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Jornal Velho

Recortes e papéis de ontem, de duas décadas, do mês passado, de hoje - o pesadelo do pessoal de limpeza.


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25 Junho

pena

e lá se foi o claro menino pro azul.
ciao michael.

steps to eternity

uma perda.

só p/ começar o assunto aqui, agora não tenho muito além disso.

minha co-autora observou:
ele acabou com ele, foi melhor assim, tinha virado um fantasma de si mesmo...

e o loconé? da coisa é a farrah, até nessa hora, eclipsada morrer.
23:02:29 - George Smiley -

22 Junho

como o lula e o paulofrancis (eu tenho o recorte da coluna do pf falando isso; sim, é verdade, eu guard...ava colunas do francis, jovem idealista alemão então), mas, não como pizza, enchi os bago de tentar levar jornal et caterva a sério; prefiro ligar/linkar (uhgg, melhor enlaçar, indamais hoje nesse tempo tão, seilámilcoisas...) p/ alguns caras que sabem destas coisas e outras.

colhido no nassif, diagrama preciso da estrutura da canastrice informativa atual, acompanhado duma lição da precisão temporal cirúrgica da rede na caça aos fantomas da merdia.

p.s., que tá na moda aqui: siga a sequencia nos liames e daí, então, divirta-se à socapa.
20:29:35 - George Smiley -

15 Junho

Essa maldita imprensa

Boston Globe

Em um ponto pelo menos teimo em concordar com o Pinto: a internet mudou a imprensa. A cobertura fotográfica do Boston Globe das manifestações no Irã é tão boa que quase esqueci a gravidade da notícia. Algumas fotos estão "fechadas", ou seja, vc precisa clicar num aviso que confesso não entendi, mas o objetivo é óbvio: lembrá-lo de que você não vai gostar de ver o que elas têm pra mostrar.

E para dar outra na ferradura, o blogue www.rottengods.com tem uma cobertura muito boa, cheia de vídeos e imagens que ele vai caçando por aí, inclusive, aqui no 25khordad.wordpress.com.

Tudo em tempo real e sem intermediários.

rottengods

Sobre o Irã e essas eleições não vou comentar. É lastimável, e a surpresa não é a fraude, mas alguém disposto a denunciá-la e milhares a apoiá-lo. Governante lunático, em qualquer latitude, não faz bem à saúde.
17:27:56 - Lama -

13 Junho

curtura: ossobuco de proer

conforme adiantou a [hérnia de disco da] coluna -que se soubesse o escriba como fazer c/ que a pesquisa aí ao lado conversasse c/ ele etc..., citaria o poste de origem- beta-caretano entrou em rota de colisão consigo mesmo, já lá se vão alguns anos.
15:26:47 - George Smiley -

11 Junho

Resumidamente, é isso

Diogo Mainardi

Prezado Marco Aurélio Garcia,

Eu gostaria de entrevistá-lo por cerca de quatro minutos para um podcast da Veja. O assunto é a imprensa. Eu me comprometo a não cortar a entrevista. Ela será apresentada integralmente.

Muito obrigado, Diogo Mainardi

Marco Aurélio Garcia

Sr. Diogo Mainardi,

Há alguns anos - da data não me lembro - o senhor dedicou-me uma coluna com fortes críticas.

Minha resposta não foi publicada pela Veja, mas sim, sua resposta à minha resposta, que, aliás, foi republicada em um de seus livros.

Desde então decidi não mais falar com sua revista.

Seu sintomático compromisso em não cortar minhas declarações não é confiável. Meu infinito apreço pela liberdade de imprensa não vai ao ponto de conceder-lhe uma entrevista.

Marco Aurélio Garcia.

Fonte: Luis Nassif.
13:15:48 - Pinto -

10 Junho

O Blogue da Petrobras e o fim da corretagem de notícias

Seria bom avisarem nas redações por aí afora: jornalista é um corretor. De fatos, de notícias, mas não passa de um corretor. E a internet é implacável para atravessadores em geral. Quando não os elimina por completo, condena os maus, ou os que cobram as taxas mais altas, à obsolescência.

A própria grande imprensa nos ensinou isso, celebrando um novo mundo sem intermediários, nos primórdios do e-commerce. Lembro muito bem: passagens vendidas sem comissão para agências, homebrokers facilitando a vida dos aplicadores, mercadorias adquiridas aqui ou alhures, com o detalhes da grita contra as altas taxações da aduana brasileira para artigos importados. Conveniência, facilidade, liberdade. Para bem e para mal.

Pois é. Esqueceram de computar que notícia é uma mercadoria como qualquer outra.

Até pouco tempo atrás, jornalistas detinham o monopólio da informação. Os que leram um pouco mais de McLuhan na universidade já sabiam que "a informação quer ser livre". O único gargalo de fato era o dos meios de produção (das notícias). E ele não tardou a se ir com o desenvolvimento da internet. Mais que dar a palavra a quem era apenas representado por um repórter com um suposto mandato do leitor (como pretendia o Manual da Folha nos idos de 1990), ela permitiu a qualquer um pôr as mãos na massa e compreender as entranhas deste processo. Os interesses envolvidos, a possibilidade de falar com mais pessoas, como se pode (ou não) manipular um fato ou uma versão. Tudo isso ficou perceptível para quem antes dependia quase que unicamente da imprensa para essa interação.

Hoje, essa dependência é opcional. Eu posso prescindir dela, ou não. E quando recorro à imprensa (supondo que fosse um leigo no tema, que não sou; aliás, ninguém mais é, esse é o ponto), fica muito mais fácil identificar onde estão os pontos críticos do processo. Ficou possível ouvir o outro lado sem ter que depender de supostos mandatários, isentos, desinteressados, imparciais. Detentores de uma suposta superioridade ética inerente a um anacrônico diploma para o exercício da profissão.

De repente tudo se iluminou: os reis nus, os bois na linha, as indignações seletivas, as omissões, os erros ou a simples má-fé. Não me peçam exemplos. Acabou-se o monopólio, mas a visão monolítica que sempre preponderou na imprensa brasileira continua. Aqui nunca houve pluralismo, como também, diga-se, nunca a categoria dos jornalistas, grosso modo, foi dada às admissões de erro.

Daí custo a entender a reação de alguns jornalistas –pessoas físicas, porque a oposição das pessoas jurídicas é perfeitamente compreensível– ao tal Petroblog. Deviam assimilar tudo o que ajudaram a apregoar, sabendo que a "taxa de administração" que seus patrões andam cobrando do leitorado é muito alta.

Isso é queda. Coice é ler coisas como "Atentado à democracia e ao estado de direito", "Direito intelectual sobre perguntas" e outras balelas do tipo, que só evidenciam o anacronismo de quem ainda não percebeu que o jogo mudou. É uma reação atávica: sobrevivência em primeiro lugar. Mas, num segundo momento, é interessante notar que o debate rende-se ao corporativismo: o blogue evitaria os furos de um determinado jornal e minou as relações com a fonte. Mas ninguém tem a pachorra de analisar as distorções que o Blogue da Petrobras já levantou.

Um outro curioso efeito colateral disso tudo e ver uma petroleira, normalmente associada ao papel de vilã, tornar-se tão popular com a iniciativa. Algo que diz muito sobre a credibilidade dos veículos de comunicação no Brasil.
14:38:27 - Pinto -

04 Junho

menos um na seção da tarde

e lá se vai mais um dos meus irônicos canastrões, david carradine.

e duma estirpe familiar de expressividade, digamos, inóspita, desde o grande pai, john, vilão que anos de papéis e respectiva vida supporting actor, araram-lhe expressões perfeitamente odientas.
'tivesse vivo meu pai, provavel lembrar de algum avô inda antes dos farvestes de antanho, mas isso já é coisa pro setor 'pergunte ao zeno'...
19:51:44 - George Smiley -

02 Junho

Das tragédias e dos comportamentos distintos de quem as cobre

Salvo engano, o jato da Air France é o terceiro avião derrubado pelo governo Lula, em mais um desastre de responsabilidade pessoal do presidente, claro, que vai-respingar-na-candidatura-da-moribunda-Dilma Roussef, a-ex-terrorista-que-está-empatada-com-José-Serra-nas-pesquisas-de-intenção-de-voto. Digo terceiro porque aviões de pequeno porte caídos deve haver muitos outros, mas não se prestam tanto à comoção pública. Aí, enquanto agora se procura um álibi para a conduta calhorda da grande imprensa num falso debate sobre blogueiros X jornalistas, cobra-se com veemência uma "postura" do governo sobre o ocorrido. Uns o fazem por excelência de caráter; outros, ignoro por quê.

Aconteceu a mesma coisa nos desastres da Gol e da TAM. Indignação seletiva e imputação ao presidente da República. Repórteres viajam de avião, mas não se tem notícia (ainda) de que morem em barracos. Não se cobra a mesma "postura" governamental sobre, por exemplo, vítimas de enchentes que, por falta de meios, jamais teriam como pagar uma passagem num jato comercial. (Aliás, valia a pena também avaliar a cobertura das enchentes em Santa Catarina e no Piauí, onde o PIB é menor as vítimas não têm sobrenome alemão, mas esse é outro debate.) Cadê a indignação quando os passageiros eram de trem? Sim, claro, um tragédia num avião ceifa muito mais vidas, mas ainda assim: não é uma questão de quantidade, se não censitária.

Volto ao ponto. A suposta cisão que opõe blogueiros a jornalistas escamoteia o cerne do que deveria estar sendo discutido, que é uma conduta minimamente decente no tratamento da notícia, qualquer que seja ela, onde quer que escrevam os tratadores. Canalhas serão canalhas em texto impresso ou pixelado, tanto faz. A verdadeira questão é que, nunca antes na história desse país, os absurdos cometidos pela grande imprensa foram tão evidentes e tão combatidos, um após o outro. Curioso notar também como isso só parece comover os bons profissionais que estão no batente das redações. Os maus continuam preconizando a distribuição de brioches aos internautas.
15:57:50 - Pinto -

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