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Filmes esquisitos

Nós gostamos mesmo é do escurinho.


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28 Novembro

Resenha de Quatro Palavras

Leões e Cordeiros (2007), de Robert Redford

Conversa mole bem-intencionada.

(aahh, a série, aqui)
10:27:07 - Zeno -

27 Novembro

Resenha de Poucas Palavras

O passado (2007), de Hector Babenco

Sugestão para relacionamentos amorosos: fotografe seus bons momentos com máquinas digitais.

(mais da série, aqui)
12:54:38 - Zeno -

22 Novembro

Resenha de Quatro Palavras

Jogo de Cena (2007)

Em pu lha ção.

(retomando nossa querida série)
08:44:13 - Zeno -

20 Novembro

Prepare seus caraminguás

o Franz é coisa nossa

A Criterion anunciou em sua newsletter o lançamento de Berlin Alexanderplatz, do Fassbinder, em 6 discos mais um de extras, a 100 doletas a caixa, mas dá pra achar por menos por aí (na dvd pacific, por exemplo, que cobra baratinho o envio ao Brasil; na Amazon, pra se ter uma idéia, sai por 115 mais uns 40 dólares de envio; e por falar em Amazon, cês viram o lançamento ontem do tal Kindle, o livro eletrônico desenvolvido por eles? Será que desta vez vai? O link é este, mas tem texto especial do Jeff Bezos na própria página de abertura).

Mas voltando ao mamute do Fassbinder e a uns dois ou três jemesouviens que sei dele. O filme passou a primeira vez em São Paulo numa das primeiras mostras do Cakoff (1984? 1985?), em duas opções de exibição: em 13 capítulos diários de uma hora mais um epílogo de uma hora e meia, ou em quatro sessões num sábado e num domingo, esquema maratona. Foi assim que eu vi. A gente chegava cedo ao cinema, assistia a umas quatro horas, saia pra almoçar (!), voltava à tarde pra outro tanto. No domingo, a mesma coisa. Fui com um amigo e com uma menina que ele queria comer à época e que nos convidou pruma festinha no sábado, depois das duas primeiras partes da maratona. Animados ambos, ele porque achava que iria se dar bem graças à influência do alemão*, eu por esperar conhecer algumas amigas da amiga, sacumé. Festa num big casarão no Jardim América, a primeira vez que punha meus pés suburbanos numa casa por lá, maconha e pó a rodo e uma montanha de frases semelhantes a "esse é meu namorado, o Beto". Não comemos ninguém, fui embora às quatro e meu amigo ficou dormindo no chão da cozinha abraçado às garrafas vazias e ao cachorro da casa. E o alemão nos esperando no domingo. Prussianamente, e pra sacanear o Fassbinder, que era bávaro, estávamos lá para as duas últimas partes, a terceira mais em corpo que espírito, a quarta, depois do almoço, mais reestabelecidos. Depois disso, Franz Biberkopf passou a fazer parte dos meus amigos diletos, um sujeito de quem a gente lembra com um misto de pena pelas burradas e de alegria pelo seu coração, e a amizade só aumentou depois que a Cultura exibiu a série uns anos depois. Gravei todos os episódios, religiosamente, e ainda ganhei uma grana (na verdade, a estima) de muita gente ao emprestar o lote de VHS's para cinéfilos necessitados. Os anos foram passando, as fitas foram embolorando, nesse meio tempo consegui até comprar um Arbeitsjournal, o diário de filmagens da série, publicado pela bacanuda editora alemã Zweitausendeins e que só chegou ao Brasil e às minhas mãos por obra e graça das bienais de livro de então (1986? 1988?), que ofereciam, nos estandes divididos por países, uma infinidade de livros importados que só eram acessíveis dessa maneira (outro jemesouviens: os estandes de Cuba e da Alemanha Oriental, onde a gente comprava livro comunista a preço de banana soviética subsidiada). Por conta do bolor, eu e o Franz estamos há tempos sem nos encontrar, mas agora, graças à iniciativa social-democrata da Criterion, a gente vai poder botar a conversa em dia, em meio àquele acúmulo fassbinderiano de janelas, espelhos, molduras e frestas, que recortam o plano de maneira obsessiva e duplicam/triplicam/bagunçam aquilo que normalmente chamamos de "realidade representada". É a sugestão Hipopótamo Zeno para presente de fim de ano, seja seu namorado(a) cinéfilo(a) ou não.

* da série de equívocos "Você já leu Nietzsche?", "Não, mas qual é a marca do seu carro?"
10:51:56 - Zeno -

08 Novembro

Numerologia

"My first wife was a second cook in a third-rate joint on Fourth Street".

Capanga explicando a outro capanga suas habilidades de cozinheiro, em The Glass Key, segunda versão (1942) para o cinema do romance do Dashiel Hammett e nossa candidata a Melhor Título Brasileiro de Filme Americano: Capitulou Sorrindo.
20:06:09 - Zeno -

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