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A hora do DJ Mandacaru

Velharias musicais sempre fresquinhas.


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28 Julho

A queda de preço do Viagra e suas consequências



Parece que música funcional emplacou de vez aqui no HZ. Com a entusiasmada aderência do nosso editor-em-chefe, que mesmo nessa friaca conseguiu a proeza de participar de uma rala-e-rola suarento, a "tendência veio para ficar", como observou o Pinto, nosso estilista-chefe.

Então, vão pegando aí o Martini Time, do Art Van Damme, a face civilizada da família. O disco é de 1953, mas tá fresquinho até hoje. Já o Art, papocou agora em fevereiro, com 80. Bom também, né?

P.S. O cabra da capa que está dando um trato na ruiva parece com o nosso editor, aquele cabelo partidinho, sabem? Não é, eu garanto.
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Consultório Sentimental Jazzístico Hipopótamo Zeno

Então. Terça à noite. Você está numa pausa, no meio de um rala e rola animado e suarento com sua namorada, naquela conhecida troca de fluidos corporais feromônicos. Um silêncio aqui, um farol de carro que passa pela rua e se reflete na persiana acolá, você vira para ela e diz, pra puxar papo: “E o Dexter Gordon, hein?”.

Daí a clássica bifurcação: ou ela responde “Hein/Quem/Hã?”, e é melhor você trocar rapidim de namorada porque essa aí, francamente, é de quinta, ou então ela sussurra, meiga, “Maravilhoso/Adoro/Noooossa!”, e aí, meu amigo, o céu é o limite cromático dessa relaçã.

Pois bem. Pra impressionar esta segunda namorada, sugerimos a seguinte gravação de But Not For Me (manja? “They’re writing songs of love, but not for me”), feita pelo Dexter no dia 20 de julho de 1967, em Copenhagen. Como eu não sou nenhum DJ Mandacaru, apenas fantasio o contexto da bagaça: turnê pela Escandinávia, pra pagar o aluguel e as biritas injetáveis, acompanhamento de músicos “locais” (a clássica cozinha de bateria, baixo e piano em versão lars, sven ou nils), platéia receptiva naquele mar de cabeças loiras tentando acompanhar os compassos. Nosso herói expõe logo de cara o tema em míseros 30 segundos, daí destroça tudo pelos próximos cinco minutos e descansa no sexto, à espera do Criador. Continua a descansar no sétimo, no oitavo, no nono e no décimo, e só se digna a voltar no décimo primeiro minuto depois que o baixista terminou aquela petulância que ele chama de solo. Aí a festa vira carnaval da Sapucaí, com direito a arroubos do batera (que atravessa um bocadinho lá pelos 13 minutos e tanto), retomada do tema principal e um arremate que é um primor de sutileza – dá até pra imaginar os caras se olhando durante os últimos compassos pra acertar o petit finale.

Não, não, não precisa agradecer pela dica. Mande um e-mail pra gente contando detalhes picantes da sua noite amorosa. Nosso Redator Chefe Pinto vai escolher os melhores e encaminhá-los para a saborosa seção Fórum da Ele & Ela.

(este post é dedicado a Renato K. e Franciel C., casal jazzístico que não ousa dizer seu nome)
01:55:01 - Zeno - 9 comentários

23 Julho

Explicando melhor a Bernadette Peters

21 Julho

Era uma vez



Se eu fosse vocês, já iria separando um dinheirinho: dia 20 de agosto estreia Era uma vez, versão brasileira do musical Into the woods. A garantia de uma boa história é a seguinte: músicas e letras de Stephen Sondheim. A garantia de que a bagaça vai ser bem tropicalizada são duas: Felipe Senna e Armando Bravi Filho, dois craques na área.

Enquanto a hora não chega, vão se divertindo com a gravação do original cast de Noviorque, onde o musical estreiou em 1987 e se segurou em cartaz por 764 apresentações. Eu só tenho pena da atriz que vai fazer o papel que foi de Bernadette Peters. Pedreira, viu? [Leia mais!]

15 Julho

Segunda feira negra



Essa aí que passou. Aqui, foi-se o Paulo Moura. Dele estão dando conta o Abracadabra (som) e o Passarela (informação e tubos). Mas lá em Miami, também finou-se a Olga Guillot, aos 87. O noticiário foi discreto para uma cantora tida como a Rainha do Bolero a partir da década de 50. Cubana, resolveu se mandar quando o pessoal desceu da serra. Deixou mais de 60 discos gravados, dos quais fiz uma coletânea enxutíssima. Deve ser ouvida longe de objetos perfurocortantes, vidrinho aberto de prozac à mão. [Leia mais!]

14 Julho

L'audace, toujours l'audace


O rapaz foi ressucitado numa mesa de desocupados, que tenazmente se dedicavam a liquidar um pernil de porco de se comer de joelhos, de responsabilidade do nosso monge tibetano Lama, que apesar de vegetariano agasalha bem seus amigos carnívoros, no simpático mosteiro de Dameanna, encravado no vale Maddalehna, primeiro à direita de quem entra na Cordilheira do Himalaia saindo do Paquistão, e eu não sei mais como terminar essa frase.
A bem da precisão, a lembrança foi de um gaulês (ou normando, fica difícil diferenciar depois de alguns copos de leite de iaque): Michel Polnareff era a trilha sonora de sua adolescência. Como os infantes da mesa fizeram cara de paisagem, fomos obrigados, ele e eu, a um rápido French Idole, interpretando Love me, please love me. Duvido que tenha dado certo. Vai com o original.
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06 Julho

Genérico do Chaco



Pros carpideiros da Larissa, deixo aqui uma substituta, também paraguaia, com mais roupa, nem por isso menos encantadora.
O patrocínio é do excelente Bau de LongPlaying, onde vocês vão se esbaldar, tenho certeza.
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02 Julho

Da Espanha pra Itália é um pulinho



Ele pode até refugar, mas quem me deu o toque foi o o Pinto. Fã modelo rasgando-as-prega de filme brasileiro, ele me chamou a atenção da musguinha que tocava no final de "Saneamento Basico - O Filme", Dentro Al Cinema, do GianMaria Trovesi.
Acionei a sucursal cangaceira di Roma e, seis meses depois (cês vão aperrear italiano?), chegaram as cinco bolachinhas do carcamano. Delas, separei uma - "Da Questa Parte del Mare", de 2006.
No meu modesto entender, vale o esforço pra baixar.

01 Julho

A Guerra do Paraguai não acabou

Eu acho que sei o que levou o Jorjão a se esvair em lágrimas hoje à tarde: um videozinho no Tubo de Vocês com a Berta tocando um dos movimentos do Concerto de Aranjuez com a Amadeus Orchestra. Eu não costumo andar nessas paradas aí, não, até porque o som é precário mesmo pra quem começou ouvir música em rádio AM no interior do Ceará. Mas tá valendo. Tem mais Berta tocando La Catedral, mais um choro improvisado com o Hamilton de Holanda, mais uma cacetada de coisas se tu tem paciência de ouvir música por um tubo de lata.

Meu negócio aqui é outro. O Concerto de Aranjuez é uma das peças musicais que mais me toca e eu não quero nem saber por que. Uma das gravações que mora na edícula do meu coração é a do crioulo marrento. E eu não vou entrar em detalhes porque o HopiHari francês tá botando pra fudeau com esse negócio de carregar arquivo que não pode. Ouçam e me digam se não é motivo pra sair correndo até a Americanas mais próxima pra comprar o Esboços da Espanha.
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Plantão HZ informa: quem não conseguiu baixar no local indicado pode tentar aqui:
http://www.megaupload.com/?d=BS7ZR79N

A outra paraguaia tocando o paraguaio

"El DJ sempre me dice cuesas lindras"
O editor-em-chefe que me perdoe, mas se eu precisar de um só motivo para torcer pelo Paraguai a Berta Rojas é suficiente (e eu não estou falando de mastectomia). Se vocês tiverem interesse na vida da moça, os links dão conta. Na bolachinha em anexo, Dona Berta esmerilha a obra do conterrâneo Agustín Pío Barrios, uma das interpretações mais bacanas que já vi aí nessa área. Só procês compararem, botei La Catedral com o David Russel (10MB), o atual queridinho do violão clássico na cena mundial, com o John Williams (17MB) e com o dono da música, em uma gravação histórica (11MB). Me digam se a Berta num peita.

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