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Filmes esquisitos

Nós gostamos mesmo é do escurinho.


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23 Novembro

Sanguepazzo (2008)

Passa na TV a cabo. É dirigido por Marco Tulio Giordana, o mesmo de "Pasolini - Um Delito Italiano" e "Os Cem Passos". Tem a Monica Bellucci. Estas são as três razões iniciais para se ver o filme, mas há outras. Trata do mesmo período do "Vincere", resenhado abaixo (tem até as mesmas cenas de arquivo usadas no outro filme), mas é infinitamente melhor - o que soa como heresia, já que o Giordana é tido como "diretor de TV", enquanto o Bellocchio é monumento tombado do cinema italiano. Tem lá seus problemas, um escorregão aqui e acolá em clichês, mas a quantidade de momentos em que a gente exclama "Que idéia boa!" faz com que o transatlântico (i.e., filme caro, produção complicada, etc) desfile suave pelas longas duas horas e quarenta de duração. E se a Bellucci não está muito boa no papel (real) de diva do cinema italiano da década de trinta, seu partner, tal de Luca Zingaretti, faz qualquer cena em que ele esteja presente digna de atenção. Ouça o conselho do Hipopótamo Zeno e troque "Vincere" por "Sanguepazzo": é o negocião italiano da temporada.
10:58:40 - Zeno -

19 Novembro

Vincere (2009)

Já tinha visto e ouvido muita gente boa por aí elogiar o filme. Mas é mais um daqueles casos que despertam simpatia por conta da história, né não? Acompanhamos com interesse as duas horas e tanto de exibição porque queremos saber mais da vida política italiana das décadas de vinte e trinta - mas um filme não pode ter seu mérito pela nobreza do tema que aborda. Aí topo com uma entrevista do Bellocchio, naquele volume de cinema italiano da Cosac, dizendo que ele privilegia a forma sobre o conteúdo, mesmo no caso do cinema político mais engajado. Bom, mas não é o que se vê no Vincere, e nem no anterior Buongiorno Notte, sobre o caso Aldo Moro, do mesmo diretor. Sei não, mas "a gente boa" mencionada no início anda com excesso de bons sentimentos (quem não se irmanaria na tragédia da mulher esquecida do Mussolini?) e escassez de preocupações formais - menos o Jorjão, o contínuo aqui da redação, que andou dizendo pelos corredores que "o Duce é que tinha razão em sumir com a louca vagabunda".
08:51:09 - Zeno -

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