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31 Janeiro

Levando fumo!

Aconteceu, virou manchete. O povo todo acha graça/se escandaliza com o Kassab, o prefeito comédia, fazendo piadinha sobre a cratera do metrô.

Quando a verdadeira piada-escândalo está no César "Blow" Giobbi achando "bonitas" as chaminés de São Paulo e lamentando a falta de mais. Sei...
23:02:20 - Pinto - 2 comentários

ponto e vírgula de vista

cigarro, pinga, mulher, aquele safado... sabe aquelas essas coisas que vc ñ larga?
anda querendo acabar seus pobremas c/ isso? [Leia mais!]

E se o salário mínimo baixasse, ou fosse zero?

Mais uma obra-prima do meu, do seu, do nosso Jon Swift, na íntegra no Leia Mais abaixo. [Leia mais!]
12:48:03 - Zeno - Comentar

Prazeres culinários

Assassinaram o camarão!

(crdt : dentão, registrando cada aberração)
11:00:00 - Pinto - 2 comentários

30 Janeiro

Eduardo Dusek + Beck = Eduardo do Beck?

21:09:20 - Pinto - 1 comentário

Perigo! Perigo!

Deu no Consultor Jurídico, grifo nosso:

"A assessoria de imprensa do Consórcio Via Amarela, reponsável pela obra, informou que o embargo não altera em nada o andamento das obras nas demais estações, que as obras na estação Pinheiros já estavam paralisadas desde o dia do acidente e que a determinação do DRT 'regulariza uma situação já existente'. Segundo o consórcio Via Amarela, as únicas atividades desenvolvidas no local são de estabilização do terreno. 'Isso [a decisão] é chover no molhado', disse a assessoria."

Sai de baixo que lá vem mais lama!

Mais, aqui.
18:35:15 - Pinto - Comentar

L'Hippopotame Zenô

Depois da grande imprensa nacional, o bloguezinho agora pauta a grande indústria - no caso, a cinematográfica francesa. Em outubro de 2004 já advertíamos (ah...) que o romance policial Fuja Logo e Demore Para Voltar daria um bom filme. Lépidos, os franceses acataram a idéia e apenas dois anos depois estrearam o filme no último fim de semana, em Paris.

(crdt da estréia: Boletim Filme B)
11:54:48 - Zeno - 1 comentário

Toda a força do Mercosul

“Quiero ser estrella en el primer mundo”

Pamela David, modelo/atriz/apresentadora argentina, mostrando que ainda há espaço para uma demonstração franca de nacionalismo em meio aos acordos de cúpulas e cimeiras.
10:44:53 - Zeno - 3 comentários

29 Janeiro

Talk of the town

Deu no Conversa Afiada, do Amorim, e em mais um monte de lugar hoje, depois que se descobriu que a sétima vítima da cratera inaugurada era um traficante: "O fato de a investigação [sobre os papelotes de cocaína e o celular do morto, com as ligações recebidas e efetuadas] não ir para o Denarc significa que não estará sob a responsabilidade do delegado Tanganelli, que considero um dos mais duros e independentes da Polícia. (Foi ele quem prendeu Edinho, filho de Pelé).Significa também que o inquérito vai ficar congelado por três meses – quando, se a investigação for profunda – se poderá responder às perguntas 'quem ligou para o Sr. Cícero?' e 'para quem o Sr. Cícero ligou?'."

Como disse o Pinto, aqui na Redação, "se vai ficar congelado três meses, os nomes dos clientes só serão conhecidos em Abril".
19:10:37 - Zeno - 2 comentários

Vai que é tua, Oliveira!

se atrasar, tem 10% de multa

Entra ano, sai ano e o André Dahmer continua sendo o cara.
11:16:47 - Zeno - Comentar

Voltamos com as resenhas de quatro palavras

O último rei da Escócia
Idi Amin Gugu Dadá.

Babel
Babel Baby, Baby Babel.
10:30:00 - Pinto - 3 comentários

Minhas férias na fazenda/no litoral/na Conchinchina

De volta à briosa cidade de São Paulo, constato que aqui é o lugar mais esquisito para se chegar, seja qual for o ponto de saída. O que lembra aquela piada, ou história verídica, não sei, da enquete de programa televisivo, com o apresentador perguntando à moça qual o lugar mais esquisito em que ela tinha "feito amor", e ela, toda catita, responde "No cu".
10:10:19 - Zeno - Comentar

connerying

o telefone toca, cena rápida.
ele no qto deitado c/o aparelho no colo esperando.

ela indaga educada: estou incomodando?
ele imediato é mesmo: profundamente.
01:32:26 - George Smiley - Comentar

27 Janeiro

este coqueiro que dá coco

enquanto isso, no subsolo do quadrilátego dos mentesecas*... [Leia mais!]
16:54:42 - George Smiley - Comentar

cabramaxima

aquela é cabra.
como, cabra?
ela só pasta onde 'tá verde.
como, verde?
é, onde tudo funciona.
funciona...?
ah, só vai onde dá tudo certo, se pára de dar, pula fora, muda prá outro/a...
hhhmmm... se quebra a cabra cobra... sei.
16:45:19 - George Smiley - Comentar

26 Janeiro

Sincerisísmico*

É uma questão de acepção. A placa de obras da Linha 4 do Metrô diz mais ou menos assim (fotos para a redação clicando aqui, por favor):

Início do trecho sujeito a ruídos (grifo nosso) de detonação.

Empreiteiro é bicho esperto: quando a gente enxerga um sinônimo de "barulho", ele apenas cojuga o particípio de ruir.

(* De sincero + suicídio perfazendo sincerícídio + sísmico, por apócope. O título deste post vai para João Gilberto, Arnaldo Antunes, Décio Pignatari e Haroldão, que já está na cratera há mais tempo, Deus o tenha)
15:07:41 - Pinto - Comentar

Por que não anda a reforma do sistema prisional

Ronaldo Vésper, sobre sua prisão, n'O Globo (de Ouro):

"Passei a pão, água e bananas".

Principalmente bananas.

(É a tal história: jornalista ganha pouco e rala pra caramba, mas de vez em quando também se diverte)
14:47:38 - Pinto - Comentar

25 Janeiro

Maravilhas da informática

Mouses (mice?) aditivados para o seu micro.

(crdt : bb)
19:47:08 - Pinto - 5 comentários

O ano em que meus pais saíram de férias

De como o excesso de didatismo bloqueia os popups da transcendência.

De qualquer forma, continua como um dos melhores filmes argentinos jamais feitos no Brasil.
11:38:20 - Pinto - 1 comentário

22 Janeiro

"Olá, meu nome é Pinto e há 10 anos não comprava uma Veja"

Troque seu cachorro por uma revista pobre

Pois quebrei o jejum ontem, por conta da capa. Cachorradas me apetecem. Li a matéria e constatei que a Superinteressante, para ficar no Grupo Abril, faria coisa melhor. A Cães&Cia, que repete o mesmo texto desde o primeiro número, também. Péssimas fotos num tema desses. Para não bronquear, resolvi valorizar o investimento e ceder ao costume do blogue, resenhando a revista como se estreasse em bancas. Lá vai: [Leia mais!]
10:41:50 - Pinto - 8 comentários

19 Janeiro

Mais uma vez a Europa se curva

Esse post aqui é para quem ainda acha que cearense é bicho normal.

O compatriota José Gerardo Barbosa Lima Filho passou a figurar no Guiness World Records como detentor da “maior coleção de diferentes versões de uma mesma música”, com 1.384 versões de My Funny Valentine. O recorde anterior era de um israelense, que tinha uma mixaria de 389 gravações de Georgia On My Mind e que já foi devidamente enviado à lata de lixo da história.

A presepada toda mereceu até um site, onde a história é contada, a coleção, debulhada, e algumas amostras grátis, ouvidas.

Para acicatar a nano, vou subir três versões: a primeira, que gerou a inguizília, é com o Chet Baker, de 1953, tirada do LP, com chiado de fundo e tudo. Deve ser ouvida com o vidrinho de Prozac ao alcance da mão. A segunda é com a Aziza Mustafa Zadeh, uma mirada oriental de um standard que não poderia ser mais ocidental na sua concepção. A terceira, nunca lançada comercialmente, foi feita especialmente para o quadragésimo aniversário do colecionador. Tem o Marco Mancini ao sax, o Rodolfo Civile ao piano, Flavio Mancini ao baixo e, se me perdoam o excesso de cabotinismo, esse modesto locutor que vos fala à guitarra.

18 Janeiro

Nota relevante

O arcanjo Gabriel Chalita, nosso muso inspirador, lança mais um livro: Eu acredito em milagres — A biografia do Padre Jonas Abib.
15:20:18 - Pinto - Comentar

17 Janeiro

Capri, c'est fini

Ética e energética

Os marqueteiros do Red Burro só podem andar tomando muito a gororoba que promovem.

Aquilo lá te dá asas, rabo, chifres, sei lá, mil coisas...
15:03:39 - Pinto - 4 comentários

Não dá pra não postar

— Alô? Eu gostaria que minha assinatura da Folha não fosse renovada.

— E qual o motivo, senhor?

— Está muito ruim. Não dá pra ler. O caderno de cultura, por exemplo, não tem "ltura" há meses.

— E por que o senhor não defende seus direitos recorrendo ao ombudsman?


— Porque tenho mais o que fazer. E prefiro defender meus direitos de outra forma. Por exemplo, lendo o concorrente. Que, aliás, é outra porcaria.

— E que sugestões o senhor daria para que a Folha melhorasse?

— Contratar gente que pensa é um bom começo. Pagar melhor também ajuda.
13:35:28 - Pinto - 4 comentários

16 Janeiro

Edulcora, meu amor, edulcora

A pedidos insistentes do nosso redator-chefe, resolvo atendê-lo e colocar aqui um poema de minha predileção, como forma de reduzir a quota de cinismo e incrementar a de glicose deste blogue.

O autor chama-se António Gedeão, pseudônimo literário de Rómulo Vasco da Gama de Carvalho (1906-1997), e a obra-prima chama-se "Impressão digital", in "Movimento perpétuo", de 1956. Diz assim, e confira se não é para emoldurar, coisa que aliás o fiz há tempos: [Leia mais!]
15:00:00 - Pinto - 1 comentário

Van filosofia

"O que é afundar numa cratera comparado a fundar uma empreiteira?"

— Bertolt Odebrecht, poeta concreto armado.
09:43:43 - Pinto - 2 comentários

15 Janeiro

Dura lex, sed lex, na internet só sedex

“As pessoas precisam aprender a aproveitar a liberdade da Internet com responsabilidade. Aliás, liberdade pressupõe responsabilidade. Por exemplo, se todos decidirem deixar de comprar CDs e DVDs para baixar de graça música e vídeos em sites ilegais de troca de arquivos, as portas do mercado fonográfico se fecharão, e os novos talentos é que sentirão em primeiro lugar a falta de espaço. O usuário precisa refletir e entender que alguns artistas disponibilizam suas obras na Internet gratuitamente em troca de divulgação e outros preferem vendê-las.”

(Da entrevista do ilustre causídico Marcelo Goyanes, no NoMinimo.)

O HZ convida a todos os leitores para reunião com o objetivo de refletir, aprender e aproveitar a liberdade da Internet com responsabilidade.

Antecipadamente agradecemos a todos que comparecerem a esse ato de fé cristã.

Obituário

Cumprimos o doloroso dever de anunciar o fechamento de duas casas de primeira necessidade:

O Cecília, que pelo menos continua a atender encomendas pelos fones 3826-2973/3662-5200, e o Kinoshita, que desistiu dos confins da Liberdade e supostamente iria se estabelecer no Itaim, onde está a moçada capaz de freqüentá-lo assiduamente sem sair ganindo.

O Chi Fu ainda não fechou e pelo visto nem vai, mas de tanto figurar na Vejinha é já que fica inacessível.

Estou inconsolável.
14:00:00 - Pinto - Comentar

Calhau

Diz-se que aquela lama toda no buracão do metrô ali em Pinheiros provém de uma editora próxima.

Que não é a Signus, aliás.
10:36:59 - hubbell - Comentar

14 Janeiro

Tandoor

O Tandoor tem um problema sério, talvez dois. Um: é o único indiano da praça na prática. Dois: encravado na área residencial no Paraíso, preocupa-se menos em atender aos comensais presentes que aos pedidos para entrega ("delivery", como se diz aqui). Fora isso, é bom. Por causa disso torna-se um estorvo.

O ambiente é agradável, a cozinha é honestíssima, mas de que adianta perguntar por uma sugestão de masala e o garçom sair-se com um "aqui a gente não sugere nada"?! Por melhor que estivessem os samosas —e estavam ótimos—, não se concebe esperar 30 minutos por eles, isso com a casa ocupada por três mesas apenas. Nem outro tanto somente pelo cardápio para pedir uma sobremesa, que demora mais outro inaceitável tanto, mas aí a lotação já era completa e o caos idem. Enquanto isso, marmitas e marmitas deixavam a cozinha nas mãos dos motoboys.

Uma pena. O frango masala estava razoável, o arroz com açafrão (mentira: aquilo era cúrcuma!) nem tanto. Mesmo porque quiséramos o branco. O garçom, indolente, foi prestimoso apenas ao avisar que a troca iria demorar. Bom sinal: ele sabia ser prestimoso, afinal. Que escolha? Resultado: conta mais cara e saco mais cheio. Aliás, tem um efeito psicológico terrível cobrar os molhinhos dos samosas à parte, uma vez que eles surgem sem ser convidados, como complemento natural do pedido. Ninguém se apercebe nem me garante que não sejam reutilizados, nem eles valem aquilo. Combinado ao serviço desastrado, soa a velhacaria.

Digressão para investigações futuras: não sei o que indianos têm contra sobremesas e bebidas geladas.

Nota: quando acertarem o serviço e o dilema da entrega em domicílio versus atendimento às mesas, 7,5 miojos. Até lá, nenhum.
12:26:55 - Pinto - 7 comentários

Nova aquisição

O blogue da Farah Diba

Senhoras e senhores, com vocês Mme. Mean.

Há mais tempo, aliás.
11:03:17 - Pinto - 1 comentário

last orders, ou ñ é francis mas tamen ñ acaba em pizza

caine, michael caine

ainda há esperança.
dry, pero hay.

13 Janeiro

matrix, ou lá vem o negão, cheio de paixão, ticatá, ticatá, ticatá...

ia fazer, mas vai pro maestro ido.

o tecido é inteligente, o usuário um astronauta,
ou uma debilóide féchon
o carro é inteligente, o piloto um distraído,
ou uma mula ao volante
o prédio é inteligente, o escritório um cofre onlaini,
ou um porta-portalmofadadas
o sistema é inteligente, ao cretino só vasta um botão,
e os segurança é anarfa mas de terno [Leia mais!]

Bento Prado Jr (1937-2007)

O JUMENTO E A ROSA

Dois Budas sobre a mesa e,
(entre)
intranqüilo e vigilante,
eu mesmo, Bento Prado.

Que é um Buda? Quem sou?
Mas que é, pergunto,
um Buda, na realidade?
Juiz, argonauta, frade
audaz navegador, fugaz defunto?
Ou sou eu mesmo, engrandecido,
ao meu curto tamanho devolvido?

Um Buda é um Buda, como
uma rosa é uma rosa, mas o Bento,
claro rebento de uma estirpe rara,
é menos do que o Prado e, - jumento! -
é muito menos do que um Buda.

(da antologia Filosofemas, de 1987, editada por Massao Ono)
09:39:10 - Zeno - 5 comentários

12 Janeiro

Grandes nomes da Filosofia e do Show de Calouros

A cultura é inimiga da razão, painho

Pedro de Lara. É coisa nossa.

(crdt : lf brócoli, pela lembrança)
15:14:24 - Pinto - 4 comentários

A sinceridade é uma forma de incompreensão

"Era um coisa tão estranha. Estranha, sabe? Como se, de repente, a gente pudesse dizer qualquer coisa. Apertar docemente as mãos de uma mulher muito feia e dizer: 'Francamente, como deve ser difícil viver com essa cara...'. Uma coisa assim, estranha."

Ricardo Piglia, Meu Amigo.
07:22:00 - Zeno - 1 comentário

11 Janeiro

Sangue, suor e lágrimas? Não, água, sal e areia

"Essa internet é foda."

— La Ciscarelli, aquela a quem dói aparecer como coitada, mas é infensa à dor do coito em si.
15:18:20 - Pinto - 3 comentários

30 dicas para escrever bem

A Inbox continua bombando:

1. Deve evitar ao máx. a utiliz. de abrev., etc.

2. É desnecessário fazer-se empregar de um estilo de escrita demasiadamente
rebuscado. Tal prática advém de esmero excessivo que raia o exibicionismo
narcisístico.

3. Anule aliterações altamente abusivas.

4. não esqueça as maiúsculas no início das frases.

5. Evite lugares-comuns como o diabo foge da cruz. [Leia mais!]
14:30:42 - Pinto - 1 comentário

Meteorologia

Deu na Inbox:

"Amigos, o tempo aqui no interior de Goiás tá ótimo".

(crdt : dr. clapime)
14:24:47 - Pinto - Comentar

In God we trust

- E você, o que faz?
- Eu mexo com dólar.
- Amém.

(da série "Eu mexo com...")
09:21:10 - Zeno - 2 comentários

10 Janeiro

A incompreensão é uma forma de amor

Phármakon existencialista

Maurice Ronet, pra que o Daniel Craig não vire referência masculina aqui do botequim.
12:30:53 - Zeno - 2 comentários

Adocica, meu amor, adocica

Rubem Alves estava entre nós, ou quase. Tendo por testemunho duas garrafas do legítimo Juanito El Camiñero no momento histórico & histérico que foi a noite de ontem, baixou a Pollyanna moça no nosso redator-chefe, Zeno, que assim externou sua preocupação com a política editorial deste blogue:

"Precisamos dosar o cinismo e ser mais doces".
[Leia mais!]
11:23:04 - Pinto - 7 comentários

Nota de esclarecimento

Recebemos agora de manhã correspondência do Ministério de Economia da Grã-Bretanha agradecendo o consumo de uísque registrado na noite de ontem, muito acima da média mundial, por ocasião do encontro de todos os cinco abnegados que escrevem aqui no blog, pela primeira vez juntos numa mesma mesa de bar. O Ministério manda também sinceros votos para que novos encontros assim se repitam, para o bem da balança comercial da Ilha. O que são as reclamações de nossos fígados diante da felicidade e do bem-estar de milhões de pessoas?
10:33:40 - Zeno - 1 comentário

Filmes de 2006 em 2007

Aproveitando o gancho, vamos a um breve apanhado de filmes em cartaz no momento em SP, para quem ainda está vagabundeando na cidade:

Infiltrados: o Scorsese, coitado, dobrou alguma esquina em meados dos anos noventa e não se achou mais. Aos adjetivos, pois: filme paquidérmico, gorduroso, elefantino. As boas idéias são todas do filme original de Hong Kong. Cenas que na versão original eram feitas com 3, 4 planos o Scorsese gasta 10, 12. Com duas horas de filme eu me arrastava pela cadeira, pedindo a misericórida das luzes acesas – que só vieram 31 minutos depois. A única idéia própria é o inchaço do personagem do Jack Nicholson, que é só OK. O namorado da Gisele Bündchen está bem, mas eu não saio de casa só pra vê-lo em ação. E o Mark Wahlberg deveria ganhar o Prêmio de Interpretação Mais Equivocada em Filme Mainstream Dos Últimos Anos. Mas a culpa não é dele, claro.

Crocodilo: pela régua estabelecida pelo próprio Nanni Moretti, o filme leva um 7,5 esforçado. A minutagem excessiva atrapalha, faz o filme soar mais desconjuntado do que na verdade é, afogando os bons momentos em outros menos felizes, o que levanta a lebre de que o Moretti talvez se dê melhor em formatos e minutagens menores, como no Aprile e no Caro Diário. Mas sempre vale conferir o que tem a dizer o maior cineasta italiano em atividade, além da diversão extra-fílmica que é a platéia (aqui em SP, pelo menos), uma imensa esquerda saudosa e desamparada em busca de uma voz que a redima, em nome dos velhos tempos do PCI.

Casa Monstro em 3D: saia djá de casa e vá ver. Os tais óculos e a ilusão do 3D são sensacionais. Mesmo. O filme é só bacaninha, mas não importa: a forma triunfará sempre sobre o conteúdo.

Volver: o Pinto já resenhou o filme aqui, mas de qualquer modo é sempre um mau sinal quando a melhor coisa de um filme são os créditos finais. E como bem observou o nosso George Smiley, a Penélope Cruz só fica gostosa em filme rodado em solo espanhol. Deve ser a água.

Cassino Royale: Uau. E uau de novo. Filmaço, irrepreensível, montagem estupenda, uma aula de ritmo e de estrutura de roteiro, ousado a ponto de desmilingüir a história por uns 40 minutos de filme (toda a seqüência do pôquer) e depois arrematar o troço com o epílogo ladrão de folego em Veneza. E o pedreiro? Tá bem à beça. Um Bond que ainda não se refinou (e o diálogo sobre o dry martini deve ser o melhor do filme), truculento, físico e meio masô - aliás, exatamente como no livro. Um Bond incompetente, o que foi destacado nos jornais, mas ninguém lembrou de mencionar o melhor exemplo disso, as três ou quatro vezes em que ele tenta seguir alguém em ruas e lugares públicos e é sempre detectado... Quanto às picuinhas, a música da abertura e a própria abertura são ruins. E a Eva Green poderia ser melhor utilizada (sugestões de uso nos comentários, por favor). Mas para quem, como eu, estava órfão de um bom filme do 007 desde a estréia do Timothy Dalton em Living Daylights (de 1987!), o filme é um alívio, o primeiro em muitos anos em que os malditos "valores de produção" não se sobrepõem ao resto.
09:32:56 - Zeno - 4 comentários

09 Janeiro

Filmes de 2006

E começou a temporada de caça às listas de melhores filmes do ano passado. Neste link, cortesia do pessoal da revista Contracampo, a lista completa dos filmes exibidos no ano passado, na praça do RJ (mais ou menos a mesma de SP). Diletantismo ou perversão, acho sempre prazeroso passar os olhos e descobrir quantos filmes novos vi no ano passado – fica o convite para o nosso público fazer o mesmo. Do total de uns 320 filmes, vi apenas 37, o que desqualifica de antemão meus pitacos – uêba. Dos filmes ditos independentes ou de circuito alternativo, nada memorável a registrar – bom, vá lá: Caché, do Haneke, tinha boas idéias. Do cinemão, duas obras-primas, Cassino Royale e Munique, e dois na trave, Flags of Our Fathers (que ainda não estreou comercialmente) e Piratas do Caribe 2. E é só.
Já a lista do Jonathan Rosenbaum, nosso guru de sempre, não dá nem pra postar como fizemos em anos anteriores (2004 e 2005), tamanha a quantidade de filmes que não chegaram aqui. A lista da revista Film Comment, reproduzida na íntegra no Leia Mais abaixo, foi citada no blog de cinema da Ilustrada da Folha de S. Paulo. [Leia mais!]
19:07:05 - Zeno - 5 comentários

08 Janeiro

Eu me lembro

Eu me lembro da tática infantil do "Bom princípio!" e do dinheiro bom que ela gerava.
11:53:25 - Zeno - 5 comentários

Fit as a fiddle, I'm ready for 2007

Nunca entendi direito a história das promessas de início de ano, principalmente as de índole, hum, sensível-generalizante, como "Prometo entender melhor meu semelhante", "Prometo cuidar mais dos animais", "Prometo ter mais paciência", "ser menos egoísta", etc. Como esta é a primeira segunda-feira pra valer do ano, achei por bem compartilhar com nossa seleta nanoaudiência os dois desejos acacianos que a cada janeiro pulam na minha frente: grana e tempo. A primeira pra comprar os livros que quero ler, os filmes que quero ver, os cardápios e álcoois que quero ingerir e as passagens aéreas para presentear minha sogra e meu cunhado. O segundo, claro, pra usufruir com calma cada uma das quatro coisas acima, que, somadas, servem muito mais à causa de se tornar um ser humano melhor que qualquer promessa bem-intencionada dirigida ao nosso crudelíssimo espelho matinal.
09:02:05 - Zeno - 5 comentários

06 Janeiro

Bye Bye, So Long

Corre o risco de ganhar o título de post mais non sense de um ano que mal começou. As 14 Mais de um cara que nunca sequer chegou perto de um computador e que hoje ouve música numa rádio que ainda hei de sintonizar.

Boa noite, pai. [Leia mais!]

03 Janeiro

O verdadeiro crime de colarinho branco

Livro de cabeceira

Oompa Loompa é nosso pastor e peruca não nos faltará.

(crdt da marmota : uma matéria deliciosa da piauí deste mês)
22:51:07 - Pinto - 2 comentários

02 Janeiro

Triunfos do manajument

Um banco para chamar de seu

Um exemplo da agressiva estratégia de marquetingue do Banco do Brasil para começar o ano ampliando sua base de clientes, como está nos jornais de hoje: eis que, agredindo o bom-senso e os manuais básicos de identidade corporativa, o banco resolve "adotar" o nome dos clientes, vilipendiando sua logomarca e confundindo a cabeça de todo mundo. Já explico.

Quanto custou esse assomo de "customização" pouco importa, que o banco é público e quem arca com a presepada somos eu, tu e o rabo do tatu, mas é o caso de relatar o que ocorreu há pouco aqui na fiRma: o cara da informática, justo ele, visitou a página do BB e encontrou lá o "Banco do Bruno". Desconfiado de que se tratasse de ação de algum hacker ou algo pior, ligou para o atendimento telefônico do Banco do Brasil e ouviu a confirmação de que "deve ser algum vírus no seu computador".

Agora imagine explicar o imbróglio todo à dona Renata, lá dos Cafundós do Judas, aquela mesmo a quem o banco tem a maior dificuldade de explicar os procedimentos de segurança ao acessar o site...

CNN News Update: c.q.d, aqui.
15:14:34 - Pinto - 9 comentários

Rong He

A redação deste blogue é dividida em duas facções: há os que acham que chineses fazem bons filmes, há os que acham que fazem boa comida. Eu fico entre os últimos. Por uma razão simples: em se tratando de bilhões de pessoas, é muito mais complicado entreter —leia-se "pacificar"— estômagos que mentes. Vá ver um filme chinês qualquer e depois dirija-se a restaurante idem, por mais mequetrefe que seja, e você compreenderá o ponto. Os comensais estarão mais à vontade que os atores, o enredo será muito mais criativo e isso é só o começo. Mas digressiono.

O Rong He fica já no final da Rua da Glória, na Liberdade (onde mais?), e em quase tudo difere do Chi Fu, duplamente resenhado aqui. A começar pelo atendimento (cortês e em língua de cristão), pela higiene (impecável), e pelo fato de aceitar cartões de crédito, cuja ausência não seria uma falta grave, pelo que se dirá logo a seguir. Em comum, os preços atrativos (escrever "ridículos de barato" é correr risco desnecessário de pagar mais na próxima conta) e a culinária deliciosa, neste caso especializada em massa chinesa.

As massas são fresquíssimas, elásticas e vêm imersas em molhos saborosos. A carne utilizada é o músculo, que embora mais saborosa podia ser melhor limpa das nervuras. Os "gyoza" (ou "dim sum", para os íntimos) são sutis e obrigatórios em várias versões. Como não há porções mistas, peça todos e leve uma marmita para seu cachorro. Ele agradecerá. Sou cachorro no horóscopo chinês e agradeci. Por razões de reprodução da espécie, não fiz os pedidos corretos, mais apimentados e de frutos do mar ou porco, mas não é nada que não possa ser corrigido numa breve revisita. Atração à parte é ver o "aquário" com o maître pâtissier (não sei dizer isso em português ou chinês) esculpindo macarrões com as mãos (!) —um espetáculo de prestidigitação que desafia a dinâmica dos sólidos, revoga a lei da persistência da retina e clama por uma visita do pessoal da DRT para conferir se pelo menos estão pagando bem àquela criatura.

Nota : 8 miojos, com viés de alta.
13:04:07 - Pinto - 11 comentários

01 Janeiro

Retrospectiva 2006 X Previsões 2007

Assistência tétrica

(crdt : dr. clapime)
19:26:59 - Pinto - Comentar

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