:: home :: posts passados :: etilíricas :: je me souviens :: microcontos ::


A hora do DJ Mandacaru

Velharias musicais sempre fresquinhas.


.:: mês anterior :: :: :: :: November 2009 :: :: :: :: próximo mês ::.

28 Novembro

Se orientem, rapazes

Olhem, isso aqui é um esboço de um post em planejamento há mais de ano. O assunto é remoto. Daqui da redação, acho que só o Georjão tem cãs suficientemente envelhecidas pra lembrar, mas o começo de 1973 lá na USP não tava fácil, não. "Amigos presos, amigos sumindo assim", vocês conhecem a música.
Daí, um magote de neguinhos tiveram a brilhante idéia de convidar o Gil pra fazer um show-denúncia na universidade. A última vez que o Gil estivera num palco universitário fora no Tuca da PUC, onde recebera uma vaia consagradora com o parceiro Caetano. O Gil ponderou que se alguém tinha que falar alguma coisa era a própria estudantada, mas que ele tinha uma meia horinha pra dar uma canja. A meia horinha virou um show voz-violão de quase três horas, com interpretações longuíssimas de clássicos como "Oriente", "Expresso 2222", clássicos do Germano Mathias, Jackson do Pandeiro, bate-bocas explícitos com militantes que queriam ouvir "Procissão" e tiveram que aguentar o autor dizer que a música era, fundamentalmente, equivocada, enfim, um pampeiro generalizado. Uma boa descrição do clima político da época na USP pode ser encontrado no livro "Cale-se", do Caio Tulio Costa, que tem como fio condutor exatamente esse show do Gil.
Noves fora, o show foi captado pelo mago dos gravadores do Grêmio da Poli, o Guido, futuro engenheiro eletrônico, mas para a nossa turma apenas o autor dos Huffies, uma HQ danadíssima para a época. Permaneceu anos rolando de república em república, até que há três anos o tio DJ cruzou com o proprietário de uma transcrição para fitas cassete. A muamba foi encaminhada para o melhor estúdio de recuperação dessas coisas aí, que tá dando jeito no acervo do Instituto Moreira Salles, e recuperada pras nossas orelhas. O trabalhou levou mais de cinquenta horas, um negócio impensável se tivesse que ser remunerado. Licencinha pros agradecimentos: Ricardo Franja, Guilherme Faveri, Sergio Ximenes - a casa penhorada, sei lá, tá penhorada.

Então, nano, para o vosso gáudio: GIL NA POLI, agora em quatro partes.

27 Novembro

Nino, o Italianinho



Então, acho que como vocês aprendi a gostar do Nino Rota vendo os filmes do Federico. Bem muito tempo depois, vieram as trilhas dos Chefões. Enfim, tudo certo, Ennio convivendo bem, até que descobri a porção erudita do Nino. Coisa séria, viu?, embora minha ignorância sobre o assunto deva exasperar os considerados do PQP Bach, onde vou desasnar diariamente.
O que se segue é uma amostra desse lado menos conhecido do Nino. Bonito até doer, vejam aí se não.

[Leia mais!]

17 Novembro

O Blecaute do bem



Você pode não saber, mas o repertório do Blecaute é seu velho conhecido. Até os valorosos infantes aqui da redação -- Pinto e Zeno -- já cantaram muito "Chegou o general da banda ê-ê, chegou o general da banda ê-a". O Lama "Juquinha" Indeed prefere Maria Escandalosa (Desde pequena sempre deu alteração/Na escola, não dava bola, só aprendia o que não era da lição/Um dia Maria cresceu/Juízo, que é bom, encolheu/A Maria Escandalosa é mentirosa, é muito prosa, mas é gos-to-sa"). Se você tem interesse pelo assunto, dê uma pulinho no dicionário do Ricardo Cravo Albin e procure pelo verbete.
O neto de escravos Otávio Henrique de Oliveira ganhou o famoso apelido do locutor Capitão Furtado, ao apresentar-se na Rádio Difusora de São Paulo. Corria o ano da Graça de 1941, época da guerra, e aconteciam constantes cortes de energia. Foi apresentado no programa Arraial da Curva Torta assim: "E agora, com vocês, Otávio Henrique, o blackout do samba". No ano seguinte, mudou-se para o Rio e de lá não mais saiu, até sua morte, em 1983. Na década de 50, era um dos reis do carnaval, ou melhor, General, do único tipo que o Smiley e eu suportamos -- o de banda.
O tererê que vocês vão ouvir é a gravação de um programa Ensaio, do nunca assaz incensado Fernando Faro, com o Blecaute, já meio cansadaço, relembrando os maiores sucessos de sua carreira. [Leia mais!]

11 Novembro

O Bill no Brasil

null

Foram provocar, agora aguentem.

Seguinte: se existe um pianista de jazz de que eu goste mais do que o Bill Evans, ainda não me foi apresentado. É daqueles caras que desperta em mim os mais pervertidos sentimentos "completistas", o que inclui toda sua discografia oficial mais uma cacetada de bootlegs.

Aqui no Brasil, Mr. Evans tinha ao menos um amigo de ebony, ivory e nose, outro pianista Del Gran Caray, Luiz Eça. O que vocês vão ouvir na sequência são dois boots: uma apresentação do Bill Evans Trio na Sala Cecília Meirelles (53MB), de 1979, e um bem bolado (139MB) do Bill com o Luizinho, mais a participação da Leny Andrade em uma das faixas, tudo gravado ao vivo no Chiko's Bar. Esse último foi presente do Loronix, atualmente em estado de hibernação, mas que é o blog mais bacana de música que eu já vi. [Leia mais!]

04 Novembro

A pedidos

08:58:55 - Lama - 1 comentário

.:: mês anterior :: :: :: :: November 2009 :: :: :: :: próximo mês ::.