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Filmes esquisitos

Nós gostamos mesmo é do escurinho.


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31 Dezembro

deer ms. thatcher:

"send more doctors' [Leia mais!]
02:54:21 - George Smiley -

12 Dezembro

Acelera, Ayrton!

Como este é um blog tradicionalmente associado a tiozinhos, e tiozinhos têm o traço atávico da lentidão, talvez ainda não tenham descoberto isso aqui, ó. Mas com a Christina Ricci de Trixie, metade da graça foi pro vinagre. A outra metade foi conspurcada com a escolha do Doutor Bananão do Lost pro papel de Ídolo Maior da Minha Infância. Acho que falarei disso com meu analista.
19:24:04 - Zeno -

05 Dezembro

Blade Runner (1982)

E a lambança do lançamento de DVD's nacionais em versão "vampiRo brasileiro" de títulos americanos e europeus continua, mas desta vez a culpada é a própria Warner do Brasil (e não uma daquelas empresas de DVD brasileiras que usam o rótulo de "cinéfilas" e "alternativas" para disfarçar a pirataria lucrativa e as edições mequetrefes): depois de mencionarmos o lançamento de Berlin Alexanderplatz, uns posts abaixo, chegou a hora de outro filme que fez a cabeça da rapaziada nos anos oitenta. Blade Runner, dirigido por Ridley Scott, chega ao mercado de DVD numa confusão dos diabos. O lançamento americano conta com sete tipos de edição diferentes, e a Amazon se deu ao trabalho de explicar uma a uma para seus clientes, aqui. No Brasil, conseguiram inventar uma oitava versão, em três discos, que não existe no lançamento americano. Escolha a sua, se tiver paciência.

(e pra não fugir à regra aqui da casa, jemesouviens rápido sobre o filme: quem fez faculdade no início dos anos oitenta, pelo menos aqui em São Paulo, sabe como era difícil sentar em mesa de boteco e não trombar com alguém que tivesse visto o filme naquelas duas ou três semanas de exibição em 1983. A julgar pela quantidade de gente que citava e analisava o filme (como na história do Maracanã que mencionamos nos comentários ao post do Berlin Alexanderplatz), era difícil acreditar que o troço havia sido fracasso de bilheteria aqui e na matriz (o Leonard Maltin, por exemplo, atribuía uma estrelinha e meia pro filme, mostrando que o mainstream americano não dava a menor pelota pro filme; depois acho que ele reavaliou a opinião), sumindo rapidinho das salas. Tinha virado cult, aijezuis. Tempos depois, o MASP promoveu uma sessão num ciclo que repunha em circulação filmes com esse perfil, hum, "descolado/criador de seitas de fãs" (vi, por exemplo, nessa mesma época, Malpertuis, com o Welles, e uma cópia finalmente liberada do Império dos Sentidos, do Oshima), e a impressão era de que meia São Paulo havia comparecido à salona grande do museu no andar de baixo. Saía neguinho pelo ladrão, todas as cadeiras, todos os corredores, todos os degraus de escada estavam tomados, se bobear até na sala do projecionista a lotação era máxima. Na saída, subindo as escadas do museu em direção à avenida, esta mesma metade da população olhava o provincianismo de São Paulo com olhos decididamente diferentes. Vi o filme dezenas de vezes depois disso, principalmente em VHS e em laserdisc, mas deve fazer uns bons dez, doze anos que não reencontro Deckard e seu copinho de destilado com mancha de sangue. Será que ele e eu envelhecemos bem?)
11:32:41 - Zeno -

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