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Jornal Velho

Recortes e papéis de ontem, de duas décadas, do mês passado, de hoje - o pesadelo do pessoal de limpeza.


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26 Maio

Eu tenho medo do Arthur Virgílio*

Deu no Conjur (nos avisou uma amêga minha, vocês não conhecem, não):

Profeta do passado
Está na pauta da Comissão de Constituição e Justiça do Senado o seguinte requerimento, do senador Arthur Virgílio (PSDB-AM): “Requer, nos termos do art. 222, do Regimento Interno do Senado Federal, voto de lembrança em homenagem ao gesto da atriz Regina Duarte, que, em 2002, previu o malogro do Governo Lula”. A moção corre o risco de ser rejeitada por perda de objeto.


* Inobstante o pânico fóbico de Regina Duarte, escusado mencionar.
14:32:39 - Pinto -

19 Maio

Por que não dá pra deixar de ler a Folha

Matéria do Marcus Preto, hoje na Deslustrada:

Tiê, 29, é daquelas cantoras de voz tão delicada que, usando uma expressão criada por críticos de jazz para definir artistas como Chet Baker e João Gilberto, "mal pode ser ouvida no segundo andar de uma casa de bonecas".

Bom, "críticos de jazz" no caso foi registrado como Whitney Balliett. E a expressão foi usada para definir o jeito da Blossom Dearie cantar.

Não lê HZ, acaba escrevendo besteira.
13:54:59 - DJ Mandacaru -

17 Maio

Samba do crente doido

Deu n'O Globo: Filho de evangélica, Jesus foi iniciado por Krishna na Cabala, onde finalmente conheceu Madonna.

Deveriam instituir um limite para piada pronta em cada notícia.
22:47:15 - Pinto -

07 Maio

a realpolitik das antas chama-se "quintalização"

'tava cum saudade de ler um abramo.
parágrafos em jabs secos, precisos e elegantes, à muhammad ali.
11:13:38 - George Smiley -

05 Maio

Onetti, Svevo e umas baforadas

"Para um solitário ou desesperado, um cigarro na boca é uma válvula de escape. Para qualquer fumante, uma tragada o conduz a um paraíso efêmero: um momento de prazer em que as idéias e a conversa fluem.

Um suicida fuma o último cigarro antes do ato fatal? Prisioneiros e namorados costumam fumar. Quantos amantes não dão uma pitada depois de uma noite de amor? (...)

A campanha e as leis contra o fumo são tão drásticas que até os personagens de ficção fumam menos. Alguns páram de fumar no segundo capí­tulo. A maioria nem fuma mais. Se o fumo fosse proibido na ficção, os personagens atormentados de Juan Carlos Onetti não existiriam. Na ficção do grande escritor uruguaio - traduzida com esmero por Josely Vianna Baptista -, o tabaco e a bebida formam um par perfeito com a sordidez, a solidão e a desilusão. No inferno tão temido - mas quase sempre inevitável - da obra de Onetti, o fumo é um ritual recorrente e até mesmo necessário para a meditação dos personagens ou para a conversa entre eles. [Leia mais!]
00:12:47 - Zeno -

03 Maio

Uma nota, três comentários e um pê esse

A nota, da coluna de Daniel Pisa de hoje, no Estadão, claro:

VALORES VIRTUAIS
A internet não é apenas uma cornucópia de informações e opiniões, mas também de boatos e desonestidades. Se leio sobre mim mesmo, não me encontro: um site diz que nasci em Bauru (meu pai nasceu), outro que tenho andar “trôpego” ou língua presa; um coitado diz que me viu não sei onde de mocassim (nunca vesti nem sequer um par), outro comenta tudo que escrevo sobre futebol me atribuindo posições que nunca tive; o verbete da Wikipédia só menciona críticas recebidas por meus livros,não os elogios,e algum desocupado criou perfil falso meu no Twitter. O problema da rede digital não é o “culto do amador”, apontado sem originalidade no livro de Andrew Keen; é o circo da mentira.


Os três comentários:

1) Pisa decerto não procurou o que se escreveu sobre ele aqui no botequim.

2) Outro "problema da rede digital" é que ela tem o potencial de converter qualquer um num Daniel Pisa.

3) O "circo da mentira" acaso não acomete a dita grande imprensa há mais tempo —necessário algum exemplo? Mas aí veio a tal da rede digital tirar o sossego dessa gente...

O pê esse:

Duas páginas antes, Lúcia "Trenzinho de Egos" Guimarães faz entrevista saudosista com Gay Talese, para quem os jornais ainda são necessários porque as redações teriam a virtude de concentrar menos mentirosos por metro quadrado que a média dos outros escritórios. Só se for nos EUA. Até a década de 1980, por aí.
19:51:43 - Pinto -

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