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A Busca do Graal

Incursões etílicas que não poupam esforços para determinar a exata localização do Bar Absoluto.


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17 Outubro

Cantina do Instituto Goethe/SP

Pra compensar os malefícios sofridos no tal Old Vic Pub resenhado abaixo, achamos por bem revelar aos nossos leitores um dos segredos etílicos mais bem guardados desta cidade. Começando com um jemesouveio rápido, ou, no caso, um ich-erinnere-mich: em meados da década de 80, quando o diabo era menino e ainda não falava alemão (apesar da existência anterior dos dois Faustos, do Goethe), a cantina era tocada por uma figuraça, Frau Alvina, uma senhora robusta cujo marido, Herr Ernst, era o zelador do prédio. Frau Alvina fazia pães sensacionais, coxinhas e bolinhos inesquecíveis e tinha a suprema gentileza de deixar um engradado de cerveja gelada do lado de fora do bar, pros alunos bebuns que saíssem da aula depois do fechamento da cantina. Mais tarde, com a aposentadoria merecida da Frau, o bar passou por mãos mais ou menos experientes, com resultados desiguais, até chegar à atual arrendatária, a multifuncional Lucinéia, dona também da livraria que abastece os alunos com a sabedoria das letras em Fraktur, vulgo góticas (ou seja, além de beber o sujeito pode sair mais culto do que entrou, o que, em se tratando de bar, não é assim tão comum).

A seleção de cervejas, como se poderia supor, é bem mais variada que a média, incluindo aquela weissbier bávara que dá pra cortar com faca, tal de Paulaner. Os petiscos são de primeira, e o glorioso Zito, responsável pelo atendimento, já é patrimônio do Goethe por tempo de serviço (ele começou lá, passou depois por restaurantes alemães do Brooklyn, onde aprendeu um steak tartar irreprensível, e mais tarde foi resgatado, ou melhor, intimado a voltar). Como a cantina fica no átrio do Instituto, um prédio que era um convento de carmelitas antes do atual inquilino, há muitas e deliciosas mesas ao ar livre - que, naquela década longínqua mencionada, eram de madeira, trocadas mais tarde por umas horrorosas de plástico, mas agora a madeira voltou de vez pra ficar. Nos últimos tempos, inventaram uma cobertura de telhas estapafúrdia que desagradou a todos. Com a benção do Johann Wolfgang, esperamos, ela será devidamente defenestrada em menos tempo do que você levaria para pronunciar Sehenswuerdigkeit des Stadtteils Pinheiros (já há uma movimentação dos alunos para tal). Como P.S. antecipado, e pra que não digam que uma dica de cantina de escola é absurda, fica registrado que o Instituto Goethe de Salvador, também instalado num antigo convento, tem um bar quase tão charmoso quanto o de São Paulo. O único senão é a milhagem, claro.

Nota: 10 Graals (pela primeira vez, aqui no blog?)
15:58:55 - Zeno -

Leave No Man Behind

Rejubilai, Escócia!

A batalha continua, inclusive aos fins de semana. A guerra, já dissemos, é longa.
15:06:23 - Zeno -

14 Outubro

Old Vic Pub

Bar que consegue a tripla façanha de não ser nem old, nem victorian, nem pub. Pertence àquele grupo de estabelecimentos comerciais conhecido como "Lugar em que a sua presença melhora sensivelmente o ambiente". Como o local não remunera quem o enobrece, é melhor não ir. Insistindo, peça um uísque, que virá falsificado num copo de plástico que imita vidro, autêntico trompe l'oeil que infelizmente não engana nem o tato nem o paladar. O motivo da bizarria deve ser o mesmo levantado noutra resenha: a clientela animada e boa de briga que freqüenta o lugar. Em frente fica um tal de Bar Vila Isabel, outro estabelecimento que só deve ser visitado em caso de inconsciência etílico-comatosa, pra evitar arrependimentos posteriores.

Nota: 1 graal, porque os cubos de gelo do uísque eram autênticos.
11:38:04 - Zeno -

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