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27 Setembro

Atestado de idiotice, agora com touchscreen

Um iPhone 16GB no Uruguai custa por volta de R$380, vinculado a um plano básico mensal de menos de R$100. Considerando alguma multa de rescisão contratual de R$ 200, por aí, compra-se um por R$500 ou por volta disso.

Uma passagem de ida e volta a Montevidéu desde São Paulo sai a coisa de R$ 1.400. Num pacote com hospedagem e eventuais refeições, cai bastante.

Mas vamos lá: total = R$3.300.

Um iPhone igual pela Claro sai a R$1.629 + mensalidade de R$151 = R$1.812 ao longo de um ano. Total = R$3.441.

O mesmo pela Vivo: iPhone = R$1.199 + 12 meses de R$585 = R$7.020. Total = R$8.219.

(fonte : macmagazine)
11:44:38 - Pinto - 5 comentários

RIP Paul Newman

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11:26:42 - Pinto - 11 comentários

Poesia para alegrar o dia

Ó carnes que eu amei sangrentamente,
Ó volúpias letais e dolorosas,
Essências de heliotropos e de rosas
De essência morna, tropical, dolente…

Carnes virgens e tépidas do Oriente
Do Sonho e das Estrelas fabulosas,
Carnes acerbas e maravilhosas,
Tentadoras do sol intensamente…

Passai, dilaceradas pelos zeros,
Através dos profundos pesadelos
Que me apunhalam de mortais horrores…

Passai, passai, desfeitas em tormentos,
Em lágrimas, em prantos, em lamentos,
Em ais, em luto, em convulsões, em cores…

—Cruz e Sousa, Dilacerações, in "Broquéis".
10:30:00 - Pinto - Comentar

26 Setembro

Madrid

Netuno
Difícil explicar, mas acho que nasci aqui. Ou algo assim.
22:19:12 - Sorel - 2 comentários

25 Setembro

Saudade, palavra triste

Nos idos de 1980 e tantos, eu na flor da idade, me lembro de seguir quase todo fim-de-semana para a finada Praia de Iracema, em Fortaleza, e passar defronte ao hoje extinto Motel Calango*, ali já quase chegando aos barzinhos de sempre. Pela garagem se podia entrever o dístico pintado no alto da parede em letras garrafais:

Não bote boneco**. Pague logo sua mulher.

O referido é verdade e dou fé.

O zelo pela ordem e pelo asseio do estabelecimento ia ao paroxismo no interior das suítes —e aí digo por ouvi dizer, porque lá nunca estive. Em cada uma rezava uma placa:

Favor não limpar o pΩ∂¬ß¥ø§∞£ nas cortinas.

Idem, ibidem.
_____________
* "Lagartixa" (Mabuya frenata), no idioma local. Aquele pequeno réptil que trepa pelas paredes, para quem não está ligando o nome à pessoa.

** Algo como "Não interponha óbices nem cause transtornos".
21:33:02 - Pinto - 5 comentários

O púbico e o privado

Notícia cabeluda essa, hein!

Foi destaque nos principais portais de notícias brasileiros hoje e, dada a relevância, nós registramos: aos 45 do segundo tempo, Claudia Ohana voltará a posar pelada, ou quase isso.
18:44:56 - Pinto - 6 comentários

24 Setembro

Cuidado com o Cão!

Pleased to meet you, hope you guess my name!

Vamos estar recomendando a nível de leitura a biografia de Belial, Azazel, Samael et caterva. Não chega a ser ruim, o que em termos do assunto quer dizer muito, mas é inferior a este livro aqui, que só de mal está esgotado, para a alegria do biografado. Tente aqui.
16:24:04 - Pinto - 2 comentários

Prima la famiglia e poi il piacere

sukiaki familiar

Nosso George Smiley continua em férias, viajando pelo Japão, visitando a família e sem tempo para postar. Na foto, enviada por ele, Yuma Asami, sua prima de Kioto que, segundo suas palavras, "está fazendo relativo sucesso na indústria de divertimento cinematográfico aqui do país". Como ainda há muitos parentes a serem visitados, ele pede um adiamento de sua volta ao trabalho aqui na Redação. Sem problemas, George: como seu próprio pai, o saudoso George Senior dizia, "mete os peitos que o mundo é um sutiã".
08:46:07 - Zeno - 5 comentários

23 Setembro

Deu na Inbox

Normalmente não publicamos correntes de Santo Antônio e quejandos, mas esta até que é bonitinha (e fonte de identificação, bien sûr):

As vantagens adquiridas quando se chega a uma certa idade

1. Os seqüestradores não se interessam mais por você.
2. De um grupo de reféns, provavelmente será um dos primeiros a ser libertado.
3. As pessoas lhe telefonam às nove da manhã e perguntam: 'te acordei?'
4. Ninguém mais o considera hipocondríaco.
5. As coisas que você comprar agora não chegarão a ficar velhas.
6. Você pode, numa boa, jantar às seis da tarde.
7. Você pode viver sem sexo, mas não sem os óculos. [Leia mais!]
15:46:27 - Zeno - 3 comentários

Ensaio sobre a cegueira

Não vi e não gostei.
10:44:44 - Pinto - 8 comentários

Senilidade

Mais dia menos dia o uísque iria cobrar a conta destes últimos anos de consumo escocês: do punhado de filmes vistos recentemente, não nos ocorre nada de relevante a dizer. De Alice, a minissérie brasileira que a HBO estreou no último domingo, ah, sei lá, bacana, né? Não é nenhuma Filhos do Carnaval, e padece do mesmo problema que a do Mandrake, pouco plot por capítulo, daí o excesso de planos "artísticos" com a cidade e de planos "lingüiça" com a personagem andando pra lá e pra cá (se ela vai atravessar a rua, a gente a vê atravessando a rua; se ela entra em um lugar, a gente a vê segurando a maçaneta, abrindo a porta, fechando a porta, etc). Também não entendi a declaração do diretor geral da série, mostrando-se descontente com o primeiro capítulo ("é a aquela chatice da obrigação de ser expositivo, de fornecer as informações que contextualizam a história, etc") e prometendo que os seguintes serão melhores. Caray, o pressuposto de qualquer episódio piloto é o de ser uma bomba, um soco na cara, de deixar tudo meio no ar, inexplicado, com a platéia soltando um "uau" ao término. Não soltei nenhum "uau", se isso pode ser usado como critério. Mas a imprensa também não ajudou: o jornalista do Estadão encarregado de noticiar o lançamento no caderno de TV, no domingo, perguntou à atriz principal se ela vai passar o restante da série sem sutiã.

Mais tarde, se o uísque deixar, comento mais irrelevâncias sobre Linha de Passe, a sensacional animação Caçadores de Dragões e, em DVD, Cão Sem Dono e A Espiã. Afinal, tenho de fazer jus à camisa rosa.
09:38:11 - Zeno - 8 comentários

22 Setembro

Baixaria

É só esquentar um pouquinho mais a campanha e o pessoal não tarda a descer o nível. Depois de criticar o Geraldo Alckmin por um comportamento "feio", o locutor da campanha do atual prefeito acaba de anunciar a plenos pulmões que "com o Kassab o cara tem que suar a camisa junto".
20:57:32 - Pinto - 1 comentário

Torcida que canta, vibra e se diverte

Defesa que ninguém passa?

Tem também modelo fio dental, com exclamação e tudo, aqui.
18:00:48 - Zeno - 3 comentários

E já que o assunto é moda...

Na nossa dica de leitura da semana, reproduzimos instigante artigo extraído da não menas instigante Você S/A, cuja capa sintomaticamente avisa que "Rir é o melhor remédio". Riamos, atentando para o escorregão à Marcos Cintra no final:

Aprenda a se vestir no casual day

O casual day liberou o guarda-roupa dos executivos e vem se tornando cada vez mais comum nas empresas. Mas o que fazer com essa liberdade? Sem saber, muita gente acaba metendo os pés pelas mãos na hora de se vestir. A seguir, Paulo Tavares, gerente de produto da confecção masculina Yachtsman, esclarece algumas das principais dúvidas dos profissionais. [Leia mais!]
15:35:42 - Pinto - 3 comentários

Mais da deselegância discreta

Que a pessoa adote isso aqui como peça-de-resistência do vestuário, até se entende, Lilian Pacce e seus 64 dentes explicam. É só cair a temperatura em São Paulo e sair às ruas para topar com um rebanho gigantesco de patas-de-cabra invadindo a cidade. Mas que essa mesma pessoa resolva abrir a boca para dizer que "as cariocas se vestem muito mal", aí é o caso de lavrar o registro.

Este, um blogue demodê (demodê é coisa longe de ser hodierna: nada mais demodê do que a própria expressão), não é o fórum apropriado para debater as questãs do mundo féxon, imagino, mas é que semana passada ouvi o comentário desairoso acima umas quatro vezes, talvez mais, de pessoas diferentes, em ocasiões distintas, e fiquei me achando... demodê. (Uma das queixosas, uma colega de trabalho do Sílvio Santos, refere-se ao Rio como "uma cidade feia" —como se trata de criatura nascida, criada e residente em St. Bernard-in-the-Fields, dei o desconto. Mas digressiono.)

Resolvi comentar o assunto com a minha senhôra, que é profissional de saúde mental e disse compreender a razão de tudo isso. Acho que muito mais pela profissão que adotou, daí o marido que tem, do que por ter nascido no Leblon. "É a informalidade", obtemperou ela. Para mim, que sigo achando que geografia é destino, o Rio de Janeiro vai ser sempre o repositório do que o Brasil produz de melhor em termos de beleza e elegância femininas, a começar pelo sotaque.

Pois bem, dor-de-corno é dor-de-corno e, como tal, não resolve muita coisa. O Rio se transformou no "naquilo lá"' muito mais por conta das artes dos próprios cariocas, ou fluminenses (teve o casal Garotinho...), e pela sua geografia do que pela inveja do pessoal que habita aquela fazendona iluminada no final da Dutra. Sorte deles, azar o do resto do País. O Rio de Janeiro se foi, ou vai-se indo, de inundação, bala perdida, milícia, tráfico, Crivella, TV Globo ou sei lá o quê, e acabou-se o contraponto: São Paulo vai assumir sozinha a hegemonia econômica, cultural e política do país, e não haverá mais o melhor dos dois mundos.

Mas que as cariocas vão estar bem mais chiques para a festinha do Apocalipse, isso vão.
11:00:00 - Pinto - 1 comentário

21 Setembro

Sedentarismo e obesidade

Não sabemos por que arcanas figuras, mas é fato que acorrem a este blogue semanalmente, por vezes diariamente, interessados em obter a famigerada Dieta do Doutor Atkins, a partir de um post original aqui, que aliás falava de outro assunto e mencionava a tal dieta en passant, como blague. Somente hoje, domingão, recebemos os pedidos candentes de nada menos que quatro interessados —até agora, porque é já que o Fantástico entra no ar e as roupitchas do Zeca Camargo servirão sempre de inspiração para aumentar a demanda. Os relatos são comoventes, beiram o desespero e, não há por que duvidarmos, soam autênticos.

Sem chegarmos a questionar a eficácia da dieta —embora a questonemos—, e assumindo o risco de incorrer no mau-gosto ao parecer que fazemos troça do drama alheio —não o fazemos—, seria o caso de sugerirmos que os demandantes tentem obter a tal dieta —na impossibilidade de se utilizarem de outro expediente para alongar suas silhuetas— por outros métodos, de preferência recorrendo aos préstimos de um endocrinologista, nutricionista ou pai-se-santo de gabarito. Jamais, porém, deixando comentários num blogue qualquer. Pelo menos assim, levantando os traseiros das cadeiras, já concorreriam para queimar algumas desejáveis calorias.
16:46:12 - Pinto - 6 comentários

"I am your father!"

A essa altura todo mundo já deve ter lido o perfil do Daniel Dantas que saiu na Economist, né? O texto não é grande coisa, mas vale a pena destacar uma frasezinha perdida ali, que caracteriza o banqueiro como um gênio do mal das finanças, uma espécie de Darth Vader com planilhas (Darth Vader with spreadsheets). Sensacional, né?
11:19:51 - Zeno - 4 comentários

20 Setembro

E já que o assunto é cinema...

Lembra da NetMovies, aquela do "agente logístico"? Essa aqui?

Pois bem, ela agora reestréia campanha de rádio, impressos e online para angariar incautos novos associados. Eu fui trouxa assinante durante alguns meses e posso afirmar: é roubada. Não há filmes disponíveis em número suficiente para atender à clientela que já existia, imagine a que está caindo agora na arapuca chegando. Os lançamentos ficam locados meses a fio —meses a fio— e o sujeito tem que se contentar com filmes do verão de 52, por ali (o de 42 está locado). Paga-se lá os 20 e tantos contos por mês, nao se tem a multa, mas pra quê mesmo?

Não deixe de perder mais essa chance de se divertir com toda essa comodidade.
11:18:22 - Pinto - Comentar

19 Setembro

Prestigiando a prata da casa

Pink Flamingo

Já saiu a edição 2008 desta obra seminal, de autoria de um dos maiores especialistas em cinema do Brasil, que modestamente se assina "Zeno" neste humilde blogue.

Segue como nossa recomendação de compra, nem que seja como decoração da estante ou mesa de centro.
23:31:39 - Pinto - 3 comentários

17 Setembro

Quadrinhas sociais e democráticas

Foi durante a propaganda
Que nosso amor chegou ao fim
Ela disse que me amava
Que nem o Serra ama o Alckmin.

Foi tal a desolação
Eu vi a morte de perto
Agora vou ser solteirão
Convicto que nem o Gilberto.
21:19:41 - Pinto - 4 comentários

A pausa que refresca

Gênio absoluto

Nossa ignorância só não é maior que nossa vontade de saná-la, ainda que à tardinha. Topamos com isso aí em cima na Livraria Cultura, ao salgado preço de 70 pratas por cada, mas como sai por trinta doletas lá nos States, o "câmbio-livro" até que está camarada. Os caras da tal Fantagraphics estão editando todas, repetindo, todas as tiras do Schulz, num megaprojeto iniciado em 2004 e previsto para terminar em 2016, com um total de 25 volumes publicados. Os dez primeiros já saíram, cobrindo os anos de 1950 a 1970. Se nem é preciso dizer que o Schulz foi o maior gênio da ingrata arte seqüencial, vale então um jemesouveio rápido: por conta de um amontoado de edições porqueiras nacionais, com os direitos pulando de editora em editora com desleixos maiores ou menores, passei boa parte dos meus vinte anos caçando as diferentes edições em sebos, xerocando (!) as de amigos e abnegados, comprando o que aparecia de novo, etc. Guardo até hoje, num canto da estante, os gibis, as pilhas de xerox e uma caixa de plástico com as tiras soltas, recortadas do Jornal da Tarde do início dos anos oitenta. Tinha, então, a firme crença de que aquilo não era só uma boa, ou ótima, tirinha em quadrinhos. Era uma porta de entrada privilegiada para questões filosóficas, um modo de ver o mundo com uma pertinência que me parecia insuperável. Há tempos não leio Schulz, mas a crença continua firme. Sei que ele não me desapontará.
12:26:44 - Zeno - 2 comentários

16 Setembro

Marcos Cintra com legendas!

Atendendo a pedidos em nossa caixa postal, e no reconhecimento das dificuldades de compreensão trazidas pelo percuciente artigo de Marcos Cintra citado abaixo e publicado na Folha de S. Paulo nesta segunda-feira, 15 de setembro de 2008, resolvemos republicá-lo na íntegra e com o auxílio de notas explicativas no Leia Mais.

Direitos do trabalhador doméstico
Marcos Cintra

O inferno está repleto de almas bem-intencionadas (1).
Pode ser o caso dos que defendem a PEC (2) em estudo no governo que pretende "conceder" (3) ao trabalhador doméstico o "direito" (4) a jornada de oito horas, pagamento de hora extra, adicional noturno, salário-família e FGTS obrigatório (5).
É "politicamente correto" (6) aplaudir essas medidas. Afinal, dirão os mais ingênuos (7), por que discriminar contra os trabalhadores domésticos? Mas o que eles não percebem é que cada país tem suas instituições peculiares (8), que não devem ser autoritariamente (9) alteradas, mas, quem sabe, preservadas (10) quando são funcionais e produzem bons resultados (11).
Quanto ao trabalho doméstico, os costumes e as instituições brasileiros (12), em vez de serem discriminatórios contra esses trabalhadores, são favoráveis a eles (13). E as alterações em estudo podem gerar mais perdas do que ganhos para todos (14).
Apenas para exemplificar o risco que se corre no caso de uniformização (15) trabalhista para os empregados domésticos, cumpre lembrar o mal causado pelo Estatuto da Terra (16) para os trabalhadores rurais. O sistema de colonato, instituição secular brasileira (17), permitia aos empregados nas fazendas fazer o cultivo intercalar (18) nos cafezais. Ao mesmo tempo em que colhiam frutos de seu trabalho em benefício próprio (19), ainda ajudavam a manter limpas (20) as lavouras cafeeiras, aumentando a produtividade e a rentabilidade do café no Brasil, que se tornou o maior produtor e exportador mundial (21). Além disso, os fazendeiros forneciam casas nas colônias para os trabalhadores (22), que complementavam os rendimentos com atividades como o cultivo próprio de hortas e a criação de animais (23).
Toda essa estrutura social foi subitamente desmontada (24) pelo Estatuto da Terra, que incorporou os rendimentos paralelos (25) ao salário dos trabalhadores. Isso gerou conflitos insuperáveis e passivos trabalhistas (26) para os fazendeiros. O resultado foi o êxodo para as cidades (27), o abandono de residências rurais (28), o afluxo de milhões para favelas nas cidades (29) e um enorme déficit habitacional (30), que ainda onera nossa sociedade (31).
Portanto, o governo deve ser cauteloso ao considerar o desmonte (32) de instituições criadas ao longo dos anos no tocante ao trabalho doméstico. Erros poderão resultar em aumento do desemprego (33), prejudicando os milhões de trabalhadores nessa atividade. Ademais, não há sinais de rejeição ou de desconforto na relação patrão-empregado (34).
É importante dizer que hoje os domésticos são, no meu entender (35), discriminados a seu favor (36). Há exceções (37), mas a regra no Brasil é a de um relacionamento cordial (38) entre patrões e empregados domésticos, em que o binômio trabalho-descanso segue, de comum acordo (39), as especificidades de cada domicílio (40). A esses funcionários são concedidos habitação, alimentação, vestuário e, não raro, tratamento médico (41). É mais comum a empregada doméstica ser tratada como membro da família (42) do que como mucama escrava (43), como querem fazer crer alguns membros do governo (44) que desejam mexer em vespeiro, achando que isso poderá lhes trazer dividendos políticos.
Cuidado com o andor (45), pois a mudança pode ser um brutal retrocesso social oculto sob o manto da modernidade e da igualdade de direitos (46). [Leia mais!]
13:04:03 - Zeno - 23 comentários

15 Setembro

"I can see Russia from my window!"

A dica veio do blog do Tas, e a íntegra do quadro está no site da NBC: Sarah Palin e Hillary Clinton juntas, cortesia da turma do Saturday Night Live.
19:21:33 - Zeno - 1 comentário

Tio Patinhos

Na sugestão de leitura de hoje, destacamos o artigo perpetrado pelo venerando professor Marcos "Imposto Único" Cintra —o candidato a vereador que se apresenta no horário eleitoral como "cinco patinhos na lagoa com Kassab prefeito".

Ele opina contra o pagamento de FGTS aos trabalhadores domésticos argumentando que "os costumes e as instituições brasileiros, em vez de serem discriminatórios contra esses trabalhadores, são favoráveis a eles".

A íntegra esta aqui, para assinantes.
14:14:37 - Pinto - 4 comentários

14 Setembro

Personagens para a gente se orgulhar

Guerra de estrelas

O ministro Gilmar e o almirante Akbar.
22:30:49 - Pinto - Comentar

13 Setembro

A pessoa é para o que nasce

Será que é a foto fake mesmo?

Minha santa Beata Mocinha
Eu vim aqui, vim vê Sarah Palin
Sarah Palin fez uma viagem, ôi
Deixou o Alasca sózim

Meu padrim John McCain,
Foi pro céu vendo o povo sem sorte
Ao Senhor, foi pedir
Proteção pra América do Norte


Este post vai para Dorival Caymmi, João Gilberto, Caetano Veloso e Lira Neto, a Mulher Barbada, que está pesquisando a vida e obra de Padre Cícero para escrever seu novo livro.
19:05:54 - Pinto - 2 comentários

11 Setembro

Mais um campeão de audiência

E essa do Gilberto Geraldo Alckmin, de prometer instalar 18 mil câmeras em São Paulo? O pretexto é reforçar a segurança, mas eu aposto que a razão mesmo é dar mais vazão ao ego-de-corista-do-teatro-rebolado do nosso ídolo-mor: Gabriel Chalita, candidato a vereador que fez aquela ótima administração quando secretário da Educação do Estado.
17:34:29 - Pinto - Comentar

10 Setembro

A indicação e a contra-indicação

Pode até ser que a indicação de Sarah Palin tenha sido benéfica para a popularidade de McCain (o que os analistas americanos estão chamando de Efeito Palin, depois da mais recente rodada de pesquisas), mas não para a minha. Aproveito os telejornais da noite para uma sucinta análise política da cena eleitoral americana, proferida em voz baixa ("Dá um caldo, essa Palin") e vejo uma frigideira voar em minha direção, vinda da cozinha, seguida de alguns impropérios. Pra piorar, esses mesmos analistas vêm dizer que a indicação dela despertou imensa simpatia junto ao eleitorado branco feminino. Não aqui em casa.
00:33:15 - Zeno - 4 comentários

09 Setembro

Dois Montes Fuji são melhores do que um

Kobe Beef

Com vocês, Atsuko Sakuraba, modelo, atriz e prima em segundo grau do nosso John Self. Ele, aliás, está de malas prontas para o Japão, prum encontro familiar que promete ser inesquecível. Terá ele tempo e disposição de postar relatos exclusivos da Terra do Sol Nascente e da Prima Peituda?

(crdt carlão r.)
12:02:05 - Zeno - 10 comentários

Modéstia, thy name is ...

Dias atrás, quando do início da campanha eleitoral pelo rádio, ouço a querida voz do querido Paulo, Il Maluf, a dizer: "Pitta, Marta e Kassab gastaram zxwtsr milhões de dólares e não fizeram nada. Eu, com spkhj milhões, vou fazer a freeway". Penso com os botões do dial: "Err, seria melhor que ele não incluísse o Pitta na lista, por razões óbvias". Dias depois, a campanha muda e a frase passa a ser: "Marta, Alckmin e Kassab gastaram zxwtsr milhões de dólares", etc.

Os dias passam, ouço os jingles do Kassab e duas coisas saltam aos ouvidos: não dava pra entender patavina do que diziam, por conta da velocidade da cantoria, e havia uma pobreza evidente em tentar encaixar as "mensagens" eleitorais dentro do esquema rígido de rima, que consistia exclusivamente em "... ele sabe" e Kassab. Mais uns dias, outra mudança: as canções se tornam mais lentas, as referências à Marta mais claras, e as rimas agora obedecem a um esquema muito mais livre, já que aceitam qualquer verbo ou substantivo terminado em I ou IR – pra rimar com o bordão "Deixa o homem aÍ".

Por último, o problema da obrigatoriedade de mencionar os partidos que formam as diferentes coligações: "PB/PM/PBT/PMN/PQP/PRR/PSI" etc, com as siglas espremidas em fração de segundo e o pitch da voz distorcido e deselegante. Como um Nizan iluminado, dou mentalmente o pitaco: "Por que não usar os nomes poéticos, artísticos das coligações, muito mais curtos e eficazes, "São Paulo mais justa", "O amanhecer bandeirante", "Urna sagrada", etc? Ontem, novamente no rádio, ouço a idéia sendo posta em prática.

Donde o corolário: por que caralho ninguém nos chamou pra coordenar uma campanha política? Olha que 1) tem neguim na redação com experiência internacional de campanha (em Belém, terra natal de Jesus e da Joelma), 2) tem neguim na redação com experiência internacional de lavagem de dinheiro (um ex-publicitário ex-arrependido), 3) tem neguim na redação com experiência musical pros jingles e refrões, 4) tem até neguim pra dar pitaco abalizado em questões urbanístico-planejamentais, porquanto se trata de uma eleição municipal. De lambuja, temos como conselheiro alguém entendido em calotes de campanha, o nosso Ricardo Soares, que não vê a cor do dinheiro há anos mas faz um barulho danado.

Para combater o imponderável de uma eleição, Hipopótamo Zeno é a solução. Ou ainda: Inseguro com o pleito? Faça com o Zeno, faça direito.
11:35:48 - Zeno - 1 comentário

08 Setembro

In my cornitude

Como os sons do bem-te-vi, da maria-fumaça e dos forrós nas fazendas, a voz do Waldick Soriano faz parte da formação do meu mundo sonoro. No começo da década de 60, no grotão do Ceará onde nasci, disco novo do Waldick era sinônimo de sucesso. Dá pra afirmar, sem medo de erro, que inexiste lupanar no Nordeste sem disco dele.

Baiano de Caetité, o cabra escolheu o Ceará para viver seus últimos anos. Fazia shows com uma certa frequência, o que lhe ajudava a pagar o consumo diário de um litro de Teacher's. Ironicamente, não foi uma cirrose que o levou, mas um câncer na próstata. Ano passado, a mulher do candidato do Pinto nas próximas eleições presidenciais lançou o documentário "Waldick, Sempre no Meu Coração", precedido por um show no mais chique cinema de Fortaleza, lotado até as tampas. O show foi lançado em CD, o documentário talvez o seja em DVD.

Para vocês se distraírem, uma seleta das coisas de que mais gosto do cabra. Em primeiro lugar, as de autoria própria, que definiram o universo heterochifroafetivo do artista: Quem és tu (2,8MB), a primeira gravação e primeiro sucesso, Eu não sou cachorro, não (5,2MB), Tortura de amor (4,5MB), Vestida de branco (3,1MB), Uma empregada vai ser mãe dos meus filhos (3,7MB), Paixão de um homem (3,3MB), A carta (3MB) e A dama de vermelho (2,7MB), plagiando o Stevie Wonder com uns cinco anos de antecedência. Waldick também arrasava no setor covers. Ouçam aí o homem terçando armas com Frank Sinatra --Estranhos ao luar (4,5MB) a.k.a. Strangers in the night-- Bienvenido Granda --Perfume de gardênia (2,8MB) e Angústia (3MB)-- e Roberto Carlos --Esqueça (2,4MB) e Não se esqueça de mim (3MB), se é que vocês percebem a sutil tensão dialética.

Alguém aí pensou em piada pronta?

Vem cá, Luiza...
10:35:08 - Pinto - 6 comentários

07 Setembro

volte sempre

eu gosto mesmo qdo o argumento é que os democratas são pior prá gente.

The book is on the blog

Atenção senhores tradutores, sobretudo os das editoras Rocco e Globo:

- "West Bank" = Cisjordânia, em português. "Margem Ocidental" deve ser aquela página esquerda do original.

- "Tarragon" = Estragão, e não "tarragon" mesmo. Soa estranho em português, mas é melhor do que ter um livro excelente estragado por esses e outros desleixos típicos de quem não fez um primário direitinho.

- "Não estava imediatamete disponível para comentar" = Qualquer outra coisa que não seja essa expressão traduzida "on the foot of the letter". As editores têm que entender que do outro lado do balcão há leitores que pensam. Ainda.
12:49:49 - Pinto - 2 comentários

A whiter shade of Palin



Rosinha Garotinho
. Nossa resposta —antecipada— à futura presidente dos EUA, se Deus quiser chamar o McCain antes do fim do mandato (e Ele haverá de querer). Prova de que o fundamentalismo religioso, aliado ao populismo de quinta, não é impeditivo para a excelência na administração pública, nem para qualquer outra esfera celestial, amém.
12:40:08 - Pinto - Comentar

06 Setembro

Baixou a cabôca Sontag

Eu me lembro daquele filme "Uma noite sobre a terra", aquele da colagem de situações em táxis. Acho que era do Jarmusch —tenho preguiça de googlar agora e não vem ao caso. Lembro especificamente de um trechinho com o Roberto Benigni, antes de se transformar no mala que de fato virou. Pois bem. Passando por Roma ele via o Hotel delle Genie e começava a se questionar por que catzo o troço se chamava assim, especulando sobre os hóspedes que eventualmente lá estariam acomodados: "Charlie Parkere", carregando no sotaque, "Shakespeare". "Shakespeare, Charlie Parkere", imaginava apresentar um ao outro.

Recordo essa cena específica, e era esse um dos baratos do filme, porque nivelava à categoria dos gênios um sujeito como Charlie Parker. Não sou exatamente um fã ardoroso de jazz, mas não tenho como discordar. E quanto ao velho bardo, não cabem nem comentários. Mas ambos estão mortos —ou permanecem vivos apenas no coração de cada fã, à vossa escolha.

Todo o intróito é para dizer que toda vez que lembro disso me pego imaginando quem seriam os personagens contemporâneos que eu hospedaria no Hotel dos Gênios, para compor a mesma cena. Sempre alterno ou me falta o nome de um, mas o outro é cadeira cativa: Stevie Wonder.

É o gênio mais gênio com quem eu tenho o privilégio de compartilhar uma parte dos meus anos vividos, por sorte muito mais minha do que dele, claro. "Stevie Wonder? Suíte presidencial, senhor". E ainda pediria para autografar a cédula da gorjeta.

Em tempo: Susan Sontag também ocuparia, claro, um quartinho no mesmo endereço.
00:08:41 - Pinto - 4 comentários

04 Setembro

Epocler, Eparema, Plasil e Hepatodorum

Folheando o volume "Crack-Up", lançado pela L&PM no ano passado e que traz um bom apanhado das anotações soltas de Scott Fitzgerald (que, juntas, compõe um livro que caço há anos, esgotado nos EUA, "The Notebooks of FS Fitzgerald"), topo com a seguinte classificação, a propósito de uma bebida não especificada: "Você pode pedi-lo em quatro tamanhos: demi (meio litro), distingué (um litro), formidable (três litros) e catastrophe (cinco litros)."

Vou adotar.
07:13:00 - Zeno - 24 comentários

em se cantando tudo dá


só tomano umas

vi uma festa duma comunidade em que um cara cantava todo feliz,
e absolutamente ninguém dos 590 convivas prestava a mais mínima atenção,
nem as netinha dele,
comprende?
01:03:26 - George Smiley - Comentar

03 Setembro

Língua do S

Deu na Folha: "Como na cidade *** não existe propaganda eleitoral na TV, por não existir emissora local, o candidato disse que faz a campanha baseada em '5 S' que, segundo ele, são: 'saliva, sapato, suor, santinho e simpatia'. 'Tenho em média 15 compromissos por dia, além dos comícios no final de semana', afirmou."

Sugestões para outros "S" na caixa de comentários, por favor.
08:33:19 - Zeno - 8 comentários

Como diria o arquiteto Christian Fittipaldi,...

... este aqui a gente rrriicomenda, com jabá e tudo. Deu na Inbox:

Arquitetura Contemporânea e Cidade Global
Curso com Guilherme Wisnik

"Uma discussão de temas fundamentais da arquitetura contemporânea, como as transições artesanato-indústria-espetáculo midiático; a aproximação entre a arquitetura e a arte contemporânea a partir dos conceitos de 'informe' e de 'formalismo'; e a crise da cidade, apontando para a separação entre um mundo de favelas e trabalho informal, e os 'paraísos artificiais' das cidades-resort."

O programa e os horários estão no Leia Mais. [Leia mais!]
07:42:45 - Zeno - 3 comentários

02 Setembro

de botucatu a são carlos

por torrinha e itirapina.

a estrada é uma das mais bonitas qu'eu já vi, não que isso fosse muito indicativo.
mas é linda no seu sobe e desce de encostas, sempre num asfalto bem conservado, c/ uma sinalização perfeitamente adequada prum dia de domingo ensolarado.
c/ isso, leva-se 2 horas duma a outra.
confortavelmente. [Leia mais!]

01 Setembro

Criador e Criatura

Sob o título acima, segue trecho de entrevista de Roberto Civita ao Meio & Mensagem desta semana, sobre as "críticas contundentes" que Veja recebe:

"Elas não têm a menor importância. É impossível ser unanimidade. Para mim, é suficiente ser aprovado por 99% das pessoas. O resto que se dane".

Faço orgulhosamente parte do 1% danado.
15:00:00 - Pinto - 4 comentários

Durma-se

Que a Santa Madre tem um pendor para o S&M é fácil constatar: basta dar uma olhada na sua iconografia. Agora, o fato de um padreco promover uma queima de fogos à meia-noite de um domingo, em plena área residencial de São Paulo, a pretexto de comemorar o fim de uma quermesse, é perversão demais para minha cabeça.

E não adianta código de posturas, Lei Cidade Limpa, advertência do Corpo de Bombeiros, o escambau. Teve queima há um mês, teve ontem. Meia hora cada uma. Minha cadela e meu filho agradecem o fato de terem sido despertados do sono por Nossa Senhora Achiropitta. Eu, que moro a uma quadra desta e outras duas igrejas evangélicas, sigo achando que Deus e seus intermediários têm um severo problema de audição. E seus fiéis, de educação.
09:02:07 - Pinto - 3 comentários

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