessoas da mais alta e ilibada reputação, descomprometidos com tudo o que de podre está aí sendo revelado, eleitos sem caixa dois, avessos às mandrakarias financeiros-publicitárias, que haverão de nos conduzir desta para uma melhor. Literalmente.
17:22:43 - Pinto - 8 comentários

Enquete Hipopótamo Zeno

Nestes tempos de naufrágios das moralidades e de flibusteiros à deriva (com a honrosa exceção do conhecido almirante), nosso blog, alarmado com as receitas decrescentes dos grandes conglomerados de mídia (alguém tem de se preocupar com eles, ora), lança a pesquisa: quais são as três músicas mais esquisitas (inconfessáveis/inesperadas/exclusivas/etc) que vocês têm em seus arquivos piratas de mp3?

Pra incentivar, a primeira lista, aqui do nosso HDzinho, mesmo:
1-Frank Sinatra, There'll be a hot time in the town of Berlin.
2-Tommy James & the Shondells, (My baby does the) Hanky Panky.
3-Carla Bruni, Le plus beau du quartier.
12:57:55 - Zeno - 16 comentários

10 Agosto

milhos e milhas



conheça o interior para valer.
se deixe levar pela botucatur.

foto ss.
01:51:20 - John Self - 1 comentário

09 Agosto

O Jardineiro e a Morte

Relato de um nobre persa: "Hoje pela manhã meu jardineiro procurou-me apressado e pálido de susto: 'Por favor, Senhor, ouça meu relato! Estava eu a cortar rosas durante a aurora quando percebi, em pé atrás de mim, a Morte. Tomado de pavor, saí correndo, mas ainda tive tempo de vê-la me ameaçando, com a mão a fazer sinais. Caro Senhor, rogo-lhe seu melhor cavalo, e rápido, pois antes do anoitecer pretendo chegar a Isfahan.' À tarde, e há muito meu jardineiro partira, estava passeando pelo bosque de cedros e lá encontrei a Morte. 'Por que', perguntei do modo mais correto possível, 'você fez ameaças a meu servo hoje pela manhã?', e ela sorriu: 'Mas não foi nenhuma ameaça o motivo da partida tão súbita do servo. Apenas me surpreendi de encontrar o jardineiro aqui, pois à noite tenho de buscá-lo em Isfahan'".

Adaptado dos versos do poeta holandês Pieter Nicolaas van Eyck (1887-1954), citado por Cees Nooteboom em seu livro Im Frühling der Tau.
15:20:20 - Zeno - 4 comentários

05 Agosto

Pequena Contribuição para o Aclaramento de Novas Expressões da Língua Portuguesa

"Não–republicano"

Epíteto polissêmico recém-incorporado ao idioma, com origem presumível no período helênico (donde o dito "o arroz à grega é um prato não-republicano") ou romano ("Joguem o não-republicano aos leões!", Píndaro, Odes Píticas). Seu significado foi se alterando ao longo dos séculos (nos elisabetanos, "É a praga dos tempos, quando os cegos lideram os não-republicanos", Shakespeare, Lear) e hoje podemos afirmar que a expressão recobre pelo menos três acepções diferentes: a) serviço ou atividade executado com pouco esmero ("que raio de conserto não-republicano você fez no virabrequim?"); b) prática ilícita de jogos de salão, carteado, tômbola e similares ("Varamos a noite, eu e o Zé, jogando um Pif-Paf não-republicano"); c) putaria lúbrica e/ou da grossa ("a primeira vez que tive uma relação não-republicana foi com a Carminha, na oitava série, em cima de uma mesa de ping-pong bamba").

(para conhecer outras contribuições vernaculares, clique aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui)
11:16:24 - Zeno - Comentar

01 Agosto

Ela voltou!

A boêmia voltou, novamente.
10:51:33 - Pinto - 5 comentários

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