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Tectum Intuentes

Ociosidade produtiva - textos reflexivos, anotações íntimas, sacanagens e demais ressentimentos.


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30 Setembro

12 anos de Cool

Cara de Cool

Registramos a efeméride e fazemos nossa homenagem a essa revista editada em Sobral, aquela cidade que cultiva estrangeirismos com tal entusiasmo.
12:45:45 - Pinto - 6 comentários

24 Setembro

Grandes frases da fauna e da flora nacionais

"Estupra mas não desmata!"

Minc Leão Dourado, ministro do Meio Ambichoso, dirigindo-se ao governador do Muito Grosso, André Pauchinelo.
10:24:59 - Pinto - 2 comentários

21 Setembro

E perua por acaso tem feriado apartir de quando?

09:38:25 - Pinto - 8 comentários

Saldão de resenhas a R$1,99

Três filmes e três exposições:

Queime depois de ler. Não sei se é o pior filme que já vi na vida, mas é sério concorrente. Fiz as contas: dos treze longas cometidos pelos Cohen, eu vi doze, o que sempre remete à piada: "pra quem não gosta desse bar, cê vive voltando, né?". A "tese" do filme, em resumo, é a seguinte: todo mundo é idiota, com a exceção da equipe realizadora e dos atores que "participam" da gozação toda. Eu, sem dúvida, sou mesmo, porque gastei 96 minutos de minha mísera existência que jamais serão recuperados, em vez de me dedicar a atividade mais digna, como cortar a unha do pé, fazer aquela faxina no armário ou arrumar de uma vez por todas a gaveta de fotos das férias de 1996.

As Ligações Perigosas, na versão do Stephen Frears. Por conta da montagem do Bob Wilson resenhada aqui, fui rever o filme com a Glenn Close e o John Malkovich nos papéis principais. A lembrança não era boa, e às vezes vale confiar nos neurônios cansados: tudo que é evitado na montagem da peça é enfatizado aqui - o psicologismo, a interpretação "sentida", "emocional", o conteudismo. Mas vale como aula: você pode botar a Glenn Close em roupas e locações do séc. 18, mas você não tira dela (e do resto da equipe, roteirista à frente) o jeito suburbano de compreender o mundo, a literatura, a sociedade e, hélas, seu próprio métier. [Leia mais!]
08:45:45 - Zeno - 7 comentários

14 Setembro

Epifania a trinta pratas

Caro leitor, cara leitora, você vai ter de rebolar para conseguir ingresso para as duas últimas apresentações de Quartett, em cartaz no Sesc Pinheiros. Se suas ancas forem bem-sucedidas, você vai ver:
-- Isabelle Huppert em carne e ossos. A mesma sensação que temos ao vê-la na tela (e que temos também com Cate Blanchett): parece ser capaz de tudo, fazer tudo, atingir todos os espectros, como um violino.
-- o texto do Heiner Müller, espremendo as 300 páginas das Ligações Perigosas do Laclos em 10, 15, tirando de lá ou da cartola brechtiana as mais lindas e devastadoras frases (Merteuil descrevendo a Valmont os interlúdios amorosos dos dois: "Eu permiti que você freqüentasse minha fisiologia") .
-- a direção de Bob Wilson, e aí é que a porca torce o rabo formalista: porque você poderia ter os dois elementos anteriores e resultar numa encenação suarenta, "expressiva" (valha-me), de "dentro d'alma" (valha-me II). Mas não: Bob Wilson é a prova cabal, mais uma, precisamos dela ainda?, de que o maior distanciamento, a maior arbitrariedade, o maior convencionalismo, podem, se belos, trazer a maior expressão, a maior comunicação, o maior encantamento. Que seja uma das peças mais lindas que já vi diz menos do espetáculo e mais da minha pouca convivência com as montagens de Wilson (que eu me lembre, esta é apenas a segunda). Que eu tenha soltado uns "Filha da puta" e "Vai tomar no cu" ao longo dos 100 minutos do espetáculo só dizem da minha inveja imensa diante de uma encenação com tudo, luz, marcação, figurino, som e música, no lugar certo, do jeito certo.

Mexa-se, leitor, leitora. Suas ancas e demais partes do corpo agradecerão por dias, semanas, anos - até seus netos lhes serão gratos.
10:01:21 - Zeno - 7 comentários

12 Setembro

Enchente? Que enchente? Daqui do helicóptero não senti nada.

Por precaução, o prédio onde mora é vigiado por seguranças do Grupo GP. Simara não gosta dos serviços da Haganá, empresa que gere boa parte dos edifícios caros nos Jardins, em Higienópolis e na Vila Nova Conceição. "Eles pegam um sujeito, vestem um paletó e acham que isso é proteção", disse. "Aqui é diferente. Se alguém entrar na minha casa, sai morto. (...) Simara Sukarno não costuma aparecer em revistas de celebridades, colunas sociais, jantares beneficentes ou lançamento de produtos (...) Alertei-a que a reportagem a tornaria mais conhecida. "Eu sei, mas não tem problema", ela disse. "Sequestrador lê Caras e O Estado de S. Paulo." (...) Pedi que contasse quanto custaria a festa e ela respondeu: "A diária da Daslu custou 60 mil, o bufê França, 70. A bailarina do Cirque du Soleil, 26 mil. O resto são custos menores. Seis mil pelas máscaras, 6 mil pelas fotos, 5 mil pelo DJ, por aí vai. Na estimativa total, 400 mil reais.(...) "Põe 1 milhão aí na festa."

Para compreender "Diferenciada", artigo de Roberto Kaz na piauí deste mês, só lendo a íntegra (disponível mediante login no site). Fui tentar extrair alguns trechos e quase surto junto com madame Simara. Leia e surte você também.

A dica é do meu amigo MM, dit "maior jornalista do Brasil" pelos seus contraparentes, um sujeito da melhor qualidade, o qual jamais imaginaria que perde tempo lendo este blogue, mas perde. Vai ver é por isso que os jornais estão do jeito que estão.
12:27:02 - Pinto - Comentar

11 Setembro

1982

O sempre certeiro NPTO posta hoje uma forma superior de arte.
20:47:52 - Pinto - Comentar

09 Setembro

Duas homenagens

Morreu Saul Galvão. E este post aqui me lembrou como é bom ter quem se admire. Faz a gente escrever coisas bacanas, nem que seja num obituário.
18:36:23 - Sorel - 1 comentário

03 Setembro

Quanto tá o quilo do frango?

Economia de escala. Indústria. Só por isso o frango é tão barato.

Vai um frango a passarinho aí?


15:21:35 - Lama - 6 comentários

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