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31 Agosto

Alegria! Descontração! Conhecimento! Participação Ativa!

Deu na Inbox: "Sua equipe fica sonolenta na Convenção de Vendas?".

Sou só eu ou alguém mais acha que os caras que bolam esses subjects de spam são geniais?

(pérolas do e-mail estão disponíveis no Leia Mais) [Leia mais!]
22:31:41 - Zeno - 3 comentários

Mensagem na garrafa



Ele não tem computador, por isso vai até a Apple Store da 5a Avenida e faz tudo de lá. São dublagens e alguns depoimentos, coisa do tamanho de um moleque da sua idade. Tudo bobagem. Mas algumas dessas bobagens foram vistas mais de 400 mil vezes, provocaram videos respostas e, bem, colocaram o menino no mapa da midia america. E dai? Sei lá. A Anaconda reclamou e eu resolvi colocar o que tava vendo na hora. Mas que tem alguma coisa aí, eu sei que tem.
17:13:54 - Lama - 9 comentários

28 Agosto

Certas fotos, mil palavras



(crdt : Celso Jr./Agência Estado)
11:08:48 - Pinto - 6 comentários

27 Agosto

A concorrência é a alma

Deu na Bônica Mergamo, hoje:

"Lícia Fabio, famosa por organizar grandes eventos na Bahia, vai lançar em setembro a revista 'Licia', de personalidades do Nordeste, 'os que brilham por lá sob os pilares do Luxo, Inspiração, Comportamento, Inteligência e Atitude', conforme as letras do nome da empresária".

Vai bater de frente com outra revista, a ser lançada por um sótero-baiano considerado aqui do HZ, que vai chaleirar os Fulêros, Raparigueiros, Agiotas, Nababos, Chavasqueiros, Ignominiosos, Eguariços, Ladravazes.

Em matéria de revista, vai ser briga de cachorro grande.

A Teta Assustada (La Teta Asustada, 2009)

Ganhou o Urso de Ouro em Berlim, né? Então a gente olha com mais cuidado. Um filme pequeno, que se dá bem quando cuida dos assuntos paralelos (que são muitos, e todos interessantes) à trama principal. O problema talvez esteja nesta última, e aí vale aquela recomendação genérica de praxe: o cinema é um meio ingrato para lidar com metáforas e afins. Se a intenção é fazer com que A signifique B, meu chapa, tome cuidado com o B que se escolhe. Quem viu o filme e ficou entalado (sem trocadilho) com a história da batata, sabe bem do problema. Aquilo está lá para metaforizar o quê? Qualquer resposta empobrece o filme, eis a armadilha. Melhor é fazer como o Jia Zhang Ke, que espertamente desloca a questão, como mencionamos aqui.
11:58:18 - Zeno - Comentar

26 Agosto

Mais um que se rende ao mainstream

A entidade sotero-candomblaica Franciel Cruz —sim, ele mesmo— mata o Belchior que habitava dentro de si e agora escreve nos grandes portais. Conclusão melancólica: só nós que não descolamos uma boquinha.
23:21:28 - Pinto - 6 comentários

É nóis na míjia

Best sela!

(crdt : o internacional dj alma)
22:20:33 - Pinto - 3 comentários

O doce veneno do olhinho puxado pra cima

reparô?

A notícia é velha, mas limpinha: a atriz Karen Junqueira vai fazer o papel de Bruna Surfistinha num filme baseado nas experiências desta, em breve nos cinemas e na ponta dos dedos da rapaziada. Mas o que interessa aqui é destacar um detalhe anatômico que pode ter passado despercebido da metade 2 neurônio da humanidade: a tal Katia tem aqueles olhos puxados pra cima nas pontas, sacumé? Só me lembro de dois outros exemplos, assim, de prima: a inglesa Claire Forlani, que fez aquele filme comprido com o Brad Pitt no papel de Morte, e a brazuca Priscila Fantin, que, acho, só fez novela.

(mais fotos, aqui)
13:38:30 - Zeno - 16 comentários

bem aventuradas as almas que compreendem fumantes s/ jazz ao vivo

delas será o caminho da rede celestial, manda.

25 Agosto

Bueno

Achei meio caro o de R$ 26, 00

Pela primeira vez um restaurante é resenhado três vezes aqui no blog (o recorde anterior era do Chi Fu, duas vezes, o que demonstra o pendor oriental da casa). Para isso, foram necessários 3/5 da redação presentes à mesa. Sucintamente, pois:

-- a comida: como no finado A1 (nunca devidamente resenhado aqui, o melhor restaurante que freqüentei nos últimos anos), há aquelas porções variadas no balcão, esquema vapt vupt, que fazem a delícia dos mais afoitos. Beringela, carne de porco, kimchi (acelga apimentada), macarrão apimentado: muuuuito bons. O restante é só OK, incluindo a língua feita na hora que perde de dez, de cem, de mil, daquela preparada delicadamente pelo A1 (aliás, "delicadeza" é substantivo raro por aqui, influência quiçá do dono, ex-lutador de sumô). O mais criativo e inesperado é uma "caldeirada", três opções, com tempero impecável e que permite aos convivas, depois de terem degustado os ingredientes, enviar o troço de volta para a cozinha, pra mó de eles cozinharem um udon no caldo que sobrou.

-- a bebida: shochu. E basta. É o paraíso, mesmo que a 25 GL (não descobri se eles têm os de 40, realmente profissionais). Pra não falar do slogan da primeira garrafa bebida, shochu de centeio, que proclamava com orgulho: "It's better than delicious".

-- a fauna: como não gostar de um restaurante que oferece, na mesa ao lado da sua, 15 japonesas legítimas (não falavam uma palavra em português), embebidas em caipirinha, de microfone na mão, cantando os sucessos do Hit Parade de Tokio na semana passada? Como disse um conviva mais animado, em outra mesa ao lado da nossa, "é tudo pra casar - se elas já não fossem casadas".

Nota: 8 miojos, mas com o microfone na mão (ops) eu subo pra 9.

(Ah, sim, a foto acima, com as desculpas pela resolução, é do cardápio do restaurante. Boa sorte.)
21:15:12 - Zeno - 13 comentários

Eu gosto mesmo é do "etc."

faltou apenas a picanha

E o que dizer do misterioso "camarão" oculto?
19:54:41 - Zeno - 12 comentários

Brasil, uma república bicameral

Dando prosseguimento à linha editorial Caras, aqui do blog, mais uma notícia alvissareira nesta fria manhã de terça: Gabriel Chalita, queridinho da redação, pode ingressar no PV para a disputa do senado. Sinceramente? Vai ser divertidíssimo ver o Chalita por lá.
10:44:25 - Zeno - 12 comentários

24 Agosto

Guia Espiritual Quentin Torrentino

Vocês viram esse clipinho que tá rolando no Youtube, com o Tarantino fazendo uma lista dos vinte melhores filmes feitos a partir de 1992 (quando ele, Tarantino, estreou como diretor)? A lista é alfabética, com exceção do primeiro título, que, segundo ele, é o melhor filme destes 17 últimos anos:

..Batalha Real / Batoru Rowaiaru (em inglês: Battle Royale, Kinji Fukasaku, 2000)
..Igual a Tudo Na Vida / Anything Else (Woody Allen, 2003)
..A Entrevista / Ôdishon (em inglês: Audition, Takashi Miike, 1999)
..A Lenda / Dao (em inglês: The Blade, Tsui Hark, 1995)
..Boogie Nights (P.T. Anderson, 1997)
..Jovens, Loucos e Rebeldes / Dazed & Confused (Richard Linklater, 1993)
..Dogville (Lars Von Trier, 2003)
..Clube da Luta / Fight Club (David Fincher, 1999)
..Sexta-Feira em Apuros / Friday (F. Gary Gray, 1995)
..O Hospedeiro / Gwoemul (em inglês: The Host, Bong Joon-Ho, 2006)
..O Informante / The Insider (Michael Mann, 1999)
..Zona de Risco / Gongdong gyeongbi guyeok (em inglês: Joint Security Area, Park Chan-wook, 2000)
..Encontros e Desencontros / Lost In Translation (Sofia Coppola, 2003)
..The Matrix (Andy e Larry Wachowski, 1999)
..Memórias de Um Assassino / Salinui chueok (em inglês: Memories of Murder, Bong Joon-Ho, 2003)
..Supercop / Police Story 3 (Stanley Tong, 1992)
..Todo Mundo Quase Morto / Shaun of the Dead (Edgar Wright, 2004)
..Velocidade Máxima / Speed (Jan de Bont, 1994)
..Team America - Detonando o Mundo / Team America (Trey Parker e Matt Stone, 2004)
..Corpo Fechado / Unbreakable (M. Night Shyamalan, 2000)

Só vi doze dos vinte filmes acima. Nenhum entraria numa hipotética lista. Com algum esforço, um deles, talvez dois, mas precisaria rever ambos. Mas é uma ótima lista para torrents, né não?
18:23:07 - Zeno - 17 comentários

22 Agosto

Mais racysmos



Sonia Racy se supera. Hoje noticia que uma pesquisa de um blogue foi favorável —alas!— à dona do blogue. Pelo menos as coisas lá são escancaradas. Não se pretende vender uma isenção que não se tem. Já imaginou se "a coluna" fizesse pequisa semelhante? Ouso apostar que o resultado não seria Dilma.

Registre-se: na coluna no flanelógrafo de hoje nenhuma foto de prévia de anúncio à guida de "notinha exclusiva". Raro.

Para mais peripécias da cidadã em questão clique aqui ou aqui.
16:23:12 - Pinto - 13 comentários

21 Agosto

Um até breve ao nosso padrinho de casamento

O nunca, jamais suficientemente louvado Pedro Doria encerrou suas atividades blogais e não mereceu nenhum registro aqui no botequim (na esteira dele, Idelber Avelar e Nova Corja também se foram, mas isso merece outro réquiem). Nossa máxima culpa. Pedro é um dos mais batutas jornalistas de sua geração, e o elogio não lhe faz exatamente jus, porque sua geração, francamente, não se revelou essas coisas todas...

Ainda nos tempos do nomínimo, Pedro foi o padrinho (involuntário, temos certeza) do Hipopótamo Zeno GmbH como o conhecemos hoje, ao destacar o que esse blogue já teve de melhor —as Etilíricas—, ter atraído minha atenção quando ainda morava no Rio. Que omita isso de sua biografia: não aceitaremos jamais figurar junto de Bruna Surfistinha depois que ela encerrou suas atividades mundanas! Daí consumou-se a união com os demais canalhas da redação paulistana deste prestigiado órgão hipopotâmico.

Pedro Doria é uma bússola que se perde na blogosfera (foi o primeiro sujeito que vi grafar a expressão "Weblog", registre-se) e uma voz lúcida que se cala nesses tempos de debates tão desbalanceados, como diria Odorico Paraguaçu. Já faz muita falta. Que volte, quando puder. A ele, nosso melhor voto de boa sorte à frente do Estadão Digital, que foi quem afinal saiu no lucro nessa história.
22:52:53 - Pinto - 4 comentários

Não basta ser pai, tem que dar show

Significa?
22:18:02 - Pinto - 1 comentário

Diálogos Internos da Redação

-- E aí, vamos jantar no Bueno?

-- Nâo vai dar, eu tô completamente falido.

-- Putz, nem me fala, eu também tô com a corda no pescoço.

-- Não, não, a coisa é pior: você ainda tá no nível metafórico, eu já cheguei à concretude.
18:53:55 - Zeno - 1 comentário

Muro na cabeça

Se você tem uns caraminguás guardados no colchão, a melhor maneira de aplicá-los é torrar tudo em euros e se picar para Berlim agora, pra mó de surfar na onda das comemorações de vinte anos da Queda do Muro. Se o seu orçamento anda mais difícil que uma refeição à base de muçuã na casquinha, o melhor a fazer é ficar de olho nos eventos brazucas, como os promovidos pelo Instituto Goethe, de São Paulo, e aproveitar para se lembrar, se é que você já esqueceu, que Berlim foi a capital do século XX. Hoje, por exemplo, rola um programa supimpa dentro do 20. Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo: uma seleção de curtas brasileiros e alemóns sobre os eventos de 9 novembro de 1989, com o ótimo título "Querida, teletransportamos o Muro". É na Cinemateca, é de grátis, é batuta.
10:38:58 - Zeno - Comentar

20 Agosto

As alegrias que a internet me dá


Tava eu dando umas bandas pelos blogs de música, procurando um outro assunto, quando tropecei com um disco da Patti Wicks. "Prazer, nunca ouvi falar", aquelas coisas. Cidadão oferecia uma provinha, paixão à primeira vista.

Dona Patti nasceu com problemas na visão, mal enxerga até hoje. O talento natural para música foi descoberto quando, aos três anos, após ouvir a mãe tocar uma música ao piano, sentou-se ao lado dela e reproduziu a melodia inteirinha, nota por nota (o Cesar Camargo Mariano tem uma história parecida, outro dia conto).

Dos seus seis discos, só um está dando sopa pelaí. Os outros, já encomendei. [Leia mais!]
14:39:49 - DJ Mandacaru - Comentar

19 Agosto

inverno astral e demais assuntos extemporâneos

avuua sonho, avuua

bebum não tem inferno, tem inverno astral, que é o original.
e como eu ando contente que só, portanto, segue que ando achando que a gente não é tão burro assim.
e que tem cara aqui que sabe, relativamente bem, algumas das coisas, também.
e que viva o major montenegro.
meio-neto do seo alberto.

18 Agosto

Onde está o quadrúpede?



Automobilismo, um esporte (?) de gente inteligente. Mais, aqui.
01:07:40 - Pinto - 11 comentários

16 Agosto

Dalva e Dito

No desfecho do seu "Um banquete de palavras" (infelizmente esgotado aqui há alguns anos), Jean-François Revel elabora um enunciado que cito de memória: a busca pelos sabores mais simples os tornará cada vez mais sofisticados, inacessíveis e caros.

Dalva e Dito, o novo restaurante de Alex Atala, persegue à risca esse enunciado, sobretudo a última parte dele. Atala, seguramente o chef brasileiro de maior sucesso internacional, não precisa mais provar nada a ninguém. Seu D.O.M. frequenta por anos consecutivos listas dos melhores restaurantes mundiais ("É o pior dos melhores", diria um abusado amigo meu, vocês não conhecem, não). Logo, não se compreende por que a ênfase na (falsa) modéstia ao conceituar sua nova casa, dedicada ao "sabor genuinamente brasileiro": "recuperar tradições familiares", "despretensioso", "comfort food", "sem pagar tanto" e outras baboseiras. Expressões tão vazias (ou tão "autênticas", nesta acepção) quanto o pseudodespojamento do lugar.

O ambiente, assinado por outro festejado craque, Marcelo Rosenbaum, tem todo o mérito: é belíssimo e deixa os convivas à vontade sem requerer para um manual de instruções para tanto (o site profissa, aliás —repare no painel à Athos Bulcão que pontifica no local—, transpõe muito bem o restaurante para o mundo virtual). O projeto é, esse sim, algo tão bacana que quase trai sua proposta, senão porque é justamente a arquitetura o que permanece na memória depois da refeição. Um frango na brasa apenas bom, um filé correto, um leitão acima da média, mas "tudo trivial demais", como resumiu minha comensal, não sem acrescentar que a conta —cem reais per capita, sem as bebidas— passa longe da trivialidade. Isso tudo arrematado por um serviço atencioso, ainda que atrapalhado, e muito lento.

Pois é nesse entorno, em busca dessa simplicidade há muito perdida (ou jamais possuída, melhor dizendo), que acorrem personalidades mais ou menos conhecidas, parecendo egressas da mesma matriz fabril, com aquela expressão blasé de enfaro que deveria em tudo destoar da decantada proposta do Dalva e Dito, e no entanto não destoa: complementa-a e parece, paradoxalmente, o mais autêntico de tudo ali. À saída, uma fila de três veículos no (perdão, leitoes!) valet —uma BMW, um Porsche Cayenne e uma Ferrari— me trouxe de volta ao mundo real repondo nos seus devidos lugares, pelo menos na minha mente, o significado de palavras como "simplicidade", "pretensão" e "despojamento".

Nota: 6,0 miojos, pretendendo ser 10.
20:20:36 - Pinto - 17 comentários

15 Agosto

Profissão de fé

Aí outro dia vejo a apresentadora Ana Paula, ex-padrão global, com toda aquela sobriedade anunciar na bancada do jornal da Record uma matéria sobre fiéis da Igreja Universal que tinham, sim, prosperado.

É dura a vida de um dizimista jornalista. Imagina do que mais esse pessoal á capaz de fazer a mando do patrão...

Moral da história: não tem, mas quando vejo dois fdp brigando, tomo partido do laico.
23:37:12 - Pinto - 7 comentários

14 Agosto

Perhaps I'll come to the surface and come to my senses



Se eu fosse fêmea eu dava pro Paul Weller. Pronto, falei.
23:05:37 - Pinto - 11 comentários

À Deriva (2009)

A Documenta de Vincent Cassel.

(Voltamos com as resenhas de poucas palavras. E olhe que podia ser pior: "Beleza Roubada roubada", tascaríamos. Mas o filme é bom. Minhas esposa Íris adorou, apesar da preleção do Zeno, inclusive. A fotografia é linda, os atores estão muito bons e essa menina Laura Neiva é um estropício de extraordinária! Os coadjuvantes, no entanto, são uns canastrões.)
19:29:07 - Pinto - 2 comentários

Menu du jour

Aconteceu num vôo pra Porto Alegre, numa dessas companhias aéreas que a gente conhece:

— Senhor, deseja jantar?

— Quais as opções?

— Sim ou não.

(crdt : peter war)
17:35:36 - Pinto - 1 comentário

11 Agosto

The Singing Detective (1986) Parte II

Bueno, vistos os seis episódios da série dá tranqüilamente para concordar com os fãs ardorosos do troço (no Imdb, por exemplo, o seriado atinge 9.2 de aprovação entre os usuários; acho que é o maior índice que já vi; o Poderoso Chefão, por exemplo, tem 9.1) e dizer que é das melhores coisas já feitas para o antigo tubo luminoso, atual display de cristal líqüido, que enfeita a sala. Há todo um conversê nos sites especializados a respeito dos traços pós-modernos do seriado e de como isso teria influenciado gente como o pilantra do Charlie Kaufman (valha-me), mas o melhor é deixar isso de lado e se concentrar 1) no modo pelo qual o seriado apresenta uma investigação da memória como doadora/organizadora de sentido (perdão), e aí a referência é o Resnais e - por que não? - o bom e não-confiável Proust; e 2) nos diálogos e monólogos escritos pelo Dennis Potter, uma incrível sucessão de pontos altos ao longo de seis horas, num ritmo que parece impossível de se obter mas que está lá, cintilando na boca de um bando de atores ingleses que conhecem o ofício, a começar pelo ator principal, Michael Gambon, que deveria ter sido canonizado depois do que ele fez na série.

[pra mó de comparação, vi a refilmagem do seriado em versão longa-metragem, de 2003 ("Crimes de um Detetive", em português), com Robert Downey Jr e Mel Gibson nos papéis principais, e a coisa toda é um exercicício didático de como se pode arruinar, cena após cena, algo que era brilhante na versão original]

Pra encerrar, uma fala do personagem do Michael Gambon, o escritor preso a uma cama de hospital, a respeito da arte de se escrever romances policiais e de como isso poderia se chamar Vida: Modo de Usar, se um outro escritor danado já não tivesse usado esse título antes:

"Só soluções, nenhuma pista. É isso que os idiotas querem. É assim que funciona a porcaria do romance: 'ele disse', 'ela disse' e descrições de como era o céu. Eu gostaria que fosse ao contrário. Só pistas. Nenhuma solução. É assim que as coisas são. Muitas pistas. Nenhuma solução."

(parte I aqui)
13:00:31 - Zeno - 4 comentários

Vá ao Rio e me convide, vá ao teatro e me convide, faça um filho e me convide

alta cozinha

Se não vi todas as montagens da dupla Ana Barroso/Monica Biel, devo ter visto um bom bocado delas. Mesmo quando não tinha filho eu via. E me divertia à beça. Me divirto até hoje, porque carrego na memória um punhado de boutades que aprendi com elas. É teatro infantil da melhor qualidade e - não, não, é teatro, só teatro, finíssimo, inventivo, inesperado. Branca de Neve nunca mais será a mesma.
11:26:20 - Zeno - 5 comentários

Tão festeiro como ele

E amanhã à noite rola um debate no Instituto Cervantes, aqui em São Paulo, sobre os cem anos de nascimento do escritor uruguaio Juan Carlos Onetti. Compromissos inadiáveis impedir-me-ão (cáspite) de ir, mas fica a recomendação do Hipopótamo. Muito mais que o Lula, Onetti é o cara.

(crdt doda)
11:07:44 - Zeno - Comentar

10 Agosto

Agosto, mês do Cachorro Louco



(crdt foto : geraldo magela, agência senado)
11:04:29 - Pinto - 11 comentários

09 Agosto

Dominguinho

Olha que isso aqui tá muito bom, isso aqui tá bom demais!
00:56:20 - Pinto - Comentar

07 Agosto

Manda quem pode, obedece quem tem juízo



A redação do Hipopótamo Zeno GmbH não difere em nada dos demais armazéns de secos & molhados por aí afora. Patrão mandou, publicamos achando lindo. No caso, um dos vídeos vencedores do concurso "Crônicas de São Paulo", da prefeitura, cuja pauta era premiar filmes que mostrassem "elementos típicos da cidade, personalidades, lugares, etc". Escolheram o mais óbvio de todos. O diretor da bagaça, Sylvain Barré, pagou com foie gras e Sauternes a divulgação aqui no blog.

O argumento é de um obscuro M. Sattin. A figuração é toda feita pelos autores, suas caras-metade, animais de estimação, prole e até babás! E depois vem neguinho reclamar de nepotismo no Senado.

A história da aprovação do curta é de uma hilariedade à parte: proposta escrita bem assim dizer num papel de pão, venceu projetos bacanudos, maquetes elaboradas e outras pirotecnias. A prova do pudim, pois é, é a da colher.

Assista. São apenas 4'50" que valem muito a pena.
11:56:51 - Pinto - 8 comentários

Guardar ou acessar (Parte 2)

Seguem mais trechos do perfil do injustiçado senador Sarney, publicado pela Playboy em agosto de 1986:

"Outros jornalistas tentam um paralelo entre o presidente José Sarney e o presidente Juscelino Kubitschek. É verdade que ambos foram governadores desenvolvimentistas dos seus Estados. Abriram estradas, asfaltaram, construíram hidrelétricas, investiram em educação e saúde. Verdade, também, que o presidente Sarney devolveu ao poder algumas das virtudes que marcaram o presidente Kubitschek. Por exemplo: a tolerância e a generosidade." (...)

[sobre uma cerimônia de entrega da Ordem do Rio Branco no Palácio do Itamaraty, com várias celebridades] "Ao lado deles, docemente embriagado por iguais doses de vaidade e humildade, o ex-engraxate, ex-cantor de rádio e ex-motorista de ônibus Moacir dos Reis Neves, atualmente empresário, dono de um bonito hotel de três estrelas que bem merecia quatro. Moacir Neves, todo elegante, receberia a Ordem do Rio Branco, no grau de comendador. Mas continuará preferindo o título que mais orgulho lhe dá: 'amigo de José'. Com José Sarney, amigo é posto, patente, posição." (...)

"Sarney lembra de sua última ida a São Luis, tão rápida que mal teve tempo de rever uns poucos amigos e reencontrar seus muitos livros, na sua casa da praia do Calhau. Um casarão simples, largo e confortável, mas com os muros altos em toda a volta. Nenhuma fresta, visão alguma do interior e do exterior. No poder, os homens acabam prisioneiros até na própria casa."

(continua)

(sobre a série: aqui, aqui, aqui e aqui.)
11:16:05 - Zeno - 5 comentários

06 Agosto

spaghetti-chinese epic

aceitam-se contribuições p/ o seguinte plot temático-roteirístico-existencial:
"o clã das cagadas voadoras"
cartas p/ a redação, preço só c/ fotos. [Leia mais!]

Enfim um post útil

Pare de ler essas baboseiras aqui e dirija-e ao Hermenauta.

Os demais da redação, não sei, mas falo por mim: é o blogue que eu quero ser quando crescer.
12:02:01 - Pinto - 13 comentários

Dia dos Pais Malvados

09:00:00 - Pinto - 1 comentário

05 Agosto

Não é magia: é tecnologia



(crdt : amaya-san)
22:00:00 - Pinto - 7 comentários

Guardar ou acessar? (intervalo)

Antes de prosseguir com os trechos do perfil do senador Sarney, nova descoberta de papéis, desta vez um recorte de jornal de 26 de setembro de 1982 com um artigo do Raymond Aron comentando os massacres de Sabra e Chatila. Na verdade, o que interessa para a nossa série Guardar ou Acessar está na margem direita do artigo, um santinho de candidato a deputado federal, que reproduzimos a seguir:

"Para deputado federal / Sérgio Cardoso de Almeida / no.156 / PDS

Vote no Defensor da Livre-Empresa e da Agricultura
(segue a foto do candidato)
Inviabilizou o Imposto de Herança e doações
Modificou o Código de Mineração protegendo o Agricultor
Autor da Lei do Suco"

O grifo acima é, evidentemente, nosso. Lôco, né?
19:17:40 - Zeno - 14 comentários

The Singing Detective (1986)

Um amigo cineasta de alma mais caridosa havia me dado a dica há tempos, mas só agora consegui baixar o seriado acima, tido e havido por gente séria como um dos melhores (o melhor?) seriado de TV de todos os tempos (superlativos, por que não usá-los?).Pra quem nunca ouviu falar de Dennis Potter, o roteirista inglês que escreveu o troço, há bons verbetes da Wikipedia aqui e aqui. Uma página dedicada a destrinchar o seriado é esta aqui.

Vi ontem o primeiro episódio (de um total de seis) e duas falas pulam da tela diretamente para qualquer antologia de humor digna deste nome. Na primeira, o personagem principal, que sofre de uma doença horrível que descama sua pele toda, recebe um banho de vaselina da enfermeira gostosa e tenta com todas as forças não ficar de pau duro. Segue seu monólogo interior:

"Think of something boring. For Christ’s sake, think of something very very very boring. A speech. A speech by Ted Heath. A sentence, a long sentence from Bernard Levin. A quiz by Christopher Booker. No – oh think think think – ! Really boring! A Welsh male-voice choir. Everything in 'Punch'. Wage rates in Peru. James Burke. 'Finnegans Wake'. All the bloody Irish. The dog in 'Blue Peter'. Brian Clough and especially James - Henry and Clive. Australian barmen. Ecologists. Semiologists. Guardian Woman's Page. Dear Christ. The Bible. Oh God. Reader's Digest Special Draw Prize. No no. Think. Bible. Bible Psalms. Solomon Song. 'Thy breasts are like...'. Oh no no no..." [Leia mais!]
16:54:08 - Zeno - 1 comentário

Après Sarney, le déluge


Tem mais aqui.
01:15:41 - Pinto - 1 comentário

Significa?



Cada país tem o Zeca Camargo que lhe compete.
00:08:40 - Pinto - 2 comentários

04 Agosto

Plus ça change

Entrevista do Wladimir Pomar à revista Fórum sobre os acontecimentos na Praça da Paz Celestial, em 1989.

Fórum - As manifestações e as greves não são fortemente reprimidas?

Pomar - Cadê a fotografia? Às vezes têm greve, às vezes têm choque, principalmente no campo. Mas o camponês, na China, é muito revolucionário. Os grandes problemas históricos dali ocorreram com revoluções camponesas. Todas as dinastias chinesas acabaram por revoluções camponesas. O camponês é muito combativo. O que o governo faz? Ele negocia. Agora, é impossível não ter problema. O que admiro é que a quantidade é pequena, até porque eles negociam.
Mas quando algo explode, você tem dois caminhos. Ou deixa ser devorado ou devora alguns para resolver. Foi o que aconteceu em 1989. Chegou num ponto que ali era o seguinte, ou “nós” ou “eles”. Ali não tinha ninguém inocente, embora a orientação para os soldados fosse a de só usar as armas em último recurso. Tanto que apesar da dimensão que a coisa tomou, não teve mais de dois mil mortos. Dois mil mortos num universo de trezentros mil, quatrocentos mil, não é nada. Posso até te mandar um documentário com opinião de um italiano que com base nos livros americanos mostra de onde veio o massacre. Isso que é interessante.

Fórum - Recentemente o professor de uma universidade chinesa à época revelou que tentou mediar o conflito. Vendo que não ia demover os estudantes a sair da Praça, ele deixou o lugar. Mas este mesmo professor diz que o massacre se deu em todo o entorno, que o ataque não foi só à praça. Hoje ele está afastado pelo governo da universidade.

Pomar - Morreram também muitos soldados. A maior parte, o maior contingente de mortes, foi de soldados, que foram atacados por bombas molotov, ácidos, gases. Não foi um negócio espontâneo. Há ali uma tentativa organizada e a coisa descambou para isso. Agora, neste vídeo que te falei, com base no depoimento dos americanos, esse italiano aponta justamente que a moderação estava com os soldados e não com os manifestantes. Chega num momento que não tem jeito. Ou você é degolado, ou degola um ou dois e resolve o problema. Não vamos achar que você faz omelete sem quebrar os ovos.

Nota racysta do dia



Ou: de quando os amigos, querendo ajudar, acabam atrapalhando.
11:48:33 - Pinto - 23 comentários

Da maravilhosa fauna brasileira



Toda essa discussão sobre a amizade de longa data que unia José Serra ("soy loco por ti, Nordeste!") a Luiz Gonzaga (consta que jogavam bola-de-gude na creche juntos) me açoitou a memória e me fez relembrar da lendária intimidade e da predileção dos tucanos pelas coisas, costumes & criaturas da região.

A foto de FHC (o de chapéu) com um cavalo (o com montaria, embora apresentado pela imprensa como "jegue", tal a intimidade) confirma e reafirma minha suspeita: são bichos feitos um para o outro. Tucanos + equinos = tuquinos.
11:03:04 - Pinto - 5 comentários

Não sei se vou, não sei se fico

Tem mais uma coisa: pode ser que mude, mas não é sempre que o que você quer está disponível, o que é um argumento poderoso para a turma do guardar.
Outro dia, mencionei as coisas do Ennio Morricone. O site de onde baixei os discos finou-se ou foi finado. Se eu tivesse ficado no lance de acessar, estaria na saudade. Pois bem, renasceu.
Então, meu filho, se o seu negócio é o Morricone, seu lugar é .
10:42:23 - DJ Mandacaru - Comentar

Guardar ou acessar?

Talvez a única vantagem de se ter muita trolha em casa (as tecas mencionadas em comentário ao post anterior) é a chance de ser surpreendido por elas quando menos se espera.

Ao tentar pela enésima vez arrumar umas montanhas (não figurativas) de papel aqui em casa, trombo na semana passada com a Playboy de agosto de 1986, Renée de Vielmond na capa (ah, Renée...), e uma curiosa chamada acima do título da revista: "Sarney recebe nosso repórter em casa". Dada a gravidade da atual situação do atual senador, gostaríamos de nos aliar ao ex-presidente Collor, o Breve, na defesa do intimorato homem público José Ribamar de Araújo Costa, o Sir Ney, com a transcrição de trechos do perfil publicado pela Playboy à época, assinado pelo veterano jornalista Luís Fernando Mercadante.

"Após passar a tarde em São José do Pericumã, (...) fui me despedir do dono da casa, que comemorava o 33o. aniversário de sua filha, a interessantíssima Roseana. (...) Entramos no quarto [do presidente], tão pequeno quanto o estúdio. Um quarto comum, de uma casa comum, de um casal comum, podia ser o seu ou o meu. Não, os nossos são mais arrumadinhos. Com sua janela única, o quarto do presidente no sítio São José do Pericumã, sua casa particular nos arredores de Brasília, é bem um um retrato da maior razão do seu sucesso: a semelhança que José Sarney, 56, casado, três filhos, tem com o brasileiro. Melhor, com o homem comum brasileiro."

"(...) De volta à varanda, o presidente José Sarney fez sua cristalina afirmação: 'O poder não me subiu à cabeça'.
Acredito. Acredita a maciça maioria do povo brasileiro. E queremos continuar acreditando. Este país, para ser um país de verdade, só precisa de governantes em quem se possa acreditar".

(continua)
09:16:00 - Zeno - 16 comentários

03 Agosto

Zéfiní

O japonês diretor de TI deste muquifo já nos instruíra: gente jovem não guarda, acessa.

Lembrei do alvo da anaconda sorvetão quando li este artigo no The New York Times e entendi melhor ainda quando -- coincidentemente, e embora eu não seja nenhum young people --, no sábado, um amigo que está produzindo um programa de rádio sobre os 70 anos de "Aquarela do Brasil" me pediu uma gravação relativamente rara do Chet Atkins com o Les Paul. Eu sabia que tinha o disco em um dos HDs, mas o bicho estava desmontado e me deu uma preguiça da mulesta (apud Pinto) de pegar todos os cabos, desocupar porta USB, enfim, vocês manjam. Demorou uns 30 segundos para descobrir a faixa num blog, mais uns 3 minutos pra baixar e voilá.
Tem mais jeito, não.

02 Agosto

Prepare o saco de risadas



Eduärdo's scrapbook. Um repositório do que há de mais moderno na internets com esta e outras imagens mui dignas. Recomendamos.
22:56:00 - Pinto - 1 comentário

15 milhões de vezes

Como esse video já tem 14.639.543 exibicoes no youtube, sem contar os filhotes, tlvz um ou dois de vcs ja tenham visto, mas como as vezesacho q ue a nano navega em outra internet, ta aí.

12:47:15 - Lama - 4 comentários

Não somos nós que estamos dizendo

Aspas: Capitu — O Daniel Piza, em seu site, diz o seguinte:

a ficção nacional sempre soa como uma espécie de memória disfarçada, uma crônica rarefeita e emotiva, parasitária de alguma influência mal digerida. Os personagens nunca deixam de ser autobiográficos; o estilo sempre está a reboque de outro. Não se explora a língua nem em seu potencial de pensamento nem de percepção. (texto completo)

Como você liga sua poesia à sua própria intimidade e que isso é uma característica da literatura contemporânea, como você comentaria essa "provocação" do Piza?

Nogueira —
Esse rapaz escreveu uma biografia com muitos erros sobre Machado de Assis, parece que o fizeram recolher o livro — vamos deixá-lo descansando em seu jornalismo cultural? Fecha aspas.

Mais sobre o olhar oblíquo e dissimulado de Lucila Nogueira e da pisa que deu no Piza aqui. Lembre-se de deixar "esse rapaz" "descansando em seu jornalismo cultural" ao ler sua coluna de hoje.
09:00:00 - Pinto - 2 comentários

01 Agosto

Nem tão inéditos & nem tão dispersos

Hoje acordei com a mulesta:

• A censura deixou o pessoal do Estadão confuso. Acabo de ler que José Serra, que vai intensificar sua presença no Nordeste que tanto adora, é também "um grande fã" de Luiz Gonzaga. Na seção de política, não na coluna do Tutty.

• Voltando de Cumbica, chama minha atenção o aviso de "Zona de Segurança" na rodovia rente à cabeceira da pista. Proibido até mesmo reduzir a velocidade. Em Congonhas, a cabeceira da pista é um estacionamento Zona Azul. (Ah, ia esquecendo do detalhe da 23 de Maio e do espigão do Oscar Maroni...)

• Um argumento lúcido sobre os fretados em São Paulo: "as pessoas querem um coletivo para chamar de seu" (via: o inexcedível Mário Amaya).

• Aliás, o mesmo Amaya me chamou atenção para esse estropício. Leia e compreenda o porquê de pilotos acidentados na cabeça não perderem massa cerebral. Não se perde aquilo que não se tem.

• Complacente em relação à histeria da mídia com o Bolsa-Faminta Bolsa-Família. O governo bem que podia torrar essa grana, por exemplo, com assinatura de jornais e revistas para os pobres —que os ricos não tem lá esse gosto pela leitura mesmo... Aí tudo bem, numa boa. José Roberto Arruda que o diga.

• E olhe lá que se essa imprensa tivesse mais conteúdo mesmo o lúmpen podia até fazer um sopão com o papel para ter alguma sustança. Mas alguém aí arriscaria tomar um cozidão de revista Veja, leia-se cabeça de calango?

• Saudades retintas da antiga Telebras, que só me tratava mal, mas pelo menos não me roubava meu suado dinheiro me cobrando tanto por um serviço tão ruim, como fazem essas ditas operadoras. Aliás, belo nome. Operam mesmo.

• E naquele tempo não havia Anatel, essa ação entre amigos. Alô, alô seu Slim, aquele abraço!

• Faz tempo que não a mencionamos, mas Peçonha Racy teve um surto. Na coluna de hoje falou mal dos milionários de Trancoso que não contribuem para reduzir o abismo social deste país, num indício de que esse papo de retomada da economia é balela. Pessoal continua atrasando muito pagamento.

• Nessas horas bate uma certa nostalgia de nosso ídolo Cesar "Blow" Giobbi. Ao contrário dele, Sonia Sacy é um bocado obturada das ideias e escreve tão ruim que não é sempre que é diversão garantida.

Ciro Gomes vem aí, lá-lá-lálálálá, Ciro Gomes vem aí, lá-lá-lálálálá! Meu amigo frequentador dos Ciristas Anônimos está há bem uns quatro posts sem falar nele. Daqui o apoiamos: forza, Ricardón!

• Pré-requisito para participar daquela mesa de senhoras do Programa do Jô às quartas-feiras: furor uterinus. Pena que as madrugadas deem traço de audiência.

• Presente malvado para o Dia dos Pais: A Cabeça é a Ilha, do nunca, jamais suficientemente louvado André Dahmer.

• Método Folha de disclaiming: não podemos afirmar, nem negar, que algo é falso porque não tivemos acesso ao original.

• Onde andará minha advogada, vocês não conhecem, não, nessas horas em que eu mais vou precisar dela?

• Hoje no almoço tem dobradinha? Tem, sim senhor!
11:45:11 - Pinto - 1 comentário

Tradição, família, propriedade, sucesso, dinheiro, gente bonita, gente feliz



Então. De quem a gente ri são escolhas. Pode-se fazer troça da analfabeta desdentada que não sabe dizer "WWW". Pode-se gargalhar do preso que dá entrevista a um desses programas mundo cão de "defesa dos direitos" da pessoa. Pode-se sempre, e é sempre mais fácil, corroborar com a desgraça de quem a vida já se encarregou de desgraçar. Ou se pode (ou não) levar a sério a sinceridade, a autenticidade, a devoção das nossas elites empresarias e de quem faz a cabeça delas.

É difícil, mas eu faço um esforço danado para me ater, fazendo troça, à última opção.
10:29:24 - Pinto - 7 comentários

1980 foi um ano memorável



Lídia Brondi posava na falecida Playboy, que hoje abriga mulheres com sobrenomes de gêneros alimentícios.
00:28:24 - Pinto - 4 comentários

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