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Eu me envergonho

O lado B do Je me souviens.


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13 Outubro

Dois cenários

No primeiro: ganha uma e de brinde teremos o fim dessa aguerrida, isenta, plurifacetada e percuciente imprensa, praticamente amordaçada nesses últimos oito anos em que, sob a ameaça da censura, não pôde dizer (falar, escrever, sugerir, inventar) nada contra o presidente da República e seus aliados.

No segundo: ganha o outro e de brinde teremos na prática a extinção dessa mesma imprensa, tornada obsoleta pela mediação desnecessária, uma vez que estará automaticamente alinhada com a agenda do novo Planalto –que, caso contrariado por algum jornalista desinformado quanto à nova realidade, irá demiti-lo incontinenti.

Sei não, mas acho que o problema não é de uma ou do outro candidato, mas das redações, e por tabela nosso.
16:21:33 - Pinto -

07 Outubro

R.I.P. 4

Tenho procurado, por várias razões que me são convenientes, me manter à parte (não se entenda isso como neutralidade, que não há) na discussão política, mas não tenho como não me manifestar da forma mais incisiva possível diante da lambança do Estadão, que demitiu a psicanalista Maria Rita Kehl por "delito de opinião", como a própria definiu.

Isso em plena campanha eleitoral, num jornal que transformou a censura que recebeu há 400 e poucos dias em ação de marketing, saiu do armário de maneira louvável declarando voto em Serra "para evitar um mal maior" e não perde a oportunidade de denunciar supostos arreganhos autoritários do governo Lula contra a liberdade de expressão, essa que o Estadão diz prezar.

Tem alguma coisa muito errada nisso aí, ô se tem.

No Leia Mais, a íntegra do artigo "Dois Pesos...", que causou a demissão da colunista. [Leia mais!]
14:29:35 - Pinto -

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