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Jornal Velho

Recortes e papéis de ontem, de duas décadas, do mês passado, de hoje - o pesadelo do pessoal de limpeza.


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28 Agosto

Certas fotos, mil palavras



(crdt : Celso Jr./Agência Estado)
11:08:48 - Pinto -

27 Agosto

A concorrência é a alma

Deu na Bônica Mergamo, hoje:

"Lícia Fabio, famosa por organizar grandes eventos na Bahia, vai lançar em setembro a revista 'Licia', de personalidades do Nordeste, 'os que brilham por lá sob os pilares do Luxo, Inspiração, Comportamento, Inteligência e Atitude', conforme as letras do nome da empresária".

Vai bater de frente com outra revista, a ser lançada por um sótero-baiano considerado aqui do HZ, que vai chaleirar os Fulêros, Raparigueiros, Agiotas, Nababos, Chavasqueiros, Ignominiosos, Eguariços, Ladravazes.

Em matéria de revista, vai ser briga de cachorro grande.
13:47:06 - DJ Mandacaru -

25 Agosto

Brasil, uma república bicameral

Dando prosseguimento à linha editorial Caras, aqui do blog, mais uma notícia alvissareira nesta fria manhã de terça: Gabriel Chalita, queridinho da redação, pode ingressar no PV para a disputa do senado. Sinceramente? Vai ser divertidíssimo ver o Chalita por lá.
10:44:25 - Zeno -

22 Agosto

Mais racysmos



Sonia Racy se supera. Hoje noticia que uma pesquisa de um blogue foi favorável —alas!— à dona do blogue. Pelo menos as coisas lá são escancaradas. Não se pretende vender uma isenção que não se tem. Já imaginou se "a coluna" fizesse pequisa semelhante? Ouso apostar que o resultado não seria Dilma.

Registre-se: na coluna no flanelógrafo de hoje nenhuma foto de prévia de anúncio à guida de "notinha exclusiva". Raro.

Para mais peripécias da cidadã em questão clique aqui ou aqui.
16:23:12 - Pinto -

07 Agosto

Guardar ou acessar (Parte 2)

Seguem mais trechos do perfil do injustiçado senador Sarney, publicado pela Playboy em agosto de 1986:

"Outros jornalistas tentam um paralelo entre o presidente José Sarney e o presidente Juscelino Kubitschek. É verdade que ambos foram governadores desenvolvimentistas dos seus Estados. Abriram estradas, asfaltaram, construíram hidrelétricas, investiram em educação e saúde. Verdade, também, que o presidente Sarney devolveu ao poder algumas das virtudes que marcaram o presidente Kubitschek. Por exemplo: a tolerância e a generosidade." (...)

[sobre uma cerimônia de entrega da Ordem do Rio Branco no Palácio do Itamaraty, com várias celebridades] "Ao lado deles, docemente embriagado por iguais doses de vaidade e humildade, o ex-engraxate, ex-cantor de rádio e ex-motorista de ônibus Moacir dos Reis Neves, atualmente empresário, dono de um bonito hotel de três estrelas que bem merecia quatro. Moacir Neves, todo elegante, receberia a Ordem do Rio Branco, no grau de comendador. Mas continuará preferindo o título que mais orgulho lhe dá: 'amigo de José'. Com José Sarney, amigo é posto, patente, posição." (...)

"Sarney lembra de sua última ida a São Luis, tão rápida que mal teve tempo de rever uns poucos amigos e reencontrar seus muitos livros, na sua casa da praia do Calhau. Um casarão simples, largo e confortável, mas com os muros altos em toda a volta. Nenhuma fresta, visão alguma do interior e do exterior. No poder, os homens acabam prisioneiros até na própria casa."

(continua)

(sobre a série: aqui, aqui, aqui e aqui.)
11:16:05 - Zeno -

05 Agosto

Guardar ou acessar? (intervalo)

Antes de prosseguir com os trechos do perfil do senador Sarney, nova descoberta de papéis, desta vez um recorte de jornal de 26 de setembro de 1982 com um artigo do Raymond Aron comentando os massacres de Sabra e Chatila. Na verdade, o que interessa para a nossa série Guardar ou Acessar está na margem direita do artigo, um santinho de candidato a deputado federal, que reproduzimos a seguir:

"Para deputado federal / Sérgio Cardoso de Almeida / no.156 / PDS

Vote no Defensor da Livre-Empresa e da Agricultura
(segue a foto do candidato)
Inviabilizou o Imposto de Herança e doações
Modificou o Código de Mineração protegendo o Agricultor
Autor da Lei do Suco"

O grifo acima é, evidentemente, nosso. Lôco, né?
19:17:40 - Zeno -

04 Agosto

Plus ça change

Entrevista do Wladimir Pomar à revista Fórum sobre os acontecimentos na Praça da Paz Celestial, em 1989.

Fórum - As manifestações e as greves não são fortemente reprimidas?

Pomar - Cadê a fotografia? Às vezes têm greve, às vezes têm choque, principalmente no campo. Mas o camponês, na China, é muito revolucionário. Os grandes problemas históricos dali ocorreram com revoluções camponesas. Todas as dinastias chinesas acabaram por revoluções camponesas. O camponês é muito combativo. O que o governo faz? Ele negocia. Agora, é impossível não ter problema. O que admiro é que a quantidade é pequena, até porque eles negociam.
Mas quando algo explode, você tem dois caminhos. Ou deixa ser devorado ou devora alguns para resolver. Foi o que aconteceu em 1989. Chegou num ponto que ali era o seguinte, ou “nós” ou “eles”. Ali não tinha ninguém inocente, embora a orientação para os soldados fosse a de só usar as armas em último recurso. Tanto que apesar da dimensão que a coisa tomou, não teve mais de dois mil mortos. Dois mil mortos num universo de trezentros mil, quatrocentos mil, não é nada. Posso até te mandar um documentário com opinião de um italiano que com base nos livros americanos mostra de onde veio o massacre. Isso que é interessante.

Fórum - Recentemente o professor de uma universidade chinesa à época revelou que tentou mediar o conflito. Vendo que não ia demover os estudantes a sair da Praça, ele deixou o lugar. Mas este mesmo professor diz que o massacre se deu em todo o entorno, que o ataque não foi só à praça. Hoje ele está afastado pelo governo da universidade.

Pomar - Morreram também muitos soldados. A maior parte, o maior contingente de mortes, foi de soldados, que foram atacados por bombas molotov, ácidos, gases. Não foi um negócio espontâneo. Há ali uma tentativa organizada e a coisa descambou para isso. Agora, neste vídeo que te falei, com base no depoimento dos americanos, esse italiano aponta justamente que a moderação estava com os soldados e não com os manifestantes. Chega num momento que não tem jeito. Ou você é degolado, ou degola um ou dois e resolve o problema. Não vamos achar que você faz omelete sem quebrar os ovos.
14:16:43 - DJ Mandacaru -

Nota racysta do dia



Ou: de quando os amigos, querendo ajudar, acabam atrapalhando.
11:48:33 - Pinto -

Guardar ou acessar?

Talvez a única vantagem de se ter muita trolha em casa (as tecas mencionadas em comentário ao post anterior) é a chance de ser surpreendido por elas quando menos se espera.

Ao tentar pela enésima vez arrumar umas montanhas (não figurativas) de papel aqui em casa, trombo na semana passada com a Playboy de agosto de 1986, Renée de Vielmond na capa (ah, Renée...), e uma curiosa chamada acima do título da revista: "Sarney recebe nosso repórter em casa". Dada a gravidade da atual situação do atual senador, gostaríamos de nos aliar ao ex-presidente Collor, o Breve, na defesa do intimorato homem público José Ribamar de Araújo Costa, o Sir Ney, com a transcrição de trechos do perfil publicado pela Playboy à época, assinado pelo veterano jornalista Luís Fernando Mercadante.

"Após passar a tarde em São José do Pericumã, (...) fui me despedir do dono da casa, que comemorava o 33o. aniversário de sua filha, a interessantíssima Roseana. (...) Entramos no quarto [do presidente], tão pequeno quanto o estúdio. Um quarto comum, de uma casa comum, de um casal comum, podia ser o seu ou o meu. Não, os nossos são mais arrumadinhos. Com sua janela única, o quarto do presidente no sítio São José do Pericumã, sua casa particular nos arredores de Brasília, é bem um um retrato da maior razão do seu sucesso: a semelhança que José Sarney, 56, casado, três filhos, tem com o brasileiro. Melhor, com o homem comum brasileiro."

"(...) De volta à varanda, o presidente José Sarney fez sua cristalina afirmação: 'O poder não me subiu à cabeça'.
Acredito. Acredita a maciça maioria do povo brasileiro. E queremos continuar acreditando. Este país, para ser um país de verdade, só precisa de governantes em quem se possa acreditar".

(continua)
09:16:00 - Zeno -

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