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Tectum Intuentes

Ociosidade produtiva - textos reflexivos, anotações íntimas, sacanagens e demais ressentimentos.


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31 Outubro

Roll call, ou o epicentro paulistano

Quiz para os leitores:

Num mesmo lugar, numa mesma noite (ontem), estavam presentes, por ordem crescente de importância:
-Preta Gil
-Ruy Ohtake
-Marco Nanini
-Marina Lima
-Milton Hatoum
-Patricia Pilar
-dois dos três membros fundadores do blog Hipopótamo Zeno GmbH
-a comentadora mais perspicaz do citado blog
-and last but always first, Sabrina Sato.

Onde estavam estas pessoas todas? Cartas para a redação. O(a) vencedor(a) ganha uma sessão grátis de mud sex na Clínica Nínive ("Um sopro de Mesopotâmia em sua vida").
09:30:58 - Zeno - 18 comentários

Cobras criadas

FHC, cadê você?

Voltamos ao tema da reeleição no ofídico traço de LFV. Aliás, já citado aqui.
09:30:00 - Pinto - Comentar

30 Outubro

Uma motocicleta vietnamita às segundas

eu e não-eu

(crdt da foto: hans kemp; da dica: laurent c.)

(a foto faz parte de uma série que publicaremos aos poucos se o provedor, a banda e o japonês dono do botequim permitirem)
06:42:00 - Zeno - Comentar

24 Outubro

Ao Zeno, com carinho



Dossiê bom é assim: a gente tem, a gente mostra. E não cobra nada por isso.
12:08:53 - Pinto - 3 comentários

19 Outubro

A história do samba, vista do morro (de Saint-Victoire)

Junte um pesquisador paulista branquelo, um diretor cênico russo, uma coreógrafa gaúcha, um elenco de mais de 100 pessoas e um francês navajo pra filmar tudo e o resultado, o espetáculo Um Minuto de Silêncio, pode ser visto hoje, terça, quarta e quinta da semana que vem no Sesc Anchieta, às 21 horas.
13:47:47 - Zeno - 1 comentário

Um tijolinho a mais para sua estante

Eu moro aqui

Já que há tempos não se resenha um livro nestas plagas, aqui vai o começo de uma história: "A linha de sombra", poemas de Emily Dickinson do Conrad, chega pelo correio com a capa recoberta em cimento. Um bibliófilo patológico é morto em circunstâncias estranhas. Una essas duas pontas e entregue-se ao instigante A casa de papel, do argentino-uruguaio Carlos María Domínguez, que escreveu um dos melhores livros do ano até aqui.

Brauer, o bibliófilo em questão, dono de uma biblioteca gigantesca, criou um peculiar sistema de classificação fundamentado em algoritmos matemáticos e idiossincrasias de fazer inveja ao nosso Zeno, conforme quisemos demonstrar aqui. Dentre esquisitices tantas, classificava Dostoiévski ao lado do argentino Arlt, por afinidade de enredos, mas não junto ao compatriota russo Tolstoi. E, por próximos que fossem, jamais punha lado a lado autores que não se bicassem, como Martin Amis e Julian Barnes, amigos e depois rompidos, e Borges e Lorca, a quem o portenho uma vez tachou de "um andaluz profissional".

Trecho fundamental: "Nós, leitores, espiamos a biblioteca dos amigos, mesmo que seja só como distração. Às vezes para descobrir um livro quer queríamos ler e não temos, outras para saber de que se alimentou o animal que está à nossa frente".

Se "A casa de papel" tem um defeito é o de ser curto. Acaba-se e fica-se querendo mais. É delicioso. Em compensação, custa só um pouquinho mais que a Men's Health.

Quanto ao Zeno, já avisou que não atende nem telefone este fim-de-semana porque quer rearrumar as prateleiras. TOC contagia mesmo à distância.

(crdt pela indicação: o sempiterno férdinand côstes)
13:29:21 - Pinto - 5 comentários

18 Outubro

To piauí or not piauí

Dando prosseguimento à série de resenhas de banca de jornal, temos o lançamento da piauí, a revista do churrasqueiro com conceito*. Para usarmos as categorias epistemológicas consagradas pelo mestre Daniel Piza, dividamos (ops) os artigos em três grandes grupos e dois subgrupos:

Gostamos: da reportagem sobre Fidel, do guia turístico da Molvânia, dos quadrinhos do Brecht.

Gostamos muito: das fotos espetaculares do Orlando Brito, do incontornável, mas às vezes preguiçoso texto do Lessa, do perfil do operário que caiu do andaime e do registro do voto do Roberto Jefferson (aliás, a seção Esquina promete ser a melhor dentre as seções fixas da revista).

Não gostamos: do texto do Ian Frazier, do conto do Rubem Fonseca, do papagaio do Pompeu de Toledo, dos quadrinhos do hipopótamo (questão de demarcação de território), do diário da novaiorquina.

Indiferentes: as reportagens do telemarketing e do brasileiro seqüestrado no Iraque, o horóscopo, a macaquinha africana.

Melhor texto da revista: Danuza Leão sobre o estilista Guilherme Guimarães.

E um pitaco sobre a indiferença que alguns textos da revista despertam, mesmo que não incluídos na categoria epistemológica respectiva: talvez pela presença do João Moreira Salles (que escreve bem à beça, diga-se) à frente do projeto, acontece aqui o mesmo problema que acomete boa parte dos documentários vistos nos últimos tempos: a falta de transcendência. Em casos bem-sucedidos, o registro colado, rente aos fatos, recortando em minúcias tal ou qual evento ou série de eventos documentados (pode escolher o assunto, o leque de filmes recentes é bem amplo) produz como resultado algo mais que não o tal registro, um pulo do gato dialético (ops) que alterna imanência (ops) e transcendência, que é mais que a soma dos pedacinhos, que está atento ao objeto mas com uma piscada universalizante e, mais importante, que não permite ao espectador que veja o andaime que produz o tal pulo de uma coisa à outra. Quando não dá certo, ficamos vendo um desfile de irrelevâncias que só na cabeça do diretor ou do autor do texto têm importância, como se aquele amontoado meio paratático de elementos guardasse um significado importante que os citados esperam que brote também na cabeça do espectador/leitor por obra do Espírito Santo.

*crdt cam seslaf
11:14:47 - Zeno - 11 comentários

17 Outubro

Receita de omelete sem quebrar os ovos

Continuando nossa série de posts culinários, ontem à noite, no Roda Viva, tivemos a receita de como jantar meia dúzia de jornalistas sem precisar pagar sequer os 10% pro garção.
09:05:48 - Zeno - 6 comentários

16 Outubro

Direto de Leeds

Foi minha filha que me apresentou. Vocês já devem ter visto ela aqui. Há semanas ela aparece nos top 10 de direito por aqui (essa mesma, prefiro ver ao vivo), já ganhou prêmios da MTV e de desconhecida não tem nada. Pelo menos, não para o pessoal com 20 ou 30 anos a menos do que eu, que estou chegando agora.

O nome, as roupas, a voz, tudo lembra as garotas negras da Virginia, mas ela é filha de um indiano e uma inglesa de classe média, da cidade de Leeds. O encaixe perfeito das peças que montam a garota-negra-de-R&B-que-cantava-na-igreja me faz pensar se tudo não passa da boa mão de um produtor atento. Mas isso, o DJ Mandacaru explica pra gente depois.

Com vocês, Corinne Bailey Rae. Like a star.

12:33:08 - Mathieu - 16 comentários

03 Outubro

A frase (da série: Ereções 2006)

"São Paulo é a nossa Flórida."

(crdt : el pulpo)
10:25:13 - Pinto - 1 comentário

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