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Zenices

Pensamentos de Zeno acrescidos de pérolas de igual verve vindas de procedência vária.


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19 Abril

Viagra a preços imbatíveis (antes que a patente expire)

Longe de mim querer diminuir o trabalho da rapaziada de marketing, publicidade e afins, profissionais sérios que exercem seu mister com denodo, mas não seria de bom tom repensar essa campanha que afirma, com todas as letras, “não dê as costas para a disfunção erétil”?? Porque, pelas minhas contas, dar as costas seria a melhor opção tanto para o caso de o problema ser seu (opção hétero que vai deixar de ser em seguida) quanto para o caso de ser do outro (opção hétero que quer se safar ileso). Acho que o Pelé concordaria comigo.
19:51:31 - Zeno -

13 Abril

eu tenho vergonha do facebook brasileiro

aquilo aqui virou uma peruagem ridícula.

francamente, se dêem ao respeito, pô, que bando de bolhas nacionais.
facebook virou um orkut de véio bocó.
uma ferramenta de divulgação profissional dessa qualidade, ridículo virar praça de um bando desordenado de simesmos (vulgo 'idiotas', pela base literária: pesquisem, é isso mesmo, já havia nos franceses etc.).

sacumé? aquilo virou uma auto-caras, aí é demais.

e tenho o dito.
e se algum banana vier descultir, oba, send more doctors...

e eu nem vi ainda direito aquele curtinho que todo mundo anda curtindo.
pq. é isso mesmo: curto.

porra, ou somos mais que isso ou o mundo nos frita e come, assim, no café da manhã.
23:13:12 - George Smiley -

06 Abril

Trecho Sul do Rodoanel

Aliás, já que o negócio é resenhar, é com orgulho que o Hipopótamo Zeno GmbH apresenta, pela primeira vez na História da Humanidade (já contabilizando seu Período Ágrafo), uma resenha de rodovia, sim, r-o-d-o-v-i-a, cortesia de um casal amigo aqui da casa: com vocês, a análise em primeira mão do Trecho Sul do Rodoanel!

“Bem, eu e minha esposa voltávamos do litoral neste feriado e resolvemos apimentar um pouco nossa rotina diária, já animada de per si, com uma decisão de última hora: experimentar o novo trecho do Rodoanel, denominado Sul, inaugurado com muita pompa e pouca sinalização na quinta-feira passada. As placas eram dúbias, mas mesmo assim arriscamos uma saída à direita e ... helás!, estávamos em poucos segundos passando por cima da Via Anchieta. Foi o primeiro Uau! da tarde. A estrada segue alguns quilômetros por lugar nenhum, com a única emoção vindo do vislumbre de como era aquele matagal sem a presença humana, até chegarmos ao entroncamento com a Imigrantes. Nova emoção, novo vislumbre, desta vez prospectivo, isto é, de como será aquilo quando estiver pronto, porque do jeito que está, tudo ainda por fazer, trevos e acessos presentes mais na prancheta que na dura realidade barrenta e improvisada, ainda não dá pra saber. Duas cenas pitorescas: um posto policial, mezzo em funcionamento, alimentado por geradores, e um poste de luz portátil (nunca tínhamos visto um!), presumivelmente usado depois dos poéticos entardeceres, também com um gerador acoplado. O que torna mais intrigante as duas cenas é que vimos vários cabos soltos, espalhados pelas margens da rodovia, à espera de serem enterrados – donde se deduz que eles estão lá mais para decoração do que para conduzir a seiva da energia elétrica.

O ponto alto do passeio, sem dúvida, é uma ponte de quase dois quilômetros por cima da Represa Billings, secundada por outra menor, adiante, de uns 500 metros. Não sei quanto a vocês, mas passar por cima da água a 100 km por hora, como um Jesus 2.0 16v Flex, é experiência a se guardar do lado esquerdo do peito. Neste trecho, e em mais alguns outros nos quilômetros seguintes, tem-se também o colorido de alguns pobrinhos espalhados pelos dois lados da rodovia, em casebres multifacetados que poderiam inspirar algum sambista paulistano ungido pelas musas. Outro flash fotográfico: um longo muro, perpendicular à rodovia, interrompido à marreta bem próximo do acostamento e trazendo ainda as marcas do estrago – nosso candidato a Momento Cartier Bresson do passeio. Por falar no mestre, vimos grupos e grupos de pessoas andando a pé pela estrada, moradores do entorno, por certo, tirando fotos com seus celulares pré-pagos e de baixa resolução e exercitando seu legítimo desejo de registrar, para parentes distantes, a mais nova atração do lugar. [Leia mais!]
10:34:36 - Zeno -

Manhã de terça-feira, com chuva

Zapping despretensioso de segunda à noite. Na tela, um sujeito ri, indulgente, de uma piada que ele mesmo contou. Penso, com uma maledicência que me é estranha: “Putz, num curso preparatório para a formação de idiotas esse cara seria reprovado”. Sobre o meu eventual êxito, silencio mentalmente.
07:48:03 - Zeno -

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