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Filmes esquisitos

Nós gostamos mesmo é do escurinho.


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30 Janeiro

L'Hippopotame Zenô

Depois da grande imprensa nacional, o bloguezinho agora pauta a grande indústria - no caso, a cinematográfica francesa. Em outubro de 2004 já advertíamos (ah...) que o romance policial Fuja Logo e Demore Para Voltar daria um bom filme. Lépidos, os franceses acataram a idéia e apenas dois anos depois estrearam o filme no último fim de semana, em Paris.

(crdt da estréia: Boletim Filme B)
11:54:48 - Zeno -

29 Janeiro

Voltamos com as resenhas de quatro palavras

O último rei da Escócia
Idi Amin Gugu Dadá.

Babel
Babel Baby, Baby Babel.
10:30:00 - Pinto -

27 Janeiro

este coqueiro que dá coco

enquanto isso, no subsolo do quadrilátego dos mentesecas*... [Leia mais!]
16:54:42 - George Smiley -

25 Janeiro

O ano em que meus pais saíram de férias

De como o excesso de didatismo bloqueia os popups da transcendência.

De qualquer forma, continua como um dos melhores filmes argentinos jamais feitos no Brasil.
11:38:20 - Pinto -

10 Janeiro

Filmes de 2006 em 2007

Aproveitando o gancho, vamos a um breve apanhado de filmes em cartaz no momento em SP, para quem ainda está vagabundeando na cidade:

Infiltrados: o Scorsese, coitado, dobrou alguma esquina em meados dos anos noventa e não se achou mais. Aos adjetivos, pois: filme paquidérmico, gorduroso, elefantino. As boas idéias são todas do filme original de Hong Kong. Cenas que na versão original eram feitas com 3, 4 planos o Scorsese gasta 10, 12. Com duas horas de filme eu me arrastava pela cadeira, pedindo a misericórida das luzes acesas – que só vieram 31 minutos depois. A única idéia própria é o inchaço do personagem do Jack Nicholson, que é só OK. O namorado da Gisele Bündchen está bem, mas eu não saio de casa só pra vê-lo em ação. E o Mark Wahlberg deveria ganhar o Prêmio de Interpretação Mais Equivocada em Filme Mainstream Dos Últimos Anos. Mas a culpa não é dele, claro.

Crocodilo: pela régua estabelecida pelo próprio Nanni Moretti, o filme leva um 7,5 esforçado. A minutagem excessiva atrapalha, faz o filme soar mais desconjuntado do que na verdade é, afogando os bons momentos em outros menos felizes, o que levanta a lebre de que o Moretti talvez se dê melhor em formatos e minutagens menores, como no Aprile e no Caro Diário. Mas sempre vale conferir o que tem a dizer o maior cineasta italiano em atividade, além da diversão extra-fílmica que é a platéia (aqui em SP, pelo menos), uma imensa esquerda saudosa e desamparada em busca de uma voz que a redima, em nome dos velhos tempos do PCI.

Casa Monstro em 3D: saia djá de casa e vá ver. Os tais óculos e a ilusão do 3D são sensacionais. Mesmo. O filme é só bacaninha, mas não importa: a forma triunfará sempre sobre o conteúdo.

Volver: o Pinto já resenhou o filme aqui, mas de qualquer modo é sempre um mau sinal quando a melhor coisa de um filme são os créditos finais. E como bem observou o nosso George Smiley, a Penélope Cruz só fica gostosa em filme rodado em solo espanhol. Deve ser a água.

Cassino Royale: Uau. E uau de novo. Filmaço, irrepreensível, montagem estupenda, uma aula de ritmo e de estrutura de roteiro, ousado a ponto de desmilingüir a história por uns 40 minutos de filme (toda a seqüência do pôquer) e depois arrematar o troço com o epílogo ladrão de folego em Veneza. E o pedreiro? Tá bem à beça. Um Bond que ainda não se refinou (e o diálogo sobre o dry martini deve ser o melhor do filme), truculento, físico e meio masô - aliás, exatamente como no livro. Um Bond incompetente, o que foi destacado nos jornais, mas ninguém lembrou de mencionar o melhor exemplo disso, as três ou quatro vezes em que ele tenta seguir alguém em ruas e lugares públicos e é sempre detectado... Quanto às picuinhas, a música da abertura e a própria abertura são ruins. E a Eva Green poderia ser melhor utilizada (sugestões de uso nos comentários, por favor). Mas para quem, como eu, estava órfão de um bom filme do 007 desde a estréia do Timothy Dalton em Living Daylights (de 1987!), o filme é um alívio, o primeiro em muitos anos em que os malditos "valores de produção" não se sobrepõem ao resto.
09:32:56 - Zeno -

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