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A Busca do Graal

Incursões etílicas que não poupam esforços para determinar a exata localização do Bar Absoluto.


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30 Janeiro

"Desta Kombi para uma melhor"

Falando nisso, o referido me ocorreu há alguns anos, no digníssimo Manolo, glorioso bastião da boemia botafoguense até um passado recente e, como de resto tudo o mais no Rio, hoje em franca decadência. Parece sketch de filme classe Z, mas é a pura verdade e dou fé. Voltávamos a pé não sei de onde e, sob uma salva de tiros de fuzil provenientes do Morro Dona Marta, aportamos para uns chopes.

Conseguimos uma das cobiçadas mesinhas junto à Rua Bambina e tomamos um susto ao ver estacionada rente uma Kombi de uma funerária. Papo vai, chope vem, meia hora depois chega outra Kombi da mesma funerária, entra na contramão e pára de costas para a primeira. Estilo bunda-com-bunda, manja? Pois então.

Aí os motoristas descem, abrem o capô da primeira Kombi, tentam toda sorte de medidas para dar a partida e nada. Finalmente um olha para o outro e lamenta qualquer coisa como "É, parece que morreu mesmo". Ato contínuo, abrem o bagageiro, retiram um caixão "em uso" e o carregam para a outra Kombi, que dá a partida e se vai.

Até hoje duvidamos sobre quem o diálogo se referia.
14:00:00 - Pinto -

26 Janeiro

Round Midnight

it's quarter to three

O Baretto espera que cada Edward Hopper sinatresco desta cidade cumpra sua parte. O crooner, como se vê, está cumprindo a sua (mais nos arquivos do blog, aqui e aqui).
14:56:11 - Zeno -

23 Janeiro

El Kabong

Nessa época do ano, quando passa dos 30 graus centígrados, Teresina e São Paulo tornam-se uma só cidade, senão vejamos: o juízo frita e a gente se acomete de idéias como ir a um bar mexicano, freqüência jovenzinha, ao lado de uma obra do Metrô na Rua dos Pinheiros que obtém a proeza de piorar o trânsito dos arredores. Senta-se, recebe-se um cardápio colorido, cheio de ilustrações envernizadas, de precinhos igualmente bem lustrosos. Pede-se um trio de chopes caseiro "que está em falta porque paramos de trabalhar com este fornecedor". Pede-se um outro chope que vem até bom e no ponto. O suor vem em bicas, efeito do mormaço ou dos holofotes da obra. Quem sabe um petisco?

Chega então a maçaroca e, na falta de mais gosto, apela-se de Tabasco, que é adicionado de água pelos zelosos proprietários do lugar. Anoto no meu Moleskine: "O sujeito que recorre a um expediente desses é capaz de qualquer coisa". Mesmo diante das evidências, o garçom nega veementemente: "Aqui ninguém põe água não!". Água no Tabasco alheio é refresco. Decido dar uma nova chance ao lugar e percorro o labirinto que finda no banheiro só para constatar que faltava água —"Decerto secaram a caixa completando os vidrinhos de pimenta", escrevo. Escrevo também que sinto como se houvesse levado uma kabongada mesmo (com k de kafona), pretendo jamais voltar a pôr os pés no lugar e avisarei a quantos puder da magnitude da arapuca.

Nota: 7,5 graals pelo chope bom; zero pelo restante.
15:00:00 - Pinto -

19 Janeiro

You two again?

Tem anúncio hoje de um lote de Grolsch (e o Zeno com suas manias de filosofar ainda prefere beber Heidegger, tolinho...) a menos de quatro reau em alguns dos botequins de propriedade do seu Diniz em SP.

Se se formarem aquelas filas quilométricas de novo é capaz de o Procon tomar como afronta.
10:48:19 - Pinto -

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