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...ou então miojo

Nossas impressões sobre as cozinhas do mundo - a contrapartida sólida da Busca do Graal.


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28 Setembro

"Oooh, that looks nice"

Há mais de ano nós e o Estadão alertávamos, para espanto e indignação de nossa audiência, que o aspargo tinha "cheiro de sexo" e a atemóia, gosto. Qual não foi nossa surpresa ao receber confirmação de nossas suposições erotifrutigranjeiras de fonte insuspeita e ilibada, o trepidante Jamie Oliver em seu site de receitas rapidinhas, de pé, sobre o balcão da cozinha: apostamos que você irá olhar para figos de outra maneira, a partir de hoje.

(crdt: feirante assanhada do sacolão aqui perto de casa)
09:39:48 - Zeno -

25 Setembro

AK Delicatessen

Eu fui e você provavelmente não conseguirá: Andrea Kaufmann, que já tinha sido capa do Paladar do Estadão, acaba de ser eleita "Chef Revelação" com largo destaque pelo Guia da Vejinha, e os 30 lugares do pequeno espaço da Rua Mato Grosso (onde funcionava o Ici, me dizem) já não vão comportar tamanho sucesso. Não que a talentosa e simpaticíssima Andrea não mereça, ao contrário. Mas é que depois da Vejinha as coisas acabam ficando chaaatas...

O AK tem um patamar de preços além do aceitável para um restaurante de cozinha judaica, me garantem amigos da colônia, que tripudiam do fato de comerem de graça os mesmos pratos, preparados pelas avós. "Azar de gói, mas quase os mesmos", pondero, e já explico por quê. Um dia depois da minha visita, justo no Rosh Hashaná e antes da Vejinha entrar na história, a chef avisou que iria aumentar os preços. Parece que o dólar despencando a 1,80 tem um efeito rebote nos restaurantes, só pode, mas digressiono. Com a verba de crítico de gastronomia aqui do blogue minguando a cada dia, acho que não voltaria lá tão cedo mesmo.

Ao que interessa então: o bistrô é fenomenal, mais ainda se considerados os menos de seis meses de funcionamento. O pastrami feito em casa é inconteste o melhor de São Paulo. Os varenikes de rabada com agrião estavam divinos e o pato com repolho adocicado e risoto de parmesão com pistache, para mim, foi a melhor refeição em alguns anos. Isso porque não tinha ainda provado um biscoito de chocolate meio-amargo com purê de damasco. Quem é órfão da dona Cecília, como eu, haverá de se sentir quase confortado.

Nota: 10 miojos, apesar da Vejinha.
12:38:05 - Pinto -

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