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Filmes esquisitos

Nós gostamos mesmo é do escurinho.


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01 Junho

Resenha em aberto sobre Imamura

Morreu o cineasta japonês Shohei Imamura e, pra variar, a gente não tem nada de muito relevante a dizer sobre ele – o mesmo acontecendo com todos os obituários publicados na imprensa nacional (num deles, aliás, leio que Imamura fez parte da geração imediatamente posterior à dos mestres Ozu, Mizoguchi e Kurosawa. Bueno, alguém tem de dizer ao nosso colega que Ozu, Mizoguchi e Mikio Naruse são a santíssima trindade que faz a primeira geração do cinema japonês autoral; Kurosawa vem depois, na mesma tocada do Kobayashi, do Kon Ichikawa e do Kinoshita; Imamura pertence à terceira leva, a safra da Nouvelle Vague japonesa, junto com os ainda vivos Oshima e Shinoda). Cronologias à parte, só vi três filmes do Imamura: Balada de Narayama (1983), na longínqua década de oitenta, e só me lembro de uma vaga impressão de pieguismo (vejo na filmografia do IMDB que ele já havia feito um outro Balada de Narayama em 1958, em versão kabuki, co-dirigida pelo Kinoshita citado); o merecidamente cultuado A Mulher-Inseto (1963), em p/b e com perversão de entomologista ao descrever a ascensão/descenso de uma prostituta; e A Enguia (1997), que dividiu a Palma de Ouro com o Gosto de Cereja do Kiarostami e serviu pra deixar bem claro a diferença de estatura dos dois cineastas. Lembro também pouca coisa, por exemplo que a analogia entre o personagem principal e a enguia era meio imediata, mas havia um bom punhado de cenas a denotar inteligência atrás da câmera e uma atriz principal lindíssima.

O conversê acima, na verdade, serve somente pra deixar a pergunta: alguém da nossa nanoaudiência viu algum filme do Imamura?
12:51:44 - Zeno - 24 comentários

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