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Eu me envergonho

O lado B do Je me souviens.


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20 Maio

Uma dica para ladrões de banco

Carro-forte?
Carrinho de bebê: uma terrível ameaça bancária, segundo o Bradesco

Não pretendia dar um tom muito confessional a este espaço, mas afinal isso aqui é um blogue. Então de formas que me permitam mais um relato —será o último por enquanto, prometo—, correndo o risco de transfomar essa modesta redação numa espécie de Procon dos pobres.

Eis que venho de fazer uma descoberta importante e resolvi torná-la comum. O Bradesco vê graves ameaças em carrinhos de bebê. Por isso barrou minha entrada numa agência, na tarde de ontem. Recusando-se a dar passagem, o diligente segurança, com a mão no coldre, perguntou se meu filho "tinha algum problema". Inadvertidamente, respondi que problema teria ele, o segurança, que se recusava a abrir a porta de acesso especial para um garoto de menos de dois anos de idade numa agência, aliás, vazia.

Mais solícita foi a funcionária do Bradesco, que veio até o lado de fora da agência me perguntar se eu não poderia pegar o bebê no colo e deixar o carrinho, carregado de armamentos pesados como fraldas, mamadeiras e chupetas, por ali mesmo. Preferi dar a volta e ir embora, assustado com os índices de assaltos a bancos perpetrados por infantes empurrados por seus pais.

Enquanto aguardo esclarecimento do Bradesco, do Banco Central e do Procon sobre o tema, fica aqui a sugestão alerta a quem pretender assaltar o "banco completo": prefira outros métodos. Carrinho não está mais colando.
15:40:21 - Pinto -

A voz do dono ou o dono da voz

"Essa juventude tem que parar de só ficar pendurada na internet. Tem que assistir mais rádio e televisão."

Hélio Costa, nosso eterno correspondente em Nova York, durante Congresso da Abert, a guilda das emissoras de rádio e TV. Íamos esquecendo: o homem é também senador e está ministro das Comunicações. Como se vê, sabe tudo do riscado.

E agora, se me dão licença, vou ali ver o Datena espumar no colarinho.

Peguei aqui.
15:22:07 - Pinto -

18 Maio

A Claro e a Personalidade de João Cox

Há a seguinte notícula na Mônica Bergamo de hoje:

João Cox [presidente da Claro] recebe hoje o título de Personalidade de Vendas da Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil.

Não votei neste certame. Mas João Cox não receberia meu voto, a menos que esse "Personalidade" seja demérito. Explico por quê:

1) Desde janeiro meu celular Claro, de quem sou freguês há mais de uma década, funciona quando quer: a mensagem de "Rede Ocupada" é tão frequente quanto o completamento ou recebimento de chamadas, sem exagero.

2) O call center da Claro não resolve o problema. Também pudera, a demora para eu ser atendido é superior a meia hora, e cai. Conhece a Nova Lei do SAC? Não? Nem a Claro. Ligue 1052 e faça um teste.

3)
Depois de muito esforço consegui levar meu problema à diretoria da empresa. Trocaram meu chip (não sem antes deixarem meu celular mudo por quatro dias). Como o problema persistisse, alegaram que era o aparelho. Troquei de aparelho. Idem, com fritas: fiquei sem meus contatos por um mês, o que não foi tão ruim. Não conseguia ligar mesmo. Resolveu? Nada.

4) Como o problema persistisse, alegaram que era o horário ou o local. Como o problema persiste em qualquer horário e local, depois de quase cinco meses admitiram de maneira torta alguma "não-conformidade" qualquer, mas me asseguraram "que até agora investimentos em infraestrutura vão estar sendo feitos para ampliar a capacidade de tráfego". Até lá, que eu aguarde. Está no contrato.

5)
Ressarcimento pelos prejuízos? De jeito nenhum. Isenção de multa para eu migrar para outra operadora? Claro que não. O sistema não acusa nenhum problema, logo o problema não existe. E a Claro não reconhece que existe um congestionamento decorrente de tráfego aumentado com a rede 3G. Logo, eu que me ferre.

Consola saber que qualquer outra operadora é a repetição de tudo isso, com mais ou menos detalhes sórdidos. Fixa ou móvel, tanto faz. Consola saber que a Anatel e o Procon, cientes da questão desde 22 de janeiro deste ano, nada fizeram e nada farão.
11:22:57 - Pinto -

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