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Zenices

Pensamentos de Zeno acrescidos de pérolas de igual verve vindas de procedência vária.


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30 Setembro

Burro e pobre

Deu na Inbox: "Convite da Ordem dos Gregários. Três são os maiores objetivos do Homem:
1º) Adquirir conhecimento;
2º) Adquirir riqueza;
3º) Abrir mão das duas."

Lôco, né?
13:23:29 - Zeno -

29 Setembro

eu ia ficar quieto mais num dá

depois dessa:

vai encará?

só tomanouma. [Leia mais!]
01:11:19 - George Smiley -

21 Setembro

Alhos por bugalhos

Marcel Schwob, escritor francês, tentava convencer seu colega Paul Valéry sobre as qualidades de um retrato de Descartes supostamente pintado por Frans Hals, ou por alguém do círculo próximo a este. "Não é parecido?", ao que Valéry comenta: "Parecido, sim, mas com quem?".

(contado por Gérard Legrand, em "Mizoguchi, a glória de um cineasta")
07:13:48 - Zeno -

15 Setembro

A infindável reforma ortográfica não finda

Lê-se hoje no Estadão, em breve texto de Daniela do Canto (sem trocadilhos, por favor), sobre uma tentativa de assalto a uma casa na Aldeia da Serra: "Com o ladrão foram apreendidos uma pistola calibre 380, uma toca ninja e ainda um colete."

Não bastassem as novas modificações do idioma pátrio, agora a gente tem de se atualizar também na esfera de roupas e acessórios.
13:26:54 - Zeno -

11 Setembro

Aleatoriedades

Termino de ler um livro extraordinário, O andar do bêbado, que me reacendeu ao mesmo tempo o fascínio pelo assunto e o ódio por não ter tido bons professores de exatas quando mais precisei deles —em sua maioria, sub-engenheiros frustrados que entendiam pouco de números e muito menos de gente. Mas isso é uma baita digressão.

O pretexto do post, como também o do livro, é discorrer sobre temas aparentemente sem correlação entre si, que no entanto acabam por definir (ditar?) nossas vidas.

O temporal de terça-feira, por exemplo. Estava fora de São Paulo (daí o atraso no comentário) e acompanhei de longe, lembrando de como a mídia nos martela assertivas como "o gargalo do Brasil é a infraestrutura", e de como a iniciativa privada pode, dogmaticamente, fazer mais e melhor que o Estado para nos levar ao "primeiro-mundo", um termo tão caro nessas ocasiões, que encontra em São Paulo a melhor guarida que esse tipo de discurso pode ter: cidade desproporcionalmente grande, poder público historicamente ausente e elites econômicas tão deslumbradas com prosperidades individuais quanto refratárias a qualquer tipo de solução coletiva para seus problemas.

Eis que serviços infraestruturais —justo os do gargalo— como telefonia e eletricidade estão nas mãos da iniciativa privada [em São Paulo] há mais de uma década e são o que são, cobrando o que cobram. À parte o monopólio de que gozam, não carecem sequer de água para entrarem em pane. No entanto são bons, porque assim nos disseram, e antes eram ruins, e agora não mais o são, nessa toada que começou antes da ascensão dos barões do café e persiste até hoje.

Pois o que emperra o desenvolvimento do Brasil, como ensinam os luminares, é a presença do Estado. Refletia sobre isso Dutra acima quando, lá pela altura do quilômetro 92, 15 horas de ontem, uma carreta atravessou as duas pistas da rodovia brilhantemente administrada por um consórcio privado. Seis horas depois, o trânsito continuava interrompido: nenhum aviso, nenhum auxílio aos motoristas, nenhuma ação de contingência, nada. Só o pedágio sendo cobrado normalmente, para provar que as coisas funcionam melhor quando o capitalismo sem rédeas e sem regras as conduz.

(Com auxílio do GPS e do acaso de que fala o livro, consegui pegar uma vicinal, cruzei Pindamonhangaba e Taubaté estendendo minha jornada em mais 100km e consegui chegar em casa, são e salvo, depois de 9h de uma viagem que normalmente dura metade disso. Com dois bebês no carro que não acharam nada daquilo bom porque ainda não sabem ler jornais e não foram iluminados por essas revelações.)

Exausto, cheguei em casa e me pus a refletir sobre tudo isso tentando chegar a uma conclusão qualquer, relacionando toda essa experiência à pressão que se faz agora para que o Estado tire seus nove dedos malignos —Oui, l'État c'ést lui!— de cima do pré-sal e entregue as reservas de óleo à iniciativa privada que, como é sabido e comprovado, saberá melhor o que fazer com elas. Então vi que, coincidentemente no mesmo dia, Globo e Folha, que por esporte são contrários a todo tipo de regulação, saíram com cartilhas para disciplinar seus funcionários no uso das mídias sociais que lhes retiram leitores e autoridade na mesma medida com que lhes deixam apavorados.

A única conclusão possível a que cheguei depois de tudo isso: diante de tantos eventos fortuitos assim, não há determinismo histórico que chegue.
22:39:52 - Pinto -

Ruth Rocha do Pré-Sal

Dando continuidade à cobertura hipopotâmica da 14a. Primavera do Livro, inaugurada ontem, antecipamos o título do livro infanto-juvenil mais esperado do ano: Edison Lobão e a Picanha Azul. Confira os detalhes na livraria, no posto de gasolina ou na churrascaria mais próxima.
09:19:41 - Zeno -

10 Setembro

A infindável reforma ortográfica

Lê-se hoje no Estadão, em texto de Ubiratan Brasil sobre a editora Penguin e seu fundador, Allen Lane: "(...) o jovem editor Allen Lane percebeu que não havia nenhum livro interessante à venda na estação de trem, alguma obra que o entretece na viagem de retorno a Londres."

Rapaz, cada dia eu aprendo uma nova modificação do idioma pátrio.
10:03:43 - Zeno -

01 Setembro

90-60-90

Deu no Estadão de hoje, em matéria sobre a inauguração de uma biblioteca pública central nos moldes das grandes livrarias, com acesso irrestrito ao acervo: "Os bibliotecários serão instruídos a 'atuar como vendedores', oferecendo dicas de livros para visitantes. No acervo de cerca de 30 mil livros, a promessa é que não haja espaço para preconceito - poderão ser encontrados livros e revistas com acesso proibido para menores de 18 anos. 'Vai ter Machado de Assis, mas defendo que tenha Playboy também', afirma o secretário estadual de Cultura João Sayad."

Lôco, né?
11:41:47 - Zeno -

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