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Filmes esquisitos

Nós gostamos mesmo é do escurinho.


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07 Abril

Os homens que encaravam cabras (2009)

Berrei de tanto rir.
13:48:27 - Pinto - 8 comentários

06 Abril

O avatar do segredo dos seus olhos na ilha do medo, com a Adele Fátima

Como também não vou resenhar o filme argentino predileto do nosso Redator-Chefe, resolvi transcrever dois e-mails trocados com um amigo cineasta a propósito do filme do Campanella.

De Zeno para R.
Querido R., seguem alguns pitacos sobre o brioso vencedor do Oscar para a América do Sul:

..as duas histórias que não se casam: a história de amor e a investigação policial. O filme poderia prescindir da história de amor, porque mal construída.

..o twist/virada final, ruim, mas melhor do que o possível outro (que o próprio noivo fosse o culpado). Eu teria deixado todo o final mais sem sentido, mais angustiante, mais próximo à própria vida, sim, aquela mesma que não costuma ter muito sentido, mesmo. Além do fato de que uma solução de roteiro, apresentada aos 90 e poucos minutos de filme, desperta em nós, público traquejado, a sensação “xi, aí tem coisa...”, por conta da minutagem faltante: nós sabemos que ainda falta uma boa meia hora até o filme acabar.

..ainda sobre o twist, que legal seria: construir tudo como se fosse uma preparação para o twist final, hollywoodiano, que não vem, aumentando ainda mais a angústia, esquema “tava esperando, né, boludo, mas não vou entregar...”.

..a cena do estádio, o plano-seqüência de 5 minutos, é tão boa, mas tão boa, que estraga boa parte do resto do filme, feito em esquema plano/contra-plano. Não era você, querido R., que reclamava do plano-seqüência d’A Marca da Maldade, do Welles, porque era exibicionista? Aliás, ainda sobre o plano/contra-plano, pensei lá pelas tantas: que filme barato de se fazer, hein? 90% de cenas internas, só diálogos, pouquíssimos cenários que dão a impressão de serem multiplicados pela habilidade do Campanella.

..outra boa seqüência: a do esclarecimento do conteúdo das cartas do assassino, no bar, graças ao especialista em futebol.

..dúvida: será que o candidato francês a Filme Estrangeiro não era melhor?

..há alguns trechos constrangedores, como a história do bilhete TEMO e sua solução.

..o filme melhoraria muito se abusasse do fato de que a história que vemos em flashback poderia ter sido inteiramente, ou em partes, inventada pelo “romancista” Darín. Há pequenos indícios disso, mas depois se esquece.

..por falar no ubíquo Darín: tá em todas, hein? Se eu dirigisse o Sindicato de Atores Argentinos, entrava com um protesto formal.

..palpite sobre o caráter “orgânico” do filme, ou a falta dele, até por conta das duas histórias que não se casam. Será que os outros filmes do Campanella não eram mais bem "amarrados"? O “Filho da Noiva”, por exemplo, pelo que me lembro, era mais “orgânico”/mais amarrado. Já o "Lua de Avellaneda", nem tanto.
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08:41:15 - Zeno - 5 comentários

05 Abril

O avatar do segredo dos seus olhos na ilha do medo

Nosso Redator-Chefe Pinto me pede, encarecidamente, que resolva uma pendência matrimonial: a mulher dele gostou d’A Ilha do Medo, ele, não. Como estou em dívida com outras resenhas de filmes, e como sempre falta tempo, o precioso, para dar conta delas, limito-me a escrever uma série de negações: já que ninguém quer ler mais um, o ducentésimo, comentário sobre Avatar, não vou dizer que está todo mundo equivocado por não perceber que não se trata de um filme, mas de um passeio numa atração de parque de diversão, donde as costumeiras categorias de crítica perderem, por estapafúrdias, sua razão de ser. Não vou dizer que adorei, e que ver o filme no Imax 3D é a única possibilidade de uma avaliação justa (ver, por exemplo, nos 3D xexelas que estão por aí, ou mesmo ver o filme num arquivo digital, seja avi, seja dvd, seja blu-ray, me parece uma perda de tempo infinita). Não vou dizer que o que o Avatar tem de ruim é muuuito ruim (complete a lista à vontade: as cenas “tribais”, o roteiro, a voz “negona” da líder espiritual, as “antecipações” em cenas aparentemente sem sentido que retornam depois à trama e despertam no espectador de shopping um “Ahh, é por isso que ele...”), e o que tem de bom é muuuito bom (costumo empregar, para uso caseiro – e minha namorada sofre com isso, a coitada – um critério muito simples de enaltecimento de filmes: “Eu nunca vi isso antes”; com o Avatar, o bordão perde até o sentido: quase tudo ali, desde a náusea física que senti com as cenas iniciais sem gravidade, até o deslumbramento das texturas e dos espaços, era inédito). Enfim, não vou escrever mais nada até que tenha mais tempo e possa me ocupar do filme argentino, queridinho do Pinto, e do filme-cizânia do casamento. E mais não digo.
20:43:36 - Zeno - 4 comentários

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