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Filmes esquisitos

Nós gostamos mesmo é do escurinho.


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30 Julho

Às vezes o xeque é mate

Cena clássica d'O Sétimo Selo, de 1956

RIP Ingmar Bergman (1918-2007).
14:41:53 - Pinto - 2 comentários

13 Julho

Cinema é a maior diversão

"Você por aqui, Gandalf?!"

Do cartaz de divulgação do filme "O dono do mar", baseado no livro homônimo do mesmo autor de "Marimbondos de fogo", citamos a foto acima e o texto abaixo:

"Poucos escritores criaram imagens com tanta cor."
Marcelo Rubens Paiva

"Obra monumental."
Claude Lévi-Strauss

"Estou perplexo."
Darcy Ribeiro


De nossa parte, fechamos com o Darcy.

Porque só é possível filosofar no Maranhão.
17:16:20 - Pinto - 1 comentário

10 Julho

Medos privados em lugares públicos (2006)

Junte um diretor de oitenta e tantos anos que já fez de tudo na vida, incluindo uma dúzia de obras-primas desde os anos cinqüenta (duas delas resenhadas aqui), um conjunto de atores de primeiríssima e um texto redondo quinem o escocês que um dos personagens bebe aos galões: o resultado é essa maravilha de filme, que proporciona aqueles sorrisos de prazer estético durante a projeção, provocados por cenas de inteligência explícita na tela. Resnais põe a câmera sempre no lugar certo, sem dificuldades, e quando usa virtuosismo, o faz de maneira discreta e inesperada: bom exemplo é a seqüência próxima do final, na imobiliária - um cenário tantas vezes filmado sempre do mesmo ângulo -, em que Resnais retira a parede dos fundos da imobilária, bota a câmera de modo a filmar os atores não mais de frente, enquadrando os móveis, as janelas e as mesas a ressaltar o absurdo cômico do arranjo espacial do escritório e dos personagens. A seco, se inquirirmos o desenho traçado pelos seis personagens ao longo do filme, nenhum deles é particularmente interessante, e é só mais uma qualidade do filme o despertar nosso interesse por personagens a princípio pouco facetados (talvez pecado de origem da peça inglesa que serviu de base ao roteiro, do mesmo autor que Resnais filmara antes no díptico Smoking/No smoking). Um e outro reparo podem ser feitos, a começar por um enxugamento que seria bem-vindo das 54 minisseqüências que compõem o filme (não, não contei; quem fez isso foi o sempre preciso Jonathan Rosenbaum em sua crítica ao filme), mas são picuinhas numa obra que esbanja inteligência. Rosenbaum, aliás, faz um comentário interessante sobre o uso aparentemente contraditório do formato cinemascope no filme, já que 99% da ação se passa entre quatro paredes, o que tornaria desnecessária a generosidade do retangulozão de 1 para 2:35 do scope. Meu palpite é que se trata de mais uma virtude pública do filme adaptada a lugares privados - saia de casa, caro leitor, cara leitora, e vá agora mesmo para o cinema público mais próximo para ver com os próprios olhos e neurônios.
10:38:41 - Zeno - 1 comentário

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