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A hora do DJ Mandacaru

Velharias musicais sempre fresquinhas.


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08 Setembro

In my cornitude

Como os sons do bem-te-vi, da maria-fumaça e dos forrós nas fazendas, a voz do Waldick Soriano faz parte da formação do meu mundo sonoro. No começo da década de 60, no grotão do Ceará onde nasci, disco novo do Waldick era sinônimo de sucesso. Dá pra afirmar, sem medo de erro, que inexiste lupanar no Nordeste sem disco dele.

Baiano de Caetité, o cabra escolheu o Ceará para viver seus últimos anos. Fazia shows com uma certa frequência, o que lhe ajudava a pagar o consumo diário de um litro de Teacher's. Ironicamente, não foi uma cirrose que o levou, mas um câncer na próstata. Ano passado, a mulher do candidato do Pinto nas próximas eleições presidenciais lançou o documentário "Waldick, Sempre no Meu Coração", precedido por um show no mais chique cinema de Fortaleza, lotado até as tampas. O show foi lançado em CD, o documentário talvez o seja em DVD.

Para vocês se distraírem, uma seleta das coisas de que mais gosto do cabra. Em primeiro lugar, as de autoria própria, que definiram o universo heterochifroafetivo do artista: Quem és tu (2,8MB), a primeira gravação e primeiro sucesso, Eu não sou cachorro, não (5,2MB), Tortura de amor (4,5MB), Vestida de branco (3,1MB), Uma empregada vai ser mãe dos meus filhos (3,7MB), Paixão de um homem (3,3MB), A carta (3MB) e A dama de vermelho (2,7MB), plagiando o Stevie Wonder com uns cinco anos de antecedência. Waldick também arrasava no setor covers. Ouçam aí o homem terçando armas com Frank Sinatra --Estranhos ao luar (4,5MB) a.k.a. Strangers in the night-- Bienvenido Granda --Perfume de gardênia (2,8MB) e Angústia (3MB)-- e Roberto Carlos --Esqueça (2,4MB) e Não se esqueça de mim (3MB), se é que vocês percebem a sutil tensão dialética.

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