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A hora do DJ Mandacaru

Velharias musicais sempre fresquinhas.


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23 Agosto

A havaiana do Cohen

Por falar no Cohen, vocês já ouviram sua pupila Anjani? Ela toca e canta em alguns álbuns e gigs do caso do Pinto desde 1984. Havaiana (num é sandália não, ô Zeno), estudou na Berklee, tocou em New York, até trombar com o mais velho. Um dia, fuçando nas coisas dele, achou dois versinhos: "there's perfume burning in the air/bits of beauty everywhere". Pediu pra musicar, ficou tão bom que o Cohen liberou a bagaça toda. Virou disco em maio desse ano, Blue Alert, de onde vou tirar três faixas: a do título (5,4MB), The Mist (3MB) e Crazy to Love You (4,6MB).

Mais sobre a moça, aqui.

22 Agosto

As aves que aqui gorgeiam gorjeiam

Profundamente condoído com estado do Pinto – atualmente cumprindo temporada de exílio no extremo Norte do País – providenciei três do Leonardo Cohen para mitigar a dor do coleguinha de redação: Heart With No Companion (2,9MB), Hunter’s Lullaby (2,3MB) e Dance Me To The End of The World (4,4MB), todas do disco Various Position, de 1984.

09 Agosto

Moacir Santos (1926 – 2006)

Dia 26 de julho, o cabra completou 80 anos, mas da sua vida os necrológios já deram conta (tem um bom aqui).

A morte do Moacir Santos, domingo, em Los Angeles, me pegou de gancho. Era um dos músicos brasileiros que eu mais admirava, um cara assim do tamanho do Jobim. Seu disco “Coisas”, de 1965, é uma obra-prima sob qualquer aspecto – arranjos, composições, execução. Se fundarem uma Igreja dos Moacir Santos Últimos Dias, eu serei o primeiro a carregar o andor.

Gravou pouco – cinco discos, dos quais apenas o “Coisas” foi relançado em CD aqui no Brasil, graças ao trabalho de dois músicos, Mario Adnet e Zé Nogueira, ambos fissurados na obra do maestro. Foi deles a iniciativa de gravar um CD duplo e um DVD (“Ouro Negro”, imperdível, peça pro seu filho ou dê pro seu pai) com uma orquestra de craques tocando músicas do velho.

Dos outros quatro – lançados apenas nos EUA e em vinil – separei duas faixas de cada pra vocês apreciarem a beleza que era o Moacir.

De “The Maestro” (Blue Note-1972): Nanã (5,2MB) e Bluishmen (4,6MB).
De “Saudade” (Blue Note-1974): Suk Cha (3,8MB) e Amphibious (3,2MB).
De “Carnival of the Spirits” (Blue Note-1975): Kamba (4,1MB) e Coisa n2 (4,3MB).
De “Opus e No1” (Discovery-1978): Make Mine Blue (3,7MB) e Love Is a Happening Thing (3MB).

06 Agosto

Sem perder a majestade

Amiga irmã dona de casa, para embelezar seu domingo é que dedico estas belas páginas musicais desde Belém do Pará:

Todos estão surdos

Quero ver você de perto

Mucuripe

Pra ser só minha mulher

Lady Laura

e, último e não menos importante,

Amor perfeito.

Só crássicos!

Obtidas de uma série de quatro cedezinhos com tudo que o Rei Roberto gravou, desde as bossas de 59, quando ainda cantava imitando o outro Rei, o João. Fico devendo estas porque estou centrado na fase brega, culpa dos eflúvios da ambiance.

(crdt : férdinand costes)
12:33:46 - Pinto - 3 comentários

03 Agosto

A primeira vez da Garota

Começa com o Tom dedilhando uns acordes e o João murmurando:

“Tom e se você fizesse agora uma canção
Que possa nos dizer
Contar o que é o amor?"


O Tom topa com ressalvas:

"Olha, Joãozinho
Eu não saberia
Sem Vinícius pra fazer a poesia..."


O poeta devolve a bola pro João:

"Para essa canção
Se realizar
Quem dera o João para cantar...''


Que resolve a pendenga assim

"Ah, mas quem sou eu?
Eu sou mais vocês
Melhor se nós cantássemos os três..."


E os três mandavam ver:

"Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça..."
[Leia mais!]

02 Agosto

Mais esquisitices geniais

Ao contrário da tia do post abaixo, eu não estapeio a pantera, que quando faço me dá ganas de matar e roubar, mas tenho impressão de que se estapeasse mesmo comporia coisas assim:

Running to the station holding hands
Now the volcano is flowing red
Something there will change us into sand

Now we'll be forever holding hands
Lava and tephra will form our bed
Now the royal flames of Pompeii bless
All our senses...


E, delírio final, ainda poria um título como Pompeii Am Götterdämmerung (7Mb, macacada), condizente com uma banda que se chamasse Flaming Lips.

E me pegaria ouvindo, uma vez atrás da outra, emocionado como há muito tempo não ficava...
12:32:45 - Pinto - 1 comentário

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