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24 Fevereiro

Vertigo

A moda é beijar o Bono.

(crdt: tia thata)
17:19:57 - Pinto - Comentar

E por falar em Brokeback Mountain

sexo animar

(crdt: o americanista mateus s.)
12:57:27 - Zeno - 3 comentários

No país da filosofia e da piada prontas

Deu na Inbox: "IX Colóquio Kant - Seção Campinas 2007: 'Acerca da pergunta pelo homem em Kant'."

(da série Pobre Immanuel, Quem Diria, Foi Parar em Brokeback Mountain)
12:52:08 - Zeno - 1 comentário

23 Fevereiro

Vem aí a CPI da cinta-caralha

Sex and the city
As prefeitas divergem quanto ao tamanho do objeto desaparecido

(crdt pelo título delicado e envio da notícia : uma amêga minha, vcs não conhecem, não)
10:55:27 - Pinto - 7 comentários

22 Fevereiro

Eu me lembro – subseção Humor acadêmico

A propósito do diálogo abaixo, eu me lembro de um professor de Lógica, na faculdade, que tinha uma "teoria" apocalíptica sobre a vinda repentina de um monstro extraterrestre que iria destruir a maior parte da humanidade, poupando apenas as pessoas inteligentes. Ao ouvir pela primeira vez a história numa mesa de bar, um calouro desavisado perguntou "Mas professor, qual seria o critério usado pelo monstro?", e ouviu como resposta "Eu não estou preocupado".
19:12:17 - Zeno - 6 comentários

Piada para poucos

- No mundo só existem 10 tipos de pessoas.

- ...

- As que entendem binário e as que não.

(crdt: DG)
18:26:16 - Sorel - 5 comentários

A propos de quoi IV

bar banco do brasil

eles no paraíso

chega de rimar pobre
18:12:06 - Pinto - 1 comentário

A propos de quoi III

bar unibanco

eles no automático

nós no tranco
18:11:29 - Pinto - Comentar

A propos de quoi II

bar itaú

eles bollinger

nós caracu
15:02:17 - Zeno - Comentar

A propos de quoi

bar bradesco

nós amador

eles aguiar
14:30:09 - Pinto - Comentar

Organize suas finanças com Graciliano Ramos

"Nesse tempo eu pensava em ganhar dinheiro. Tirei o título de eleitor, e Seu Pereira, agiota e chefe político, emprestou-me cem mil-réis a juro de cinco por cento ao mês. Paguei os cem mil-réis e obtive duzentos com o juro reduzido para três e meio por cento. Daí não baixou mais, e estudei aritmética para não ser roubado além da conveniência." (G.R., São Bernardo)

(da série Converse com seu Gerente sobre o Lucro Recorde do Bradesco)
13:11:02 - Zeno - Comentar

Fenômeno editorial

Na trilha do sucesso d'A miscelânea original de Schott, as edições Hipopótamo Zeno vêm aí com um estrondoso lançamento: A miscelânea original de Schoschott, um volume ricamente ilustrado, com detalhes que nem a Sexy ousou mostrar.

Não deixe de visitar nosso estande na Bianal do Livro e adquirir o seu.
07:50:34 - Pinto - Comentar

21 Fevereiro

Cucurrucucu Paloma

O Ministério da Saúde adverte: neste Carnaval, evite encostar a boca nas pombas que encontrar por aí.
16:55:05 - Pinto - 8 comentários

Fosfosol

Saiu, coincidentemente, no ex-empregador do primeiro: Para Serra, Lula promove "populismo cambial".

Como você está careca de saber, amigo leitor, esse expediente foi inaugurado na primeira administração tucana e, mais irresponsavelmente, bisado na segunda.

Estranho foi, à época, Jânio Quadros Jr. não ter emanado um pio.

É mais ou menos como nas pesquisas eleitorais: se não forem a favor da tucanada não servem.
12:42:12 - Pinto - Comentar

18 Fevereiro

Celestial

Nem Maria Rita, nem Bebel Gilberto, nem Ná Ozetti, nem Monica Salmaso. A voz feminina mais bacana a surgir na música brasileira nos últimos anos, excetuando-se talvez Fabiana Cozza, chama-se Maria do Céu Whitaker Poças, ou simplesmente Céu —qualquer um dos nomes já é uma delícia.

Caso você tenha a ventura de não precisar viver em são Paulo e nunca tenha ouvido falar dela, que já faz algum sucesso por aqui, vá na Fnac que o CD de estréia da garota de 25 aninhos já é o segundo mais vendido da temporada e custa meros R$17,90.

Isso apenas já seria motivo para comprá-lo (releve as bobagens cometidas pela própria no encarte, inclusive o imprecindível agradecimento —nada condizentes com o refino das canções), mas vamos dar uma colher de chá aqui: ouça Ave Cruz e diga se ela não merece todos os elogios.

Fora que é uma gata.
19:00:00 - hubbell - 17 comentários

17 Fevereiro

Saudosismo

O que aconteceu com o "teretetê", que tanta utilidade tinha na aceleração das descrições de fatos ocorridos e de fatos reincidentes?

(da série A Última Flor do Lácio, Quem Diria, Acabou no Irajá do Hipopótamo Zeno)
16:10:47 - Zeno - 4 comentários

Munique (uma nova visão)

Vamo lá, Mossad!
09:50:32 - hubbell - Comentar

16 Fevereiro

La Grande Chabuca

Eu sei que o nome da moça se presta aos mais sórdidos trocadilhos, especialmente por parte daquelas pessoas que se reconhecem fisicamente incapazes de resistir à nefasta prática. Mas, pelo menos, tenham a bondade de também ouvir a maravilha que é a Chabuca Granda, a grande dama da canção peruana, interpretando suas próprias músicas, acompanhada, exceto em duas faixas, apenas por um violão matador (Alvaro Laos) e um cajón (Caitro Soto).

A velha senhora nasceu no começo do século passado (1920), em uma pequena aldeia nos Andes peruanos: “He visto la luz muy cerca del sol de los incas, a las nueve y treinta de una mañana soleada, entre vetas de oro, amor y sacrificio… Allí nací, soy, pues, hermana soberbia y orgullosa de los cóndores, nací tan alto que solía lavarme la cara con las estrellas…", dizia. No começo da carreira, cantou a Lima bucólica do final do século XIX, mimetizada na forte figura paterna, Jose Antonio, um cavalheiro de fina estampa. Vocês já ouviram coisas dela graças ao Juquinha cantor de nossa geração, que se meteu em todos os buracos musicais que encontrou pela frente. [Leia mais!]

Aumente o tamanho do seu tênis

A Sharapova da vizinha tá presa na gaiola
09:35:48 - Pinto - 2 comentários

indio&vindio

talveiz alguns de v6 lembre dum disco do pat metheny cunversando co lyle mays, o (os) 'turn left', ou 'as fallls as wichita falls', linda cunversa pré tudisssaí, essas coisas de direita burra, q.astravanca existencias ahead.
é som primo siamês do 'codona' (do naná etc.), ambos inspirados pelo caub(o)y deodato, q. gerou coisas como o dharma, o péantepé, o aquilodelnisso e nooosssa... qto resto bom e nosso, ouvisto até aqui.
incruso uns amigo (uns lindos leos de minas) q. sabe do abril até ela, a q. sabe o abrefecho das minhas porta.
coisas q. informaro o sandance, os sonhos, os sessentas, a internet, nós.
pois é, defronte o nouveaux 'cassino royale', a antão ''pantera cor de rosa', john self considera-se finito. caso de invizibilização.
brabuleta, sai per aí, tentar, talvez, o principal das frô q. lhe cabe.
vortá ao básico, sacumé?
coisa como 'ópera operando', ' tá bom, a cunversa é boa, mas, ondjéq'agente senta? 'clássico-contemporâneo'.
tem realidade paratodos.
enfim, ela me chama, me vou.
e viva o moçart, q. nos índigo o blu, e cuns 5nhetusanu, continua um muleque: o 1º artista inter(sur)preendente, é mole?
atés, mes amis.
03:30:00 - John Self - 8 comentários

15 Fevereiro

Receita de felicidade conjugal

Trecho de matéria publicada ontem no Caderno de Segunda, do Big State, sobre o boat people que embarca em cruzeiros para ouvir o Rei:
(...) Há fãs, como o advogado [no names, please], que veio com sua mulher [mesma coisa], para comemorar os 40 anos de casado. “Roberto Carlos nos ensina a viver. Se o marido, pelo menos uma vez por ano, fizer com a esposa o que diz a letra de Café da Manhã, o casamento dura a vida inteira”, diz (...), que é de Ourinhos, interior paulista. (...).

E então, uma vez por ano num tá bão?

Frases cartesianas

"O povo brasileiro é maciçamente de direita"
— Ovário de Cavalo, philosophum tremens.

"Por isso que elege essa gentinha chinfrim"
— Fernando Henrique Cardoso, príncipe e amnésico.

"Direita é a mãozinha do relógio?"
— Lula, estadista e ágrafo.

"É a mão que tem cinco dedos, Excelência"
— Santo Antônio Palocci, contabilista e milagreiro.

"O Presidente só sabe contar até quatro"
— Arthur Vigia, tucano e araponga.

"O Garrincha era meia-esquerda"
— Zagagallo, penta e múmia.

"No centro é mais gostoso"
— Bruna Surfistinha, sexóloga e mala.
16:19:59 - Pinto - 1 comentário

interesting times

um dos beneplácitos da idade é uma relativa aquisição de, digamos, bagagem de vida, inversamente proporcional à, digamos tb., condição física, correspondente ao p. trampo q. deu ñ se ter matado (ainda) pelas mães da pp. estupidez.
é por isso q. sempre gostei de mulher inteligente.
é sempre cada vez mais agradável estar do lado de uma, conforme passa o tempo e claudica o resto.
- mulher vistosa e burra é qnem um airbus pilotado a base de manche, pitot
e um piloto automático qual os radares da rio-santos, briosam/e assinalados "monitoramento por radares eletrônicos...', q. sabemos, são mt. melhores q. aqueles 'à manivela' de antigam/e... [Leia mais!]
14:39:02 - John Self - 2 comentários

Carbonato de lítio

Extra! Extra! A Enrustida, suplemento cultural da Folha, traz hoje uma matéria assinada pelo seu editor, Marcos Augusto Gonçalves, sobre o recrudescimento da "direita raivosa", que "cresce com a crise do PT e age como se chegasse a sua vez".

Citando e entrevistando luminares como Reinaldo Azevedo, Eduardo Giannetti, o articulista da própria Enrustida Nelson "Se" Ascher e Diogo Memorde —mas não exatamente por eles—, a matéria vale o tempo perdido na leitura.

Mas fica boa mesmo quando entra em cena Ovário de Cavalo® ("O povo brasileiro é maciçamente de direita"; "O PSDB é um partido da Internacional Socialista que está comprometido com o globalismo de esquerda"; "Eu acho que sou o primeiro cara [no Brasil] que está tentando fazer isso [um movimento intelectual conservador]").

É como a gente costuma dizer aqui na redação: não importa onde você se situa no espectro ideológico. O importante é não babar no colarinho.
12:41:51 - Pinto - 5 comentários

Brokeback Mountain by George W. Bush

Já mencionamos aqui no blog uma de nossas leituras diárias, o batuta site The Complete Bushisms, que registra on a regular basis, como diria o francófilo Guirlando Neirão, as pérolas de sabedoria do presidente americano. Segue, então, cortesia da rapaziada da Slate, a explicação cinéfila do caubói texano sobre o porquê de não ter visto o filme Brokeback Mountain:

"I'll be glad to talk about ranching, but I haven't seen the movie. I've heard about it. I hope you go—you know—I hope you go back to the ranch and the farm is what I'm about to say."

E, como brinde, um apanhado de algumas piadas feitas pela mídia americana sobre o filme, cortesia do nosso americanista de plantão, Mateus S.
11:52:25 - Zeno - 2 comentários

Aê, aumenta o som, galera, uh uh!!

Ainda há esperança: três ou quatro publicitários cavaram seu passaporte pro purgatório com este comercial sensacional, sugestão Hipopótamo Zeno pro inexistente Prêmio Cinco ou Seis Mais Bacanudos de Todos os Tempos.

(crdt paulo r.)
07:30:00 - Zeno - 2 comentários

14 Fevereiro

Alá-lá-ô-ô-ô-ô-ô-ô-ô. Mas que calor-ô-ô-ô-ô-ô-ô

Evoé, Maomé: ainda na série "mexo com", eu gosto muito da Primeira Emenda, que não deixa mexer nessas coisinhas tipo liberdade de expressão e de imprensa.

13 Fevereiro

"Prazer, Tony Brazil, mas pode me chamar de Tom Jobim"

O conversê aconteceu por volta de 1964 ou 1965. Os personagens, Jack Wilson, pianista de jazz (mais sobre ele aqui) e Tião Neto, o grande baixista brasileiro, que emigrou pros EUA no começo da década de 60. A idéia do Jack era fazer um disco com músicas do Henry Mancini numa levada de bossa nova – a coqueluche (é o novo!) dos jazzistas americanos na época. O Tião convidou o patrão para arranjar duas músicas. Não se sabe o que houve, mas além das duas músicas, ouve-se por todo o disco “Brazilian Mancini” a mão delicada do maestro Tom Jobim, que ainda fez o favor de tocar violão em todo o disco. Por razões contratuais, na capa aparece o nome de um tal de Tony Brazil, como special guest artist on guitar.
Lançado pela Vault em 1965, o disco é mais raro do que professor-de-economia-da PUC/RJ-que-ocupou-cargo-no-governo-e-não-virou-banqueiro. Aqui no Brasil, tenho conhecimento de três exemplares. Nos EUA, não se acha o LP à venda. A gravadora fechou. O próprio Tom desconversava quando alguém perguntava pela bolacha.

Ou seja, já que vai ser difícil ouvir o disco pelaí, resolvi botar o bicho inteiro por aqui.
Ouçam o Jack Wilson no piano, “Tony Brazil” nos arranjos e violão, Tião Neto no baixo e Chico Batera na idem. Roy Ayers faz umas pontas no vibrafone.

Lado A: Blue Satin (2,8MB), Days of Wine and Roses (3,4MB), Sally’s Tomato (3,3MB) e Softly (2MB)

Lado B: Lujon (2,4MB), Mr. Lucky (2,2MB), Breakfast at Tiffany’s (2,8MB), Dear Heart (1,9MB) e Night Flower (2,2MB)

Crime delicado

Uma produção tipicamente nacional. Como o saci-pererê.
10:53:26 - hubbell - 3 comentários

Disclaimer

Um homem em busca do sobrenome

Eu não tenho nada a ver com o Padre Pinto aí da foto e, se necessário, deixo meu DNA à disposição para testes.

Portanto, ao apontá-lo desde já meu candidato ao troféu Personalidade 2006 deste blogue não estou cometendo nenhum tipo de favorecimento familiar —ao contrário da turminha do Judiciário.
08:30:00 - Pinto - 7 comentários

12 Fevereiro

cai & sara

zen.on, sorel1, pintox, djim, hubbel1sept, moços e comentaristas; can't seilá, sýnthia, captchura, giu/mm, moças e musas...
give prás vossas doucesse & xsexe a chance: bossanova em franceis é 10lícias, inda mais cuns onesto pop dos + melado da ora a seguir: swingue puro e negão, da idade q. costas güentam.
zimplezassim sacumé? conhecidencia do imenso tom&o terminal e os doze vinicius de tudo, e, indiassim, cheio de chico no meio, questão do tempero e olhos delas.
lembrem-se de sis nas origem, e ñ se esqueçam: href="http://zeno.locaweb.com.br/index.php?itemid=1146">
01:34:23 - John Self - 2 comentários

11 Fevereiro

Ouro de tolo

Finalmente provei hoje a tal da Kaiser Gold, cerveja vencedora de um certo "concurso de degustação às cegas" promovido por —logo quem!— o vetusto Estadão.

E só hoje o fiz por dois motivos. Primeiro: influência das más companhias aqui da redação, francamente pró-Heineken. Segundo: só hoje encontrei a tal cerveja na bodega do Diniz mais próxima da minha residência.

Foi o triunfo da teimosia diante de uma bebida que não chega a desapontar, mas também não merece nenhum registro especial. Senão vejamos. O sobrenome Kaiser já pressupõe cautela. E teste às cegas conduzido logo pelo Estadão, matutino que tudo vê, também não se sustenta: a turma empoada do Estadão não sabe o que é botar uma cerveja na boca desde o tempo da faculdade. E fermentando ali só a mente do nosso dileto editor do Caderno 2. Mas digressiono, digressiono.

Quer uma opinião menos abalizada? A Kaiser Gold ainda é inferior à Stella Artois de Jaguariúna, embora seja bem melhor que a Heineken.

Falando em Heineken, outro dia a equipe de degustação etílica do HZ conduziu um teste cego na casa do Tio Ethan, que como scholar e homme des lettres se provou o melhor churrasqueiro que eu já vi. Resultado: depois que provamos a Heineken importada, ficou mais evidente o sabor entre acetona e Lysoform daquela lavagem que fabricam por aqui.

O Zeno vai alegar que é a única cerveja nacional feita de acordo com a Lei da Pureza etc. etc., mas isso é só desculpa pra pronunciar "Rheinheitsgebot" com sotaque da Renânia.
15:58:56 - Pinto - 9 comentários

09 Fevereiro

Bueno

Barzinho estilo balcão, apertado como ele só, habitualmente freqüentado por lutadores de sumô, na Galvão Bueno, donde o nome eufônico em múltiplos idiomas. Lugar ideal para você que não se preocupa com peso. Primeiro pelo risco do pisão de um lutador de sumô no seu pé, algo traumático de per si —e olhe que você não vai poder revidar nem mesmo fazer cara feia. Segundo porque lutar sumô até deverá lhe abrir o apetite para aquelas comidinhas, mas comer aquilo decididamente não lhe dará vontade de lutar sumô.

Esqueça a idéia do inocente peixinho cru japonês. A porta corrediça de madeira dá acesso instantâneo à Tóquio de hoje: costeletas de porco à moda de Okinawa, abundantes em gordura e sabor (as moléculas de sabor concentram-se na gordura, que Deus é um cara que detesta prazeres), berinjelas cozidas em shoyu, espetinhos de tudo de frango, inclusive, e principalmente, a pele, salada (?) de ovo, pepino e cebola embebidas em maionese caseira, línguas grelhadas na hora. Tudo delicioso. E, diferentemente de Tóquio, muito barato. Uma festa para seu paladar, fígado e consciência, em especial se você aceitar a companhia da cerveja geladíssima ou de doses de Suntory ou saquê. A ambientação cultua um ídolo do J-pop, estilo cujo nome felizmente me foge. As paredes são coalhadas de cartazes do moço em várias ocasiões, inclusive naquele show em que ele adentra o palco montado numa Harley, cofrinho à mostra. As TVs reproduzem vídeos do sujeito, mas é coisa que incomoda menos que axé music, por exemplo.

O Bueno é uma experiência imperdível. Até porque um bar assim, despretencioso despretensioso e incógnita, com um logo bacana como este, deve ser visitado mesmo, seja por etnografia de campo, atração boêmia ou mero tributo ao design. Detalhe: vizinho de parede há um outro do gênero, especializado em udons, que quando esse calorzão passar corre o risco de ser resenhado aqui.

Nota: 9 graals, ou poderiam ser 9 miojos.
10:00:00 - Pinto - 19 comentários

Zérrú?

Ó, os básicos do Zé Luiz Mazziotti são esses: paulista de Rio Claro, tá com 58 anos. Tem seis discos gravados -- três LPs, nunca lançados em CD, o CD de estréia, de 1994, só encontrável em sebos, mais dois que, procurando direitinho, dá pra achar: o primeiro, em parceria com a Célia, cantando Paulinho da Viola, e o segundo, solo, cantando Chico Buarque (mais sobre o cabra aqui e aqui).

Procêis terem uma amostrinha grátis do que ZLM canta, separei essas aqui: Pelo Menos (2MB), música dele com o Sérgio Natureza, do primeiro LP, de 1979. Três do terceiro LP: Desacostumei de Carinho (2,3MB), da Fátima Guedes, Doce de Coco (3,4MB), o clássico do Jacob do Bandolim com letra do Hermínio Bello de Carvalho, e Súplica (3,1MB), a valsa arrasadora de Octávio Gabus Mendes, em versos brancos (aliás, o Instituto DJ Mandacaru de Altos Estudos Comparativos de Música recomenda fortemente que vocês ouçam a mesma música, na versão original, com Orlando Silva, mega-sucesso em 1940). Do primeiro CD, de 1994, uma do Paulinho da Viola, O Tímido e a Manequim (2,5MB), e um medley com Beija-me/Se Acaso Você Chegasse (2,4MB).

Dos dois últimos discos, vou dar só uma palinha, já que podem ser encontrados nas melhores casas do ramo. Só o Tempo (3,7MB), de Paulinho da Viola, e Dis-Moi Comment (2,7MB), também conhecida como Eu Te Amo (Tom e Chico), com letra em françois do Chico mesmo. Esse último é imperdível.

Vez em quando, ZLM faz shows em Sampa. O último que vi foi no Passatempo, uma espécie de Baretto da classe média alta, que junta nas madrugadas a velha boemia de São Paulo, tigrões desdentados e algumas mariposas do luxo e do prazer.
00:38:04 - DJ Mandacaru - Comentar

08 Fevereiro

Teste da farinhada

Cumprindo promessa antiqüíssima, tô carregando umas coisinhas do Ivon Cury. Pra ajudar a homenagem do Zeno, uns dez posts abaixo, caprichei nas músicas francesas, uma das facetas mais conhecidas do Ivon, que, além disso, mandava bem em músicas nordestinas, sambas e musguinhas maliciosas, modelo Tati Quebra-Barraco, só que com as devidas restrições da década de 50. Catem aí: C’est Si Bon (3MB), Douce France (3,3MB), La Vie en Rose (3MB), Les Feuilles Mortes (2,4MB) e, como diz o francófilo Guirlanda Bairão, last but not least, Farinhada (2,3MB).

07 Fevereiro

Ranking change

O Editorial Council do HZ decidiu cassar o título de maior parnasiano vivo antes concedido a Armando Nogueira —o que se faz com pesar, já que, ao menos para nós, o journalist ainda não morreu.

Em seu lugar, entra o não menos journalist Beirando Nirlão, titular da coluna Estilo, a.k.a. Style, na magazine CapitalLetter, née CarasCapital, o melhor semanário italiano do Brasil.

Pesaram na escolha não apenas a maior visibility, mas também o witticism, o aggiornamento que faz da popular ciência do gossipping e todos aqueles itálicos que representam roughly 40% de um texto capaz de eclipsar até o de Cesar "Blow" Giobbi no Big State —o que, definitivamente, não é pouca coisa.

Fator decisivo, porém, é o perfeito blending de savoir-faire, savoir-vivre et savoir-rien: Beirando Nirlão exercita com maestria a arte tucana de confeitar o nada, exibindo um show-room de cultura useless para jamais emitir opinião clara acerca de assunto algum.

Last but not least, cumpre dizer que preferíamos tê-lo como ghost writer do best-seller "O caminho das borboletas azuis", de Adriane Galisteu, malheuresement out-of-stock.
15:00:00 - Pinto - 7 comentários

Responda rápido

Você quer mesmo ir a um show organizado pelo Grupo Pão de Açúcar?
13:22:30 - Pinto - 2 comentários

O segredo de Brokeback Mountain

Ang Lee + calça Lee = Rita Lee.
07:35:23 - Pinto - 5 comentários

06 Fevereiro

Eva

Eu não apenas me lembro como ultimamente ando tendo uns flashbacks com Monga, a Mulher Gorila.
15:00:00 - Pinto - 3 comentários

Beleza de economia

Conforme havíamos advertido ao Planalto, dragão da inflação se combate com galã.

A coluna de domingo de Elio Gaspari deixou evidente os ventos da mudança no cone sul:
"Vale a pena prestar atenção no novo ministro da Fazenda do Chile. Foi escolhido o professor Andres Velasco, 45 anos, da Universidade Harvard. É um carro com o motor de Armínio Fraga e a carroceria de Reinaldo Giannechini."

É questão de dias a queda do ministro Palocci. Henrique Meirelles por sua vez não tem como não ir junto.
14:58:17 - Pinto - 2 comentários

Munique

Agora valendo: Steven Spiegas continua com aquele toque de merdas que tanto o caracteriza.
10:01:00 - Pinto - 1 comentário

Boa noite e boa sorte

Agora que virou moda, qualquer um vai ver filme de cauboiola. Agora quero ver é fazer como eu, cinéfilo incorrigível: fui prestigiar ("Sei...") a estréia de "Brokeback Mountain", no shopping Fray Maneca, fantasiado de John Wayne. Em plena noite de sexta!

Dada a procura, evidentemente que já não havia ingressos disponíveis para as próximas semanas. Então foi o jeito me contentar com "Boa noite, Cinderela", digo, "Boa noite e boa sorte" —frase imortalizada por Paulo Henrique Amorim. De gay, na telona, só mesmo um relance de J. Edgar Hoover.

Filmaço. Um Oscar para David Strathairn e outro para George Clooney.
10:00:00 - Pinto - 6 comentários

05 Fevereiro

cultura, entretendimento e todo o resto

cunversando cum amigo artista holandez, em torno de questões-estética e suas relação cum as curtura dos povo, culinária iscrusive, demos c/ a questão macdonald.
estávamos no par paucão, local notório por todo tipo de fast food altamente comível, apesar de caras.
ele lembra q. em todo lugar da europa a famigerada cadeia alimentar teve q. se adaptar ao gosto local, coisa ñ vista aqui, observei, indagando como era isso lá.
ele me sai c/ essa: in italy (ele vive passeando por lá), they needed to adjust so deeply that they are now called 'macherronaldo'...
17:48:46 - John Self - Comentar

03 Fevereiro

Provérbios pós-modernos

Quem mexe com Maomé é ruim da cabeça ou doente do pé.

(Para ver mais da série "Mexe com" clique aqui. Para ver as charges satânicas recorra ao Google, que a redação aqui do blogue é avessa a fatwas de qualquer espécie. Sacomé: quem tem burca tem meda!)
13:19:15 - Pinto - 6 comentários

Da série A Realidade Musical é melhor que a ficção

Dou o link pra que não me chamem de mentiroso: "Farinhada à Francesa".

(este post é dedicado a matthieu r., laurent c. e sylvain b., que têm a farofa brasileira em alta conta)
06:37:00 - Zeno - 2 comentários

02 Fevereiro

Jabá do jabá inteligente

Nunca será devidamente louvada a encenação de "Utopia", em cartaz no Sesc Anchieta, de quinta a domingo, até 26 de fevereiro. Um resenhista anterior deste blogue bem que até tentou, mas não fez jus. Foi tão incompetente que esqueceu de mencionar que, à parte o texto remixado de Thomas More, a direção bamba, a cenografia minimalista e inteligente e... chega de elogios senão podem achar que há favorecimento gratuito —e há, porque o diretor é amigo do blogue—, com quatro atrizes daquele quilate até um espetáculo de Miguel Falabella fica inteligente.

O único desapontamento é que Alessandra Maestrini, sósia desta aqui, ainda não gravou as versões em inglês que ela mesmo fez para as músicas de Chico Buarque, cantadas à capela em cena aberta. Ficou devendo e vamos cobrar.

Também por isso não vá perder "Utopia" de jeito algum.
09:00:00 - Pinto - 1 comentário

01 Fevereiro

"Dou-lhe uma, dou-lhe duas..."

Cheguei lá através do Sedotec, que faz parte da ronda diária aqui da redação, e recomendo enfaticamente: o site oficial de Ângela Bismarchi (pronuncia-se "bismarque", eu suponho).

É o tipo do lugar que, pelo menos a mim, chama atenção em tudo. Mas a seção "Leilão da Ângela" é decididamente a mais instigante: tem ou não tem humor involuntário ali?
17:00:00 - Pinto - 5 comentários

Malabarismo cênico

Olha só Dona Bárbara: sem as mãos!

Maravilha de capa da revista Uma, no sempiterno UOL: "Carolina Ferraz diz como equilibrar teatro e TV".

Não li a matéria, mas sou capaz de apostar que ela põe a TV em cima, do contrário o risco de acidente é certo.

E agora fica claro por que essas modelos-e-atrizes tanto querem estudar teatro "para dar mais base".
11:21:37 - Pinto - 3 comentários

Rumo ao estrelato – Parte 2

Deu no Frankfurt Allgemeine, semana passada, numa matéria sobre as mumunhas do mundo blogueiro: os blogs são os "nós-meios" de comunicação, substituindo os antigos "novos" meios – feitos por nós, lidos por nós, com alcance regional-global, etc. A foto que ilustra a matéria flagra nosso mentor Sorel, aqui d casa, estreando seu novo visual 2006, em animada conversa com um primo de Okinawa.

no seu cyber ou no meu?
06:22:00 - Zeno - 2 comentários

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