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30 Novembro

HZ orgulhosamente apresenta: Xenical™ Brothers

Mais c'est de la merde!
Uma tirinha autobiográfica dos gêmeos merdidamente semelhantes Pedro & Kleyton.
16:00:00 - Pinto - Comentar

Eu me lembro

Eu me lembro que não existia essa história de "me vê dois/seis/quatro pãezinhos" na padaria. Só se comprava bengala, que era mais em conta do que os pãezinhos unitários, caríssimos, "um luxo". Quando a família era pequena ou a fome, pouca, pedia-se a "meia-bengala", e o padeiro cortava a danada ao meio e a embrulhava no que era chamado, com justiça, de "papel de pão", e ninguém se preocupava com o que fazer com a outra metade porque daqui a pouco iria aparecer mais um freguês para levá-la pra casa. Como esse negócio de dinheiro era uma ficção que se só se consubstanciava uma vez por mês, a despesa era anotada na caderneta, junto com algum doce cujos nomes não me lembro mas que eram variações de goiabada e marmelada em formatos variados (dentro de um copinho de "isopor comestível" com a pazinha em cima, ou em forma de pinheiro estilizado, com açúcar em volta, etc), e assim ia mais um garoto feliz da vida de volta à casa, com o embrulho precioso embaixo do braço.
14:05:28 - Zeno - 3 comentários

Jaguatilírica

bar tropical

ele trepa

ela nada

(d'après antonio brasileiro)
12:22:00 - Pinto - Comentar

nem tudo every day ever dade

o que imita quem
ou o quê
?
03:23:08 - John Self - 2 comentários

29 Novembro

Hohoho!

Hohoho é a puta que pariu!

Kautokeino, Lapônia (HZ) — Em franca campanha por sua reabilitação natalina, o ex-ministro José Dirceu, em visita ao extremo norte da Noruega, foi agredido por Papai Noel ao tê-lo cumprimentado com um "Tá boa, Santa?"

"Agora ele deve estar ouvindo o Jingle Bells", disse Noel após ter desferido duas bengaladas no cocoruto do ex-ministro. "Mais tarde é que vai ver como é que é a Missa do Galo."

Segundo ele, Dirceu não ganhará presente nenhum —"Nem de amigo secreto, que ele não sabe nem o que é isso"— por ter se comportado muito mal durante o ano que passou, "e durante os últimos 50 anos também".

Dirceu mostrou-se surpreso com o saco cheio do Bom Velhinho. "Eu pensei que todo mundo fosse filho de Papai Noel", justificou. O ex-ministro deixou o local do incidente às pressas alegando estar atrasado para um encontro com Rudolf, a Rena do Nariz Vermelho, e com alguns gnomos que acreditam na sua inocência. "Minha inocência é elemental."
22:43:42 - Pinto - 5 comentários

Eticárcera

bar detenção

ele em cana

ela xinga
15:10:00 - Pinto - 3 comentários

Etilídrica

bar hidráulico

ele encana

ela pinga
15:00:00 - Pinto - 1 comentário

Tom Jobim, ontem à noite

Ontem foi noite de Tom Jobim lá em casa. Na minha modesta lista de admirações irrestritas, o cabra tá na primeira fileira, é a música dele que soa na minha cabeça quando aqueles sentimentos indefiníveis tomam conta do inner space.

O cardápio foi esse aqui, ó: [Leia mais!]

Que HBO, que nada

Banner com uma foto de mulher pelada + os seguintes dizeres (grafia preservada), do lado de fora de um motel no início da Piaçaguera, sentido Guarujá-SP: Motel Roma. Venha à Roma e traga seu monumento.
10:24:39 - Zeno - 12 comentários

28 Novembro

Galhardia

— Então a viagem tá combinada. A gente fica num resort na beira da praia e aproveita pra fazer um congresso de descasados.

— A fulana tá perguntando se o salão do hotel lá é amplo o bastante pra caber essa multidão.

— Tem que ser e tem que ter o pé direito alto!

(Moral da história: evite se empanturrar de churrasco em companhia de três recém-separados ou esteja preparado para arcar com as conseqüências de quem abusou dos prazeres da carne.)
12:44:39 - Pinto - 9 comentários

Etibíblica

bar claustro

ela expia

ele espia
10:00:00 - Pinto - Comentar

O Natal está chegando

Pilhas não incluídas

(crdt: o ainda incendiário laurent c.)
07:22:00 - Zeno - 3 comentários

26 Novembro

Capotando

Truman Capote faria oitentinha, vivo fosse. Cá entre nós, merecia uma estátua eqüestre mercê seu way of life que foi, tipo, viajar de uma festa em New York com o Mishima vestido de geisha pra encontrar o Paul Bowles em Tânger (vero).
Caipira, quase anão, veado (no kiddin´), voz de taquara rachada (alguém ainda usa essa expressão?), bebia pesado e ingeria umas coisinhas pra suportar a cretinice. Só que escrevia pacas.
Resumindo: a Companhia das Letras espertamente lançou "Bonequinha de Luxo" (ah, a Audrey...), e o filme "Capote", com o formidável Seymour, vai estourar cá no Bananão.
Titio Hunter diz: esqueçam e comprem "A Capote Reader", Penguin Modern Classics, 21 real, 700 páginas, na Curtura. Gotcha?
08:50:10 - hunter - 8 comentários

Nothin´but trouble (acho que já usei esse título)

Man, em sendo quase nove da manhã (em algum lugar do planeta, inexoravelmente, é a hora, ensinou-me a empiria, e o Phileas Fogg, o amante pontual das brumas. Também tem o lance do Secret Agent do Conrad, mas fica longo) e você ouve Mel C (é a "Sporty") e, pior, acha way cool, as coisas andam bem esquisitas. Scary.
08:31:57 - hunter - 2 comentários

25 Novembro

the Best 1946-2005

with a little help from my friends

I °I
~o
b

crd liame dos gols:
blog de bola
16:04:27 - John Self - 2 comentários

Etilíricarai

bar freudiano (2, a missão)

eu falo

ela morre de inveja
12:14:59 - Pinto - 3 comentários

E-e-etilírica-a-a-aaaa

bar cunha gago

eu eulálio

ela elaine
10:00:00 - Pinto - 2 comentários

24 Novembro

Desrespeito ao consumidor

O pirateiro francês que trabalha na sala ao lado, aqui na fiRma, passou três semanas baixando o parrudo software Final Cut, um giga e fumaça, c'est dur d'être contraventor. Ao abrir o arquivo, surpresa: no lugar do bacanudo software de edição de imagens da Apple, nosso bucaneiro foi presenteado com dez mil, oitocentas e treze imagens de mulher pelada. Não se faz mais pirataria como antes. Mas pelo menos ninguém mais passa nãoseiquantosmeses boiando no mar sem ver mulher. E tá assim de fulanim interessado no tal arquivo, pra fazer uma sessão de Final Cut privado em casa.
13:19:01 - Zeno - 5 comentários

Etilírica do cozimento certo

bar arroz

ela soltinha

eu empapado
10:00:00 - Pinto - 2 comentários

22 Novembro

Mentiras sinceras

Não há nada mais esclarecedor que a publicidade quando resolve dizer umas verdades, nem que seja involuntariamente.

O anúncio em que dois imbecis enfiam o focinho numa lavadora de roupas para enunciar as virtudes do Listerine, por exemplo, faz jus ao DNA do produto: começou como desinfetante pesado, não agradou e teve a fórmula diluída até virar colutório. A história está neste livro, que aliás deve ser lido por outras revelações que faz, melhores e mais relevantes.

Outro anúncio, na verdade uma campanha inteira, é o do ubíquo McDonald's, que cria um clima policial para apresentar seus "sandubas" como "matadores". Não sei se o pessoal do manajument da lanchonete andou assistindo Super Size Me ou mesmo já ouviu falar do advento do mau colesterol, mas que ninguém os acuse de não dizer com todas as letras a que vem aquela comida.

Em ambos os casos, publicitários, gerentes de produto e toda a cadeia de parvos envolvida acha que está arrasando. E vai ver está mesmo.
15:30:00 - Pinto - 4 comentários

Etílirica da entrega hormonal

bar bicha

ele um cavanhaque bem aparadinho

ela um discreto buço
10:00:00 - Pinto - Comentar

21 Novembro

Memória fashion

Eu me lembro de camelôs coaxando "calcinha da Anabela, cueca do Volpone", meias da Júlia Matos em Dancin' Days, badulaques de não-sei-mais-quem e quetais, mas não me lembro de ouvir ninguém propagando as virtudes estéticas do terninho xadrez do imortal detetive Mário Fofoca.

É que ontem na porta do cinema tinha um sujeito vestido num costume igualzinho —me caia um raio na cabeça se for mentira— e me bateu um banzo daqueles.
15:30:00 - Pinto - 3 comentários

Pizzaria Castelões

A teoria é do meu compadre RD: uma vez por ano o sujeito deveria ir à Castelões pra saber o que é mesmo uma pizza; os outros 364 dias ele pode se divertir por aí comendo coisas parecidas. Eu corroboro. O desafio de peregrinar pela decadência do Brás num domingo à noite e é regiamente compensado quando o garçom lhe põe diante de uma pizza verdadeiramente única — e olhe que, como o resto do mundo, também já foi melhor. Mas paciência. Continua provavelmente o único lugar de SP em que se come um a pizza de anchova sem parecer que todo o sal do Mar Morto foi espargido em cima, a massa é simplesmente imbatível e, caso conseguisse extrair metade do sabor daqueles tomates, abriria uma pizzaria eu mesmo.

No entanto, o manjericão já tem ares de alfavaca e a direção da casa partiu para a supina extravagância de consultar os clientes sobre coberturas inovadoras além das oito ou dez que já eram suficientes. Adivinha se agora não "pesquisam" uma de tomate seco e rúcula? Sabe lá o que a clientela que estaciona aqueles carrões bacanas naquela travessinha decrépita irá dizer, mas eu torço para que um dia ambos se cansem de correr riscos: esse tipo de gente contenta-se com o "delivery" do Pizza Hut no remanso das suas residências-bunker e a gerência pára com essa mania boba de copiar o que não presta.

Nota: 9,0 miojos até que rúcula e tomate seco abandonem o cardápio.
11:24:57 - Pinto - 69 comentários

Etilíricas Nawlins

bar tabasco

eu pingo

ela arde

Etilírica Souza Cruz

bar tabaco

eu fumo um

ela oferece o outro
09:30:00 - Pinto - 3 comentários

20 Novembro

Vuelvo al sur - O Arrependimento III

Ó, agora post sem papo, só pro domingo não acabar com cara de Bial. Billy Cafaro, roqueiro argentino, década de 50. Ao Google, senhores.

Marcianita (2.4MB) e Al Caer la Tarde (2.8MB), que vocês já cansaram de ouvir com a Cely Campelo.

Vuelvo al sur - A Missão II

Pra continuar a encrenca. Buenos Aires 8, quatro vozes masculinas, quatro femininas, mais um contrabaixo e percussão, ambos discretíssimos. A pretensão de fazer com vozes o que metais e madeiras fazem melhor do que qualquer coisa. Decarisimo (2.4MB) Milonga Del Angel (4.7MB) e La Muerte Del Angel (2.9MB), tudo do Piazzolla, tudo carne de vaca, certo? Tá bom, vão lá, ouçam e me digam.

Vuelvo al Sur - A Missa I

Tempinho atrás, minha mulher e eu descendo a Augusta, depois de um daqueles almoços domingueiros vespertinos, não acreditamos: tava escrito direitinho, balé num sei das quantas, Cisne Negro, Morte do Cisne, Patê de Fuagrá, um bicho desses aí, com a Amelita Baltar, ao vivo.
Pomba, só em Sampa, Amelita vem cantar e nem um miserável dum jornal dá em manchete. Lá dentro, pior: casa meia bomba, mormaço generalizado. Começou, arregaçou de vez. Bando de neguinho e neguinha correndo de um lado proutro, música em playback, até que entra uma fornalha solar. Amelita, qual uma sendijunior da vida, iluminando o indizível. Sumiu o playback, sumiu a correria, sobrou a epifania. As senhôuras e senhôures, apesar de ouvir maravilhas, limitavam-se a aplaudir civilizadamente entre os números, enquanto minha mulher não se conformava (“porra, só tem psicanalista argentino nessa platéia?”).
Na saída, um disquinho com a trilha sonora – do que mesmo? Ahn, parece que era um ballet.

Três procês: Los Paraguas de Buenos Aires (4,5MB), Vamos Nina (3,5MB) e Prelúdio para el Año 3001 (3,8MB), todas do Piazzolla e do Ferrer.

18 Novembro

Cultura popular II

Depois do sucesso da nossa campanha de doação temporária de órgãos, vai aqui uma sugestão para folheto de rua: Trago a pessoa amada em 24 horas. Devolvo em 48.

(da série: Tertium Non Datur)
15:27:03 - Zeno - Comentar

Cultura popular

Folheto de rua visto recentemente: Pai Ambrósio. Curo qualquer tipo de doença (até viadagem). Jogo cartas, búzios e bilhar.

(da série: Vox Populi Vox Dei E Daí)

(crdt folheto: nena)
15:20:08 - Zeno - 1 comentário

Jabá lítero-eletrônico

noites cariocas

Eu não vi, mas minha ex-cunhada Íris viu e recomenda.
14:43:11 - Zeno - 1 comentário

questões fi-lo-porquéticas*

amá-la
ou
a mala
?

só avisar
ou
suavisar
?

*d'aprés nosso nobre edílico janio quadros,
vulgo 'el sueño de la razon...'.
14:15:45 - John Self - 1 comentário

Vuelvo al sur

Que um tango argentino fala muito mais que um blues, pelo menos a mim, já tinha fanhoseado nos idos de 1973 o Nietzsche da MPB —aquele que engoliu um curió e deixou as asas de fora, segundo seu conterrâneo Didi Mocó. E isso porque nenhum dos dois, e presumivelmente ninguém mais aqui, já tinha ouvido falar em Esteban Morgado.

Tudo bem que encarar um Piazzola, logo o "Libertango", é garantia de sucesso ou seu dinheiro de volta —até Grace Jones has seen that face before. Mas o que o cidadão faz com o Ovation dele, com a ajuda de um bandoneon arrasa-quarteirão a alturas tantas, é coisa dos deuses. E olhe que o CD se chama logo Endemoniado, "un argentinismo que dícese de las personas que se apasionan, se transforman, aman frenéticamente, se enloquecen un rato, pierden el control, en fin, la pasan fenómeno, son felices en un instante mágico".

Se eu fosse você não perderia a chance de clicar no linque para baixar "Libertango" por Esteban Morgado (7,9MB), antes que 25 espertinhos o façam na sua frente ou as badaladas ressoem 168 horas.
10:30:00 - Pinto - 2 comentários

Etilírica das férias frustradas

bar mala

ele diz 'a roma'

ela desarruma
10:00:00 - Pinto - 11 comentários

17 Novembro

40 e 2 é pouco I

Eu me lembro quando perdi o prazer pela literatura. Foi depois de uma noite mal dormida e um dia de muito trabalho. Não sei bem em que mês ou ano porque eles se pareciam muito naquela época. Um sem número de livros técnicos, biografias e jornalismo encadernado foram consumidos sem parcimônia para manter o vício da leitura.
21:09:19 - Sorel - Comentar

40 e 2 é pouco II

Eu me lembro quando voltei a ter prazer com a literatura. O ano era 2003 e o livro ‘A consciência de Zeno’, do Svevo. O livro é ótimo, mas não foi por isso. É que cada uma das páginas foi utilizada para colocar em dia a conversa entre dois amigos de infância que tinham acabado de se conhecer.
21:08:45 - Sorel - Comentar

40 e 2 é pouco III

Eu me lembro quando batizei esse blogue de Zeno. O Hipopótamo veio não sei de onde, mas me contaram que foi do Machado, da introdução do Memórias... Depois desse dia, nunca mais penso nada sem antes perguntar de onde minhas idéias vêm.
21:08:16 - Sorel - Comentar

40 e 2 é pouco IV

Eu me lembro que um dia me disseram que beber da mesma marca de uísque é uma justa homenagem. Concordo. Reputar o prazer pela literatura não fica atrás.

40 e 2 é pouco. Feliz aniversário.
21:07:20 - Sorel - 2 comentários

Mais um 17 de novembro

Hip, hip, hurra!

E nosso camarada Zeno fica mais velho, sem no entanto perder a pose de moleque. Vivas!

(crdt hipos : zonezero)
08:00:00 - Pinto - 16 comentários

Etilírica das cartas na mesa

bar baralho

ela abre-se em copas

eu me fecho em paus e... caralho!
07:00:00 - Pinto - Comentar

16 Novembro

Pequena contribuição para um léxico explicativo da contemporaneidade nacional (II)

Sotaque
[De origem obscura]
S.m.
1. Atributo marcadamente característico de um terceiro e não percebido, reconhecido ou admitido em si mesmo, por verdadeiro ou não.

Ex. 1: "Os Safra e os Setúbal têm um sotaque inifinito se comparados comigo, que não possuo quase nenhum".

Ex 2: "Luana Piorréia tem um sotaque lindo, pena que seja tão bobinha".

Ex 3: "O sotaque do Daniel Pizca é motivo de xoxota entre os coleguinhas".

Sotaque carregado
1. Diz-se de qualquer moléstia infecto-contagiosa.

Ex. 1: "A faxineira lá de casa tem aquele sotaque carregado, mas já está se tratando".

Veja também Regionalismo.
11:00:00 - Pinto - 5 comentários

Etilírica aureliana

bar paragramático

ela elativa

eu eufônico
10:00:00 - Pinto - 3 comentários

Etilícaros

bar fly

eu vôo

ela vela

15 Novembro

Música de derrubar helicóptero

É, parece que Tori Amos parou com aquela mania boba de querer imitar Yoko Ono. No CD novo, "The Beekeeper" (mais barato aqui), sossegou o facho e melhorou muito, diz-se que por efeitos da maternidade. Acabaram as gritarias insuportáveis e os experimentalismos idem, mas a cor do cabelo e a voz pungentes continuam as mesmas —ela certamente não usa Colorama.

Ouvi primeiro "Sweet the Sting" na Eldorado FM, compartilhei com uns amigos que aprovaram e agora deixo à disposição dos 25 primeiros que clicarem aqui (5,9 MB) ao longo de uma semana etc. etc. É trilha sonora perfeita para qualquer viagem; entretanto, recomendo não levar na bagagem de mão por razões potencialmente já conhecidas.
16:28:37 - Pinto - 1 comentário

Etilírica da letra desaparecida

bar psycho

ela norma

ele bate
11:00:00 - Pinto - 2 comentários

Porter por Porter

Pra mim, Cole Porter é que nem a Mangueira – tão grande que nem cabe explicação. O homem teve quase mil composições gravadas (algumas delas, como “Begin the Beguine”, com mais de mil versões), dúzias de musicais encenados na Broadway, é um dos pilares da canção popular americana.

Com tudo isso, eu nunca tinha ouvido nada gravado por ele. Até o dia em que descobri uma caixa do Smithsonian, com 4 CDs, “From This Moment on – The Songs of Cole Porter”. No primeiro disquinho, três registros preciosos, ele cantando e se acompanhando ao piano: Anything Goes (de 1934), You’re The Top (mesmo ano) e The Kling-Kling Bird on The Dive-Dive Tree (de 1935).

Ouçam aí o cara esmerilhando suas próprias criações.

Etilíricas axé

bar batuque

eu tambor

ela baqueta

14 Novembro

Etilírica piscosa

bar batana

ele tubarão

ela piranha
10:00:00 - Pinto - Comentar

Apito

Eu quero é ver a Oca!
O cacique Nelson da Praia materializar-se-á na tribo paulistana neste sábado, 19, na Oca do Parque Ibirapuera, para lançar Blog de Papel, livro que assina em co-autoria com mais uma turma de tuxauas do primeiro time.

A pajelança começa às 18h, durante a Primavera dos Livros. Quem não comparecer vai estar fazeindo o maior programa de índio.
10:00:00 - Pinto - 2 comentários

13 Novembro

Travel&Living no Hipopótamo Zeno Channel -- Jazz do Azerbaijão

A moça entrou lá em casa pelas mãos de um dos maiores músicos brasileiros, o Laercio de Freitas. Um amigo lhe presenteara com um disco da Aziza Mustafa Zadeh, sobre quem não sabíamos chongas. O tio DJ Mandacaru fez o trabalho pesado para vocês: meia dúzia de googladas e já arrumamos os básicos da história da moça. Vinte dias depois, começaram a chegar os outros discos.

Aziza vai fazer 36 anos agora em dezembro. Nasceu no Azerbaijão, um satélite da falecida URSS, filha de músicos. O pai, Vagif Mustafa Zadeh, foi o fundador do Azerbaijani Mugam Jazz Movement (mugam é uma forma tradicional de música improvisada no país) e é, até hoje, sua inspiração declarada, apesar de ter morrido quando ela não completara 10 anos.

No seu primeiro disco, de 1991, Aziza toca piano e canta (em scat), fazendo uma mistura fascinante de música oriental e jazz. Desse disco, separei três músicas. Moment é curtinha (706 kB), ideal para você que não tem banda larga e quer só uma amostra do que a moça faz. Inspiration é mais parruda (4.22 MB). Aqui ela desenvolve o que fez na faixa anterior. Agora, viagem mesmo é em Oriental Fantasy (10.2 MB), onde ela cala a boca e bota só as 88 brancas&pretas pra te levar numa viagem inesquecível.
Se você quer saber mais sobre ela, vá aqui.

11 Novembro

Etilírica pela bola sete

snooker bar

ela segura o taco

eu encaçapo
14:45:00 - Pinto - 1 comentário

Ecoetilírica

bar camada de ozônio

ela se arreganha

eu me aqueço
14:40:00 - Pinto - 4 comentários

etilírica ibero-boêmica

bar cerva antes

ele sancho pança

ela don quishort
10:54:46 - John Self - 6 comentários

Pequena contribuição para um léxico explicativo da contemporaneidade nacional

Regionalismo
[De regional + -ismo.]
S.m.
1. Tudo aquilo que não emana do ou não diz respeito direto e imediato ao umbigo paulistano.

Ex. 1: "As organizações Globo, o cantor e compositor Chico Buarque e o ex-time de futebol do Flamengo são as expressões máximas do decadente regionalismo carioca".

Ex. 2: "A cota de regionalismos desse hotel já foi preenchida com paraibanos na portaria, pernambucanos na limpeza e cearenses na cozinha; os baianos estão descansando na praia".

Ex. 3: "O mineiro Guimarães Rosa é expoente de um regionalismo que só se compara ao do gaúcho Erico Verissimo na literatura brasileira".

Ex. 4: "A seca na bacia hidrográfica da Amazônia é um regionalismo climático".
08:42:40 - Pinto - 6 comentários

10 Novembro

Zen e a arte de ser Claudia Ohana

bar buda

eu pelado

ela peluda

(d'après tom)
17:08:26 - Pinto - 1 comentário

Previsão do tempo

Bob le flambeur

(crdt: o incendiário laurent c.)
11:52:02 - Zeno - 3 comentários

Alô, alô, responda

Você vem sempre aqui?

Os camaradas lá do condomínio Verbeat estão fazendo uma pesquisa sobre a blogosfera tupiniquim. Não é a primeira, que eu mesmo já respondi a outras, mas certamente deve ser a mais completa. E, ao contrário dos respeitáveis métodos dos institutos de pesquisa que temos cá, não haverá de servir para referendar nenhuma marmelada.

Até 25 de novembro você —blogueiro ou não— pode participar clicando aqui e revelando todas aquelas coisas feias que faz na frente desse micro. É rápido e indolor. Só não esqueça de clicar no botão SUBMIT ao final ou todo o esforço será perdido.
10:31:56 - Pinto - 4 comentários

09 Novembro

Acaba em porrada maior grupo de jazz-rock

Ói, eu até arrisco dizer que os caras inventaram o jazz-rock, mas o Blood, Sweat & Tears era bem mais do que isso, pelo menos no final da década de 60. Sem a menor cerimônia, botavam Trois Gymnopédies, do Satie, junto com um blues da Billie Holiday, mais R&B e soul, para criar uma das mais potentes usinas sonoras da época.

As faixas que vou deixar disponíveis são do segundo LP do grupo, lançado em janeiro de 69, que vendeu 3 milhões de cópias em poucos meses e levou o Grammy de melhor álbum do ano. Se você quiser ler um resumo da história do B,S&T vá no All Music Guide. Enfim, o grupo acabou em porrada uns seis anos depois, com 10 milhões de discos vendidos, o que pode servir de alerta pro povo do Hipopótamo Zeno quando alcançarmos uns 10 milhões/mês de pageviews.

As faixas são: You’ve Made Me So Very Happy (4,2MB), dos megahitmakers Berry Gordy Jr., Patrice Holloway, Brenda Holloway e Frank Wilson, da Motown, God Bless The Child (5,6MB), da finada Billie, e Blues-Part II (11MB), um tour de force de quase 12 minutos onde o grupo bota pra fora o bacalhau que tinha para oferecer.

Nota de esclarecimento

Doutor Atkins não mora mais aqui

Ao imenso rebanho de leitores que aqui se achegam diariamente tangidos pelo Google, onde figuramos à frente da BBC (!) com remissão para a Dieta do Doutor Atkins: este blogue tem o nome que tem —Hipopótamo Zeno, para quem ainda percebeu— justo porque todo mundo aqui é veterano da tal dieta, que de tão eficaz transformou o seu criador num verdadeiro esqueleto, tadinho.

O Zeno, hoje mais conhecido como Hipo, é quem mais se deu bem. Era magrinho, magrinho quando começou a fazer o que o Dr. Atkins mandava e hoje já está pesando pra mais de 15 arrobas, sem contar os chifres.

Assim que passar esse negócio de febre aftosa a gente vai vender ele prum frigorífico decente e comemorar lá no Fogo de Chão. Cês tão dentro?
11:32:45 - Pinto - 6 comentários

O pujante novo membro

A estréia do meu, do seu, do nosso DJ Mandacaru como Redator Oficial do blog (corroborando a antiga tese de que todo ombudsman só quer mesmo é se arrumar) congestionou nossos servidores e bateu o recorde de visitas diárias do mês (eu sei, estamos no dia 09, ainda é cedo, etc): 890 almas diferentes e migratórias passaram por aqui ontem. Vai ter parente assim lá no Ceará.
11:00:26 - Zeno - 4 comentários

08 Novembro

Os ricos também zurram

Em resposta a Cultura & Elegância, a Pangaré Books, braço editorial do HZ, programa para breve —no Terraço Daslu, claro— o vin d'honneur d'horreur de Ignorância & Cafonice (prefácio de César "Blow" Giobbi, orelhas por Daniel Pizza), um compêndio de informações úteis que ninguém pode desconhecer para se aprimorar sendo a pessoa que afinal já é.

Textos substanciosos de diversos autores relacionarão obras básicas para ver ("Velozes e furiosos II", "Anaconda"), ler ("Quem mexeu no meu queijo", "O monge e o executivo"), vestir (Fendi e Versace são um must) e ouvir (Chiclete com Banana, Jorge Vercilo, Kenny G). Além disso, o livro terá mapas detalhados de onde ir (Miami, Cancún, Vila Olímpia), que obras exibir em casa (Romero Britto, Fernando Botero, Roberto Camesmie) e até mesmo roteiros para diálogos ("Linda a sua chapinha, parece até natural!", "Ficou ótimo o seu busto. Foi o Pitanguy?"), tudo para não deixar dúvidas sobre o seu apurado senso de imbecilidade e de impostura.
23:35:34 - Pinto - 12 comentários

De repente, é de manhã

bar de madrugada

tanto os outros lembram

eu, nada

(d'après andrea nos comentarios do doria)
16:00:00 - Pinto - 3 comentários

A folga do DJ Mandacaru

Exter, Trevor Exter

Trevor Exter é amigo da casa, vou logo entregando. O leiaute não nega que se trata de um gringo, mas quando trocou São Paulo por Buenos Aires saiu falando um português nativo. E há pouco retornou aos EUA para a turnê de lançamento de seu "637 Sounds" como se portenho fosse.

Tão raro quanto um sem sotaque é um gringo capaz de executar uma combinação tão feliz de bossa, soul, flamenco (?) e outras mumunhas mais, isso tudo sem soar nem exótico nem chato. Trevor dedilha um cello tão rascante como sua voz, que lembra a do Sting dos velhos tempos, acompanhado somente por baixo e percussão. Enfim, sou suspeito para dizer, pois sou fã dessa linhagem de trovadores cujos padroeiros são Leonard Cohen, Jeff Buckley e, vá lá, Nick Drake. Mas se você tem dúvidas, clique para ouvir Love Her Again, ao longo de uma semana ou da curiosidade (ceticismo?) de 25 criaturas, o que ocorrer primeiro.

[Se ele pode postar, eu também posso discotecar nesta bodega. Assim, neste troca-troca assumo temporariamente as picapes desta Hora do DJ Mandacaru, com o sempre bem-vindo patrocínio da casa de suíngue Marrakesh ("Na minha esposa ou na sua?"). Para mais desse instante cultural do HZ, confira também a seção correspondente à esquerda.]
13:21:32 - Pinto - 17 comentários

No solfá por cima de si, sem si ré lá

"(...)Os tiros são sempre disparados por escritores limitados, autores sem obra, pensadores sem tese, profissionais desacreditados que só garantem o seu emprego em razão da estabilidade e do corporativismo, quando não por ligações espúrias com os detentores do poder.
Sem brilho próprio, nem ao menos conseguem refletir o brilho alheio. Inseguros, pois têm consciência de sua mediocridade, sentem-se permanentemente ameaçados. Mesmo assim, agem como o aluno irresponsável e preguiçoso: "Não li e não gostei". Não admitem que profissionais liberais, artistas, pequenos empresários e até donas de casa possam ter inquietações intelectuais, razão pela qual riem dos esforços dessas pessoas em saciar sua vontade de conhecer mais. Por extensão, tentam desqualificar o trabalho daqueles que lutam para tornar a cultura acessível a mais gente, quando todos sabemos dos riscos de escrever e editar neste país.
Os adversários, minha gente, são outros, não os que falam a favor do livro, do teatro, do cinema e da música de qualidade, de bons museus, da civilidade e de outros aspectos da cultura humana."

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Trecho de artigo publicado na Fôia de hoje, do Jaime Pinsky, organizador e editor do recém-malhado "Cultura & Elegância".
Eu, particularmente, gostei muito do “minha gente”, no último parágrafo. Ficou uma coisa assim tão Hebe, foi não, gente?

Nota da Redação: e com este post estréia como membro ativo deste blogue (até então ele era membro passivo apenas) o meu, o seu, o nosso DJ Mandacaru, primeiro e único, extrapolando a seara musical e versando sobre outras matérias das quais tem pleno domínio, tais como: noções de etiqueta, como bem receber, que talheres usar e, mais importante, o que fazer com o guardanapinho do canapé. Afinal, do que serveriam as aulas de Madame Poços Leitão senão para isso?

07 Novembro

Melhor que a Hebe

E hoje tem o tal Roda Viva com o Excelentíssimo, programa de número mil, pena que a entrevista foi gravada, e não ao vivo. E vendo o de 999, na semana passada, com o brazilianista Thomas Skidmore, lembrei do apelido que ele tinha lá na minha faculdade: Skidless.
17:14:18 - Zeno - 1 comentário

Ou isso ou aquilo

How do you do, Dutra?

Uma diferença fundamental nos separar dos gringos. Vou chamá-la aqui de Índice de Determinação das Coisas (IDC), e enunciar minha teoria assim: o que para nós está próximo, para eles é distante, e nisso apenas reside boa parte da incapacidade de compreensão mútua entre Brasil e EUA.

O que para nós é "Não diga isso", um pronome demonstrativo que evoca proximidade, para eles vira "Don't say that" (= "aquilo", ergo, distância).

Como teoria lingüística, antropológica ou mera empulhação mesmo, poderia explicar muita coisa, ou pelo menos servir para preencher as horas e horas a que duas criaturas tão carentes de repertório, idéias, recursos e expressões faciais foram obrigadas a se submeter por conta de um excruciante protocolo diplomático.

Ou vai ver eles conversaram foi sobre isso. Se não foi, certamente foi sobre aquilo mesmo.
16:48:20 - Pinto - 5 comentários

Jabá helênico

melhor que a nova novela grega das oito

Revistas de divulgação cultural (Bravo, Cult e a nova Entre Livros puxando a fila) padecem de uma encrenca epistemológica – perdão – atávica: ou bem você leitor sabe alguma coisa do assunto, e então a revista chove no molhado da perda de tempo, ou bem você não sabe nada, e aí a revista nunca é a melhor porta de entrada, porque o texto é invariavelmente escrito por alguém que acabou de saber um tiquinho daquilo que você não sabe nada. Para desacreditar o palpite aí de cima, acaba de ser lançado um número especial da Entre Livros sobre a Grécia – e podem apostar preciosos R$11,90 que a revista é muito boa. E não é porque tem três amigos do blog escrevendo nela, não, que nós ainda não aceitamos jabá em dracmas. Aliás, alguém tem uma tabela de câmbio aí?
11:21:33 - Zeno - 2 comentários

Sueco em uma lição

Aproveitando o mote das duas caixas de DVD's recém-lançadas, com seis filmes da Greta Garbo (dos quais, pra quem não é garbomaníaco, apenas dois são imprescindíveis – "Rainha Cristina" e "Ninotchka" – e segue de brinde reclamação sobre a Warner brasileira e sobre os nossos amiguinhos jornalistas, que não se deram ao trabalho de checar que as caixas brasileiras são versões sucateadas da caixona americana, cheia de extras e de filmes da fase cinema mudo da atriz), lembro de um diálogo bacanudo do primeiro filme americano do Billy Wilder, The Major and the Minor ("A incrível Suzana", em português), de 1942, em que a Ginger Rogers tenta convencer um desconfiado bilheteiro de trem de que ela é uma garotinha sueca dimenor que tem direito a pagar meia passagem:

- Se você é sueca, fala aí alguma coisa em sueco.
- "I want to be alone".

(para mais idiomas estrangeiros em uma lição, clique aqui e aqui)

(para mais billy wilder, clique aqui)
10:37:28 - Zeno - 1 comentário

06 Novembro

Menu de la semaine

Paris is burning

Des voitures flambées, sauce à la haine, avec sa salade de pauvreté et d'ignorance.
18:40:00 - Pinto - 2 comentários

Retrato em branco e preto

Sábado de calorzinho carioca aqui em SP, DJ Mandacaru e este que vos tecla nos postamos diante de uma suculenta rabada (no bom sentido) e de uma seqüência de chopes esplêndidos no Genésio, na Vila Mariana Madalena. Maria Rita na mesa ao lado, Laércio de Freitas apresentando a neta noutra mesa, aquele astral todo e bateu um banzo danado do Rio. Comentamos que só faltava a praia. E logo lamentamos que o Rio se fora.

Aí o João Moreira Salles ("o melhor dos irmãos", segundo um professor que tive a honra de compartilhar com eles) lembrou n'O Globo deste domingo que na verdade o sino está a dobrar por todos nós:

"Éramos o Distrito Federal, já não somos. Éramos a cidade-estado, já não somos. Éramos um centro econômico importante, a cada dia somos mais irrelevantes. Nossos times de futebol ganhavam campeonatos, hoje são o que são. Produzíamos homens públicos de dimensão nacional e hoje vivemos à sombra de homens miúdos. Homens, aliás, que servem de medida da nossa estatura e da nossa ambição, já que não existiriam se nós não os elegêssemos. Apesar de tudo isso, ainda somos importantes. Nossa importância não pode ser medida por índices materiais. Ela repousa num valor intangível: somos a imagem que o Brasil tem de si mesmo. Pouco importa se alguém vir nisso o último suspiro da soberba carioca, mas continuo acreditando que o Brasil não pode dar certo se o Rio não der certo. Somos o retrato de Dorian Gray do país. A imagem que não mente."

(crdt pelo envio : o dj lui-même)
11:30:35 - Pinto - 6 comentários

old eight ou odiei-te

curiosos os anos 38itenta.
sempre me causaram a controversa impressão- qdo uns caras tinham 'nostalgia' deles- de q. era isso, q. quem mais gostou deles, esses eram precisam/e o motivo do pq^. tanta gente os detesta.

entende?
sabe aquela foto da tétcher e do rígan saindo 'fodões' de dáunistríti, todo-contentes c/ aquele sorriso de quem tinha acertado o mundo pelos próximos 100 mil anus...?
nunca esqueci qdo vi.
tocava paralamas no rádio, tinha acabado de ver um cítrico da filhustrada falando da falta de renovação no último cd da emilinha borba.
01:29:08 - John Self - 1 comentário

04 Novembro

Sissi

O focinho dos redatores deste boteco ficou ainda mais empinado depois de mais uma menção do nosso estimado Pedro Doria, padrinho involuntário da fusão empresarial que resultou na holding Hipopíntamo, Inc. e leitura obrigatória na internet brasileira —apesar disso, é claro.
17:42:00 - Pinto - 3 comentários

Travel & Living no Hipopótamo Zeno Channel

Por DJ Mandacaru

Se valer impressão de 20 anos atrás, fecho com o Pedro.

Éramos três casais em dois bugs dispostos a fazer o roteiro Fortaleza-Natal. Pela praia. Uns doze dias de viagem, com algumas paradas pelo caminho. Chegamos em Icapuí no terceiro dia, com o sol quase se pondo, uma das imagens mais lindas que eu já vi. Um dos caras descobrira a praia seis meses antes. Fotografou - e ficou amigo de - todo mundo. Nessa viagem ele levava as cópias, para muita gente do local era a primeira vez que se viam em retratos. Um pescador amigo cedeu sua casa - quarto e sala, com armadores suficientes para penduramos nossas redes - e mudou-se para a casa da mãe.

Durante os dias, ócio na varandinha da casa, a uns dez metros do oceano (maré cheia), cerveja gelando num isopor, cana da boa. A meninada, excitadíssima com os estrangeiros, se encarregava de pegar mexilhões brancos e lagostins, que eram imediatamente levados à panela, numa fogueirinha ali do lado. De tempero, só limão e sal. Quando cansavam de brincar de pescar para os novos amigos, ajudavam as mães, na varanda ao lado, a fazer toalhas de renda, gigantescas, o tecido sendo pacientemente desfiado e fiado novamente, com desenhos intrincadíssimos, ou simplesmente começavam uma outra brincadeira, com aquela energia inesgotável que um dia já tivemos. [Leia mais!]
17:41:28 - Pinto - 1 comentário

Ah, sim...

O diálogo era esse:

— Não entendo por que me acusam de narcisista. Não tenho nada disso. Inclusive, Narciso nem é meu personagem favorito da mitologia grega.

— Ah, não? E qual é?

— Zeus.

(E ainda tem gente aqui na redação do blogue que renega o Woody Allen)
14:19:34 - Pinto - 7 comentários

Rankings, bah...

rampling's ranking

Quem liga pra rankins? Ia mencionar outro assunto, um diálogo catado do Stardust Memories, e acabei topando com Charlotte Rampling neste estado de conservação, o que me fez preferir a digressão à conversa inicial.

A foto é de um ranking bizarro, "Las 25 mujeres más bellas del mundo según Harpers & Queen's", em que Gisele Bündchen figura em sétima colocação em pose invulgar.

Encabeça a lista uma certa Gwen Stefani (quem?), cantora pop de quinta que mais parece um bibelô... de penteadeira de bruxa. Vá entender...
14:14:17 - Pinto - 13 comentários

Como escrever uma resenha de restaurante sem comer nada

Saia do escritório num dia de feriado às 4 da tarde, pra almoçar. Vá àquela churrascaria bacana, que você há tempos quer conhecer, e seja agraciado com o aviso de que a espera é de 40 minutos ou mais. Desista, mas não antes de esperar dez minutos pro seu carro voltar do estacionamento localizado em outra dimensão astral. Vá então àqueloutro boteco que você também deseja experimentar, recém-inaugurado, e descubra que botecos não abrem às 4 da tarde num feriado. Atravesse então dois outros bairros e chegue até aquele restaurante chinês já resenhado aqui. Lá, em meio a mesas entupidas de famílias chinesas que trouxeram até os ancestrais para almoçar, entabule conversas lacônicas com a filha da dona ("Tem mesa pra dois?", "Hummpf") e com a própria dona ( "Tem mesa pra dois?" "Espera lá fora, espera lá fora"). Saia de lá, não sem antes pagar 5 reais por ter deixado o carro no estacionamento por mais de X minutos, também conhecidos como "limite de tolerância da nossa maquininha, o senhor desculpa". Vá então a um outro chinês, duas ruas abaixo, e veja os mesmos ancestrais do outro restaurante ocupando todas as mesas com seus corpos reencarnados. Pergunte ao proprietário "Tá aberto ainda?", "Tá, tá, qué mesa?", "Pra duas pessoas", "Não, não tá mais. Fechou. Só sete horas", "Como assim?", "Sete horas, sete horas", fazendo o gesto de criança que leva comida à boca. Em nome do franco crescimento das relações comerciais sino-brasileiras, você deixa de dar uns sopapos no honorável e sai de lá com a fome no pé e a paciência nos fundilhos. Termine o périplo num restaurante japonês, velho conhecido seu, que pelo menos tem a decência de estar no mesmo lugar com a mesma disponibilidade e o mesmo dono já há alguns anos. Peça uma caipirinha de sakê com jabuticaba e comece a pensar nas peculiaridades de um monstro urbano com 16 milhões de habitantes.

Nota: em vez dos miojos, 104 minutos, 19 quilômetros e a promessa de não mais almoçar fora em Dia de Finados, que os espíritos são suscetíveis.
12:58:40 - Zeno - 6 comentários

Diálogos cearenses concisos

– Recebi um e-mail com uma promoção de Ano Novo em Fortaleza. Tem até um tal "City Tour Cumbuco", o que é isso?

– Praia de otário num município vizinho. Passe.

(da série "Veja Fortaleza com os olhos de um norueguês")
12:31:27 - Zeno - 17 comentários

03 Novembro

Desemprego à vista

Vou até o bebedouro da fiRma e descubro que o cesto de lixo que recebe os copos de plástico agora vem com a etiqueta "Lixeira inteligente – seu plástico reciclado com sabedoria". Se eu fosse jornalista, começaria a ficar preocupado com uma futura invasão de lixeiras na redação.
08:00:00 - Zeno - 3 comentários

Enciclopédia é isso aí

Um brinde ao Van-Ess.
07:23:00 - Zeno - 3 comentários

02 Novembro

Eu me lembro

Eu me lembro do tempo em que não existia a picanha. Não existia no sentido literal: desconfio que os bois de então não tinham aquele pedaço de carne em seus corpos, um pedaço que foi desenvolvido - depois de muita pesquisa genética - por algum japonês de Cotia/SP, injetando substâncias estranhas no bicho, da mesma maneira que faziam com as frutas esquisitas que apareceram na mesma época. O experimento deu certo, e de uma hora pra outra (1970 e alguma coisa) os restaurantes, os supermercados, as churrascarias e os lares foram invadidos pelo tal corte, "picanha isso", "picanha aquilo", e assim vai. Em resumo: a picanha é prima da nectarina.

P.S.: Ainda no mesmo assunto, eu me lembro quando a tirania do bife-temperado-na-véspera foi revogada, circa (alô, ombusdman!) 1980. Em vez daquela trabalheira de deixar os bifes temperados um dia antes, com alho, cebola, óleo Maria e – sim, é verdade – orégano, descobriram repentinamente que dava pra fritar os bifes na hora de comer: "Mas na hora de comer, assim, sem tempero?", "Sim!", e aí, pra tentar melhorar o que parecia um sacrilégio, inventaram um tal Bife Rápido, que consistia em fritar o bicho, sem tempero, salgá-lo depois e acrescentar um vinagre por cima*. Foi um sucesso semelhante à Lei Áurea. Sem mais nem menos, e sem se incomodar com eventuais atentados gastronômicos redivivos, milhares de donas de casa eliminaram aquele incômodo item do check list diário ("Temperou o bife?") e passaram a empurrar goela da família abaixo os tais bifes com sal e vinagre.

*segundo meu Personal Consulteitor pra assuntos gastronômicos, o Sorel aqui do blog, o azedinho do vinagre era posto pra emular o efeito do marinado de véspera. Faz sentido.
08:03:00 - Zeno - 7 comentários

A hora do DJ Mandacaru (edição extra)

Eu Vou Acabar Trocando Minha Mulher Por um Gay

Os amigos jornalistas que freqüentam o blog aqui já sabem, os outros apenas podem imaginar – caixa de correspondência de editora é o bicho mais parecido com lixeira que conheço. Na editora em que trabalho não é diferente. Apesar de publicarmos revistas dirigidas, todas voltadas para áreas industriais, freqüentemente somos brindados com releases e produtos para divulgação que têm exatamente nenhum interesse para nossos leitores.
Há algumas semanas os coleguinhas de assessorias de imprensa se superaram: chegaram QUATRO disquinhos promocionais da dupla Fabiano & Julio César, com a música de trabalho de seu próximo CD “Pé na Estrada Outra Vez”. Acompanhado de um release, claro, que começa assim: “È (sic) com estima e consideração que viemos através dessa missiva até os amigos radialistas de todo o Brasil não só cumprimentá-los...”, e por aí ia o besteirol, ora agredindo a gramática, ora ofendendo nossa inteligência.
É com estima e consideração, portanto, que ofereço a tal da música de trabalho: “Eu Vou Acabar Trocando Minha Mulher Por um Gay”, da lavra do próprio Julio César.

Se alguém precisar, o telefone de contatos para shows é (31) 3422-4834. Pode falar com o “Empresário Nascimento”, como ele se autodenomina.

P.S.: O arquivo fica disponível por uma semana ou 25 baixadas, o que ocorrer primeiro.

[para mais dicas musicais do nosso DJ Mandacaru, com o inestimável patrocínio da Sauna Robério ("Finalmente uma sweatshop do bem"), clique aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui]
08:01:00 - Zeno - 4 comentários

01 Novembro

In Memoriam

Da série: Foi bom enquanto durou. Felizes os que souberam aproveitar: ciclos de Satyajit Ray, Robert Siodmak, Jean-Pierre Melville, Ozu, Max Ophüls, Renoir, Preston Sturgess, etc infinito, além dos temáticos - filmes noir, filmes de terror da Hammer, comédias screwball, faroestes dos anos trinta, outro etc infinito. É dura a vida de cinéfilo orfão.
22:05:15 - Zeno - Comentar

Com o próprio rabo

Frase, pescada no Noblat, de autoria do amazônico senador tucano Arthur Virgílio:

"Se ameaçarem um filho meu, dou uma surra no próprio Lula. Sou de escorpião. Jamais desonraria o meu signo. Sou inesquecível como inimigo".

A redação do Hipopótamo Zeno bem que tenta, mas não consegue fazer frente à fauna política deste País. Desde o "V.Sa. desperta em mim os instintos mais primitivos" não se tinha notícia de desbunde semelhante.
14:18:14 - Pinto - 5 comentários

Achtung!

Alguém precisa avisar à "inteligência de marketing" do Submarino que uma liquidação denominada "Queima de Livros" não tem exatamente uma conotação associada a eventuais benefícios da leitura. Quem costuma ler sabe.

Periga agora promoverem uma "Noite dos Cristais" com o intuito de incrementar a venda de porcelanas e objetos de decoração madrugadas adentro. Ou então, convictos de que estão literalmente arrasando, realizarem uma Blitzkrieg para desencalhar mercadorias rejeitadas.

Com um manajument marchando nesse compasso, um dia desses o Submarino acaba trocando de nome para U-Boot. Aí afunda e não emerge mais e vão achar ruim.
11:00:00 - Pinto - 4 comentários

Neotropicalismo é isso

Eu sou neguinha?
09:00:00 - Pinto - 3 comentários

A estatística é uma ciência exata

Pros nossos amigos maníacos por testes: Gay-O-Meter!
08:30:00 - Zeno - 7 comentários

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