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29 Dezembro

Nossa lista de melhores do ano

Sem tirar nem pôr, é esta, que inclui:

Melhor declaração de membro do CQC

Empate entre “Qual o problema em chamar negro de macaco?” - Danilo Gentili, “Suicida tem mais é que se fuder” - Rafinha Bastos, “PM nesses vagabundos” - Marcelo Tas.
21:04:02 - Pinto - 4 comentários

27 Dezembro

Previsões para 2010

Chupa!

Assitiremos estupefactos ao crescente talento cênico de Megan Fox.
20:43:28 - Pinto - 2 comentários

Avatar (2009)

Na'vi e na'gostei.
17:31:01 - Pinto - 2 comentários

25 Dezembro

Tomando no Culex



Foi, para mim, a notícia do ano (ainda que veiculada na véspera de Natal) e entra aqui na retrospectiva de 2009. O shopping Cidade Jardim —"diferenciado porque o piso não é mármore", na abalizada opinião do seu garoto-propaganda César "Blow" Giobbi (veja vídeo acima e sorria conosco)— sofre com enxames de Culex quinquefasciatus, que eclodem no "rio" Pinheiros ali vizinho.

"Rio" vai entre aspas porque o Pinheiros é mais uma grande vala por onde escorre a merda literal de São Paulo, que não é pouca, coadjuvante desse exemplar incidente. Que bem ilustra a merda figurada da "sofisticação", "elegância", "diferenciação" e outros atributos desse discurso jeca e deslumbrado, que prolifera como pernilongos na boca de boçais que se creem isso e muito mais, ignorando que não resolvemos nem o destino do nosso esgoto —a comunicação da Sabesp diz que resolveu, mas isso é outra história.

A menos que, num arroubo de marketing sem precedentes, o Cidade Jardim tenha providenciado esse tipo de paparazzi para perseguir as celebridades que desfilam sobre seu piso de não-mármore.

A matéria completa sobre o desglamourizante ataque dos Culex, extraída da Folha de ontem, está a seguir. [Leia mais!]
21:47:41 - Pinto - 6 comentários

24 Dezembro

Aos costumes

Desejamos aos nossos amigos, clientes e fornecedores uma Feliz Páscoa!
16:00:03 - Pinto - Comentar

18 Dezembro

A vida imita a arte

Essa, nem a equipe do Amaury Dumbo conseguiria imaginar.



(crd: G1)
16:18:47 - Lama - 6 comentários

17 Dezembro

Sedução, colorido, brinquedo de papel machê

Uma breve discussão com amigos publicitários por conta disso aqui me motivou a escrever as linhas abaixo.

Um dos argumentos centrais dos empresários da publicidade em defesa da sua atividade é o de que ela "informa". É o mesmo repetido por profissionais ou deslumbrados ou adestrados demais para exercer qualquer juízo crítico sobre como ganham a vida (Podem ganhá-la assim, é como eu mesmo ganho a minha, mas não me venham com esse papo de aranha). Seria por conta dos anúncios que nós, meros consumidores —alguém jamais ouviu num tal debate a palavra "cidadão", o conceito parece ser desconhecido da categoria—, estaríamos bem informados para tomar as decisões certas e finalmente executar o ato mais importante das nossas vidas: comprar (ou apertar o "Sim" na urna, caso tratemos aqui de propaganda eleitoral, mas abordemos este particular noutra ocasião).

E aí nada de controle social, limite ético ou qualquer outro tipo de "censura" à livre criação de profissionais que de mais a mais se equiparam a artistas. Já foram até socialmente tidos mais em conta há alguns anos, mas ainda assim. E eis que surgem baboseiras como o "autorregulamentatório" Conar e são produzidos anúncios perfeitos para a realidade brasileira: de carros que voam baixo a bebidas para serem consumidas "com moderação", passando por cigarros que, até pouco tempo atrás, eram raro prazer.

Muito bem.

Pois sé é para informar, o que fazem os publicitários abraçando essa tese tendo como alvo crianças que ainda não chegaram à idade da razão? Informando (veja bem, e não é sequer educando, uma vez que esse conceito também é alheio à atividade publicitária) bebês de fraldas? E olhe que não trago ao debate questões acessórias, mas não menos importantes, que levam à feitura de atentados como esse, iluminando a vida de pequenos cidadãos educados por babás televisivas.

Mas eis que o discurso repentinamente muda. Como num passe de mágica, quem antes apelava à razão informativa, quando confrontado com essa realidade, traz seus argumentos ao nível do sistema límbico e apela então à sedução, ao discurso amoroso, às ações "por impulso" para justificar qualquer uso, ou abuso, do metiê publicitário.

De novo: sedução, impulso, discurso amoroso —para crianças de menos de 12, 13 anos?

Na vida sem glamour do mundo aqui fora esse papo daria cadeia, sem direito à fiança.
14:48:13 - Pinto - 7 comentários

16 Dezembro

Modernidades

O tão decantado Chi Fu ganhou sede nova, quase junto à antiga na Praça Carlos Gomes, pomposa como convém ao delirante crescimento chinês. Ficamos devendo as fotos, mas é impossível não ver o palacete kitsch, vis-à-vis a estação Liberdade do Metropolitano. Mudança sim, mas respeitando as tradições pelas quais tanto amamos o restaurante:

- O serviço continua confuso grosseiro e monolíngue. Ainda não conseguimos descobrir, contudo, se mandarim ou cantonês.

- Atentos à preocupação ocidental com eliminar gordura às refeições, os donos mantêm no banheiro um dispenser (perdão!) com detergente em vez de sabonete. Verde. Pelo aroma, Limpol ou Ypê. Sem glicerina, claro.

- As mesas de oito, dez comensais continuam abrigando oito, dez comensais... desconhecidos, que são dispostos ao sabor do (mau) humor das atendentes. Sua aventura por lá pode sair mais multicultural do que o imaginado inicialmente.

- Existe agora um um mezanino, fechado quando fui, mas não sei se permanece o porão onde habitariam os supostos comedores de Whiskas.

- A fauna viva em aquários e sabe lá mais onde não são mais "abertos ao público", por assim dizer.

- A cozinha continua uma das mais deliciosas de São Paulo, provando-se que não é necessário deixar uma fração polpuda de um salário mínimo para ter acesso a um repasto decente, isto é, se o cidadão não for afeito a um nível considerável das frescuras que acometem sete entre dez ditos gastrônomos por aqui.

- A inefável melancia espetada com palitos de sobremesa cai muito bem no bucho depois de tanta comilança.

- Depois de tudo o cidadão ainda tem a Liberdade inteira ao seu dispor para um passeio de compras/meditação como poucos na cidade.
12:11:15 - Pinto - 3 comentários

15 Dezembro

planos de anos

ano que vem, novos planos e perspectivas.
estamos pensando num negocinho novo, p/o blogue se autosustentar.

fabrica de miniaturas, lembrancinhas:
monumentos religiosos.
p/a 1a. leva já temos listadas a sé de sampa, aparecidonorte, maracanã e catedral de brasília...
alguma sugestão?

viriam num kit:
monumentinho, desculpas e advogado.

cartas p/ a redação.
em papel, por obséquio.

Que C'est Triste Porto Alegre



A memória pode ter sido cutucada pelo post do Gil, mas o fato é que em julho de 1972 um bando de estudantes tentava remontar a UNE. Como cobertura, usávamos um encontro de centros acadêmicos de engenharia que estava acontecendo em Porto Alegre. A situação toda era muito tensa. Além dos riscos normais, a organização, para demonstrar as boas intenções dos estudantes, pedira ajuda ao Exército na parte de alojamentos. E os caras deram! Resultado: passávamos o dia brincando de revolucionários e à noite nos recolhíamos ao quartel.
Entre os participantes, um amigo de adolescência que até hoje é um dos seis que o filho único aqui elegeu para irmão. Numa tarde gelada, entre duas reuniões, os dois cearenses passeávamos pelo calçadão do centro e resolvemos entrar num cinema, para passar o tempo. "Anônimo Veneziano", filme com a Florinda Bulcão, a conterrânea mais internacional, caindo de charme, por quem todos nós ardíamos de tesão apesar de sua ambiguidade sexual, ou talvez por isso mesmo, vai saber. A música, lindíssima, tocada pelo ex-marido oboísta (Tony Musante) que estava morrendo de câncer, a despedida, tudo muito triste e bonito.
Saímos do cinema abaixo de cu de cobra e durante anos cacei a trilha sonora, sem sucesso. Uns dois atrás, achei o CD numa lojinha de shopping, por módicos R$ 115. Guardei para mim as minhas dúvidas sobre a legitimidade do dono da bodega e fiz o que muita gente está fazendo: consegui o bolachão no sebo de um amigo (R$ 3), sabão e água (custo irrisório), digitalizei e limpei a chiadeira no computador (gastei só o meu tempo), redução da capa e contra-capa na gráfica (R$ 2), CD virgem mais capinha de plástico (R$ 1,06). Custo total do disco: R$ 6,06.

Longa vida à indústria fonográfica.
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Domingo que vem casa uma afilhada minha. Me pediu uma música para acompanhar um texto que vai ser lido pela minha comadre sua mãe, e pela avó, a mama adotiva deste órfão em Sampa. A música que escolhemos foi o Adágio do Albinoni (que nem é dele, outro dia eu conto a história). De modos que se no domingo vocês virem um DJ de olhos vermelhos e ranho escorrendo pelo nariz, nem cheguem perto.
[Leia mais!]

14 Dezembro

As 1001 encarnações de Julien Sorel

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Gentilmente extraído daqui.
12:39:49 - Pinto - 32 comentários

11 Dezembro

Banco Itaú deseja Feliz Nataú



Invocamos a cabôca Sontag (mais sobre ela aqui) para tratar de um tema tão caro a este blogue: o das ideias fora de lugar. O episódio de hoje é estrelado pelo Banco Itaú, essa empresa tão próspera, cujo dirigente maior certa vez reclamou da concorrência dos bancos públicos que emprestaram dinheiro a pobre —afinal, para que serve um banco? Que mais esperar da instituição? Mas digressiono. Passo a palavra à cabôca:

As 'derrapagens' como a desta foto são as mais reveladoras das real natureza das coisas, das instituições e das pessoas. Não bastasse a estética kitsch de um adorno natalino digno de figurar como bibelô na penteadeira de qualquer bruxa que se preze, uma flagrante intenção de querer ser aquilo que não se é. Um simples acento fora de lugar, dirão alguns torcendo no nariz para o detalhe, mas é justo ele que revela a impropriedade da ideia, desde sua infeliz concepção até sua triste execução. Imagine o operário semi-analfabeto, pendurado numa escada no meio da madrugada, em plena avenida Paulista, orientado por um capataz igualmente ignorante, decorando uma série de arranjos com mensagens de Boas Festas em várias línguas, como que para plasmar a vontade globalizante, inserida, avant-garde do cliente contratante. (Sim, há mais desses estandartes poliglotas, um em cada poste da via! De mais a mais, uma flagrante burla da tal Lei Cidade Limpa, já por dermais burlada pelo transbostamento dos rios e córregos a cada enchente, e agora sou eu que digressiono). Agora imagine outro tipo de operário, o publicitário obturado, comissionado por um diretor de marketing deslumbrado para elaborar uma 'ação impactante', dito no linguajar do metiê, e saindo-se finalmente com esse instigante resultado, arrematado com maestria por um diretor de arte cujo senso estético não deixa dúvidas sobre os valores de toda a cadeia de profissionais envolvidos. Note a inclusão a fórceps do slogan 'feito para você' no contexto, masculinizando a cidade de São Paulo —numa provável exigência do diretor de marketing do banco, que deve ter esfregado as mãos satisfeito por sua contribuição ao produto final. A mão do operário que afixou o acento no local errado é apenas uma extensão da mente dos sujeitos que conceberam a coisa toda. Fecha-se o ciclo.
23:18:08 - Pinto - 5 comentários

O momento brasileiro do Billy

Billy ao lado de um fã

Da grande linhagem de barítonos americanos negros, Billy Eckstine está na primeira fileira. Mas antes de virar cantor, o cidadão se defendia bem como trumpetista. Estreou em rede nacional na orquestra do Earl Hines, em 1939, e quatro anos depois resolveu montar sua própria banda. Alguns dos empregados: Dizzy Gillespie, Charlie Parker, Sarah Vaughan, Dexter Gordon, Miles Davis, Kenny Dorham, Fats Navarro, Wardell Gray e Art Blakey, naquela que foi considerada a primeira big band do bop.

Gostava tanto de música brasileira que, em 1979, gravou um disco quase só com cosas nuestras. Mesmo em faixas como Where or When (Rodgers & Hart), a cozinha - comandada pelo Don Grusin no piano, pelo Claudio Slon na bateria, e pelo Abe Laboriel no baixo - providencia aquilo que se convencionou chamar de molho brasileiro. [Leia mais!]
14:26:23 - DJ Mandacaru - Comentar

Se beber, não discurse.

Nao ache que vou reclamar do presidente lula pela cagada de ontem. ele que fale a merda que quiser. O que achei filhadaputagem foi ele tentar consertar falando mal dos jornalistas. Me lembrou a história do corno que pega a mulher fudendo com o vizinho no sofá e joga fora o sofá. Sr. Presidente: O melhor jeito de não ter merda nos jornais é não ter merda nos discursos. Simplres assim.
11:17:12 - Lama - 6 comentários

Nem citar direito, deputado?

Do Painel de hoje da Fôula: "O dito popular agora virou 'há malas que vão para o DEM'". Do deputado Chico Alencar (PSOL-RJ), filosofando a respeito do escândalo que atinge o governo do Distrito Federal.
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Tudo bem copiar o HZ sem citar a fonte, mas dá pra fazer direito?

10 Dezembro

O homem de um disco só



Eu tenho pelo menos uns três amigos que vão querer partir pra porrada comigo, mas o fato é que o Johnny Pace é o cantor que o Chet Baker gostaria de ter sido.

O cabra gravou um único disco em toda sua vida, apadrinhado justamente pelo Chet, que emprestou seu quinteto pra bolacha. Lançado em 1958, fez relativo sucesso entre a moçada que curtia cool jazz. Não se sabe por que, mas o Pace nunca mais gravou outro disco, até morrer, em 1979, com cinquenta anos. Vejam se ele não merecia.

[Leia mais!]
14:05:57 - DJ Mandacaru - Comentar

09 Dezembro

mó ralo meu

*

sem uma gota de tripudio às agruras de minha carissima ex-cidade, essa de 'alagão demotucano' foi na bucha, nénão?
e que o zerra dá sica -aonde quer que bote a mão (s/ trocadilho aqui, copidesque)- desdonte não tenho mais dúvidas. [Leia mais!]

07 Dezembro

Clássicos não têm idade nem sexo



Falei com o Zeno este fim de semana e ele me pareceu muito nostálgico. Aproveitei o ensejo para tripudiar dos seus sentimentos, o que ora faço com este post e a ajuda de um ícone em comum.
21:19:54 - Pinto - 7 comentários

03 Dezembro

presença de anívers

como eu sou, digamos, de poucas luzes no assunto informático, envio, daqui das highlands, uma presa humirde duns amigos dos cafundós dos esteites:
nickelcreek
turminha dum roquinho meio folk meio umontedecoisas batuta nas opção de som e de vida.
entra lá e deixa rolar, o começo é meio estranho mas vai melhorando devagarinho.

mas o mais incrível mesmo é como que isso veio parar aqui. [Leia mais!]

02 Dezembro

Continuam os folguedos

Hoje os cumprimentos vão para Julien Sorel, ego, id e superego deste espaço a um só tempo. Cada vez mais Touro e cada vez mais Sentado, é ele a quem abraçamos por trás nesta data e desejamos a bela página musical que segue:

12:26:19 - Pinto - 8 comentários

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