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Jornal Velho

Recortes e papéis de ontem, de duas décadas, do mês passado, de hoje - o pesadelo do pessoal de limpeza.


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25 Setembro

O púbico e o privado

Notícia cabeluda essa, hein!

Foi destaque nos principais portais de notícias brasileiros hoje e, dada a relevância, nós registramos: aos 45 do segundo tempo, Claudia Ohana voltará a posar pelada, ou quase isso.
18:44:56 - Pinto -

22 Setembro

E já que o assunto é moda...

Na nossa dica de leitura da semana, reproduzimos instigante artigo extraído da não menas instigante Você S/A, cuja capa sintomaticamente avisa que "Rir é o melhor remédio". Riamos, atentando para o escorregão à Marcos Cintra no final:

Aprenda a se vestir no casual day

O casual day liberou o guarda-roupa dos executivos e vem se tornando cada vez mais comum nas empresas. Mas o que fazer com essa liberdade? Sem saber, muita gente acaba metendo os pés pelas mãos na hora de se vestir. A seguir, Paulo Tavares, gerente de produto da confecção masculina Yachtsman, esclarece algumas das principais dúvidas dos profissionais. [Leia mais!]
15:35:42 - Pinto -

21 Setembro

"I am your father!"

A essa altura todo mundo já deve ter lido o perfil do Daniel Dantas que saiu na Economist, né? O texto não é grande coisa, mas vale a pena destacar uma frasezinha perdida ali, que caracteriza o banqueiro como um gênio do mal das finanças, uma espécie de Darth Vader com planilhas (Darth Vader with spreadsheets). Sensacional, né?
11:19:51 - Zeno -

16 Setembro

Marcos Cintra com legendas!

Atendendo a pedidos em nossa caixa postal, e no reconhecimento das dificuldades de compreensão trazidas pelo percuciente artigo de Marcos Cintra citado abaixo e publicado na Folha de S. Paulo nesta segunda-feira, 15 de setembro de 2008, resolvemos republicá-lo na íntegra e com o auxílio de notas explicativas no Leia Mais.

Direitos do trabalhador doméstico
Marcos Cintra

O inferno está repleto de almas bem-intencionadas (1).
Pode ser o caso dos que defendem a PEC (2) em estudo no governo que pretende "conceder" (3) ao trabalhador doméstico o "direito" (4) a jornada de oito horas, pagamento de hora extra, adicional noturno, salário-família e FGTS obrigatório (5).
É "politicamente correto" (6) aplaudir essas medidas. Afinal, dirão os mais ingênuos (7), por que discriminar contra os trabalhadores domésticos? Mas o que eles não percebem é que cada país tem suas instituições peculiares (8), que não devem ser autoritariamente (9) alteradas, mas, quem sabe, preservadas (10) quando são funcionais e produzem bons resultados (11).
Quanto ao trabalho doméstico, os costumes e as instituições brasileiros (12), em vez de serem discriminatórios contra esses trabalhadores, são favoráveis a eles (13). E as alterações em estudo podem gerar mais perdas do que ganhos para todos (14).
Apenas para exemplificar o risco que se corre no caso de uniformização (15) trabalhista para os empregados domésticos, cumpre lembrar o mal causado pelo Estatuto da Terra (16) para os trabalhadores rurais. O sistema de colonato, instituição secular brasileira (17), permitia aos empregados nas fazendas fazer o cultivo intercalar (18) nos cafezais. Ao mesmo tempo em que colhiam frutos de seu trabalho em benefício próprio (19), ainda ajudavam a manter limpas (20) as lavouras cafeeiras, aumentando a produtividade e a rentabilidade do café no Brasil, que se tornou o maior produtor e exportador mundial (21). Além disso, os fazendeiros forneciam casas nas colônias para os trabalhadores (22), que complementavam os rendimentos com atividades como o cultivo próprio de hortas e a criação de animais (23).
Toda essa estrutura social foi subitamente desmontada (24) pelo Estatuto da Terra, que incorporou os rendimentos paralelos (25) ao salário dos trabalhadores. Isso gerou conflitos insuperáveis e passivos trabalhistas (26) para os fazendeiros. O resultado foi o êxodo para as cidades (27), o abandono de residências rurais (28), o afluxo de milhões para favelas nas cidades (29) e um enorme déficit habitacional (30), que ainda onera nossa sociedade (31).
Portanto, o governo deve ser cauteloso ao considerar o desmonte (32) de instituições criadas ao longo dos anos no tocante ao trabalho doméstico. Erros poderão resultar em aumento do desemprego (33), prejudicando os milhões de trabalhadores nessa atividade. Ademais, não há sinais de rejeição ou de desconforto na relação patrão-empregado (34).
É importante dizer que hoje os domésticos são, no meu entender (35), discriminados a seu favor (36). Há exceções (37), mas a regra no Brasil é a de um relacionamento cordial (38) entre patrões e empregados domésticos, em que o binômio trabalho-descanso segue, de comum acordo (39), as especificidades de cada domicílio (40). A esses funcionários são concedidos habitação, alimentação, vestuário e, não raro, tratamento médico (41). É mais comum a empregada doméstica ser tratada como membro da família (42) do que como mucama escrava (43), como querem fazer crer alguns membros do governo (44) que desejam mexer em vespeiro, achando que isso poderá lhes trazer dividendos políticos.
Cuidado com o andor (45), pois a mudança pode ser um brutal retrocesso social oculto sob o manto da modernidade e da igualdade de direitos (46). [Leia mais!]
13:04:03 - Zeno -

15 Setembro

Tio Patinhos

Na sugestão de leitura de hoje, destacamos o artigo perpetrado pelo venerando professor Marcos "Imposto Único" Cintra —o candidato a vereador que se apresenta no horário eleitoral como "cinco patinhos na lagoa com Kassab prefeito".

Ele opina contra o pagamento de FGTS aos trabalhadores domésticos argumentando que "os costumes e as instituições brasileiros, em vez de serem discriminatórios contra esses trabalhadores, são favoráveis a eles".

A íntegra esta aqui, para assinantes.
14:14:37 - Pinto -

10 Setembro

A indicação e a contra-indicação

Pode até ser que a indicação de Sarah Palin tenha sido benéfica para a popularidade de McCain (o que os analistas americanos estão chamando de Efeito Palin, depois da mais recente rodada de pesquisas), mas não para a minha. Aproveito os telejornais da noite para uma sucinta análise política da cena eleitoral americana, proferida em voz baixa ("Dá um caldo, essa Palin") e vejo uma frigideira voar em minha direção, vinda da cozinha, seguida de alguns impropérios. Pra piorar, esses mesmos analistas vêm dizer que a indicação dela despertou imensa simpatia junto ao eleitorado branco feminino. Não aqui em casa.
00:33:15 - Zeno -

01 Setembro

Criador e Criatura

Sob o título acima, segue trecho de entrevista de Roberto Civita ao Meio & Mensagem desta semana, sobre as "críticas contundentes" que Veja recebe:

"Elas não têm a menor importância. É impossível ser unanimidade. Para mim, é suficiente ser aprovado por 99% das pessoas. O resto que se dane".

Faço orgulhosamente parte do 1% danado.
15:00:00 - Pinto -

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