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Tectum Intuentes

Ociosidade produtiva - textos reflexivos, anotações íntimas, sacanagens e demais ressentimentos.


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31 Maio

Nasce um otário a cada clique

Materiazinha batuta na IDGNow: Os 25 piores produtos e serviços de tecnologia de todos os tempos.

Veja lá se você não foi feito de trouxa pelo menos uma vez. Eu fui umas quatro ou cinco, talvez mais.
13:05:12 - Pinto - 5 comentários

Devaneios ao meio-dia

E agora que surfista é uma raça socialmente aceita, como nos provam o recente sucesso do Jack Johnson por praias brasileiras e a grana preta que o sujeito da Osklen ganha a cada bermuda vendida, como é que ninguém ainda teve a idéia (alô, secretário?) de regravar o famoso samba:

Tinha eu 14 anos de idade quando meu pai me chamou
Perguntou-me se eu queria estudar Filosofia
Medicina ou Engenharia
Tinha eu que ser doutor
Mas a minha aspiração era ter um longboard
Para me tornar surfista
Ele então meu aconselhou
"Surfista não tem valor nesta terra de doutor"
E, seu doutor, o meu pai tinha razão.
Vejo o surfe ser vendido, o surfista esquecido
O seu verdadeiro autor
Eu estou necessitado, mas meu surfe encabulado
Eu não vendo não senhor!

(da série esquecida nos porões do blog, "Clássicos Revisitados")
12:37:52 - Zeno - 2 comentários

25 Maio

E o seu tipo, qual é?




(o nosso é: "my server is such an asshole")

(crdt: aqui)
11:58:52 - Zeno - 2 comentários

16 Maio

Vambora, vambora, tá na hora, tá na hora

Registramos nosso reconhecimento ao governador Claudio Lombra, cujo mérito de fazer de São Paulo o Estado com a segurança mais esculachada do país não é tarefa trivial. Diante de um Rio de Janeiro governado por Rocinha Garotinho, o feito reveste-se de mais brilhantismo.

Só mesmo com muito profissionalismo, dedicação e competência dele e de sua equipe (louve-se o discernimento do coronel Fecho Éclair e do secretário Caulo de Sastro Filho da...) é que está sendo possível esse conquista.

À locomotiva do Brasil jamais caberá um segundo lugar!
11:20:31 - Pinto - 1 comentário

15 Maio

Esse jogo não é um a um

00:44:09 - Pinto - Comentar

05 Maio

Com atraso e com afeto

Bom dia, amigo torcedor corinthiano!

Lindo dia, não?

Saludos riverplatinos.
19:20:38 - Pinto - Comentar

De uma antiga lista de desejos da infância

Papai Noel, quando eu crescer queria escrever tão bem como a Claudinha, ou pelo menos chegar bem perto disso.
11:00:00 - Pinto - Comentar

03 Maio

Roda, roda e avisa

Ceci n'est pas une pipe

Em tempos de alterações tão bruscas é reconfortante voltar para casa e constatar que certas coisas nunca mudam. Um pneu, por exemplo.

crdt da foto: eu.
crdt do slogan : ignoro, mas o dj mandacaru talvez saiba.
crdt da rua : vovô.
16:00:00 - Pinto - 1 comentário

O Aleph

Raimundo é nosso mecânico e nada nos faltará

Seu Chevrolet parece deprimido? Sua patroa demora a dar a partida? Sua filha quer trocar o óleo e você não confia na mão-de-obra alheia? Precisando calibrar os pneuzinhos e de um silenciador novo para o totó? A empregada anda espanando (ou não)?

O que a oficina de Raimundo não fizer ninguém faz.
10:00:00 - Pinto - Comentar

02 Maio

Ao Ceará fui em férias passear (anotações do caderninho de viagem)

- Depois de três anos de ausência para uma temporada brevíssima, três dias de chuva, incluindo o maior toró do ano.

- Sintomas de que o lugar não pode prosperar: em menos de cinco horas de estadia topei, em lugares distintos, com o governador e com a prefeita. O pior: eles me conhecem e vêm me cumprimentar.

- A impáfia dos putanheiros só não é maior do que a das putanhas que os acompanham. Vi uma virar uma bacia (aliás, agora é tupperware) de caranguejos no garçom, por estarem pequenos, crus e com tempero ruim. "Mas ninguém reclamou", disse o pobre homem. "Porque aqui ninguém conhece caranguejo", respondeu ela, com um sotaque italianíssimo e um Versace cobrindo-lhe as fuças.

- Falando em caranguejos, permanece inalterada minha habilidade em dar cabo de um em poucos minutos. Falando em putas, não.

- Vende-se de tudo na praia e a abordagem é de choque. Seria o caso de levar uma plaquinha "Não, obrigado", mas duvido que lessem. A cada dois minutos, um ambulante chegava para oferecer de massagem terapêutica a óculos de sol. Topei com um Ray Ban suspeitíssimo e perguntei se era legítimo mesmo. "Quaaaaaaaaaase, doutor!".

- Para mal ou para bem, a irritante subserviência "sem fins lucrativos" parece ter sido substituída por uma cortesia comercial no melhor estilo paulistano.

- Percebi uma incidência epidêmica de fios de cabelos brancos nas cabeças amigas (a minha inclusa), excetuando-se as tingidas.

- Avistei o elo perdido da miséria urbana. Nem malabarista nem assaltante. Trazia apenas um cartaz em que se lia: "Estou com fome. Por favor me ajude". Estacionava teatralmente diante de cada carro, arqueava o quadril, virava o pescoço e encarava o motorista com uma expressão mista de ameaça e ternura. Tudo estudado. Um sujeito até belo, de olhos claros e faiscantes. Parecia editorial de moda. Merecia uma graninha só pela performance.

- O file alto de badejo (aliás, "sirigado") na brasa, fresquíssimo, dá vontade de não voltar. Um bocado de outras coisas também. Mas o calor avisa que é hora de partir.

- Rever família, amigos e avó que faz 90 anos já seria suficiente para impor um racionamento de lágrimas até o fim do ano. Não rever os amigos e parentes que já se foram, então...

(Mais do nosso enviado especial a Fortaleza em boletins extraordinários no decorrer do período.)
12:01:09 - Pinto - 4 comentários

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