:: home :: posts passados :: etilíricas :: je me souviens :: microcontos ::


Tectum Intuentes

Ociosidade produtiva - textos reflexivos, anotações íntimas, sacanagens e demais ressentimentos.


.:: mês anterior :: :: :: :: May 2008 :: :: :: :: próximo mês ::.

26 Maio

Vitupério, a arte do elogio em boca alheia

O indefectível, inabarcável e inexcedível Ao Mirante, Nelson nos presta uma justa homenagem e nós registramos. Com o saldo negativo, mas registramos.
17:26:52 - Pinto - 2 comentários

Circuito Cultural Hipopótamo Zeno

Hipopótamo Zeno lê livros!

[Rabiscos para um texto futuro] Gaston Leroux, O Mistério do Quarto Amarelo. O primeiro dos grandes herdeiros do Locked Room Mystery, depois do Poe. Deleite absoluto, dezenas de passagens que saltam da página, prontas pra grifo ou citação, e eu não anotei nenhuma. A primazia da razão a priori contra os farejadores e fuçadores de pistas da escola inglesa de investigação. Um anti-CSI (e anti-Conan Doyle), se quiserem. Rouletabille, o jornalista dublê de detetive, não faz feio a um Dupin ou a um Monsieur Lecoq. E, suprema qualidade, o livro não tem psicologia, não tem "espessura dramática", a motivação do crime (a chatice daquelas explicações emotivo-causais) é resolvida em meio parágrafo. O restante é pura diversão intelectual, sem que Leroux se abstenha de encenar alguns momentos hilários de clichê operístico.
17:08:20 - Zeno - 2 comentários

Circuito Cultural Hipopótamo Zeno

Hipopótamo Zeno vai a concerto!

[Rabiscos para um texto futuro] Daniel Barenboim e a Orquestra da Staatsoper de Berlim. Conversa com o taxista, no caminho: "O senhor teve problemas com o trânsito hoje, por conta da Parada Gay?", "Não, tranqüilo, quase tanto quanto o Morumbi, hoje à tarde", "Morumbi?", "É, só cinco mil sãopaulinos foram ver São Paulo e Coritiba. Os outros 55 mil estiveram aqui, na Parada". Caray, como essa Sala São Paulo é bonita. Na platéia, muito dinheiro pesado, juntamente com os "formadores de opinião". Primeira parte do programa, Wagner, todos de prontidão para invadir a Polônia. Abertura dos Mestres Cantores, e eu penso que essas orquestras alemãs de primeiríssimo time têm sempre cordas de arrepiar. Metais e madeiras, aqui, menos impressionantes. Segunda parte, Tristão, Prelúdio e Morte do Amor, e aí o céu é o limite, tudo perfeito, o primeiro tema começa a ser enunciado e a sensação é física, sempre a mesma, será que já se escreveu música mais divina do que esta? Não sei quantas versões com orquestras e regentes diferentes já ouvi, mas sempre me lembro mais (e uso meio como metro) de uma do Solti com a Filarmônica de Viena. O Barenboim saiu-se muitíssimo bem na comparação. Intervalo, depois Bruckner e a Sétima. Aí a orquestra faz o que pode, perfeitinha, mas o material é irremediavelmente de segunda. Não dá nem para se preparar pruma invasão do exército austro-húngaro de alguma coisa que eles já não tivessem invadido à época. Primeiro movimento lambão e grandiloqüente, adágio que não parece adágio (tem até pratos e percussão da pesada), valsinha animada no Scherzo e um final em que se testemunha a agonia do elefantão bruckneriano, com aquela vontade-de-ser-Mahler. Nunca tinha visto (nem ouvido) o Barenboim como regente, só como pianista, e o mínimo que se pode dizer é que a partir de um certo patamar de qualidade internacional (e o Barenboim está acima dele), não tem como errar. Bom, tem o Riccardo Muti, mas aí é a exceção que confirma. E o Wagner dignifica qualquer coisa.
13:26:10 - Zeno - 1 comentário

25 Maio

De olho na notícia

Celebridades do jornalismo

De que jeito você se informa: ouvindo a melodia de Cristiana Lobo ou assistindo aos dramas encenados por Miriam Leitão?
22:27:45 - Pinto - 1 comentário

19 Maio

Vá ao teatro, e me convide

O diretor é uma merda, mas a peça é ótima
10:56:15 - Zeno - 4 comentários

12 Maio

Estaiou, tem que limpar

Estaiou? Dê descarga em seguida

E já que o tema é este não poderíamos nos furtar (NdaR: cuidado com este verbo) de registrar a inauguração do novo cartão-bostal da cidade de São Paulo, a ponte estaiada de sobrenome Frias, cujo maior mérito foi ligar Roberto Marinho a uma marginal, e para que não haja ilações de merda deixo claro que me refiro à ponte e às avenidas.

Custou excremênticos 230 milhões e foi inaugurada no dia do maior engarrafamento já registrado, que a história sabe ser cruel e irônica a um só tempo: 266 quilômetros, malandro.

Aos detratores que afirmam que a verba poderia ser melhor empregada em metrô, obtemperamos: bom, pelo menos a obra não desabou em cima de ninguém. Ainda. Que ponte estaiada curva é igual a jaboticaba: só tem aqui. Aliás, tá chegando a época.

Mas é linda, né? Pena que foto não tem cheiro. Aquela mancha negra que corre ali embaixo é perfume para as narinas do João Emanuel.
11:25:02 - Pinto - 37 comentários

Lei Privada Suja

Solte-se, liberte-se!

Pegamos aqui e damos o maiorrrrapoio.

Ajude a tirar de São Paulo, que já é a maior cidade pequena do País, o título de capital mundial do intestino engarrafado.

(E agora compreendemos melhor o que deixa João Emanuel Carneiro cheio de idéias.)
10:31:02 - Pinto - 3 comentários

11 Maio

Novas diretrizes para tempos de oposição

A farsa das novas idéias
18:14:21 - Pinto - 2 comentários

O avental todo sujo de ovo

Nesta data, a direção do botequim ergue um preito de homenagem a todas as mães nas pessoas das genitoras dos lídimos Artur Vigia, o Bedel da Democracia, José Agripata (dito "O Democrino") e Perucálvaro Dias, para quem me falta um aposto, na certeza confiante de que elas fizeram o melhor de si, como exemplos a serem perseguidos.

É que às vezes as coisas simplesmente não saem do jeito que a gente quer e pronto.
12:31:42 - Pinto - Comentar

09 Maio

Grandes frases da política brasileira (iii)

"Foi-se o Artur errado."

Entreouvido no Amazonas.

(mais, aqui e aqui)
16:12:44 - Pinto - 1 comentário

Grandes frases da política brasileira (ii)

"Aparecido não sou eu. Aparecido é o Zé Dirceu!"

Entreouvido na Casa Civil.

(outra, aqui)
16:09:50 - Pinto - 1 comentário

08 Maio

Grandes frases da política brasileira (i)

"Esse Agripata é um democrino!"

Entreouvido no Senado, ontem.
14:29:55 - Pinto - 1 comentário

05 Maio

Credicard alviverde

O Luxa pode ser um cretino, o time pode ser de aluguel, a diretoria pode ser cromagnonesca e o título pode não valer absolutamente nada. Mas ver seu filho de cinco anos acompanhar pela primeira vez uma partida de futebol por 90 minutos seguidos, sendo os últimos 45 com o olho grudado na TV, e ouvi-lo ao final comentar, entusiasmado: "É bom ser campeão, né papai?", ah, não só não tem preço como pode redimir meia humanidade numa tacada, melhor, jogada só, como a do hermano Valdivia e seu gol no segundo tempo. Abraços a todos, ass. Periquito Zeno.
07:08:56 - Zeno - 1 comentário

.:: mês anterior :: :: :: :: May 2008 :: :: :: :: próximo mês ::.