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...ou então miojo

Nossas impressões sobre as cozinhas do mundo - a contrapartida sólida da Busca do Graal.


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15 Setembro

Pasquale

Reaberto há um mês, na Amália de Noronha, ganhou mais espaço para acomodar uma clientela que —infelizmente para quem freqüenta e felizmente para o proprietário— não pára de crescer. Tradicionalista como sou, preferia o endereço antigo, muito mais charmoso, na Cônego Eugênio Leite, defronte a um sebo e não a uma horrenda loja de presentes, cafonérrima. Mas não tem tanta importância: os antepastos caseiros continuam imbatíveis, a essência do lugar foi mantida e o súbito aumento de popularidade não o converteu num poseur. Consta que os vinhos importados diretamente são da predileção do dono, oriundo da Puglia, realmente têm uma excelente relação custo-benefício e são servidos em taças de respeito.

O duro é não ceder à tentação das entradas avançar pratos adentro. Os pratos, massas sobretudo, são corretíssimos, embora não representem nada que não se consiga obter em casa, se você for capaz de executar um bom molho vermelho sem recorrer à Maggi, ou pior, à Arisco. Exceções feitas ao cordeiro ao forno ("sempre às quartas") e ao caldo de peixe ("às vezes tem"), esses sim fora da alçada culinária dos mortais comuns. "Um caso de persistência estomacal", me acusa o Zeno, que me apresentou ao restaurante e se arrepende, porque agora eu não quero ir a nenhum outro. Fazer o quê? Sou tradicionalista. Vou a ele, nesse, nesse e nesse e não quero mais nada da vida.

Nota: 9,5 miojos —perdeu meio ponto pela mudança, mas acaba recuperando com o costume.
12:11:09 - Pinto -

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