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A hora do DJ Mandacaru

Velharias musicais sempre fresquinhas.


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14 Janeiro

Jovem também tem saudade

A nano há de me perdoar, mas esse conversê de Vila Madalena despertou as lombrigas da minha memória. Exceto por um breve período envolvendo Aclimação, se me perguntarem what are you doing of the rest of your life eu respondo: ficar aqui pela vila mesmo, já me deu um puta trabalho vir do Ceará prá cá...

Antão, em 1980 aconteceu o Festival Feira da Vila. Só o pessoal de lá mesmo. Sobrou pouco: uma cacetada que há de durar muito tempo -- Itamar Assumpção (que o negão não abria mão do "p"), com "Nêgo Dito" (pegou um miserável terceiro lugar) --, Jorge Matheus, com "Tem Maria", que levou o primeiro prêmio, e uns tais de P. Miklos e A. Antunes Filho, que nem menção honrosa pegaram.

Ouçam aí e me digam.

12 Janeiro

A falta que um porão faz

Porão do bem, Smiley, foi tu catucar e eu começar a lembrar daqueles shows, alguns viraram discos, você sabe.

Ah, e eu também me lembro do meu amigo maranhense-cearense Riba agitando uma manifestação anarquista, com queima de certificados de reservista, na Praça dos Três Poderes: "Xerox num vale, seus féladaputa, tem que ser o original!".

Mas o conversê aqui é música: dois dos primeiros discos gravados ao vivo no Lira nasceram encangados. O Tico Terpins estava escrevendo o roteiro do show da Cida Moreira quando chegou o Zé Rodrix. Uma garrafa de Jack Daniels depois chegaram à conclusão que quem grava um, grava dois. Assim saiu aquele que seria o último da Aracy de Almeida ("Ao Vivo e à Vontade") -- explicando o que era esse negócio de lésbica, avisando que ia cantar músicas com mais de 500 anos de idade (tudo Noel) e que precisava fazer a fimose do microfone -- com o primeiro da Cida Moreira ("Summertime").

Dois anos depois, sairia o segundo da Cida ("Abolerado Blues"), pelo mesmo Lira, e que em uma das músicas trazia o grito de guerra das moças da época, que nos gelava o sangue: "TIRE ESSE CACHIMBO DA BOCA, SEU RATO!".

O lerê todo está na sequência. [Leia mais!]

08 Janeiro

Eu num tô tintindo nada

Tá bom, agora chega. A nano tá se rebelando, querendo receber pelo que paga. Ao trabalho, cambada.

A bolacha abaixo é uma homenagem ao trepidante final de ano da redação hipopotâmica. E, também, um apelo ao retorno à morigeração. Essa farra se foi e, afinal, o carnaval está logo aí. Menas, moçada.

Ganja, chá, mariajoana, pó, fumeta são os temas da coletânea "Viper Mad Blues - 25 songs of dope and depravity", cuidadosamente analisados por especialistas como Cab Calloway (Kickin' The Gong Around), Victoria Spivey (Dope Head Blues), The Memphis Jug Band (Cocaine Habit Blues), Fats Waller (The Reefer Song), Gene Krupa (I'm Feeling High And Happy), enfim, vocês entenderam.

Agora, todo mundo junto: "Ê, ê, ê, fumacê/Á, á, á, fumaçá". [Leia mais!]

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