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A hora do DJ Mandacaru

Velharias musicais sempre fresquinhas.


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29 Maio

Francis quem?



Ela é uruguaia, tem 21 anos e acho que ainda vamos ouvir muito falar dela. Estreou aos 16, aos 19 foi descoberta pelo produtor da Adriana Varela. Não tem nenhum disco gravado -- para ouvir a menina você pode baixar uma seleção de inéditas (37MB) providenciada pelo All That Tango, ou dar um pulinho no YouTube e ver um dueto sensacional com o Emiliano Brancchiari em Nostalgias.

Com vocês, Francis Andreu. [Leia mais!]

27 Maio

I beg your pardon

Mais um mistério que se desfaz.

19 Maio

Se fué



O panegírico já está encomendado ao nosso editor-em-chefe. Enquanto ele não cumpre com suas obrigações, vocês vão se distraindo com o Mario Benedetti falando poemas seus (Hagamos un trato, Hombre que mira la luna e Consternados, rabiosos) e de Ibero Gutiérrez (Estoy pastando, Ama a tu prójimo e Oigo a Bob Dylan) tudo por 7,7MB.
Tem também duas coletâneas preparadas pelo excelente blog Los que no se consiguen, com músicas do velho cantadas por gente como Nacha Guevara, Tania Libertad, Joan Manuel Serrat, Barbarito Torres e Alfredo Zitarrosa.
Enquanto vocês não vão no Leia Mais para decidir se baixam tudo, fiquem aí com um de seus poemas mais bonitos.

Una Mujer desnuda y en lo escuro

Una mujer desnuda y en lo oscuro
tiene una claridad que nos alumbra
de modo que si ocurre un desconsuelo
un apagón o una noche sin luna
es conveniente y hasta imprescindible
tener a mano una mujer desnuda.

Una mujer desnuda y en lo oscuro
genera un resplandor que da confianza
entonces dominguea el almanaque
vibran en su rincón las telarañas
y los ojos felices y felinos
miran y de mirar nunca se cansan.

Una mujer desnuda y en lo oscuro
es una vocación para las manos
para los labios es casi un destino
y para el corazón un despilfarro
una mujer desnuda es un enigma
y siempre es una fiesta descifrarlo.

Una mujer desnuda y en lo oscuro
genera una luz propia y nos enciende
el cielo raso se convierte en cielo
y es una gloria no ser inocente
una mujer querida o vislumbrada
desbarata por una vez la muerte. [Leia mais!]

18 Maio

Desafio Hermenêutico

Este post vai para João Gilberto, Dorival Caymmi, Caetano Veloso e Franciel Cruz, mas todo mundo pode se sentir à vontade para palpitar: já faz umas semanas que cismei com duas canções dos Novos Baianos, do primeiro disco, "Swing em Campo Grande" e "Mistério do Planeta". Por cismar entenda-se cantarolar o dia todo, ininterruptamente, despertando a solidariedade familiar da namorada ("agora até eu tô com essa joça na cabeça!"), do filho ("Papai, cê não sabe outra música, não?") e dos vizinhos de prédio ("Não, não, pode subir sozinho que eu vou esperar o próximo elevador"). O troço anda tão onipresente que pensei até em fazer um curta-metragem só para poder usar o trechinho da "Mistério.." em que o Paulinho (ou seria o Moraes Moreira?) enrola um scat, logo após o "...mistério do planetaaa ah ah", sem pagar direito autoral mas com o benefício do expurgo de uma obsessão. Pois bem, mas a pergunta que não quer calar na obsessão é: que raios eles querem dizer com os trechos abaixo?

"Aqueles que têm uma seta
e quatro letras de amor
por isso onde quer que eu ande
em qualquer pedaço
eu faço
um campo grande"

e

"O tríplice mistério do 'stop'
Que eu passo por e sendo ele
No que fica em cada um,
No que sigo o meu caminho
E no ar que fez e assistiu"

Para baixar, é só clicar nos títulos das canções. No Leia Mais, as duas letras na íntegra.
[Leia mais!]
21:07:51 - Zeno - 9 comentários

06 Maio

Quem é vivo sempre aparece



A carreira da Bettye Lavette começou e se encerrou muitas vezes, desde 1962, quando emplacou seu primeiro hit "My Man, He's a Lovin' Man", com apenas 16 anos. Contratada e abandonada sucessivamente pelas gravadoras, ela se virou fazendo backing vocals para os Rolling Stones, entre outros. Vocês viram a Bettye mais recentemente na posse do Obama, onde ela cantou "A Change Is Gonna Come" (de Sam Cooke) com Jon Bon Jovi. Duvido que sequer 1% da audiência sabia de quem se tratava. A história da moça tá muito bem contada aqui pelo Carlos Calado (34kb). O que é bacana mesmo é que a Bettye vai encerrar um festival em Sampa, dia 16 de maio. Aos 63, além de cantar paca, a moça ainda está enxutésima. Antes de vocês saírem correndo para comprar ingressos, botem no iPod a fantástica coletânea "Souvenirs (1962-1972)".

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