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Tectum Intuentes

Ociosidade produtiva - textos reflexivos, anotações íntimas, sacanagens e demais ressentimentos.


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26 Fevereiro

Faroeste

Ontem vi um filme de guerra.Da II. Aquele com o Nicolas Cage e um bando de mocinhos como o Christian Slater e outros tantos que vNao morrendo do início ao fim do filme. O Nicolas tem um soldado amigao que é índio. Pra quem nao sabe, os americanos usavam indios pra operar os rádios. Eles falavam em navajo. A japonesada ficava louca tentando decifrar o código. Duas cenas me chamaram atenção. Uma matança de lado a lado numa aldeia, onde japas e americanos iam se matando francamente, com tiro, faca, baioneta, puxão de cabelo e tapa na cara. Outra, no final do filme, com o tal indião chorando e fazendo um despacho no deserto para a alma do amigo morto, na presença do filho de uns 6 anos e da esposa. Lá pelas tantas ele olha pro filho e diz que se alguem algum dia perguntar sobre o George (o morto) ele deveria dizer que tinha sido um herói e um gde homem. Vcs me entenderam?
13:35:08 - Lama - 13 comentários

25 Fevereiro

Um pausa para escutar o aniversariante do dia

11:21:26 - Pinto - 4 comentários

20 Fevereiro

Promessa é dívida II

já cansei de postar de madrugada e ter que apagar no dia seguinte antes que algum(a) de vcs lessem. Esses posts de fim de noite são invariavelmente misóginos. Ou parecem ser. Eu não sou um porco chauvinista, mas vcs mulheres não tem um parafuso no lugar. Drama ou comédia, e disso apenas depende o dia da semana (por amostragem, 2as, 3as e 4as estão mais para comédia assim como 5as e 6as mais para drama), é desconcertante ter a idade que eu tenho e ainda não entender patavinas do que vcs estão falando. certo está o editor, que bom conhecedor dos meus ãnimos avisou: - lama, nada de posts depois da meia-noite.
00:33:14 - Lama - 11 comentários

18 Fevereiro

Promessa é dívida

prometi pro pessoal aqui da redação não postar mais nada bêbado, depois das 23h. então tá. amanhã vc s voltem que eu tenho uma história ótima pra contar. bj.
00:54:32 - Lama - 8 comentários

17 Fevereiro

"Vai pro gol"

E domingo foi o Dia do Botonista, provavelmente a única data oficial cujo nome é rejeitado pelos próprios homenageados. "Botonista o caralho, meu nome é jogador de botão" é um dos bordões comumente proferidos nas mesas Brasil afora por aqueles que já passaram pelas bolinhas de pastilha do War, pelos goleiros de caixa de fósforo, pelas tampas de relógio, pelos dadinhos no lugar da bola e pelas cartelinhas com os escudos dos times, que a Placar publicava no final de cada edição, em meados da década de 70.

Nossas homenagens a eles, pois, e a um amigo aqui do botequim, diretor de teatro nas horas vagas e jogador de botão em tempo integral, o único sujeito que conheço que sabe que Beckett também é o nome do quarto zagueiro do Huddersfield, de West Yorkshire, brioso time da terceira divisão do futebol inglês.
09:44:01 - Zeno - 4 comentários

16 Fevereiro

segunda

tudo bem que já ´quase terça, mas aqui entre nós, segunda é uma merda. Essa vida de escritório d´å no saco. Esses dias fui obrigado a escutar uma ladainha de "time vencedor". Sabe como é? autoajuda empresarial. quase vomitei. achei que na minha idade já tinha me livrado desse tipo de asneira. que nada. o mundo empresarial ´a lama da lama. sabe desdobramento, aquele treco espírita em que a alma sai do corpo? é assim que eu me sinto em algumas reuniões. minha alma vaga pela sala até que alguém chama meu nome. só tive sensa~ao semelhante numa aula de contasbilidade na faculdade num sábado de sol. Lama, até os joelhos, mas ainda de pé.
23:12:18 - Lama - 5 comentários

Cinqüenta com corpinho de 49

Do conto do Fitzgerald que gerou o filme O Estranho Caso de Forrest Button:

“I like men of your age,” Hildegarde told him. “Young boys are so idiotic. They tell me how much champagne they drink at college, and how much money they lose playing cards. Men of your age know how to appreciate women.”

Benjamin felt himself on the verge of a proposal—with an effort he choked back the impulse.

“You’re just the romantic age,” she continued—“fifty. Twenty-five is too wordly-wise; thirty is apt to be pale from overwork; forty is the age of long stories that take a whole cigar to tell; sixty is—oh, sixty is too near seventy; but fifty is the mellow age. I love fifty.”

Fifty seemed to Benjamin a glorious age. He longed passionately to be fifty.

“I’ve always said,” went on Hildegarde, “that I’d rather marry a man of fifty and be taken care of than many a man of thirty and take care of him.”


(crdt: aquele inenarrável site russo citado nos comentários deste post aqui)
08:05:57 - Zeno - 8 comentários

12 Fevereiro

Reforma ortográfica

Tá tudo certo, vc fez tudo direitinho e tá até um pouco ansioso pra mostrar o resultado. Ela olha o fruto do trabalho suado e noites mal dormidas e diz: "Tem não tem mais acento. Erro básico esse, hein?" Ai vc pensa: "E revólver, ainda tem acento?"
16:42:36 - Lama - 9 comentários

reinvenções de sismesmas/os: simios ou sismicos

a arte projeta a vida pq., senao, a vida se mata.
de bebes ou de bebes, equina ou equino. [Leia mais!]

11 Fevereiro

Exagerado

Descobri que só fico feliz qdo estou trabalhando muito ou quase nada.

O meio termo me aborrece a ponto de ir para o quase nada, mesmo tendo o que fazer, e depois ser obrigado a trabalhar muito pra dar conta dos prazos.
12:48:09 - Lama - 12 comentários

08 Fevereiro

Respiro

Pausa para uma entrevista iluminada com o diplomata e crítico André Corrêa do Lago, numa bela edição domingueira do Estadão em que o debate sobre arquitetura ganha escala, se me permitem a metáfora temática —até um artigo de Daniel Piza omitiu a primeira pessoa do singular e desceu palatável (a coluna de Insônia Racy, não, esta permanece o lixo habitual. Mas digressiono). Aos trechos:

Como o senhor definiria a arquitetura do prédio da Daslu?
Não é arquitetura. Com boa vontade , é arquitetura errada. Quer fazer um prédio neoclássico, tudo bem, mas não esqueça que o classicismo tem regras precisas. Tem que saber onde colocar as colunas como usar os elementos decorativos etc. É o caso do sujeito que acha que entende a língua mas só conhece palavras, e não a gramática. Daí sai dizendo "casa", "cachorro", "pedra", "raio". E palavras soltas não fazem sentido. Arquitetura é linguagem.

(...)Um grande edifício não pertence nem ao arquiteto nem àqueles que o construíram. Pertence às milhares de pessoas que o veem. Porque faz parte do cotidiano delas. Levando isso em consideração, o Brasil deveria melhorar suas decisões. Esse conjunto indescritível erguido aí em São Paulo, prédios de luxo grudados num shopping center, é um caso exemplar: por que nós teremos de olhar para aquilo pelo resto das nossas vidas?


Como dizem por aí, o Itamaraty não improvisa. ?
10:59:30 - Pinto - 11 comentários

02 Fevereiro

Agora vai

Férias. Uma hora elas acabam. Decidi voltar das minhas neste fim de semana, depois que duas pessoas diferentes, na praia, me perguntaram quanto estava saindo o preço da pescada.

Que venha o carnaval, pois, começando já na semana que vem, com o famoso Grito Pré-Carnavalesco De Antecipação do Tríduo Momesco.
11:36:19 - Zeno - 10 comentários

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