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Filmes esquisitos

Nós gostamos mesmo é do escurinho.


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24 Abril

A casa em pequenos cubos (2008)


La Maison en Petites Cubes from dorsumi on Vimeo.

Quando eu crescer, quero fazer um filme como esse aí em cima. Podem clicar, serão os doze minutos mais bem gastos desta semana. Deste mês. Deste ano.

(crdt monsieur barré)
11:14:25 - Zeno -

22 Abril

O Mundo (Shijie, 2004)

mundão véio com porteira

Perguntas:

-- que filme recente pede duas, três revisões para que se entenda o tiroteio de idéias que ele propõe?

-- que filme recente traz enquadramentos arquitetônicos tão magníficos que fazem a gente pensar que o Antonioni ressuscitou na província de Shanxi, norte da China?

-- que filme recente se propõe a discutir a noção de que o significado de uma cena depende de um quadro de referências instável, que se renova e se refaz, em que a imagem A pode tanto significar o objeto A quanto o objeto B, inclusive à medida que um travelling acontece?

-- que filme recente é capaz de nos oferecer rimas visuais (de temas, de enquadramentos, de locações) a cada cinco, dez minutos, montando um mosaicão em que cada pedaço às vezes ecoa, às vezes alude, às vezes determina recíproca e rigorosamente a posição de um outro pedaço?

-- que filme recente traz tudo isso e ainda encontra tempo para discutir o estado atual do capitalismo chinês, a solidão das grandes cidades, o êxodo do campo, a alienação do trabalho, a incomunicabilidade das pessoas (exponenciada pelo uso do celular) e mais uns dois ou três pitacos debordianos sobre o simulacro, o original, a cópia e outras mumunhas?


Resposta: por enquanto só um, o citado no título do post, dirigido pelo chinês Jia Zhangke (ou Zhang Ke) em 2004, cuja existência e qualidade havíamos suspeitado em conversa anterior aqui no botequim, e que só agora pudemos conferir por descuido da ignorância que deu uma trégua. Dissemos só um mas o número pode aumentar, porque baixamos a filmografia completa do rapaz (nascido em 1970!) e mais pepitas devem rondar por lá. Pra citar frase do queridinho do blog, o crítico Jonathan Rosenbaum, "maybe the biggest achievement of the movie is that it actually lives up to its title".
17:25:49 - Zeno -

16 Abril

so-rio

um dos motivos pq. o rio é lindo é pq. eles ainda sabem fazer mts coisas mt. bem.
além das garotas e respectivo chopp.

uma delas é o trabalho de mapeamento histórico e ambiental.
eu vi mais um aqui e fiquei besta.
[Leia mais!]
13:27:02 - George Smiley -

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