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30 Novembro

gps

como daqui as coisa desse lugar que conviemos que chamasse brasil pudesse ser mió cumpriindida, já que desse alto e mesmo assim profundo botucatú tudo parece ficar mais rápido no colar do sabido, segue um endereço seguro. [Leia mais!]
00:40:52 - George Smiley - Comentar

29 Novembro

Fantástico

Se você está de bobeira neste domingo e sua TV digital ainda é coisa do além, este é o seu programa.

Ou fique em casa vendo o Pedro Bial e ouvindo o Cid Moreira, que dá quase no mesmo.

(crdt : nihongão)
22:39:16 - Pinto - 2 comentários

28 Novembro

Ele voltou, ou quase

O maior jornal do planeta

"Jânio Quadros: Comunistas caíram porque não sabem beber"

"Paulo Francis manda invadir Cuba"

"Deputados comprados vieram com defeito"

"Povo quer seis anos de mandato de prisão para Sarney"

"Cruzeiro muda de nome e passa a se chamar Suely"

"Candidatos epiléticos se debatem na TV"

Estas e outras sensacionais notícias daquele curioso tempo em que os caras eram ridículos, mas pelo menos sabiam ser engraçados, além dos inesquecíveis escritos de Eleonora V. Vorsky ("A vingança do bastardo"e "Calor na bacurinha"), você reencontra aqui.
22:28:31 - Pinto - 8 comentários

Meu marido/Minha mulher me abandonou, mas o chocolate será sempre fiel

E por falar em resenha de mocinha, segue diálogo recente:

— E esse troço aí, tal de ganache, como é que faz?

— Você derrete chocolate no microondas e depois joga uma garrafinha de creme de leite fresco.

— Peraí, e as quantidades?

— Ah, pruma garrafa de 500 ml de creme, uma barra de chocolate das grandes. A quantidade deve ser mais ou menos igual de chocolate e de creme. Tem de ir no sentimento, sabe?
19:18:51 - Zeno - Comentar

Mesquisitices

Ao contrário do nosso ombudsman e pedro de lara, eu leio as coisas que se chamam de imprensa no Brasil e não tenho vergonha de admiti-lo. Também não me envergonho de dizer quando não as compreendo.

Como na manchete de página do Estadão de hoje.

Se as mudanças "afugentaram as maiores petrolíferas do mundo", por que cintas caralhas d'água® o apurado foi recorde?

Aí tem.
14:59:24 - Pinto - Comentar

Receita para pseudônimo

— Já expliquei como fazer para criar um pseudônimo legal?

— Hã, não.

— A teoria é de uma amiga minha. Você faz o seguinte: pega o seu segundo nome, ou o nome de batismo, Luis, por exemplo, e acrescenta o nome da rua onde você passou a infância, ou do lugar onde você mais gostou de morar. No meu caso, Mauá. Tá pronto - e fica sempre sonoro: "Luis Mauá".

— Hã, e se o sujeito morou na Viela dos Pedreiros e tem por segundo nome Pedro? "Pedro Pedreiro" não dá, né?

— Bom, pelo menos ele já tá com a profissão garantida e foi até homenageado pelo Chico Buarque.

(crdt david brasseur)
10:40:53 - Zeno - 289 comentários

Resenha de Quatro Palavras

Leões e Cordeiros (2007), de Robert Redford

Conversa mole bem-intencionada.

(aahh, a série, aqui)
10:27:07 - Zeno - Comentar

27 Novembro

Resenha de Poucas Palavras

O passado (2007), de Hector Babenco

Sugestão para relacionamentos amorosos: fotografe seus bons momentos com máquinas digitais.

(mais da série, aqui)
12:54:38 - Zeno - 2 comentários

26 Novembro

"Dezoito centímetros e meio - e não sou eu quem diz, é o Inmetro"

E o Estadão publicou uma edição especial ontem, sobre a Amazônia, em formato de revista e com 124 páginas (!), que merece ser lida com cuidado e que tem parte do seu conteúdo disponível nos sites da empresa (jornal, Agestado, rádio Eldorado, etc). Mais não dizemos porque tem amigo nosso colaborando no troço, mas o jornal encontrou um modo, hum, peculiar de enaltecer as dimensões da reportagem: fora da revista, em uma página de divulgação no interior do jornal, estão lá os números: "19 mil fotos foram feitas etc", "135 horas foram percorridas na viagem mais longa etc", "58 metros de textos foram escritos etc". Nosso entusiasmo pelo novo sistema de mensuração textual só não é maior que nossa tristeza pelo abandono, ao menos nesta portentosa edição, da mais antiga e mais confiável unidade de medida brasileira: os maracanãs lotados, que, esperamos, voltarão o quanto antes a ser utilizados.

Donde intimamos o nosso Chefe de Redação Pinto à pesquisa: quantos metros de textos o bloguezinho já cometeu nestes quatro anos?
07:48:36 - Zeno - 8 comentários

24 Novembro

Piada de português

Sabe a última da Miriam Dutra?

O Ministério da Educação adverte: não mais o patriotismo, mas a norma culta é o último refúgio dos canalhas.
20:14:55 - Pinto - 1 comentário

23 Novembro

Sangue de Boi

E agora interrompemos nossa programação para reproduzir um trechinho de um inacreditável obituário publicado hoje (onda mais?) na Fôia de S.Paulo, grifo nosso:

A família diz que quem conheceu Carlos Roberto dos Santos quando mais jovem e o via nos últimos anos não o reconhecia -há sete anos ele deixou de beber, tido por todos como seu maior defeito, e "sua vida mudou da água para o vinho".

(crdt pela dica : armustus)
10:55:38 - Pinto - 3 comentários

22 Novembro

Resenha de Quatro Palavras

Jogo de Cena (2007)

Em pu lha ção.

(retomando nossa querida série)
08:44:13 - Zeno - 2 comentários

21 Novembro

Que Mário?

A controversa foto do painel alusivo ao Dia da Consciência Pesada não retrata Mário de Andrade, e sim nosso amigo Ricardo Soares, futuro adido cultural da Embaixada Brasileira no Sudão num eventual governo da Frente Socialista, ou sei lá como se chama aquilo lá. Uns 30kg mais moço, mas é ele.

Ou então é o Virgulino Ferreira mesmo.
16:41:56 - Pinto - Comentar

20 Novembro

Amor e felicidade

E pra compensar a sisudez alemã abaixo, o bota pra quebrar promovido pelo Al Green em duas versões ao vivo de Love and Happiness, com resfriado e nove minutos, aqui, e dando pulinhos durante treze minutos (em duas partes), aqui e aqui.

(dica da sempre solerte Sil)
11:40:47 - Zeno - 5 comentários

Prepare seus caraminguás

o Franz é coisa nossa

A Criterion anunciou em sua newsletter o lançamento de Berlin Alexanderplatz, do Fassbinder, em 6 discos mais um de extras, a 100 doletas a caixa, mas dá pra achar por menos por aí (na dvd pacific, por exemplo, que cobra baratinho o envio ao Brasil; na Amazon, pra se ter uma idéia, sai por 115 mais uns 40 dólares de envio; e por falar em Amazon, cês viram o lançamento ontem do tal Kindle, o livro eletrônico desenvolvido por eles? Será que desta vez vai? O link é este, mas tem texto especial do Jeff Bezos na própria página de abertura).

Mas voltando ao mamute do Fassbinder e a uns dois ou três jemesouviens que sei dele. O filme passou a primeira vez em São Paulo numa das primeiras mostras do Cakoff (1984? 1985?), em duas opções de exibição: em 13 capítulos diários de uma hora mais um epílogo de uma hora e meia, ou em quatro sessões num sábado e num domingo, esquema maratona. Foi assim que eu vi. A gente chegava cedo ao cinema, assistia a umas quatro horas, saia pra almoçar (!), voltava à tarde pra outro tanto. No domingo, a mesma coisa. Fui com um amigo e com uma menina que ele queria comer à época e que nos convidou pruma festinha no sábado, depois das duas primeiras partes da maratona. Animados ambos, ele porque achava que iria se dar bem graças à influência do alemão*, eu por esperar conhecer algumas amigas da amiga, sacumé. Festa num big casarão no Jardim América, a primeira vez que punha meus pés suburbanos numa casa por lá, maconha e pó a rodo e uma montanha de frases semelhantes a "esse é meu namorado, o Beto". Não comemos ninguém, fui embora às quatro e meu amigo ficou dormindo no chão da cozinha abraçado às garrafas vazias e ao cachorro da casa. E o alemão nos esperando no domingo. Prussianamente, e pra sacanear o Fassbinder, que era bávaro, estávamos lá para as duas últimas partes, a terceira mais em corpo que espírito, a quarta, depois do almoço, mais reestabelecidos. Depois disso, Franz Biberkopf passou a fazer parte dos meus amigos diletos, um sujeito de quem a gente lembra com um misto de pena pelas burradas e de alegria pelo seu coração, e a amizade só aumentou depois que a Cultura exibiu a série uns anos depois. Gravei todos os episódios, religiosamente, e ainda ganhei uma grana (na verdade, a estima) de muita gente ao emprestar o lote de VHS's para cinéfilos necessitados. Os anos foram passando, as fitas foram embolorando, nesse meio tempo consegui até comprar um Arbeitsjournal, o diário de filmagens da série, publicado pela bacanuda editora alemã Zweitausendeins e que só chegou ao Brasil e às minhas mãos por obra e graça das bienais de livro de então (1986? 1988?), que ofereciam, nos estandes divididos por países, uma infinidade de livros importados que só eram acessíveis dessa maneira (outro jemesouviens: os estandes de Cuba e da Alemanha Oriental, onde a gente comprava livro comunista a preço de banana soviética subsidiada). Por conta do bolor, eu e o Franz estamos há tempos sem nos encontrar, mas agora, graças à iniciativa social-democrata da Criterion, a gente vai poder botar a conversa em dia, em meio àquele acúmulo fassbinderiano de janelas, espelhos, molduras e frestas, que recortam o plano de maneira obsessiva e duplicam/triplicam/bagunçam aquilo que normalmente chamamos de "realidade representada". É a sugestão Hipopótamo Zeno para presente de fim de ano, seja seu namorado(a) cinéfilo(a) ou não.

* da série de equívocos "Você já leu Nietzsche?", "Não, mas qual é a marca do seu carro?"
10:51:56 - Zeno - 2 comentários

15 Novembro

Out-of-Law

Moderna e coquete, fiel à tradição quatrocentona de copiar tudo o que vem de fora, São Paulo bem que podia seguir o último grito das megalópoles e ter logo um prefeito gay para chamar de seu. Paris já tem, Berlim já tem e o de Londres forma naquela categoria que se convencionou chamar de GLS (gays, lésbicas e... suaves?).

Só sei que os paulistanos não merecemos são esses piores modos de machão de um Kassab da vida!
11:22:00 - Pinto - 13 comentários

From what I ufane myself*

The ticket is on the table

Infestado por turistas, o Ceará, mais precisamente Fortaleza, trata de deixar bilíngües até as catracas da rodoviária.

* Do que me ufano.

(crdt : dr. brócoli)
10:19:57 - Pinto - 2 comentários

13 Novembro

Ora veja...

Do blogue do Nassif, citando o Doria, citando o Che. Em raras ocasiões li um passa-menino tão contundente:

Caro Diogo,

Fiquei intrigado quando você não me procurou após eu responder seu email. Aí me passaram sua reportagem em Veja, que foi a mais parcial análise de uma figura política contemporânea que li em muito tempo. Foi justamente este tipo de reportagem hiper editorializada, ou uma hagiografia ou – como é o seu caso – uma demonização, que me fizeram escrever a biografia de Che. Tentei por pele e osso na figura super-mitificada de Che para compreender que tipo de pessoa ele foi. O que você escreveu foi um texto opinativo camuflado de jornalismo imparcial, coisa que evidentemente não é.

Jornalismo honesto, pelos meus critérios, envolve fontes variadas e perspectivas múltiplas, uma tentativa de compreender a pessoa sobre quem se escreve no contexto em que viveu com o objetivo de educar seus leitores com ao menos um esforço de objetividade. O que você fez com Che é o equivalente a escrever sobre George W. Bush utilizando apenas o que lhe disseram Hugo Chávez e Mahmoud Ahmadinejad para sustentar seu ponto de vista.

No fim das contas, estou feliz que você não tenha me entrevistado. Eu teria falado em boa fé imaginando, equivocadamente, que você se tratava de um jornalista sério, um companheiro de profissão honesto. Ao presumir isto, eu estaria errado. Esteja à vontade para publicar esta carta em Veja, se for seu desejo.

Cordialmente,

Jon Lee Anderson.


CNN News update: a réplica é melhor ainda, aqui.
17:11:06 - Pinto - 17 comentários

09 Novembro

Só é possível projetar em alemão

Deu na Inbox inesgotável:
"O conceito da exposição 'Ready for Take-Off. Arquitetura Alemã de Exportação' destaca qualidades arquitetônicas consideradas ‘tipicamente alemãs’, tais como inovações técnicas, qualidade de detalhes, inclusão no contexto construtivo das cidades e altos padrões ambientais, além das já clássicas meticulosidade, confiança e pontualidade."

Lôco, né?, ou melhor, Hein?
09:38:00 - Zeno - 3 comentários

08 Novembro

Finalmente alguém que explica os mistérios do mundo

Eu tenho uma inveja imensa da Catalogação Universal proposta pela Revista Trip. Acho que falarei disso com meu analista.
20:35:48 - Zeno - 3 comentários

Xô, Shoah!

Dilberto Gimenstein perpetra novo holocausto em artigo justamente para enaltecer o pendor da comunidade pelo saber, errando cifras por uma margem de apenas 6 milhões.

Ah, quando a mãe dele souber...
20:07:54 - Pinto - 6 comentários

Numerologia

"My first wife was a second cook in a third-rate joint on Fourth Street".

Capanga explicando a outro capanga suas habilidades de cozinheiro, em The Glass Key, segunda versão (1942) para o cinema do romance do Dashiel Hammett e nossa candidata a Melhor Título Brasileiro de Filme Americano: Capitulou Sorrindo.
20:06:09 - Zeno - Comentar

Finalmente alguém que me entende

Deu na minha Inbox:
"Olá Zeno,
Como você já demonstrou interesse por livros de Literatura Nacional, o Submarino Direto trouxe uma dica que (sic) talvez você possa se interessar. Conheça a História da Feiúra, o novo livro de Umberto Eco".

Lôco, né?
19:33:56 - Zeno - 10 comentários

Deus me Livre, o telefone fixo da Embratel

Pastor, eu confesso: eu tenho um telefone fixo da Embratel. Sem assinatura mensal, só pago o que consumo. O tal do Livre. Deus me livre! Nunca foi uma maravilha, mas pelo menos falava. Até que a empresa se deu conta de que não cobrar assinatura não era uma boa coisa. Mas tinha um contrato. Aí o que fez? Mexeu numas anteninhas e o sinal, que já era ruim, ficou péssimo. E me ofereceu como solução cancelar a linha ou transferi-la para outro endereço. Qual mesmo? Nunca ouvi falar de empresa querer perder cliente, mas... Isso apesar de a varanda ter a vista uma enorme antena da Embratel a uma quadra — por vezes me sinto no Trocadero, parece a torre Eiffel. Acionei a Embratel, que admitiu falha na cobertura, embora continue vendendo linhas para o meu endereço, sem problemas. Tá no site deles, anexei ao processo. Pedi o máximo, o juiz me deu o mínimo e ainda assim a Embratel apelou, no Pequenas Causas! A ação se arrasta há dois anos e até agora nada. E ninguém me ressarce pelo preju das conversas quebradas no meio, não posso apanhar algo do chão que a ligação cai. Aí o aparelho antigo, velhinho, já não dá no couro, comprei um novo, somente da Embratel, que superfatura o preço e me trata como se eu já não fosse cliente. O aparelho chegou ontem em casa. Liguei para habilitar assim que recebi, conforme me mandaram fazer. Depois de 15 minutos de musiquinha, mandaram ligar em mais 24h, e prometeram melhorar o atendimento, que é ruim assim que eu saiba faz só uns quatro anos. Eu só posso ter pecado muito, pastor.

Faz um 21, faz...
14:29:42 - Pinto - 5439 comentários

05 Novembro

Nota sócio-literária

– Cê viu que o Justus lançou um livro?

- E a mulher dele, aquela da Playboy, também.

- Será que lançaram um livro no outro?

- Se foi mal não houve. A lombada deve ser fininha.
22:13:06 - Pinto - 5 comentários

03 Novembro

o indo e o govindo

oro a joe
pass na estrada

01 Novembro

shopping hauer in transit

"c/ referencia a esse gosto pelo bombástico, em estilo exagerado, pomposo, preciosista, hiperbólico e acrobático, seu protótipo é o alferes pistol, a quem seu amigo falstaff certa vez bradou: 'DIGA O QUE TEM A DIZER COMO UMA PESSOA DESTE MUNDO'. [Leia mais!]

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