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30 Abril

Chico Buarque no jazz


Quem me chamou a atenção foi o meu amigo Flavim: o pianista que está tocando com a Lea e o Gil naquele vídeo é o Edsel Gómez, portoriquenho que morou anos aqui em Sampa e que promovia jams memoráveis no seu apartamento de Higienópolis.
O Edsel é um espanto. Começou aos cinco anos, imitando os estudos de piano clássico da irmã. Aos 18, estava na Berklee, de onde saiu quatro anos depois para o circuito jazzístico de primeira linha.
Em 1987, atraído pela música e pelo charme, veneno e beleza de uma mulher brasileira, mudou-se para o Brasil, onde viveu pelos dez anos seguintes.
O disco que vocês podem baixar do armazém é o seu primeiro: Edsel Gómez - Celebrating Chico Buarque de Hollanda, uma mirada jazzística na obra de um cara, que olhando assim de primeira tem pouco a ver com jazz.
Como dizem os bookmakers da Globo: confiram no próximo bloco. [Leia mais!]
04:44:32 - DJ Mandacaru - Comentar

28 Abril

senso de mundo

e teve aquela vez quele sedeu de tal conta do q'avida lhe tinha passado mas perdoava, que num lhe ouve outra que deitá caído de costa, braço e perna largado aberto, comoque colado na terra onde tava apoiado, ainda então pelos pés, e por isso mesmo, colado nela ele se deixava e se colava de novo, pronto pra outras e o que viesse, de tão boa a sensação e a sacação de que dela descolado fodia-se de vez e nunca mais de si.

e isso tudo c/ ele sentado escrevendo, tentando descrever o que tinha vivido naquela noite onde ela tinha, finalmente, se refundado, e assim sendo ele refeito pela coragem do gesto dela, q'nem s'ele tivesse sido feito inteirinho denovo, e se riram então quase como s'ele e ela tivessem revendo ele, muitomuito antes dela aparecer, q'nem loco, no tempo qu'ele tava correndo atrás - de si ou da vida ali, ainda que por sósimesmo e desesperado- do que a humanidade sempre kiss e 'ao que não' se sabe, como se juiz de fora filosofia, mas só que doía que só:

quem c'osô,
on'co'tô,
p'r'on'c'o vô?

foi então que todos os eles passados puderam, finalmente, dormir sossegados: só por isso: graças a ela e sua gesta.

27 Abril

Afinidades eletivas

O que Lama, Sorel e Joyce Pascowitch têm em comum? A paixão pelo iPad, um aparelho "à prova de burro", segundo ela.

Que fala com muita propriedade sobre a questão.
21:30:09 - Pinto - Comentar

da série mininas são e.ternas 3

- vc. que peça sua salada...
- que salada? num quero nenhuma...
- humpff...
- vc. que quer entrá na minha costelinha e veio c/ compensação ambiental...

da série mininas são e.ternas 2

nunca vão ao banheiro antes da viagem.
não importa se é aquela, velha conhecida, de 6 horas, 570km., c/ hora marcada prá chegar.
totalmente inválidas quaisquer considerações em contrário.
a não ser qdo obedeciam ao deus-pai, ou vice-versa.
e como nelas é tudo menorzinho, em 1:30hs, mais ou menos exatamente, ache-se um posto, seja aonde deus trafegar.

e ai d'ocê se ele for aquele seu velho conhecido, onde 'se pára caminhonero a cumida é 10, póconfiá, já comi-alí'...
e o pior, ainda, é que em geral têm banheiros de e.mininas só aquelas mini disneilandias cafas paca, onde até o café é cafake.

25 Abril

No se puede vivir sin autoilusión

— Quero te apresentar pruma amiga minha, esquema blind date, ela é psiquiatra – ou seja, você ganha duas vezes, na namorada e no tratamento grátis.

— Pra que eu preciso de psiquiatra, se todas as pessoas à minha volta é que são malucas de pedra?

— Então. Este já vai ser o assunto da primeira sessão.

(este post vai para dorival caymmi, caetano veloso e prum amigo nosso, cês não conhecem, não)
20:31:35 - Zeno - 7 comentários

24 Abril

extra, extra

toiota fará recall nacional da folha.

21 Abril

Mirem-se no exemplo





Peguei aqui. Não tenho nada a ver com isso.
15:54:56 - Pinto - 9 comentários

totoro

então ela me mostrou isso:
totoro,
o desenho animado japones.

feito à mão.

tudo aquarelado.

proibido fora disso, só técnica: tecnologgia só a que a mão precisa.

é, ainda tem disso, às veiz e ainda.
um cara escreveu o livro, um outro viu e gostou (se falaram e fizeram juntos - esquece, tudo errado aqui, o certo é:), o 2o. filme é uma entrevista sobre a influencia do livro - depois desenho animado- que influenciou sua carreira.
foi trocar a bola e sair pro abraço (fica meio sem nexo agora, mas adoro essa frase).

um (foi, correção:) é ator, (o ilustrador - correção:) pinta e desenha também, o outro, o outro já fazia desenho animado de cinema, o escritor, enfim, essas coisas fáceis prachuchú -pra intelectual ocidental etc. e tal- 'sobre' artista japoneis.

bom, óiem só e digam.
é só um pedacinho, mas já alegra quoqé fio.



[Leia mais!]

19 Abril

Eyjafjallajøkull

Depois de passar um almoço inteiro ouvindo o Pinto pronunciar corretamente (e sem a ajuda do staff da Glorinha Beutenmüller) o nome do vulcão que negroempesteou a Europa nos últimos dias, pensei cá com meus invejosos botões: “Isso não é mérito nenhum. Quero ver cantar bossa nova em finlandês”*. Bueno, é com mais inveja ainda que apresento Laura Anniki Kinnunen, que debulha “Desafinado” com um monte de consoantes, aqui.

*Caso algum incauto objete: “Mas a Finlândia não é a Islândia!”, favor consultar nosso bordão predileto: “É tudo a mesma merda!”.

(crdt: o bacanudo site francês bossanovabrasil, que nos linkou a propósito do porco pizza)

20:28:02 - Zeno - 2 comentários

Viagra a preços imbatíveis (antes que a patente expire)

Longe de mim querer diminuir o trabalho da rapaziada de marketing, publicidade e afins, profissionais sérios que exercem seu mister com denodo, mas não seria de bom tom repensar essa campanha que afirma, com todas as letras, “não dê as costas para a disfunção erétil”?? Porque, pelas minhas contas, dar as costas seria a melhor opção tanto para o caso de o problema ser seu (opção hétero que vai deixar de ser em seguida) quanto para o caso de ser do outro (opção hétero que quer se safar ileso). Acho que o Pelé concordaria comigo.
19:51:31 - Zeno - 2 comentários

18 Abril

Saudades eternas do Telê

Eu me lembro que o videocassete do Parreira tinha quatro cabeças-de-área. E que o Dunga era uma delas.
22:01:07 - Pinto - 4 comentários

17 Abril

É véio, mas é bom

20:07:09 - Lama - 11 comentários

16 Abril

Vamos popotizar você

Hipnopótamo
15:32:10 - Pinto - Comentar

Por isso que eu adoro a internet

VipClub
13:24:39 - Lama - 10 comentários

15 Abril

Rosa choque de gerações

— Vai dizer que se o emo fosse teu filho tu não cortava o cabelo dele?

— Meu filho pode até botar peito se ele quiser.

— Botar peito é uma coisa, virar emo é outra totalmente diferente. Pra tudo tem que se dar um limite a essas crianças!
08:45:52 - Pinto - 4 comentários

14 Abril

Salve bytes agora. Pergunte-me como



Aleivosias da redação à parte, DropBox é um disco virtual gratuito, muito confiável, fácil de instalar e usar, que uso e recomendo. O fato de cada novo usuário que completar a instalação me garantir mais 250MB não deprecia o serviço, ao contrário. Pena meus companheiros de Herbalife Hipopótamo Zeno não me ajudarem na empreitada (creio que mais por falta de cognosciência cibernética), mas pelo menos aqui, diferente d'alhures, a coisa é às claras: quando é jabá a gente avisa logo. E no mais estou pedindo: podia estar roubando, matando ou trabalhando numa Veja dessas.
17:35:01 - Pinto - Comentar

Bottagallo

Abriu há três meses, e está sempre cheio. Fica no Itaim, o que de uns bons anos pra cá significa “lugar em que sua presença melhorará muito o ambiente”. É da mesma rapaziada que montou Pirajá, Astor, Pizza Bráz, etc., o que é garantia de combinações societárias curiosas, comida correta, às vezes mais que isso, e serviço profissa, que se estende do sujeito que segura a onda na entrada, mesmo com uma espera imensa (anotem aí, Coelho é o nome do garçom traquejado que dribla a impaciência lá fora), passando por um barman que sabe das coisas (um Negroni e um Vodka Martini não me deixam mentir, embora tenham feito outros estragos) e chegando no pessoal das mesas, solícitos a cada impaciência do freguês. A leitura do cardápio, extenso demais, nos promete um mundo sensacional de petiscos de extração italiana. Minha consorte, que entende tudo de cardápio e de sensacional, diz que falta muita coisa, além de ter ficado puta pelo fato de os caras terem trazido finalmente ao Brasil o tal gnocco fritto, sua ingênua esperança de ficar rica um dia com a idéia (já que namora um blogueiro). E a comida? Bem, nada do que foi provado era inesquecível. Um ovo cozido e empanado diferentão, umas costelinhas de porco OK, um “envelope” de mortadela com taleggio dentro, enjoativo, e um agnolotti recheado de carnes diversas que foi a decepção do almoço. Tem vinho da casa, trazido por eles mesmos da Itália, um rosso de montelpuciano que não fala mal de ninguém e tem preço camarada.

Enfim, leva uns 7 miojos, mais pela organização e pela ousadia de apresentar um cardápio inesperado que pela refeição.

(Depois que nosso Redator Chefe Pinto foi cooptado pela grande imprensa e passou a escrever resenhas gastronômicas mediante pagamento, nossa seção “... ou então miojo” estava às moscas. Continua sem o brilho do Mestre, como se vê acima. Esta é uma reclamação pública. Ouviu?)

(Em tempo: para uma resenha mais ponderada e informativa sobre o lugar, temos sempre a opção do inexcedível Luiz Américo, aqui)
11:42:45 - Zeno - 1 comentário

Os hipopótamos somos uns gatos

05:52:42 - Pinto - Comentar

e tomem mais essa

pra parar de se achá e começá a 'se encontrar', como preferem as secretárias:



(e o crdt., claro, ssk)

- bom, como ninguém tá nem aí pro som, comento eu aqui, já que no comment organizado pelo nosso chinez local me é evitada a participação. [Leia mais!]

13 Abril

eu tenho vergonha do facebook brasileiro

aquilo aqui virou uma peruagem ridícula.

francamente, se dêem ao respeito, pô, que bando de bolhas nacionais.
facebook virou um orkut de véio bocó.
uma ferramenta de divulgação profissional dessa qualidade, ridículo virar praça de um bando desordenado de simesmos (vulgo 'idiotas', pela base literária: pesquisem, é isso mesmo, já havia nos franceses etc.).

sacumé? aquilo virou uma auto-caras, aí é demais.

e tenho o dito.
e se algum banana vier descultir, oba, send more doctors...

e eu nem vi ainda direito aquele curtinho que todo mundo anda curtindo.
pq. é isso mesmo: curto.

porra, ou somos mais que isso ou o mundo nos frita e come, assim, no café da manhã.

11 Abril

chacra é o do chacrinha

e no contrapelo da capela

mandava ela
então
pra mim

um atrav^sso quesó

de i=mundo
futuro
agora
:

ai rrrrrrsrrrrrrire
igwana/sea=you

gotagotagotagot

&éisso

miss
é
issaí

malord
22:01:25 - George Smiley - Comentar

10 Abril

All About Estate

A polêmica fratricida, vocês sabem como começou: na revista Aldeota, meu amigo Augusto Cesar declinou paixão avassaladora pela interpretação da Carme Canela de Estate, a canção italiana de Bruno Martino que virou um hit mundial graças aos bons serviços do João Gilberto. No intuito de melhor servir para servir sempre -- o lema deste botequim -- fui incumbido de fornecer à nano material para escrutínio próprio. Aos prolegômenos, pois.

Estate foi composta em 1960, uma das centenas de cançonetas italianas que eram tocadas em todo o mundo por aquela época. O autor Bruno Martino era músico precoce: em 1944, com 19 anos, assumiu o piano da orquestra sinfônica da RAI. A letra fala de um amor finado no verão e da espera ansiosa pelo inverno, que cobrirá de neve aquele fogo e trará um pouco de paz. A letra original e sua tradução estão num site descoberto pela bella ragazza que me ensinou, trinta e cinco anos atrás, que música italiana não era só Rita Pavone. Aliás, se alguém aí se arrisca num violão, aqui tem a harmonia e tablatura.

A música ficou na vala comum até ser gravada por João Gilberto no LP Amoroso, de 1977, com arranjos do Claus Ogerman (guardem isso aí que lá adiante eu explico). João voltaria à canção mais cinco vezes, placar só comparável a algumas músicas do Tom. Além da primeira, escolhi mais três, dos discos João Gilberto Prado Pereira de Oliveira (1980), Live at 19th Montreaux Jazz Festival (1985) e Live at Umbria Jazz (2002). De quebra, uma gravação, errrrr, caseira, digamos assim, de um show feito em Tóquio. Pra moçada que só acredita vendo, tem um vídeo no YouTube com o João cantando em Roma, em 1983).

Qualquer uma delas era a minha predileta até o dia em que ouvi, pela internet (novidade na época, cês acreditam?), uma voz feminina cantando na WWOZ, de New Orleans: Shirley Horn, que ganhou lugar permanente no meu private caritó de cantoras. Num andamento que era a metade da versão do João, uma orquestração, do Johnny Mandel, que deixava a do Ogerman olhando assim meio de banda, enfim, a predileta passou imediatamente a amargar um remoto segundo lugar. É bem verdade, como diz Dom Augusto, que a letra em inglês é mais fraquinha. Eu não me importo.

Aí apareceu a Carme Canela, arrebatando oiças e músculo cardíaco do meu amigo. A boa notícia é que vocês não precisam ficar prisioneiros das idiossincrasias desses dois macróbios. Preparei uma seleção de algumas interpretações da música pra vocês tirarem suas próprias conclusões, princípio democrático que rege o HZ, exceto quando se trata do desempenho de governantes, filmes da moda e iluminuras em geral.

Prá começar, a do dono da música, Bruno Martino, na gravação inaugural, só pra vocês verem como era o clima musical da época. Continuando na língua, uma mais recente, de 2006, com o Aldo Romano numa levada bolero-jazz, e cantada naquele modelo sussurrante de quem quase já está comendo as ouvintes. Tem seus méritos. Uma outra com a cantante brasiliana Ana Caram, no seu disco Hollywood Rio, que começa cantando em italiano e acaba fazendo umas graças em português. Aí vem a da Eliane Elias, piano, voz e grande orquestra, seguida da Regina Machado, cantora e professora de canto (da Monica Salmaso, por exemplo, e isso é bom ou ruim?). Uma quase operística com a Jackie Ryan, do seu disco This Heart of Mine. A da Giusy Ferreri, com a voz meio enrouquecida, começa naquele estilo morgasound, que vocês chamam de lounge, e acaba caindo no modelo canção tradicional mesmo. Tem uma especial para o Pinto, com a Lovisa Lindkvist, que só ele deve conhecer, por motivos que não vem ao caso. Com a Sabina Sciubba, que fazia (faz?) parte do grupo Brazilian Girls, formado pro três machos e uma italiana, uma versão meio jazzística. Mais uma, com a holandesa Saskia De Bruin, que canta, toca piano e sax. Pra fechar, aquela a que Dom Augusto se refere com a pioneira, da Helen Merril, de um disco esgotado. Confere, Dom Augusto, mas para nossa sorte a faixa está na caixa de dez CDs Ennio Morricone Chronicles: o cabra fez o arranjo e uma alma caridosa providenciou a inclusão no tijolão.

Bom, mas esse negócio de ficar caçando a música aqui nos discos, acabou me convencendo que também seria bacana fazer um chiqueirinho com as versões instrumentais. A primeirona é com a Amina Figarova, uma das mais bacanas pianistas da nova geração (nova pra mim, combinado?). Mais de dezessete minutos de pura beleza. Aí, já que o negócio é estourar o saco da nano, três versões com o Chet Baker: At Capolinea, Live from the moonlight e uma com o Phillipe Catherine, quase quarenta minutos de música, que o Chet não tinha pressa. Com o jovem saxofonista prodígio Francesco Cafiso mais 12 minutos. Com o Francis Coletta, com violão solo mais aquela munganga do George Benson de solfejar as notas que está tocando. Mas o cabra toca, vão por mim. Pra finalizar, uma com o Birelli Lagrene, também no violão.

E vou parar por aqui que os arquivos já estão pesando mais de tonelada. Pra simplificar, fiz uma trouxinha com as cantadas (181MB), outra com as tocadas (127MB). Só no RapidShare, que o MediaFire não gosta quando eu exagero.
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Alertados pelo homem dos 300, botamos aqui o que estava faltando.

Sem bondade nossa



Fazia tempo que ele não aparecia por aqui: o malvadíssimo André Dahmer.
14:44:31 - Pinto - Comentar

08 Abril

vai tomá banho que vem a idéia

oquei bem

Diálogos A Serem Evitados em Casamentos Longos

(Ele) — Não sei, sinto aquela necessidade de finalmente me dedicar àquele romance que eu queria escrever, sabe?, de parar um pouco com esta vida de trabalho-que-só-paga-as-contas, sabe?, de poder me isolar e pensar em coisas mais elevadas, sabe?

(Ela) — Sei. Cê andou assistindo de novo a’O Iluminado?
15:49:04 - Zeno - 2 comentários

Obrigado pela permissão

Se pedir com jeitinho

Pod Fodder (Volume Sixty Nine), tirado deste blog aqui.

(E antes que maldigam di nós, informamos a meiga definição: "Pod fodder: An album that isn't worth hanging onto in its bulky physical form (cd, tape, album), but it's worth loading into your iPod (in its entirety, or selected songs) and keeping electronically.")

(crdt: mandaca, o lúbrico)
14:40:58 - Zeno - 1 comentário

07 Abril

Os homens que encaravam cabras (2009)

Berrei de tanto rir.
13:48:27 - Pinto - 8 comentários

06 Abril

La vie est bonne, mais un peu chère pour moi



Como 80% da redação deste botequim é formada por visigodos, ostrogodos e hunos, este registro vai exclusivamente para a nanoaudiência apreciadora das coisas finas da vida: Brandy Valduga V.O.P., uma agradável surpresa nestes dias em que a temperatura cai para 15º e nem parece mais que estamos em Teresina São Paulo.

Não tem a intensidade do similar francês. É menos alcoólico (39º GL), mais fácil de ser saboreado em dias amenos. A tonalidade amarelo pálido ludibria (para melhor) os sentidos, que esperariam um pocuo mais de personalidade. Mas, parodiando o slogan daquele outro lá, desce macio e reanima. Vale os 100 contos que me pediram nele. Faço uma degustação às cegas agora quando escrevo e depois da terceira dose me sinto muito bem. Aliás, não estou sentindo nada. Hklkha08yoj pou10w9ur/ =0vpu ohqjgV0[Q8G -J'jP'V
21:06:36 - Pinto - 9 comentários

Trecho Sul do Rodoanel

Aliás, já que o negócio é resenhar, é com orgulho que o Hipopótamo Zeno GmbH apresenta, pela primeira vez na História da Humanidade (já contabilizando seu Período Ágrafo), uma resenha de rodovia, sim, r-o-d-o-v-i-a, cortesia de um casal amigo aqui da casa: com vocês, a análise em primeira mão do Trecho Sul do Rodoanel!

“Bem, eu e minha esposa voltávamos do litoral neste feriado e resolvemos apimentar um pouco nossa rotina diária, já animada de per si, com uma decisão de última hora: experimentar o novo trecho do Rodoanel, denominado Sul, inaugurado com muita pompa e pouca sinalização na quinta-feira passada. As placas eram dúbias, mas mesmo assim arriscamos uma saída à direita e ... helás!, estávamos em poucos segundos passando por cima da Via Anchieta. Foi o primeiro Uau! da tarde. A estrada segue alguns quilômetros por lugar nenhum, com a única emoção vindo do vislumbre de como era aquele matagal sem a presença humana, até chegarmos ao entroncamento com a Imigrantes. Nova emoção, novo vislumbre, desta vez prospectivo, isto é, de como será aquilo quando estiver pronto, porque do jeito que está, tudo ainda por fazer, trevos e acessos presentes mais na prancheta que na dura realidade barrenta e improvisada, ainda não dá pra saber. Duas cenas pitorescas: um posto policial, mezzo em funcionamento, alimentado por geradores, e um poste de luz portátil (nunca tínhamos visto um!), presumivelmente usado depois dos poéticos entardeceres, também com um gerador acoplado. O que torna mais intrigante as duas cenas é que vimos vários cabos soltos, espalhados pelas margens da rodovia, à espera de serem enterrados – donde se deduz que eles estão lá mais para decoração do que para conduzir a seiva da energia elétrica.

O ponto alto do passeio, sem dúvida, é uma ponte de quase dois quilômetros por cima da Represa Billings, secundada por outra menor, adiante, de uns 500 metros. Não sei quanto a vocês, mas passar por cima da água a 100 km por hora, como um Jesus 2.0 16v Flex, é experiência a se guardar do lado esquerdo do peito. Neste trecho, e em mais alguns outros nos quilômetros seguintes, tem-se também o colorido de alguns pobrinhos espalhados pelos dois lados da rodovia, em casebres multifacetados que poderiam inspirar algum sambista paulistano ungido pelas musas. Outro flash fotográfico: um longo muro, perpendicular à rodovia, interrompido à marreta bem próximo do acostamento e trazendo ainda as marcas do estrago – nosso candidato a Momento Cartier Bresson do passeio. Por falar no mestre, vimos grupos e grupos de pessoas andando a pé pela estrada, moradores do entorno, por certo, tirando fotos com seus celulares pré-pagos e de baixa resolução e exercitando seu legítimo desejo de registrar, para parentes distantes, a mais nova atração do lugar. [Leia mais!]
10:34:36 - Zeno - 8 comentários

O avatar do segredo dos seus olhos na ilha do medo, com a Adele Fátima

Como também não vou resenhar o filme argentino predileto do nosso Redator-Chefe, resolvi transcrever dois e-mails trocados com um amigo cineasta a propósito do filme do Campanella.

De Zeno para R.
Querido R., seguem alguns pitacos sobre o brioso vencedor do Oscar para a América do Sul:

..as duas histórias que não se casam: a história de amor e a investigação policial. O filme poderia prescindir da história de amor, porque mal construída.

..o twist/virada final, ruim, mas melhor do que o possível outro (que o próprio noivo fosse o culpado). Eu teria deixado todo o final mais sem sentido, mais angustiante, mais próximo à própria vida, sim, aquela mesma que não costuma ter muito sentido, mesmo. Além do fato de que uma solução de roteiro, apresentada aos 90 e poucos minutos de filme, desperta em nós, público traquejado, a sensação “xi, aí tem coisa...”, por conta da minutagem faltante: nós sabemos que ainda falta uma boa meia hora até o filme acabar.

..ainda sobre o twist, que legal seria: construir tudo como se fosse uma preparação para o twist final, hollywoodiano, que não vem, aumentando ainda mais a angústia, esquema “tava esperando, né, boludo, mas não vou entregar...”.

..a cena do estádio, o plano-seqüência de 5 minutos, é tão boa, mas tão boa, que estraga boa parte do resto do filme, feito em esquema plano/contra-plano. Não era você, querido R., que reclamava do plano-seqüência d’A Marca da Maldade, do Welles, porque era exibicionista? Aliás, ainda sobre o plano/contra-plano, pensei lá pelas tantas: que filme barato de se fazer, hein? 90% de cenas internas, só diálogos, pouquíssimos cenários que dão a impressão de serem multiplicados pela habilidade do Campanella.

..outra boa seqüência: a do esclarecimento do conteúdo das cartas do assassino, no bar, graças ao especialista em futebol.

..dúvida: será que o candidato francês a Filme Estrangeiro não era melhor?

..há alguns trechos constrangedores, como a história do bilhete TEMO e sua solução.

..o filme melhoraria muito se abusasse do fato de que a história que vemos em flashback poderia ter sido inteiramente, ou em partes, inventada pelo “romancista” Darín. Há pequenos indícios disso, mas depois se esquece.

..por falar no ubíquo Darín: tá em todas, hein? Se eu dirigisse o Sindicato de Atores Argentinos, entrava com um protesto formal.

..palpite sobre o caráter “orgânico” do filme, ou a falta dele, até por conta das duas histórias que não se casam. Será que os outros filmes do Campanella não eram mais bem "amarrados"? O “Filho da Noiva”, por exemplo, pelo que me lembro, era mais “orgânico”/mais amarrado. Já o "Lua de Avellaneda", nem tanto.
[Leia mais!]
08:41:15 - Zeno - 5 comentários

Manhã de terça-feira, com chuva

Zapping despretensioso de segunda à noite. Na tela, um sujeito ri, indulgente, de uma piada que ele mesmo contou. Penso, com uma maledicência que me é estranha: “Putz, num curso preparatório para a formação de idiotas esse cara seria reprovado”. Sobre o meu eventual êxito, silencio mentalmente.
07:48:03 - Zeno - Comentar

05 Abril

O avatar do segredo dos seus olhos na ilha do medo

Nosso Redator-Chefe Pinto me pede, encarecidamente, que resolva uma pendência matrimonial: a mulher dele gostou d’A Ilha do Medo, ele, não. Como estou em dívida com outras resenhas de filmes, e como sempre falta tempo, o precioso, para dar conta delas, limito-me a escrever uma série de negações: já que ninguém quer ler mais um, o ducentésimo, comentário sobre Avatar, não vou dizer que está todo mundo equivocado por não perceber que não se trata de um filme, mas de um passeio numa atração de parque de diversão, donde as costumeiras categorias de crítica perderem, por estapafúrdias, sua razão de ser. Não vou dizer que adorei, e que ver o filme no Imax 3D é a única possibilidade de uma avaliação justa (ver, por exemplo, nos 3D xexelas que estão por aí, ou mesmo ver o filme num arquivo digital, seja avi, seja dvd, seja blu-ray, me parece uma perda de tempo infinita). Não vou dizer que o que o Avatar tem de ruim é muuuito ruim (complete a lista à vontade: as cenas “tribais”, o roteiro, a voz “negona” da líder espiritual, as “antecipações” em cenas aparentemente sem sentido que retornam depois à trama e despertam no espectador de shopping um “Ahh, é por isso que ele...”), e o que tem de bom é muuuito bom (costumo empregar, para uso caseiro – e minha namorada sofre com isso, a coitada – um critério muito simples de enaltecimento de filmes: “Eu nunca vi isso antes”; com o Avatar, o bordão perde até o sentido: quase tudo ali, desde a náusea física que senti com as cenas iniciais sem gravidade, até o deslumbramento das texturas e dos espaços, era inédito). Enfim, não vou escrever mais nada até que tenha mais tempo e possa me ocupar do filme argentino, queridinho do Pinto, e do filme-cizânia do casamento. E mais não digo.
20:43:36 - Zeno - 4 comentários

03 Abril

Bem-vindo, iPad!



Mantemos uma péssima relação com design, nós brasileiros. Tão ruim que nem palavra específica para chamá-lo possuímos (ao contrário dos hispanos, que dispõem de um dibujo), precisando recorrer ao termo original —o que em nada melhora as coisas.

Daí que assistir Objectified (o que acabo de fazer em homenagem ao recém-chegado gadget da Apple, que por sinal não pretendo possuir) vale por uma aula de introdução ao mundo daquelas pessoas "amaldiçoadas por olhar para algo e se perderem imaginando por que aquilo é daquela forma, e não de outra". Uma gente "tão importante que os policy makers do futuro (que é agora, bem entendido) deveriam recorrer prioritariamente a eles para traçar suas metas". Pessoas descritas como "filósofos do nosso tempo", capazes de explicar o mundo intuitivamente a quem quer que seja, por meio de um contato, por mais fugaz que seja, com um artefato qualquer.

Soa exagerado? Para mim também soava, até deparar outro dia com uns moleques de oito, dez anos inadvertidamente interagindo com um cartaz emoldurado numa vitrine. Era só um cartaz, e eles descontroladamente tocavam e tentavam arrastar as imagens imóveis, como se manuseassem um iPhone gigante.

Acho que o pessoal do documentário pode ter razão, afinal.
22:40:54 - Pinto - 3 comentários

flaflu

all you need is gol

vagner love é um cara.
"...Por ser negro, por ser brasileiro, acaba rolando um preconceito. Na favela, todo mundo vai te tratar bem, abrir as portas das suas casas. Por isso, alguns preferem trocar uma cidade como Paris pela favela".
eu gosto desses negão.
acho frescura um saco.
20:49:59 - George Smiley - Comentar

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