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31 Janeiro

Apertem os cintos, o PSDB sumiu

Trecho da coluna que habitualmente Daniel Piza comete aos domingos, n'O Estadão, lógico:

Já imaginou se tivéssemos continuado com a reserva de mercado da informática que PMDB, PT e os militares defendiam nos anos 80? A revolução digital teria passado ao largo, ou ainda estaríamos usando computador TK 3000.

Piza não tem ideias, ao menos ideias próprias. Ele se faz, mais por voluntarismo e menos por requisição, diligente porta-voz dos seus patrões, o que é muito conveniente no caso do metiê em que milita: é pré-requisito para o patronato da mídia dispor dos serviços de um Piza, de um Azevedo, de um Casoy, de um Kamel, profissionais que se saem mais reais que a própria realeza na defesa de argumentos retorcidos como este acima. Dá menos trabalho e menos aborrecimentos para quem contrata.

Voltando ao tema da coluna, o que era a "banda boa" do PMDB nacionalista de 1980 senão o PSDB de hoje, ou pelo menos a melhor parte dele, incluídos os finados Mario Covas, Franco Montoro e Fernando Henrique Cardoso? E que tal a menção de uma tese fora de contexto, colocada ali como uma casca de banana para não perder o sestro de sempre avacalhar com o governo federal e calafetar a todo custo uma candidatura tucana 100% paulistana que faz água (NdaR: boa metáfora!) a olhos vistos?

Talvez o pensamento dos militares, do PT e do PMDB tenha evoluído desde então. O dos Mesquita, e por conseguinte do seu prestativo para-choques, continua fiel aos ideais do 9 de julho.

A íntegra da coluna, singelamente batizada de "O maior dos escândalos", segue.
16:10:00 - Pinto - 3 comentários

28 Janeiro

Saindo do armário

"Tá lembrando de mim, Lama?"

Nordestino, quando resolve, é fogo. O Lama aprendeu isso do jeito mais dolorido e é a ele que dedico o disco.

O trabalho todo foi do divertidíssimo Forró em Vinil.

Eu, nem pra ajudar a segurar a cobra. [Leia mais!]

23 Janeiro

as 'casestudyhouses'

glassnost era isso

era assim, tudo junto.

entre críticas veladas e/ou frontais, quase que escondidos víamos aquelas casinhas lindas e adoravamos tudo:
a vida inteira arrumadinha, tudo no seu lugar, cada coisa precisamente posta ali, a serviço da inteligencia ou da delícia.
enxutas como um solo de sax cool.

e ainda cabia uma baguncinha pelos cantos.

pra quem conhecia outra ordem a respeito e carecia até da própria em si, final dos '70`s, era uma alegria ver que a vida podia ser assim:
uma america de mulheres esguias e gentis, c/ largas saias sobre largas ancas, e assim por ela(s) o mundo se apaixonou no pós-2a.guerra.

até ali tudo parecia possível, mas então a bossa nova mal tinha acabado e já tiveramos que rockar todas as torres (eu sei, copidesque, tiveramos é foda mas é isso mesmo, to falando daquela época). [Leia mais!]

21 Janeiro

Rabo curto

Ao contrapelo da política editorial deste blog, o que se segue representa tão somente a opinião do DJ que vos fala.
Recebi reclamações de alguns amigos que o armazém tava botando boneco pra liberar os down. Política dos lemão -- eles querem vender contas premiadas (é que nem seguro: você não ganha o prêmio, paga o prêmio).
O outro lá, que entende de rabo grande, curto, preso, e outras modalidades rabiosas, disse que daqui pra frente tudo vai ser diferente, tudo vai ser digrátis. Pode ser, mas devido ao adiantado da minha hora, tô meio sem paciência. Daí minha opção preferencial pelo RS, desembolsando seis eurecas por mês pra não tomar passa-moleque de nego que nem conheço. Há outras opções, claro, mas me dei melhor com essa aí. É só por esse motivo que as musga do DJ estão lá.
Mas esse aqui é um blog que ouve seus fiéis leitores. A partir de agora, vou botar uma opção de descarrego e a coisa vai começar pelo Stan Laurel, no Mediafire. Vão e me digam se melhorou. Na terça, respondo.

ih, fodeu, maybe

estamos talvez fritos.

http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2010/01/21/gil-na-poli-em-1973/

nunca mais consiguimo baixar nada, calasan, daquindiante dali, nem de madruga.

e lá vem fregueiz fino, e lá se vai meus palavrão:
sexoral agora só c/ guardanapo e sivuplé.

20 Janeiro

O cara é chato, mas a música é duca

"Sei que sou bonito e gostoso"

Tá bom, tem pra todo gosto. Quer dançar, tem Glenn Miller, tem Count Basie, tem o Duke Ellington mais do comecinho. Aí tinha uma orquestra pouquinha coisa diferente, suingava, mas não fazia questão de ser dançante. Tocava uns arranjos pra lá de enrolados, o dono da orquestra era osso duro, caxias, cu-de-ferro, mas músico nehum perdia oportunidade de tocar com ele. Desde Anita O'Day, que detestava caretas em geral, em especial esse aqui, até o violão brasileiro do Laurindo de Almeida, todos eles toparam se acomodar sob a batuta do Stan Kenton.
O show que vocês vão ouvir foi realizado na Humboldt State, uma universidadezinha danada no norte da Califórnia (hoje está tendo lá show do George Clinton & Parliament Funkadelic), só que no remoto ano de 1959 e estava inédito até uns quatro anos. [Leia mais!]
23:37:47 - DJ Mandacaru - Comentar

19 Janeiro

Piada de humoristinha

— Aquele fóssil vivo da TV brasileira ainda vai morrer careca.

— Quem, a Hebe?

— Não, o Marcelo Tas! Turum-tum-tssssss!

(este post vai para dorival caymmi, joão gilberto e cam seslaf, a favorita da redação)
11:58:37 - Pinto - 1 comentário

Calças curtas

Deu na Bônica Mergamo de hoje, grifo nosso:

Minutos antes, o prefeito Gilberto Kassab assiste com um sobrinho ao desfile da Osklen e comenta os microshorts e calças saruel usados pelos modelos masculinos. "Eu não usaria. É uma moda pra jovens. Tudo tem seu tempo", diz. Kassab não desperta grande atenção da imprensa de moda. "Fazem ele parar aqui e não perguntam nada", queixa-se Graça Cabral, diretora institucional da SPFW.

Baita falta de senso de oportunidade dos coleguinhas: e o sobrinho, usaria?
08:44:22 - Pinto - 4 comentários

Trívia

Em todas as decisões que tomei na vida pública, sempre procurei fazer o que era o melhor para a nação. Nunca fui de desistir.

Sem googlar, quem é o autor da blague?

( ) José Roberto Arruda

( ) Fernando Collor de Mello

( ) Paulo Maluf

( ) José Sarney

( ) Todas as respostas acima

( ) Nenhuma das respostas acima
00:49:53 - Pinto - 7 comentários

17 Janeiro

Quatro rodas, patas idem

Uma revelação para algumas constatações. Há quatro anos sou síndico do meu prédio, e nesse período testemunhei todo tipo de miséria humana inerente a um condomínio de classe média paulistano. Nenhuma dessas misérias, contudo, se compara ao que percebi da relação entre as pessoas e seu meio de locomoção.

Sim, é diferente das demais cidades nas quais vivi.

Sim, aqui as pessoas parecem se importar mais com seus carros do que com o lugar onde vivem (certamente porque passam a maior parte da vida sobre quatro rodas, mas ainda assim).

Sim, os interessados em locar e comprar apartamentos antes querem saber quantas vagas há, para só depois inquirir sobre coisas menos importantes, como preço, metragem e condições gerais dos imóveis.

E, sim, uso em geral transporte coletivo e só conduzo nos fins-de-semana.

Em meio às vicissitudes de um condomínio antigo, com 50 famílias, que passou por muitas mudanças nesse período, me chamou a atenção o fato de que o quórum máximo numa reunião somente foi atingido quando o tema foi "garagem". E embora tenhamos feito reformas estruturais importantes, adquirido equipamentos e proposto melhorias, as reações (positivas e negativas) só se deram quando houve intervenção nos locais onde os condôminos estacionam seus carros.

Para mim isso explica São Paulo como poucas lições.

Eis que outro dia fui ao novo Shopping Pátio Paulista, remodelado para parecer menos proletário, e me dei conta: boa parte do já caríssimo e confuso estacionamento foi remodelado para dar lugar a uma certa "Área Vip". Como resultado da redução de vagas, engarrafamentos monstruosos, estresse, aborrecimentos crescentes.

Vale recordar que os shoppings conseguiram há pouco tempo derrubar uma lei que os obrigava a isentar a cobrança de clientes mediante uma quota mínima de compras. Ignorando o impacto que causam no entorno e a demanda que geram dos órgãos públicos, municipais e estaduais.

O administrador do estacionamento respondeu assim à minha queixa: "Não se trata de eliminar vagas, mas de destinar algumas para os clientes que estavam querendo a área vip".

Verdadeiro ou falso como possa soar, isso também explica São Paulo como poucas lições.
22:44:07 - Pinto - 6 comentários

16 Janeiro

Pare. Olhe. Pergunte

Ensinando o filho as regras básicas de civilidade na urbe:

— Só pode passar no verde. No vermelho, não.

— No vermelho não?

— Não.

— No amarelo pode?

— Não, no amarelo também não pode.

— E no azul, pode? Azul claro, pode? Marrom, pode? E preto?

E por aí vai.
22:50:16 - Pinto - 2 comentários

14 Janeiro

Enfim um comentário de Lucia Hippolito que faz algum sentido

21:52:14 - Pinto - 8 comentários

Yes, we care.

Reproduzo integralmente texto que recebi hoje. É email marketing do 44o Presidente dos Estados Unidos da América e o 1o a utilizar o conceito de Guerra Comunicação Preventiva.

Gosto especialmente do trecho "when we are reminded of the common humanity that we all share"

Não há uma cifra, um número que seja, de toneladas de alimentos, soldados ou médicos para que possamos comparar com que é feito no Iraque.

Aprendam, macaquinhos. 2010 chegou e vocês vão precisar.

Good Afternoon,

The reports and images from Haiti of collapsed hospitals, crumbled homes, and men and women carrying their injured neighbors through the streets are truly heart-wrenching. As we learn more about the extent of the devastation, our thoughts and prayers are with the people of Haiti and Haitian Americans around our country who do not yet know the fate of their families and loved ones back home.

I have directed my Administration to respond with a swift, coordinated and aggressive effort to save lives. The people of Haiti will have the full support of the United States Government in the urgent effort to rescue those trapped beneath the rubble and to deliver the humanitarian relief -- the food, water and medicine -- that Haitians will need in the coming days.

This is also a time when we are reminded of the common humanity that we all share, and Americans have always responded to these situations with generosity of spirit. If you would like to support the urgent humanitarian effort in Haiti, I encourage you to visit our website where you can learn more about how to contribute:

http://www.WhiteHouse.gov/HaitiEarthquake

Americans trying to locate family members in Haiti are encouraged to contact the State Department at (888) 407-4747.

We will continue to stand with the people of Haiti and keep them in our thoughts and prayers.

Sincerely,

Barack Obama
10:17:31 - Lama - 3 comentários

12 Janeiro

Fashion news

Deu n'O Estadão: Gabeira costura palanque para Serra.

Vai ser em tafetá de seda achamalotado em tom ímola, todo trabalhado em pespontos dourados, com debruns fúcia e fru-frus em renda bege nos punhos.

Um luxo.
22:49:43 - Pinto - 5 comentários

Faz-se a luz, ainda que tardia



Para os amigos cariocas frequentadores do blogue que não puderam ler o anúncio da Light na Economist no final de 2009, em função dos apagões que deixaram boa parte do Rio de Janeiro às escuras, republicamos a peça acima, não sem antes dar os costumeiros parabéns a toda a cadeia envolvida.
07:26:29 - Pinto - 2 comentários

08 Janeiro

Post cifrado


E é cifrado pra ver se dura mais lá no armazém digital.
A coisa é a seguinte: filha de amigo querido está sendo iniciada no vício liverpuldiano. Preparei uma bolachinha com a obra completa dos quatro rapazes, versões mono e estéreo, mais um making of daquele da banda do pimenta. Aliás, o de zoclinho que tomou umas azeitonas lá em NY dizia que se você não tivesse ouvido a mixagem mono inglesa, não teria ouvido o disco ainda. Ouçam (em @320 deu 75MB) e digam se é verdade.

07 Janeiro

As águas vão rolar



Bem que São Luís do Paraitinga poderia estar nas manchetes por motivos mais bacanas. Elpídio dos Santos, por exemplo, o compositor da terra, autor de mais de mil músicas e de boa parte das trilhas sonoras dos filmes do Mazzaropi (se você é avançado nos anos e mora no hinterland paulista, fica mais fácil saber quem é), e que teve seu centenário de nascimento comemorado no ano passado.
Um dos pontos altos da comemoração foi o lançamento do CD Viva Elpídio, de Oswaldinho e Marisa Viana, encontrável em poucos lugares - se eu fosse você, ia atrás.

O que vai postado aqui é trabalho do Toque Musical, um dos blogs mais bacanas de música brasileira, com quem o Tio DJ compartilhou o show do Gil na Poli. No final de dezembro agora, o TM postou um disco de 1968, o próprio Mazzaropi cantando as músicas de seus filmes e que foram um puta sucesso em todo o Brasil. Vejam aí se não é bacana.


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06 Janeiro

pf's novos no buteco



como a filiuecclesiae anda reclamando do cardápio do buteco, segue sugestão enviada por freegueiz distante.
a aphoteke aqui tem brio, pô, pensandoquê...
(crdt. pky)

05 Janeiro

pimenta no shochu dos otro

quem não tem bueno por perto, se vira como pode.

levei 1 hora, tive que apelar pro gugoltransleite, deu cãibra nos cutuvelo, cabei no uísque...
mas achei uma mina de possibilidades etílicas.
e ainda um bar, talvez um dia...

e quero ver em menos tempo e c/o mesmo uísque (oquei, shochu pros bacana).
21:09:06 - George Smiley - Comentar

04 Janeiro

Post gracinha



Já que o George lembrou da moça, um disquinho dela pra começar o ano. Hebe é de 1967, ano em Chico já era ídolo nacional, mas podia ser gravado ao lado dos jovemguardistas Martinha e Roberto Carlos. O supramencionado redator irá às lágrimas, tenho certeza, com Maria, Carnaval e Cinzas.
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02 Janeiro

Lula na capa da Economist

15:49:47 - Pinto - 8 comentários

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