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Zenices

Pensamentos de Zeno acrescidos de pérolas de igual verve vindas de procedência vária.


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31 Março

Melhor esperar a telona



Não que ninguém precise saber. Mas comecei a ler o livrinho aí de cima cheio de expectativas. "Autor revelação." "Direitos comprados para virar o próximo filme dos Coen." "Enredo inventivo" e mais um monte de ovos babados. Pode ser. Mas acrescentaria duas impressões: falta um glossário de iídiche —e olhe lá que eu, goy gentio de todo, sou mais versado na colônia do que muito judeu por aí. A segunda: não se trata propriamente de literatura, senão de um roteiro pronto para filmar, um guión, como diriam os hispânicos. É o tipo da obra que não se sustenta apenas no papel, mas requer dramaturgia, ou melhor, cinematografia para ser fruída, ou ainda, compreendida.

Uma pequena decepção. Não tenho aspirações a ator. Contento-me sendo leitor. Quando muito, espectador. Talvez dê um bom filme.
11:06:33 - Pinto -

13 Março

Anedotas de salão

O rádio-enigma da semana

"Duas moças entram num hotel, falam com o hoteleiro e se retiram. Quantas horas são?

Falta um quarto para as duas."

Anatol Rosenfeld, no jornalzinho Crônica Israelita, em 1946.
16:37:05 - Zeno -

07 Março

Poesia nesta granja

A página de opinião do Estadão é um prodígio. É lá que periodicamente mantemos contato com entes como João Mellão, o filósofo Paulo de São Paulo e outros menos votados, que ali nos iluminam, e ao mundo, a percuciência de suas idéias.

Porém, nosso favorito, por um pescoço de vantagem, acaba sendo José Nêumanne Pinto, que lá figura sem o último sobrenome, sendo esta uma opção individual, à qual não cabem reparos, senão o próprio registro e a constatação de que não há entre nós —e, imagino, entre você e ele— nenhuma parentela. Digressão feita, retomemos.

Com ou sem Pinto, discorre o escriba com maestria sobre um tudo, do alfinete ao foguete, sempre associando o tema da vez a uma habitual estocada em Lula, que afinal existe, e tudo que lhe diga, ou não, respeito.

Mercê da revista Caras desta semana —ou da semana passada, ou do ano passado, qual a diferença?—, para nosso subido gáudio, descobrimos que o homem —não Lula, que não passa de um analfabeto; mas Nêumanne, que passa— possui múltiplos talentos e também é pintor e poeta, dentre outras habilidades que talvez nem se nos tenham sido descortinadas.

Referenciamos então à íntegra de Pau no Cu Palco Nu, in Solos do Silêncio — Poesia Reunida, para deleite de nossa nanoaudiência.

Vai ou não vai para o trono?
21:11:30 - Pinto -

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