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A hora do DJ Mandacaru

Velharias musicais sempre fresquinhas.


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28 Março

Show de calouros

Eles todos e elas todas ganhavam a vida como atores e atrizes (boa noite, presidente), mas também costuravam para fora no setor de música.
O que vocês vão ouvir agora é um apanhado meio ao acaso de músicas gravadas por esse povo aí. Se quisessem, alguns deles poderiam perfeitamente ter feito carreira como canários. Outros, bem, a tolerância humana é infinita, quando se trata de nossos ídolos.
De propósito, vou abrir só os nomes das músicas. Quem reconhecer a voz de mais de metade fará jus a uma carteirinha de sócio remido da Cinemateca Zzzzzzzeno, com direito a assistir ao próximo festival de cinema iraniano ao lado do nosso editor-em-chefe.

Para efeitos didáticos, dividi os arquivos em "Atores" e "Atrizes". Se você estiver muito aguado para saber quem canta o que, ou apenas decidir se vale a pena baixar a trolha, é só ir no bizu. [Leia mais!]

27 Março

Arcebispo de Recife, perdoai nossos pecados

Não é que eu conheça tudo do Ennio Morricone. Afinal de contas, entre trilhas e outras peças o cabra tem mais de 600 discos gravados, dos quais já passei os ouvidos por uns 400. Nunca ouvi nenhum ruim - vai de bom a extasiante. E ele não se limita a escrever maravilhas: também arranja e rege, às vezes quatro ou cinco trilhas simultaneamente. Enfim, o Ennio trabalha mais do que redator do HZ.

Um dos seus mais belos e estranhos discos foi feito em parceria com a cantora sarda Clara Murtas. Raro, também - gravado em 2000 e lançado em 2002, dele foram queimadas apenas 2 mil cópias, que obviamente viraram peça de colecionador.

O disco foi uma encomenda da Clara, velha conhecida do maestro, desde que ele gravou um disco em homenagem ao poeta dissidente grego Alexandros Panagulis, em 1974. A idéia da cantora era recriar a tradicional Ave-Maria da Sardenha "Deus Ti Salvet Maria". O maestro topou, desde que tivesse liberdade para improvisar nos arranjos e criar novas melodias. A coisa ficou dividida em três movimentos: Fuga dal presente, do Ennio; Ave Maria - Deus Ti Salvet Maria, o texto tradicional; e In Forma di Stella, texto da Clara, dedicado ao Gramsci. A bagaça toda recebeu o nome de "De sa terra a su xelu".

Os três movimentos mais um pdf do libreto não somaram mais do que 30MB, isso em 320kbps. Se eu fosse vocês, baixava.
22:14:51 - DJ Mandacaru - Comentar

Astor e penetras

Complicado esse negócio aí do Piazolla, viu?
Sempre preferi o próprio tocando suas coisas, no máximo com alguém convidado. Mas também tem coisas bacanas, ele de fora: de premêra, lembro das gravações do Kremer, ou do Barenboim, ou...sei lá, o cara foi mais gravado do que o Mancini.
Tava agorinha mesmo ouvindo uma das coisas do Astor em que ele perfeitamente pôde estar de fora. O Richard Galliano, com um conjunto de cordas dá conta bem direitinho da tarefa. Tocando sofona, um instrumento, digamos assim, que vem incorporado à rede onde cearense preguiça. Desde novinho.
Lá no pacote tem todos os dados: quem toca, que música e tal, em modestos 87 MB.
Eu gosto. [Leia mais!]

22 Março

Arcebispos detonam carreira da mulher de Miles Davis

Mesmo para os padrões relaxados da década de 70, a Betty Davis escandalizava, é só dar uma espiada nas letras do seu LP de estréia, lançado em 1973, embora ela não fosse exatamente uma noviça no vício. Em 1967, antes de completar 20 anos, a moça já havia emplacado um sucesso na voz dos Chambers Brothers. Aos 23 estava casada com um tal de Miles Davis, que tinha o dobro de sua idade, e a quem apresentou Jimi Hendrix, Sly Stone, o rock psicodélico e um guarda-roupa novo. Um ano depois estavam separados. Na sua biografia o trumpetista sukita reconhece que a Betty era "too young and wild" pro caminhãozinho dele.
No seu disco de estréia, Betty Davis se cercou do que havia de melhor na praça: a cozinha era formada por Larry Graham (baixo) e Greg Errico (bateria), ambos da Sly & Family Stone. Os guitarristas Neal Schon e Michael Carabello davam expediente na banda do Santana. Os backing vocals foram providenciados pelas Pointer Sisters.
O disco, claro, foi boicotado pelos carolas de praxe -- manifestos em igrejas, protestos nas rádios, essas coisas. D. Davis ainda tentou, por duas vezes, seguir a carreira, até jogar a toalha e decidir cuidar da vida em Londres. Seus três discos são venerados pelo povo que gosta de funk. Vou botar o primeirão. Se vocês gostarem, boto os outros dois. [Leia mais!]

Uma prancha de surf, faichfavoire

A ingresia começou lá no blog do Sergio Leo, a troco de um vídeo com o Paul McCartney tocando um ukulele (a.k.a. cavaquinho). Conversa vai, miolo de pote vem, lamentavelmente ninguém lembrou da Marilyn tocando magistralmente o mesmo instrumento em Quanto Mais Quente Melhor, pra vocês verem a falta que o Zeno faz em algumas rodas. O papo acabou degenerando em especulações sobre a influência portuguesa no constructo da música havaiana, Elvis Presley à parte.
Foi aí que me lembrei de um disquim que trata exatamente do assunto. A sociologia tá num texto ajuntado no mesmo RAR.
Só pra quem gosta muito.

18 Março

Ad majorem Dei gloriam

Vocês podem não acreditar, mas o Pinto é um homem muito pio. Daquele modelo ajoelha-e-reza todo santo dia.
Para se ter uma idéia do fervor religioso do nosso colega de redação, na sua casa, um mês antes da Semana Santa, só rola som sacro. Durante uma visita de apresentação do Fred à sociedade hipô, consegui surrupiar uma bolachinha do player do cabra. Como dizem os rapazes da Globo: confiram na sequência.

[Leia mais!]

11 Março

Leonard mais vivo do que morto

Demorou, mas apareceu. Você, prezado leitor-amigo, que não pôde estar em Noviorque no risorgimento do Leonard Cohen, vai poder ouvir o show do dia 19 de fevereiro p.p. Tudo cortesia do T.U.B.E.

Se você catucar mais um pouco, vai achar outros cinco shows do cabra.

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