:: home :: posts passados :: etilíricas :: je me souviens :: microcontos ::


A hora do DJ Mandacaru

Velharias musicais sempre fresquinhas.


.:: mês anterior :: :: :: :: September 2006 :: :: :: :: próximo mês ::.

29 Setembro

Ô-lê-lê, Ô-lá-lá

Carimbó, Sirimbó, Siriá

Muito procurado, finalmente encontrado: Pinduca, um dos maiores expoentes da cultura musical paroara (não é o maior porque perde por alguns centímetros para a alta combustão de Fafá de Belém), em três momentos de glória:

Sinhá Pureza

Carimbó do Macaco

O Caçador, que o pessoal de Cabaceiras cantava para o expedicionário Zeno quando este desfilou a coleção primavera/verão da Mandi (Osklen? Forum? Calvin Klein? Victoria's Secret?) pela cidade.
15:09:42 - Pinto - Comentar

21 Setembro

“Cê”, de cincronia


Ouvido, soa mais ou menos assim: “Estomavir, Estomavir”, parecendo o jingle de alguma beberagem anti-dispéptica. Mas é apenas o Caê cantando “Por Quê”, de seu último disco, “Cê”.

Ele repete 28 vezes, com sotaque lusitano, “Estou-me a vir”, para concluir, perplexo: “E tu como é que me tens por dentro? Por quê não te vens também?”

Ó, quer saber? Dessa vez tô do lado do Caetano. Não foi por falta de aviso.

Todo homem tem seu preço

Vamos combinar que certas coisas vocês só vão ler aqui no HZ.

Por exemplo, prezada leitora vai fazer festinha de aniversário e quer saber quanto custa contratar artista pra animar a bagaça. O HZ tem a resposta.

Se o gosto da freguesa pender mais para o pop, podemos sugerir um show da Ana Carolina: R$ 85 mil, mais 17 passagens a partir do Rio, mais uma a partir de Salvador. Mas por R$ 20 mil ela pode levar o Arnaldo Antunes. Ou o Edson Cordeiro, por R$ 8 mil. Tudo depende do gosto e do bolso. Se o maridão resolver abrir a burra, chama logo o Jota Quest: só R$ 110 mil, mais vinte passagens de BH, mais duas do Rio. Aí, pra agradar o distinto, a patroa pode completar com um show da Kelly Key (R$ 20 mil); ou melhorar a qualidade do whisky e chamar a Gretchen (R$ 5 mil) ou a Rita Cadillac (R$ 4 mil).

Se a idéia é botar fogo na festa, melhor chamar a turma do rock. Barão Vermelho sai por R$ 60 mil, mesmo preço dos Titãs, mas tem que comprar 18 passagens a partir do Rio. O Rappa já vai pra R$ 130 mil mais 21 passagens de quatro lugares diferentes do Brasil. Pitty só R$ 60 mil, Supla, R$ 10 mil, Supla e João Suplicy, os mesmos R$ 10 mil, Supla, João e Eduardo não tem preço.

Se você ainda é ligada naquele lance nacional-popular, temos diversas opções de samba e axé. O Zeca Pagodinho vai custar ao bem-amado R$160 mil, mais passagens pra metade da população de Xerém: 30 cabras. Seu Jorge já sai mais em conta: R$ 75 mil. Baratinho mesmo é o Salgadinho – R$ 10 mil, dá até pra incluir nos quitutes da festa. Babado Novo (R$ 220 mil) e Chiclete com Banana (R$ 160 mil), só se você for do ramo certo da família Setúbal.

Quando o Pinto foi inaugurar a laje do pied-à-terre que ele comprou lá no Capão Redondo quis chamar o Fundo de Quintal: custaria R$ 25 mil, o que inviabilizaria a construção do puxadinho que sediará o headoffice do HZ GmbH (a maioria preferia Inc., mas o moço-que-nos-ajuda é germanófilo, fazer o quê?).

A festa temática tá mais pra Sodoma&Gomorra? Tati Quebra Barraco sai por R$ 38 mil. Já o Gaiola das Popozudas, só R$ 8 mil, uma pechincha. Pro Calcinha Preta baixar na sua festa, vão te cobrar R$ 60 mil, mais 32 passagens a partir do Ceará. Já o Bicho de Pé custa R$ 7 mil, e essa diferença prova o quê?

Bom, o cardápio é extenso e oferece mais opções nas áreas de “MPB e Romântico”, “Reggae”, “Blues”, “Sertanejo”, “Country”, “Regional”, “Clássico e Instrumental”, “Infantil” e “Humorista”.
Vai pedir o quê, freguesa?

14 Setembro

Ao mestre com carinho

Ela é fanha. Ele é esganiçado. Uma combinação perfeita. Natalie Merchant, minha paixão de longa data, e Michael Stipe, idem, atualizando a trilha do filme. Eu adoro, mas tenho impressão que o mestre DJ Mandacaru não.
18:01:29 - Pinto - 2 comentários

06 Setembro

Música é cultura

Quando a gente achava que Michael Jackson já tinha dado tudo que tinha que dar, eis que surge o Brega do Rubi.

Esta pequena amostra do que o tecnobrega é capaz tem apenas 3Mb fica à sua disposição pelos próximos sete dias. Não perda nem morta!
15:00:57 - Pinto - Comentar

04 Setembro

Um Garoto da pesada



Aníbal Augusto Sardinha, o terceiro da troika. Nasceu em 1915, Sampa, e inventou o jeito moderno de tocar violão no Brasil. Aos 11, ganhou concurso em programa de auditório e virou o “Moleque do Banjo”. Aos 18 já era conhecido como Garoto e tocava, além de banjo, cavaquinho, bandolim, violão-tenor, guitarra havaiana e violão. Fez sua vida profissional entre Sampa e Rio, mas houve uma curta temporada nos EUA, onde acompanhou Carmen Miranda. Entre suas músicas mais conhecidas, estão Duas Contas e Gente Humilde, com letra póstuma de Vinicius de Moraes, além de São Paulo Quatrocentão, que sua avó deve conhecer pois vendeu mais 700 mil discos na época. Bateu com as sete aos 39. Defeito na bomba. [Leia mais!]

01 Setembro

Segundão



Só pra aproveitar o embalo: quatro faixas com o segundo dos três maiores violonistas brasileiros de todos os tempos na minha arrotante opinião.
As faixas estão no LP Berlin Festival – Guitar Workshop, lançado em 1967, que eu saiba nunca relançado em formato digital. Do workshop também participaram Jim Hall e Barney Kessel (foto do alto), Elmer Snowden (embaixo, à esq.), o Baden Powell (centro) e o Buddy Guy.
Separei as três do Baden: Garota de Ipanema (1MB), Samba Triste (1,7MB) e Berimbau (1,6MB), tudo ao vivo, tudo da maior qualidade.

De contra-peso, Manhã de Carnaval (2,6MB), com Jim Hall e Barney Kessel.

Trilha sonora de uma morte anunciada

Pinho nobre

Conheci o Raphael Rabello por volta de 1984. Estava de saída do Vou Vivendo (boteco de São Paulo, que já não mais existe), quando um grande amigo (o pianista “Tio” Laercio de Freitas) nos convidou: "Vão embora, não, que o Zé Menezes está chegando com o pessoal da Camerata Carioca". Era meio de semana, eu tinha que acordar cedo no dia seguinte, mas o "Tio" não é de fazer convite pra escutar besteira. Tomamos mais uns chopes (não, não comemos dois pastel) até a chegada do Zé com um garoto que eu nunca vira antes. Acomodamo-nos num mesão redondo -- de sapo só minha mulher eu, o resto tudo fera: Heraldo do Monte, Paulo Bellinatti, Edson José Alves. O violão foi passando de mão em mão (mais na mão do Zé, aos 63 anos inegavelmente o patriarca da mesa) até chegar no tal garoto, que ainda não abrira a boca. O moleque começou a tocar e aí quem não mais abriu a boca foi o resto da mesa. Ao lado dele, o Zé Menezes, com ar orgulhoso e sorriso sacana, como quem diz: "Por essa vocês não esperavam, né não?".

Começou ali uma paixão que perdura até hoje. Já incomodei amigos em Nova York para procurar o disco que ele gravou com o Romero Lubambo. Tenho disco do Ney Matogrosso só porque o Raphael toca nele. Quase cometi a bobagem de levar gravador para show da Gal só para registrar os trechos em que ele tocava. Praticamente, não houve vez que o Raphael viesse tocar em Sampa que eu não estivesse na platéia, inclusive naquele dia de 1989 em que a Monique Gardenberg subiu no palco do Teatro Cultura Artística para comunicar que ele não iria se apresentar, conforme o programa, porque havia sofrido um acidente de carro, nada muito grave, o Heraldo do Monte iria substitui-lo. Fiquei apreensivo, mas não arrasado, como ficaria se soubesse da tragédia que estava se iniciando. [Leia mais!]

.:: mês anterior :: :: :: :: September 2006 :: :: :: :: próximo mês ::.