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...ou então miojo

Nossas impressões sobre as cozinhas do mundo - a contrapartida sólida da Busca do Graal.


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17 Outubro

Casa Garabed

Desconte o fato de que fica em Santana. As famosas senhoras epônimas do bairro, ou aquilo que representam, morreram ou se mudaram para o Real Park e adjacências, deixando a Zona Norte menos insalubre. Pois é lá mesmo na Saint Paul profonde, encravado numa viela residencial, sem dar a menor pinta de casa de pasto, que fica o único, e não por isso o melhor, restaurante armênio da cidade. Foi dra. Escarlatina que há tempos primeiro me alertou, mas só neste finde é que eu tive a ventura de provar uma cozinha similar à dos bons árabes da praça, mas com algumas sutilezas que a tornam distinta. O clima de domingão em casa de vó, por exemplo.

Sutilezas que se estendem numa certa liberalidade no emprego do alho e do snobar, o velho pinoli de guerra. A tal da carne seca armênia, cujo nome impronunciável agora não me ocorre, é um verbete à parte no capítulo da charcuteria: maravilhosa. O quibe assado à lenha e posteriormente cozido na coalhada também lembra o chichbárak, só que melhor. Detalhe positivo: a cerveja vem estupidamente gelada, uma raridade em SP. Detalhe negativo: as porções estão mais para nouvelle cuisine (atenção revisão: manter no feminino) do que para a fartura de uma mesa árabe, e a relação custo X benefício finda não sendo tão convidativa —come-se quase tão bem num Jaber da vida por 1/3 da conta.

Nota: 8,5 miojos.
15:00:00 - Pinto -

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